História Clichê. - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki
Tags Clichê, Tododeku
Visualizações 132
Palavras 2.291
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura 💙

Capítulo 1 - Apenas uma nova escola.


Primeiro ano do ensino médio. Uma escola nova, uma vida nova.

Pelo menos é assim que eu gostaria de pensar...

A escola é realmente grande, por fora já dá para ter uma noção. Eu deveria ter vindo com a minha mãe quando ela veio fazer a minha matrícula, assim, não teria riscos de eu me perder.

Sim, eu entrei nessa escola no meio do ano. Fui obrigada a dar adeus a todos os meus amigos e minha antiga escola por conta de uma proposta de trabalho que minha mãe recebeu. Eu não me arrependo de tal ato, eu fico feliz por ver ela animada depois de tanto tempo. Então, eu apenas engoli meu egoísmo e vim parar aqui, na Academia U.A.

Depois de longos minutos em frente do grande portão daquele lugar, eu decido entrar.

Logo de cara já é possível ver os grupinhos formados, todos eram diferentes uns dos outros mas, pareciam se dar tão bem.

- Com licença? - Consigo chegar na diretoria da escola. Não que isso seja surpresa, mas eu estou perdido. Andei em vários corredores a procura da minha sala, mas parece que esse lugar não tem fim!

- Posso ajudá-lo? - Uma mulher de cabelos loiros preso num coque e de olhos lilás veio até mim. Ela tinha uma prancheta em mãos e um sorriso doce nos lábios.

- Não consigo achar minha sala...

- Você é o aluno novo? - olhou para o papel na prancheta - Midoriya Izuku, certo?

- I-isso... - vi ela se apoiar na mesa e resmungar algumas coisas

- Aguarde um instante, sim? - e então saiu da pequena sala branca, me deixando sozinho com os meus pensamentos.

É um lugar agradável de se estudar. Os alunos são energéticos e pelo que parece a qualidade desse lugar é realmente boa. O novo chefe da minha mãe que recomendou esta escola. Não sei como mas, ele sabia das minhas notas altas e como eu sou um bom aluno, disse que seria bem fácil eu conseguir uma vaga.

- Eu não mandei você esperar o aluno novo na entrada?! - ela não estava dentro da salinha, mas era possível escutar sua voz elevada.

- Eu esqueci, tabom? Droga, por que eu?! - uma voz mais grossa respondeu, obviamente um garoto.

- Por que você é a porcaria do aluno exemplar! Você vai entrar nessa sala com o seu melhor sorriso e fazer o que eu mandar.

- Até parece.

- Não me provoque, tenho o poder de te expulsar. - a porta da sala foi aberta - Midoriya, desculpe a demora. - ela entrou e então uma figura loira de cara amarrada a seguiu - Este é Bakugou Katsuki, ele ficará responsável de lhe mostrar a escola.

Me pergunto se ela sabe que foi possível eu escutar a discussão dos dois lá fora. Como foi mandado, o loiro de olhos carmesim sorria para mim, era possível perceber que aquilo era forçado.

- P-prazer... - seguro sua mão que estava estendida para mim, ele concorda e me solta rapidamente - Olha, Senhora...?

- Senhorita Takeyama. - exigente.

- Senhorita Takeyama - completo - não é necessário isso. É só me falar aonde fica a sala 1-A que eu paro de incomodar.

- Que ótimo! Você e Katsuki são da mesma sala - ela sorri - Ele te mostra a escola e então vão juntos para a sala.

Eu a olho e depois sigo meu olhar ao loiro que mantinha a expressão séria, o clima está pesado ou é impressão minha?

- Vamos logo. Midoriya Izuku, por favor, me siga. - ele abriu a porta e me olhou.

- Foi um prazer, Midoriya! - ela sorriu para mim e eu apenas concordei.

Saímos da pequena sala. Bakugou está andando do meu lado enquanto apontava para alguns lugares e dizia suas funções.

- Ali fica a biblioteca. - apontou para uma grande porta marrom que continha alguns desenhos de livros na mesma. Com certeza esse será meu lugar de escape.

- Me desculpe por isso... - me sinto na obrigação de pedir desculpas. Seja lá o que ele estava fazendo eu o atrapalhei com minha falta de localização. Eu deveria ter perguntado a algum aluno aleatório... Maldita seja minha vergonha!

- Beleza. O diretor que tinha me pedido isso, eu que esqueci.

- Não é ela a diretora?

- Óbvio que não. Se a escola ficar nas mãos daquele velha doída em dois dias esse lugar vai para o chão.

Em poucas palavras trocadas eu já consegui sentir o seu gênio forte. Ele com certeza é aquele típico garoto brigão e orgulhoso, aqueles que: "sou mil vezes melhor que você". Como consegui perceber isso? Só pelo corte de cabelo, a carranca em seu rosto e seu uniforme desleixado.

- C-claro.

Depois de alguns minutos rodando aquele prédio nós finalmente chegamos na sala de aula. Eu nunca iria conseguir achar esse lugar! Não passou pela minha cabeça que os primeiros anos se localizam no último andar! Quem teve esse idéia?

- Meu trabalho está feito. Falou. - Bakugou entrou na sala e me deixou sozinho aqui fora. O professor - ou professora, eu não faço a mínima idéia - ainda não havia chegado. Pelo menos não vou ter que passar pela vergonha de me apresentar para diversos desconhecidos, eu não sei me socializar... Como minha mãe diz, vou acabar sozinho.

Sem cerimônia eu entro a passos rápidos na sala, estou com a cabeça baixa e pedindo aos deuses para os meus cachos verdes não chamar atenção. Me sento na última carteira da primeira fileira, perto da janela, assim como na minha antiga escola. A Única diferença é que não vou ter Shinsou sentado a minha frente reclamando de como a vida é chata. Já estou com saudades...

Eu nunca fiquei tão feliz de passar despercebido por tantas pessoas. Longos minutos se passaram e ninguém veio até mim, eu estava feliz escrevendo algumas bobeiras de heróis no meu caderno e usando os gritos de Bakugou como trilha sonora. Ele parecia acompanhar seu amigo de cabelos vermelhos como sangue jogar algum jogo ou então, estava se divertindo chamando o mesmo de "inútil" diversas vezes.

Depois de escutar o loiro gritar um "morre!" Para o seu amigo eu levanto minha cabeça e me assusto com um garoto sentado a minha frente, seus cabelos eram de duas cores... Vermelho e branco... Isso é diferente de tudo que já vi! Ele estava sentado de lado assim tendo uma ampla visão do loiro, seu rosto estava sereno e sua boca levemente aberta, talvez ajudando em sua respiração.

Eu não sei se eu estava babando demais pelo garoto a minha frente ou então ele havia enjoado de olhar para o loiro e decidiu procurar uma nova distração - que nesse caso, fui eu - mas eu quase cai da cadeira no momento que seu olhar pousou em mim. Duas cores! Assim como os seus cabelos os olhos dele continha duas cores! Um cinza, como um céu nublado num dia de inverno e o outro azul, como o vasto oceano.

- Oi. - Sua voz... Apenas com uma palavra, a sua voz rouca e aveludada foi capaz de causar arrepios deliciosos por todo o meu corpo.

- O-Olá...

- Qual o seu nome? - Eu realmente gostaria mas não consegui responder. Seu olhar penetrante me adormecia ao ponto de toda a sala ficar em silêncio para apreciar como estou morrendo.

Eu estava apenas o olhando e eu senti que encontrei a perfeição no momento que ele sorriu para mim. Um sorriso mínimo porém encantador.

A tristeza invadiu meu coração no instante que o professor entrou na sala e o bicolor virou para a frente, me deixando sozinho admirando os seus fios de cabelo... Seria pedir muito se o professor esquecesse de dar aula?

Os dias se passaram e aos poucos começamos a nos falar. Descobri que seu nome é Todoroki Shouto e morri de vergonha no momento que ele elogiou o meu. "Posso te chamar de Izu-chan?" Se o paraíso não for perto dele eu não sei aonde é.

A cada semana, a cada instante perto e a cada palavra trocada eu me apaixonava mais pelo bicolor. Ele me fez rir com suas piadas bobas e me fez corar a cada elogio que me dava. Eu já me apaixonei diversas vezes mas nenhum se compara a ele, ninguém conseguia competir com ele. Sabe aquele sentimento de: "quero ficar com você pelo resto da minha vida"? Foi o que eu senti no momento que Shouto segurou minha mão e me levou até a porta de minha casa - e morri de vergonha quando minha mãe disse que o bicolor tinha me ajudado a desencalhar -.

Eu só queria estar com ele a todo momento. A escola se tornou mais interessante no momento que ele me beijou na frente de todos assim, arrancando gritinhos das meninas e palmas dos rapazes: "até que enfim, Shouto!". Eu não sabia se agradecia ou desmaiava ali mesmo.

- Vocês se conectam... Como peças Lego! - Uraraka me abraçou de lado.

- Ou como batidas de sapatos de dança! - Mina seguiu a amiga e me abraçou do outro lado.

Como esperado eu havia conseguido fazer amizade mais com as meninas. Claro que Kirishima, Bakugou, Kaminari e lida falavam comigo diversas vezes. É engraçado quando todos nós, garotos, nós unimos na casa de alguém para fazer trabalho escolar. Shouto e Bakugou conseguiam brigar facilmente e na maioria das vezes só eu e Kirishima conseguiamos acalmar os dois.

Para a minha alegria as férias de verão havia chegado, assim poderia passar mais tempo com o Shou-chan. Pelo menos era o que eu pensava:

- Viagem? Para onde?

- Nova York. - acariciou minha bochecha direita

- Por quê?

- Cerimônia da empresa do meu pai.

- Você sabe falar inglês, Shou-chan?

- Todos da minha família são obrigados a aprender para conseguir viver em um momento como este. - e ele sorriu, aquele sorriso que é capaz de me fazer desmaiar.

- Eu vou sentir saudades... - o abracei mais forte que conseguia e me permiti senti o seu cheiro adocicado.

- Eu também vou - me abraçou de volta enquanto fazia carinho nos meus cachinhos verdes - Mas é só por um tempo. Quando eu voltar vamos fazer tudo que você quiser, tabom?

A única resposta que ele conseguiu receber foi um beijo, eu sei que ele percebeu as lágrimas que invadiram os meus olhos no momento que ele saiu pela minha porta. Posso estar sendo dramático? Claro! Mas não me importo nenhum pouco.

Os dias pareciam passar devagar só para mim irritar ou então eu que perdia meu tempo encarando os ponteiros do relógio fazer o seu trabalho. Em uma semana fizemos uma festa de pijama na casa da Uraraka e em outra fomos todos acampar, o lida era nosso guia mas no fim acabamos todos perdidos. De acordo com o moreno, a sua vida passou pelo seus olhos no momento que Bakugou pulou em sua frente dizendo que ele não prestava para nada. Pobre lida...

As aulas haviam retornado e eu finalmente iria voltar a ver o dono do cabelo bicolor. Eu estava afogado em minha própria ansiedade e nervosismo.

Lá estava eu, no fundo da sala, rabiscando coisas bobas no meu caderno até que sinto alguém sentar na cadeira em minha frente e apoiar o rosto encima de minha mesa:

- Oi.

- Olá. Como vai o seu dia?

- Melhor agora. - sorriu

Que clichê, Shouto! Mas para ser honesto, isso fez o meu dia.

Céus, como eu estava com saudades desse olhos e desse rosto, como eu estava com saudades de Todoroki Shouto! Nos levantamos e nós abraçarmos, eu não estava ligando para os assobios ou as péssimas piadas de duplo sentido de Bakugou. Eu apenas me concentrei em Shouto e no seu maravilhoso cheiro que impregnava suas roupas.

E então os meses passaram e quando eu menos esperava o nosso aniversário de namoro havia chegado. Eu não conseguir preparar nada de especial e sinto que Shouto também, afinal, éramos assim.

No comecinho daquele grande dia especial, Shouto havia me mandado uma mensagem:

"Bom dia, meu Izu-chan. Parabéns para nós! Que tal me encontrar no parque central as uma da tarde?"

Como dizer não a esse homem? Eu levantei completamente feliz, dancei com a minha mãe pela casa e quando o relógio marcou meio dia e meio eu saí de casa pulando de alegria. Só Shouto era capaz de fazer eu me sentir assim.

O parque estava cheio. Crianças correndo e mães fofocando enquanto observava seus filhos, acho que é isso que amo nos dias de sábado... Todos são tão felizes.

Me sentei num banco para apreciar aquelas crianças brincando como se o amanhã não existisse, e quando dei por mim escutei um sussurro ao meu ouvido:

- Oi.

- Olá. - me puxou para levantar do banco

- Eu tenho que saber, você se sente assim? - sem cerimônia o bicolor se ajoelhou a minha frente e puxou uma caixinha vermelha de seu bolso, a abriu e seu conteúdo era nada mais que duas alianças prateadas.

Que clichê, Shouto! Deixar para fazer tal ato no nosso primeiro ano juntos. Mas parando para pensar sempre fomos assim, um bobo clichê.

As lágrimas invadiram meu olhar e em meio a soluços eu respondi que sim. E usando aquelas pessoas do parque como nossos convidados de honra trocamos as alianças. Era possível escutar palmas de um lado e felicitações do outro, as crianças que nos olhavam sorrindo fez o meu coração pular de alegria ainda mais.

- Você é a pessoa mais linda desse mundo. - me beijou.

Mas talvez seja melhor desse jeito. Se eu estivesse num relacionamento totalmente diferente e inesperado eu poderia não estar tão feliz como estou agora.

O nosso clichê é a coisa mais linda do mundo, Shou-chan. 


Notas Finais


Essa oneshot foi baseada na música Cliché de mxmtoon, uma música perfeita!

Obrigada por ler!

Beijinhos de morango para todos! 💙


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