História Cliché - Capítulo 12


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Harry Styles
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Clichê, Colegial, Dinah Jane, Fifth Harmony, Harry Styles, Lauren Jauregui, Não Clichê, Romance
Visualizações 60
Palavras 2.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meu filho Emery na capa. 
Chegar com mais um capítulo, povo, já pega a pipoquinha e vamos começar.

Capítulo 12 - Bullying


Fanfic / Fanfiction Cliché - Capítulo 12 - Bullying

Bullying

substantivo masculino

1. assédio moral infantojuvenil (AMI), bulimento;

2. anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

Bullying. Esta é uma coisa muito difícil de se falar em minha opinião, pois eu nunca entendi o motivo que algumas pessoas têm em machucar outras, tanto fisicamente, quanto psicologicamente.

Milhares de pessoas no mundo, nesse exato momento, estão sendo vítimas de bullying e, às vezes, ninguém sabe, porque a maioria delas tem vergonha de tal coisa. Mas os tais que sofrem se sentem constrangidos como se eles fossem os agressores, porque tem vergonha e se culpam por "não conseguirem se proteger sozinhos" e isso é uma coisa péssima a se pensar, porque a vítima não tem culpa por ser agredida, em nenhum sentido.

Não existem motivos para a prática do bullying, porque é algo inadmissível, mas existem certos "padrões" de "causas" dos agressores começarem, principalmente em escolas. A maioria das vítimas, generalizando, são pessoas "diferentes", seja sua cultura, sua cor de pele, sua origem, quem são os pais, quanto dinheiro têm, sua sexualidade, se é quieto demais ou inteligente demais. Esses são os principais alvos de pessoas ignorantes, que não fazem a menor ideia do que estão fazendo de suas próprias vidas, então decidem descontar em pessoas que não tem nada a ver com suas coisas.

Os bullies nunca tem um "padrão", então você não pode os identificar de cara, como as generalização em desenhos e séries infantis e adolescentes norte americanos. É bem mais complicado do que isso, pois eles podem ser, literalmente, qualquer pessoa e não tem como se esconder disso. Essas pessoas podem ser da alta sociedade, baixa sociedade, ter a pele clara ou escura, ser alguém sério ou extrovertido, ser de qualquer religião ou escutar qualquer tipo de música. Como qualquer tipo de agressor, não tem como saber de cara, então não se precipitem em achar que, só porque alguém está com roupas rasgadas e uma cara fechada, que ela é um bullie, ou irá fazer algo de mal para você, porque não é assim que funciona. Isso é preconceito.

Quando eu cheguei nos Estados unidos, era muito nova, mas tinha idade suficiente para frequentar a escola, e tempo de sobra para isso, porque estava somente com minha mãe e ela teria que trabalhar para nos sustentar. Mas assim que coloquei meus pés na minha primeira escola, algumas crianças não foram tão receptivas quanto eu esperava que fossem.

Eu mal sabia falar a língua inglesa com a pouca idade que eu tinha, o máximo que eu sabia foi o que aprendi vendo desenhos como Bob esponja, mas isso não era o suficiente. Meu inglês era ruim e minha cor de pele era diferente, meu sotaque não agradava aquelas pessoas e a minha existência não era bem-vinda. Aquela implicância durou anos, não importava quantas vezes eu mudasse de escola, sempre haviam piadinhas sobre tráfico de drogas, ou pessoas que ignoravam minha existência ou as que jogavam comida em mim.

Meu início de ensino médio foi o pior de todos, era uma escola nova, adolescentes são maus. Crianças não são naturalmente más, elas são influenciadas, por sua família ou ciclo social e, se continuarem a ser podem se tornar adolescente terríveis, e adultos vazios. No meu primeiro ano no ensino médio, eu fui chacota das meninas populares, era xingada de diversos nomes, pessoas perguntavam se eu vendia drogas ou se meu pai era o Pitbull. Na época, eu cheguei a almoçar todos os dias no banheiros, porque se eu fosse ao refeitório pessoas iriam jogar comida em mim e me chamar de lixão comunista. Vocês tem noção do quanto aquilo me destruiu?

Eu tinha ainda mais medo de que alguém descobrisse que eu também gostava de garotas. Eu tenho certeza que tudo pioraria ainda mais. Porque um latino incomoda muita gente, mas um latino, sem religião e lgbt , incomoda milhões de vezes mais.

Esse é um dos motivos de eu ser mais reservada em relação às pessoas, eu nunca sei quem são os bullies, eles podem ser, literalmente, qualquer pessoa. Eu não sabia em quem confiar. Então, a partir de um momento da minha vida, eu jurei para mim mesma que, se eu avistasse alguma cena de bullying, ou qualquer tipo de agressão, eu iria impedir, ou simplesmente fazer alguma coisa para ajudar a vítima.

Isso ainda não mudou.

Camila's POV

Eu ainda estava esperando Harry contar o motivo daqueles brutamontes infernizarem a vida dele.

— Eles brincam comigo, porque eu sou nerd… – o clássico "motivo" de idiotas que tem o mínimo de neurônios — E por causa de uma coisa que a minha irmã contou para eles. – mais um boato.

— O que a imbecil da sua irmã contou para eles, Hazza? – ponho minha mão em cima da sua, como sinal de reconforto e ele me olha.

— A Lauren contou para o Matthew que eu também gosto de garotos e ele me enganou. – dizia com a cabeça abaixada. Então eu olho para Dinah, que corresponde meu olhar.

— O que ele fez com você, Harry? – ela pergunta.

— Ele mandou um dos garotos do time fingir que gostava de mim. – brincava com os próprios dedos sobre a mesa — Ele combinou de me encontrar, mas era um plano para o Matthew descobrir se o que a Lauren havia dito era verdade. Então ele…me bateu, mas o Shawn e o Wesley estavam por perto e o impediram de continuar. – seus olhos lacrimejavam e eu sentia ódio.

Qual é o problema daquele garoto? Qual era o problema de todos aqueles garotos daquele grupo? Eles são uns completos trogloditas, e imbecis.

Eu vou socar aquele filho da puta. – Dinah e eu dizemos ao mesmo tempo e Harry nos olha com os olhos arregalados.

— Não façam isso, isso faz muito tempo, aconteceu no meio do primeiro ano. – ele falava as coisas rapidamente.

— Não interessa quanto tempo faz, ele continua o mesmo idiota. – Dinah estava alterada, ela precisava se acalmar um pouco para raciocinar — Mas, será que a surra que a Jauregui deu no Hussey no primeiro ano tem a ver com isso? – pergunta e eu fico confusa. Que surra?

— Por que ela faria isso por mim se foi ela quem contou a ele? – ele estava com raiva, era a primeira vez que eu o via raiva.

— Você tem certeza que foi a sua irmã que contou para ele? – pergunto.

— Ele contou para mim. Ele é um idiota, mas não acho que seja um mentiroso também. – então abre seu pote, onde havia um sanduíche e o pega — Além disso, Lauren não gosta muito de mim e isso é bem claro. – morde seu sanduíche e o estica, em forma de oferecimento, mas nós duas negamos com a cabeça.

Harry estava, claramente preso pela mágoa de sua irmã. Depois do último boato que ouvi sobre mim nesta escola, parei de acreditar completamente em quem eles diziam ser a pessoa que começou com ele, porque nós nunca vamos sabem quem foi.

Não sei se eu acredito que Lauren tenha feito isso. Não querendo a proteger, até porque não a conheço bem, mas pela forma que se mostra, ela não me parece que faria algo assim. Não por sua forma de se vestir, popularidade ou coisa do tipo, mas sua forma de agir. Como ela trata as pessoas, seus amigos e até os funcionários, não me parece que é alguém que contaria algo que poderia prejudicar alguém, principalmente sua família.

Mesmo que Harry acredite fielmente que sua irmã tenha feito o que ele acha que fez, não sei se é verdade. Porque eu sei que, grande parte, de sua desconfiança vem pela decepção de como a de olhos verdes o trata. Então acho melhor eu mesma tirar esta história a limpo.

— Olá meninas, e pequeno Hazz. – ouço uma voz e vejo que Emery Kelly havia sentado ao lado de Harry e estava com o braço em volta dos ombros do de olhos verdes — Você é a Dinah Jane, não é? – ele pergunta olhando para a loira ao meu lado e ela afirma com a cabeça rapidamente, o que me fez rir pelo seu desespero.

— Como você sabe? – ela pergunta com os olhos arregalados.

— Nós fazemos as mesma aulas, ué. – então bagunça os cabelos de Hazza, que o olha com uma careta — E eu tenho que conhecer os amigos dos meus amigos, não é Camilinha? – olha para mim sorrindo.

— Nós não somos amigos, Emery. – digo simples e ele faz uma careta.

— Assim você me magoa. – se joga de costas em Harry, com as mãos em seu peito, mas logo levanta — Lauren só fala de como você é incrível. Eu sou incrível também, faríamos ótimos amigos. – então sorri.

— Muito egocêntrico. – falo, enquanto fecho um pouco os olhos.

— Mas um egocêntrico incrível. – levanta e abaixa as sobrancelhas seguidas vezes — Tenho que ir. Tchau, gente. – acena e se levanta para ir até o corredor.

— Ele estava dando encima de você. – Dinah fala olhando em minha direção e eu nego com a cabeça.

— Não estava. – Harry diz simples, para depois comer o último pedaço de seu sanduíche e beber o resto do suco que sobrou — Ele é assim mesmo, é assim que ele tenta se aproximar das pessoas para conhecê-las. Emery é bem legal. – dá de ombros e eu olho para Dinah com meu clássico olhar sarcástico de "eu sabia".

Então o sinal toca e nos levantamos para ir para a sala, mas não antes de Dinah e eu nos despedirmos de Harry.

As últimas aulas se passaram e Lauren ainda não havia aparecido, ainda não sei como eu iria pra sua casa para fazermos o trabalho se não consigo a achar.

No último tempo, percebi que Emery pediu para ir até o banheiro e não voltou, assim como Lauren, e é bem possível que ele tenha ido procurá-la.

Quando o sinal do fim das aulas tocou, eu estava com dor de cabeça e não achava Lauren em nenhum lugar, e eu precisava dela para ir para casa, porque havia mandado uma mensagem avisando a meu pai que iria na casa dos Jauregui para fazer um trabalho e que ele não precisava vir me buscar. Eu a procurei em algumas salas, banheiros, refeitório e nada. Até que tive a idéia de ir até a diretoria, que ficava em frente à enfermaria e vi Emery na porta de lá.

— Oi, Emery. Eu estou procurando a Lauren, você conseguiu a achar depois do almoço? – pergunto com as mãos em meu rosto.

— Ela disse para eu te procurar, mas se eu saísse nós nos desencontraríamos, então preferi esperar você me achar. Ela está aqui dentro.– diz apontando para a porta, em frente a diretoria, que dizia "enfermaria" em uma placa colada.

— Por que ela está aí dentro? – pergunto e giro a maçaneta da porta. Mas antes de entrar na sala, ele me para.

— Lauren não vai conseguir levar você até a casa dela, como ela me contou que havia lhe prometido. Então eu levo vocês duas até a casa dela, tudo bem? – pergunta e eu fico curiosa, mas afirmo com a cabeça.

— Por que ela não vai conseguir nos levar? – isso já estava estranho.

— Você vai ver. – fala, para logo depois abrir a porta.

Olho ao redor da enfermaria e vejo Lauren sentada em uma das macas, ela continha uma bolsa de gelo sobre seu olho esquerdo.

— O que aconteceu com o seu olho? – pergunto, enquanto me aproximava.

— Oi, Camz. – ela estava inquieta. — Eu só caí. – diz nervosa. Então eu pude perceber que sua mão estava enfaixada, como se tivesse a machucado por bater em algo duro, e com muita força.

— Caiu com o olho na própria mão? – pergunto de maneira sarcástica.

— Ela brigou com o Hussey, aquele babaca deu um soco no olho dela, mas ele saiu na pior. Por isso ela sumiu, estava na diretoria levando uma bronca. – Emery dizia olhando em minha direção, enquanto eu assistia Lauren o olhar com um olhar repreensivo, possivelmente por ele estar me contando isso.

— Nossa, muito obrigada por me explanar, Em. – a de olhos verdes tirava por alguns segundos a bolsa gelo, que estava sendo pressionada sobre seu olho, para logo voltar a colocá-la de volta.

— Por que você brigou com o capitão do time de basquete, que tem o dobro de seu tamanho, Jauregui? – pergunto curiosa.

— Não foi nada demais. E ele é só um idiota sem cérebro que não sabe bater nem uma punheta, quem dirá em mim. – Lauren diz, enquanto ria, e Emery ri, mas para assim que lhe dou um tapa.

Então olho para Emery e ele entende que eu queria que ele respondesse a minha pergunta.

— A Laur estava no corredor, voltando do banheiro, quando ouviu o Hussey e os amiguinhos dele zoando o Harry, então ela bateu nele. Sorte a dele, porque se eu estivesse com ela, ele provavelmente não sairia vivo. – sua expressão era fechada enquanto falava.

Emery Mikeal Thomas Kelly, eu vou matar você. – Lauren diz, provavelmente, por ele ter me contado o porquê da briga.

Ela claramente não havia começado com aquele boato para o time de futebol como Harry pensa, porque ela obviamente os odeia. Mas, por que não conta a verdade para Harry? E por que ela não conta que não o odeia como ele pensa que ela o faz? Isso é confuso.

— Okay, já entendi. – Eme diz com as mãos levantadas, depois de ser fuzilado pelo olhar de raiva que vinha de Lauren. Então vai até um dos bancos um alguns metros afastado de onde estávamos, e eu me sento ao lado da morena.

— Deixa eu ver como isso está. – falo e retiro a bolsa de gelo que estava pressionando seu olho.

Ele estava em um tom roxo avermelhado e sua pele por volta do roxo estava avermelhada por conta do gelo, mas pude ver que não era tão ruim e ela conseguia o abrir.

Lauren me observava atentamente e estava com as sobrancelhas levantadas, pude perceber isso de relance, enquanto observava seu ferimento.

— Gosto quando você cuida de mim, e quando está perto desse jeito. – Lauren diz baixinho, mas consegui ouvir por estar perto, e pude perceber que não havia malícia em sua frase.

— E você tem que colocar uma pomada nesse roxo enorme, Jauregui. – falo de maneira séria e ela revira os olhos.

— Não estraga o clima de enfermeira e paciente, Cabello. – ela diz sorrindo. Eu estava com uma dúvida que estava me consumindo.

— Por que você não conta ao seu irmão que você está o protegendo? Ele acha que você o odeia. – vou direto ao ponto e sua expressão se fecha — Por que você que finge que é uma idiota na frente dele? Porque agora eu sei que você não é uma. – pergunto e aparece um micro sorriso em seu rosto.

— Podemos falar sobre isso depois, quando formos para a minha casa fazer o trabalho? – pergunta e eu assinto confusa.

— Ainda quer fazer o trabalho com um olho a menos e uma mão de pano, senhorita espantalho? – então ela gargalha e vejo que a atenção de Emery foi para nós, e ele continha um sorriso em seu rosto.

— Eu me estou mais para o homem de lata, porque não tenho coração, já que você o roubou. – fala e eu sorrio pela referência de sua música para mim e "O mágico de Oz" — Você até que é engraçadinha, Cabello. Mas não tanto quanto eu. – arqueia as sobrancelhas e sorri.

— Isso nós vamos ver. Vem, seu amigo disse que nos levaria para sua casa. – falo apontando para Emery que logo acena sorrindo para Lauren e ela afirma com a cabeça.

Lauren iria levantar, mas vira seu rosto no momento em que Matthew sai da sala do diretor, que fica ao lado da enfermaria. Ele tinha seu rosto inchado e repleto de pontos roxos, seus lábios estavam cortados e tinha seu braço esquerdo enfaixado quase por completo. Então olho para o lado e vejo uma Lauren com uma expressão enfuirecida.

Estava tentando a fazer levantar, quando sinto uma aperto forte em minha nádega direita. Eu sabia que havia sido Matthew e Lauren parecia ter percebido na hora, porque seu rosto se contorceu ainda mais de raiva. Mas antes que que pudéssemos fazer algo, Emery levanta como em um pulo e dá um soco no rosto do maior, seguido de um chute nos países baixos.

— Se você fizer isso com qualquer garota novamente, eu vou dar o prazer ao mundo de você nunca conseguir passar a diante sua genética de chorume de lixo, nesta sua vida podre. – finaliza o moreno, apontando para o rosto de Hussey que se contorcia no chão com suas mãos entre suas pernas.

Okay, talvez nós pudéssemos realmente ser amigos...



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