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História Clichê ao contrário (Taekook) - Capítulo 12


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Notas do Autor


Finalmente eu resolvi postar alakak. O cap ñ está um dos melhores, mas né, é o primeiro ;-;
O próximo vai demorar tbm? Claro q vai, mas é por uma boa causa kakaakka
Eu ñ vou fzr a mesma burrada q eu fiz antes, escrever de qualquer jeito e postar, dessa vez vai ser uma história toda arquitetada q levou horas do meu dia pra ficar pronta, dessa vez ñ vai ser meua boca ñ, eu juro😔
Pronto já falei porcaria demais, agr tchau

Capítulo 12 - Primeiro Capítulo.


-O que está fazendo aqui?! Por que voltou?- 

-Não está óbvio?! Eu te amo!-

*Meses antes*

Jeon: 7:45 am.
Seg, 26 de ago 2019.

-Jeon, cara, deixa eu advinhar, você não fez o trabalho de química e nem o de física, que aliás, era pra ser entregados hoje... né?!-

-Que?! Tinha trabalho? Ah merda!-

Eu sou uma pessoa de sorte.

Hoje eu estava sentindo que seria um dia incrível, acordei de bom humor e até me arrumei, sem contar que as férias de verão estão cada vez mais perto, falta apenas 2 semanas, 8 horas, 45 minutos e 12 segundos... 11 agora. Eu cheguei na minha sala com uma expectativa alta, qual é, eu tinha até penteado o cabelo e quando isso acontece, pode ter certeza que o dia vai ser ótimo. Mas não sei o que aconteceu, tudo já começou com o pé esquerdo assim que pisei meus pés fora de casa. Um pombo fez suas caquinhas no meu ombro, perdi o ônibus, quase fui atropelado... 4 vezes, bati a testa em um poste de luz, tropecei em uma pedra e beijei o chão -não sei como não perdi os dentes, foi sorte?!- e ainda de brind, quando vi a pessoa que eu gosto na rua, tive a audácia de ir até lá, pisei em uma poça de lama quando tava perto e voou lama pra todo lado e eu sujei ele todo, tadinho... Não consegui nem ao menos dizer um simples "oi, como vai?" Droga! Mas tudo não para por ai, como não consegui falar com ele, fiquei observando de longe, e claro, não deu certo, como não estava prestando atenção no caminho, eu entrei dentro de um chafariz, bem na hora que aquela coisa jogava água, resumindo: me molhei todo, molhei meu material inteiro, e a pouca maquiagem que tinha colocado, estava derretendo pelo meu rosto, parando no meu casaco preto.. e ainda, um segurança me expulso com xingamentos, dizendo que eu era um marginal que queria roubar a pequena pedrinha de cristal, essa que ficava no fundo, grudada no chão.
Sai dali no puro ódio, mas respirei fundo, contei até 8, me acalmai.. nada poderia estragar esse dia, apesar de tudo ter saído uma verdadeira merda assim que saí de casa.
Depois de muito custo, cheguei na escola -eu estava no terceiro ano do ensino médio-, cheguei super atrasado, mas cheguei. Entrei e me sentei nas primeiras cadeiras, por causa de um simples motivo... o miserável desprezível, insensível, deliquente e famosinho entre as meninas, estava sentado na minha cadeira, Desgraça! Eu odeio aquele moleque.

-Senhor Jeon, estou esperando sua explicação- o professor diz do nada.

-Que? Que explicação?- falo totalmente aéreo.

-Sua demora não tem explicação?- arqueia uma sobrancelha.

-Ah, isso... aconteceu um acidente enquanto eu tava vindo pra cá, tive que lutar com uma lula gigante que me levou pro fundo do mar, eu estava quase morrendo, mas minha super visão raio laser cortou as cordas e eu consegui subir até a superfície, mas ela não desistiu, saiu da água e começou à aplicar golpes de karatê com jiu Jitsu, eu fiquei desesperado acredita?! Mas ai, meu eu interior pausou o tempo e disse que eu era capaz de lutar, então me deixei levar pelo momento, era uma adrenalina e tanto! Quando ela veio pra cima de mim, aguarrei um de seus tentucalos e a joguei de volta pra água, e gritei alto um "nunca mais volte!"- dramatizei, levantando da cadeira e botando uma das mãos no peito, ouvindo pequenas risadas dos outros.

-História impressionante Jeon, mas preciso apontar alguns erros, nessa cidade não tem mar, você não tem uma super visão de raio laser e muito menos respiração aquática, e se fala tentáculos, não tentucalos. Acredito que você tenha se distraído e entrou dentro do chafariz novamente, isso explicaria seu traje molhado.. perdeu o ônibus de novo?- fala disparado, estragando totalmente minha história mirabolante.

-É eu perdi sim- respondo calmo, voltando a sentar com um sorrisinho minúsculos nos lábios.

-Isso explica muita coisa, agora vamos voltar pra aula sim?!- se vira pro quadro branco.

-Não tem outra opção né..- respiro fundo, abrindo minha bolsa, essa que esqueci de por no sol pra secar- hã.. professor, então... meus materiais...- chamo, vendo o mesmo se virar pra mim novamente.

-Céus Jeon, vai até o refeitório e os coloca pra secar, depois vai até a direção e peça algumas poucas folhas reservas e algo pra escrever, você já sabe de tudo isso, não preciso explicar seu trajeto, agora anda- se vira novamente pro quadro.

Levanto do meu lugar, dando uma olhada mortal disfarçada pro desgraçado que está no meu lugar, maldito seja ele!

Sigo rumo ao refeitório, sendo educado com as senhorinhas simpáticas que trabalham ali.

-Bom dia minhas adoráveis senhoras, vocês já devem imaginar o motivo da minha presença aqui pela quarta vez na semana, não é?- abro a porta, chamando à atenção de todas elas.

-Oi menino Jeon, andou vigiando seu garoto novamente?- Rose, a senhorinha mais fofa e educada desse lugar, é a primeira a se pronunciar, enquanto as outras respondem com um pequeno sorriso e aceno, saindo pelas portas dos fundos.

-É tia Rose, mas ele nunca presta atenção em mim- murcho os ombros, sentando em cima de uma das enormes bancadas.

-Oh querido, que tal tentar falar com ele hum?- pega minha mochila, abrindo a boca quando vê que ela está totalmente encharcada.

-Eu tentei hoje tia, mas eu consegui sujar ele todo de lama quando me aproximei, ele me olhou estranho e saiu limpando a calça branca que estava toda manchada- lembrei da cena trágica, sentindo a vergonha me atingir novamente.

-Você é bastante azarado querido, mas já parou pra pensar que tudo isso acontece só por causa de que ele não é pra você?- chega perto de mim, tirando meu casaco molhado.

-Como assim Rose?!- arqueio uma das sobrancelhas.

-Todos esses imprevistos, todas essas coisas que o impede de falar com esse garoto, e essa tal rejeição dele por você, e se isso for apenas o destino pra vocês não se cruzarem? Talvez ele não seja o seu príncipe encantado querido, talvez ele não é seu grande amor- torce meu casaco em um balde.

-Acha que isso seria possível Rose?- viro meu corpo, até conseguir vê-la.

-Claro que sim querido, quando o sangue não bate de início, não adianta forçar- me olha meiga.

-Isso até faz um pouco de sentido, então a senhora acha que eu deveria sair por ai em busca da minha metade?!- levanto, indo calmamente até ela.

-Oh não, não querido- dá uma risada nasal- tudo acontece no seu devido tempo-

-Assim a senhora me deixa mais confuso, o que eu tenho que fazer afinal?!- reparto os lábios.

-Apenas esperar querido- torce novamente o casaco, indo até uma fresta de luz e o pendurando.

-Apenas esperar?!- a olho indignado, vendo ela se aproximar novamente.

-Tudo vai acontecer quando tiver que acontecer, não vai adiantar você correr atrás de alguém antes do tempo, é tudo naturalmente, você vai sentir quando achar a pessoa certa- acaricia delicadamente minha bochecha, passando segurança.

-Tem certeza?!- murcho vagarosamente os ombros.

-Querido, sou uma mulher vivida, sei o que falo- sorri abertamente.

-Rose, a senhora é a melhor!- lhe abraço.

Ela responde com um sorriso, me abraçando de volta.

Rose é minha melhor amiga, sempre que posso venho conversar com ela, ela sempre sabe o que dizer. Eu amo a companhia dela, como não sou muito sociável e não tenho muitos amigos aqui, ela é a melhor!

-Jeon, já pode me soltar- me repreende, sorrindo novamente.

-Ah desculpe Rose, é que... sabe né, eu te amo muito- digo sincero, recebendo outro sorriso grande e meigo.

-Volta pra aula garoto- começa à me empurrar pra fora do refeitório.

-Eu venho aqui mais tarde ok?- pronunciei antes de sair, vendo ela concordar com a cabeça.

Rose era minha melhor amiga, sem dúvidas nenhuma! Eu amava matar aula pra ficar falando com ela sobre as desgraças e coisas boas da minha vida, ela também parecia gostar de tagarelar sobre a vida dela, tantas histórias sobre o passado com ex's namorados ciumentos e canalhas que ela teve, ela já me contou quase todas as histórias, mas tem apenas uma que ela não conta de jeito nenhum, ela sempre diz "no momento certo irei te falar" e isso me deixa super agoniado, eu quero saber! Mas é escolha dela afinal, não posso atropelar o tempo certo?

Eu caminhava tranquilo pelo corredor da escola, indo pra direção pegar os materiais reservas, eu nem precisava dizer nada pois assim que cheguei já me entregaram e mandaram eu voltar pra aula, eu em, povo cheio de ignorância!

Volto pra sala, mas estava em um tédio enorme, era aula de que afinal? A tanto faz, se eu dormir aqui ninguém vai perceber mesmo, ou talvez perceba, já que estou nas cadeiras da frente... grr!

Enfim chega o final das aulas, eu estava tão feliz por isso que quase cai de novo quando corri e tropecei nas escadas.
Eu gostava de estudar, não era um vagabundo que só ia pra escola pra ter que fugir da minha casa. A escola me dava a oportunidade de expressar quem eu era de verdade, afinal... quem eu era? Em casa eu sou um preguiçoso medíocre que só sabe jogar vídeo game e dormir, na escola eu já era considerado gênio da matemática, Deus de todas as matérias, mesmo mostrando ser um desinteressado, eu só tiro notas altas. Na escola eu consigo ser exatamente quem eu quero ser, eu posso ser um lutador incrível que botou uma lula gigante pra correr, posso ser o cara que descobriu que paredes tem ouvidos, o primeiro a fazer um vulcão como trabalho com lava de verdade ou apenas um garoto bom nos estudos, mas que graça isso teria? Sonhar é o que nos mantém vivo, sonhar é que alimenta nossas forças, ter vontades e desejos que nos mantém com a mente aberta, se isso não existisse... que graça teria viver? Então sim, eu gosto da escola, na verdade eu amo a escola, é um lugar onde podemos jogar tudo pra cima e ser quem queremos, e sabe a melhor parte disso? É saber que tem pessoas igual a você, que dividem o mesmo pensamento, que dividem as mesmas vontades. Muitos olham pra escola como um matadouro, como o pior lugar da terra... eu já olho como um templo, um lugar sagrado que abre sua mente e te permite apreciar as coisas boas, permite que você seja quem quer, permite que você esbanje criatividade e sabedoria... querendo ou não, você se torna uma pessoa menos incompetente quando frequenta a escola.

Chego em frente a minha casa, respirando fundo e contando até 8. Todos sempre pergunta... "Qual o motivo de sempre ser só até 8?". É uma pequena coisa que eu criei desde pequeno... agora eu vou explicar o significado. Eu tenho 10 objetivos na vida, esses que eu tenho a muito tempo, desde dos meus 9 anos. De 10 objetivos, eu já consegui 8. Eu conto sempre até 8 pra me lembrar que ainda me resta mais 2 objetivos, e quando eu os conseguir também, ai sim vou contar até 10.

Entro sem cerimônia, tirando os sapatos na porta de entrada e largando minhas coisas no sofá. Eu nunca fui muito organizado, mas nunca me importei com isso também. Vou pro meu quarto e me jogo na cama, abraçando meu bixinho favorito enquanto penso em algumas das coisas que Rose me disse. Ela estava certa afinal, em todos esses meses eu nunca consegui falar um simples "oi" pra ele, sendo que vejo ele praticamente todos os dias.
Eu vi ele pela primeira vez na baladinha aqui perto da minha casa, até então era só um carinha qualquer, mas ai comecei a perguntar sobre ele pra alguns amigos, todos o
conhecia, era incrível. Me apaixonei por cada pedacinho daquele ser humano, mas até hoje não consegui nem ao menos chegar perto. Talvez fosse realmente o destino? Mas isso era mesmo possível? A tanto faz, só sei que agora não vou parecer mais um imbecil, chega de espiar ele atrás do chafariz né? Sempre a mesma coisa!

Eu não sabia se dormia, se iria fazer as atividades extras, se comia, se iria fazer as outras atividades extras ou se mechia um pouco no celular, era uma dúvida crueu que me atormentava. A cara, as atividades eu posso fazer depois, comer... não estou com fome e não sei onde esta meu celular, então me resta ir dormir. Me aconchego melhor na cama e abraço meu bixinho, me sentindo confortável o suficiente pra descansar, então eu durmo.

Tae: 8:28 pm
Seg, 26 ago 2019

-Já deveriamos estar lá a meia hora atrás!-

-Meu Deus Ethan! Calma! Eu to quase pronto- disse eu calmo e pleno enquanto secava meus fios molhados, vendo ele bufar impaciente.

-Você ainda vai escolher roupas, arrumar cabelo, procurar sapatos... Qual é! Eu falei "8 horas vou na sua casa, esteja pronto" e não "8 horas vá tomar banho" Pelo amor de Deus! Eu te disse o horário!- fala mais impaciente ainda, batucando um dos pés no chão.

-Eu apenas me distraí demais e esqueci o horário, qual é, meia hora atrasado não mata ninguém- fui até meu guarda roupa, pegando uma calça preta e boxer cinza.

-Quem disse que não mata? Se a gente não aparecer lá em 15 minutos, o Jimin vai acabar com a gente! É aniversário dele Tae, como pôde esquecer?- se levanta da poltrona, andando de um lado pro outro.

-Eu apenas esqueci, agora você pode sair daqui pra que eu possa me vestir?- o olhei de canto, esperando.

-Tá, rápido!- bufou e saiu.

Nunca pensei que esqueceria do aniversário de Jimin, ele vai realmente me matar.
Visto as roupas apressado, atropelando os móveis do meu quarto enquanto ando de um lado para o outro, buscando meus utensílios e catando a bagunça, dando uma pequena organizada enquanto ainda tenho tempo -mesmo que pouco-. Sempre fui paranoico por organizações, fico com aqueles pequenos "tique" de nervoso quando vejo alguma bagunça, mas não é nível extremo igual meu irmão, eu ainda suporto alguma baguncinha, por exemplo, se tem 4 pratos sujos na pia, sujeira no sofá, quadros tortos pendurados, poeira nos móveis e areia no chão, eu fico de boa, arrumo sem preocupação ou afobação, ou deixo até mesmo pro outro dia, agora se tiver uma pilha de pratos, coisas derramadas e secas no balcão, roupas e farelos de comidas no sofá, aquela bagunça mesmo, eu fico doido, ou eu arrumo, ou tenho um infarto, agora meu quarto não pode mesmo ficar bagunçado, nem uma blusa fora do lugar. Eu era igual o meu irmão, Kim Seokjin, se ele ver pelo o menos uma almofada fora do lugar, ele surta, grita, fica louco, nada pode estar fora de ordem pra ele, eu consegui melhorar isso, não sou tão obsessivo igual era antes.
Termino de me arrumar o mais rápido possível, dando uma arrumada na cama e jogando os pequenos papeis cortados que sobraram da embalagem do presente de Jimin no lixo, aproveitando a oportunidade pra trocar o lixeiro.

-Meu Deus Tae! O que você ainda ta fazendo criatura?- me assusto com Ethan gritando da sala.

-Eu to quase!- grito de volta, dobrando os lençóis da cama com velocidade.

-Você não ta fazendo isso...- arregalo os olhos quando ele abre a porta do quarto, me pegando no flagra.

-Eu...- ele não me deixa responder, apenas puxa minha mão pra fora daquele quarto.

-Você só pode estar de brincadeira!- fala me arrastando pro carro.

-Eu só não queria deixar bagunça- justifico, me remoendo por dentro, por que ainda deixei os perfumes fora da ordem alfabética, os cremes hidratantes de pele em cima da escrivaninha e meu lápis de anotações em cima do computador..

-Tae! 40 minutos atrasados! Pensa um pouco!- me dá uma bronca merecida, qual é! Por que tenho que ser assim?

-Desculpa, achei que daria tempo- abaixo o olhar, vendo ele sair da garagem da minha casa e indo rumo a casa de Jimin.

-Você sabia que não daria, sabia que estávamos super atrasados, sabia que se demorasse mais um pouco, Jimin ficaria super magoado com a gente, e mesmo assim ainda inventou de arrumar quarto, Tae! Para com isso!- brigou, visivelmente chateado.

-Você também sabe que não consigo me controlar, sabe que isso é coisa minha, somos amigos a quase 3 anos Ethan, sabe que eu sou assim- me justifico outra vez.

-Tae, isso precisa parar, se eu não tivesse entrado lá, você ainda estaria arrumando alguma coisa, provavelmente passando ferro nas cortinas ou arrumando suas roupas por cores ou datas de compra, isso não é normal!- sua fala parece mais calma, mesmo que ele ainda esteja chateado.

-Como sabe que faço isso?- arqueio uma sobrancelha.

-Você não pode estar falando sério- soltou um riso.

-É claro que não estou besta- riu também, mas com a consciência pesando por já ter feito isso algumas vezes.

A gente chega na festa, dando graças a qualquer coisa por Jimin ainda não estar lá, era uma festa surpresa pra ele, e digamos que chegamos bem na hora, nem atrasados e nem adiantados.

-Ta vendo? Se não fosse pela minha mania de organização, teríamos chegado adiantado... me agradeça mais tarde- sussurrei no ouvido de Ethan, vendo ele soltar um sorriso meio sem graça.

-Mas mesmo assim, era pra a gente ter chegado mais cedo pra ter ajudado todo mundo a organizar- falou de volta no mesmo tom.

-Do jeito que você é preguiçoso, você estaria dormindo no sofá do que ajudando- nós dois rimos.

Não demorou nem 5 minutos, e a gente já pode ver Jimin entrando pela porta, fazendo uma expressão de surpresa ao ser recebido por vários abraços carinhosos e muitos cumprimentos de amigos e familiares. Logo ele está do nosso lado, sendo carinhosamente recebido por um abraço em três, ele tentou disfarçar, mas consegui ver pequenas lágrimas de emoção em seus olhos.
Derrepente todas as pessoas que estavam comportadas em seus lugares, começaram a gritar e a dançar quando uma música super alta e agitada começou a reproduzir nas caixas de som, sendo acompanhadas por vários holofotes que continham várias luzes radiantes, transformando aquilo em uma verdadeira festa.

-Eu não acredito que fizeram isso!- falou alto, por causa do som que vinha de uma das enormes caixa de som.

-Fizemos, e faríamos de novo!- Ethan já um pouco alterado, disse.

-Você merece Jimin- digo acolhedor, pois Jimin era o meu melhor amigo, eu gostava muito da amizade dele.

-Obrigado gente por tudo isso, vocês não imaginam como estou feliz- disse virando um copo de vodka.

-Podemos ver- Ethan, que parecia ser o mais bêbado entre nois, disse.

Eu não queria contar pra eles que iria fazer faculdade em outra cidade, falta apenas 4 meses pro fim das aulas e eu ainda não disse. Eu tinha prometido pra Jimin que faríamos a mesma faculdade e seguiriamos a mesma profissão, professor universitário, mas de um dia pro outro, uma paixão por psicologia tomou conta de mim, eu não sei quando e nem como, mas sonho acordado com isso, me tornar psicólogo é um dos meus maiores objetivos da vida. Mas Jimin ainda não sabe disso, acha que ainda vamos seguir carreira de professor juntos, ele sempre comenta comigo "falta apenas 4 meses futuro professor", e eu nunca consigo dizer "não quero mais ser professor", sinto que se eu falar isso, ele vai ficar muito magoado, pois Jimin sempre se magoa com tudo, então realmente não sei como vou falar isso.

-E Tae! Achei uma faculdade perfeita pra gente, barata e pertinho daqui, apenas 6 Km da sua casa, o Ethan pode levar a gente ja que vocês são quase vizinhos- parece que ele leu meus pensamentos.

-Jimin, eu posso falar com você rapidinho?- digo com muito receio, mas é melhor dizer agora, aproveitar que ele ainda está sóbrio.

-A sim, claro!- me seguiu ate o lado de fora, onde o som não estava tão alto.

-Então...- tento achar coragem pra dizer.

-Sim..?- me olha desconfiado.

-Ok... é que.. bom.. eu não sei se quero mais ser professor- digo, sentindo o peso das palavras caírem sobre ele.

-Como assim Tae?- seus ombros murcharam e era visível ver que seus olhos perdeu completamente o brilho.

-Eu... bom... professor não é uma coisa a qual eu sou apaixonado...- eu digo, ate por que é verdade, eu nunca pensei em ser professor, essa ideia veio de Jimin e eu apenas acompanhei, por que não sabia o que pretendia fazer antes.

-Tae...- seus olhos ficaram tristes.

-Desculpa Jimin, mas é a verdade, eu quero fazer psicologia- disse, vendo ele ficar cada vez mais murcho e mais tristonho.

-Você prometeu...- disse magoado... eu sabia.

-Jimin, você sabe que eu só concordava com você, por não fazer ideia de que profissão eu queria-

-Você falou pra mim Tae, que seria professor comigo pra à gente não se separar em momento nenhum, eu passei dia e noite procurando faculdades que te agradariam, faculdades que você daria conta de pagar sem precisar da ajuda da sua mãe pra isso, faculdades que você iria se adaptar fácil, e quando finalmente encontro uma que seria perfeita pra você, você diz que não quer mais, que agora quer ser psicólogo- começa a falar sem parar, meio que tentando fazer com que eu me sinta culpado.

-Jimin... eu ia te falar, tem muito tempo isso... mas vendo toda a sua afobação, eu nunca conseguia..- eu fui sincero.

-Você poderia ter falado Tae, eu ia entender de boa, é a sua vontade, é o que você quer fazer, mas tem quase 5 anos que você sempre afirmou com convicção que faria a mesma faculdade que eu, 5 anos Tae! E só agora, faltando 4 meses pras aulas acabarem, você vem me dizer isso?- ele fala com muita mágoa, me deixando um tanto péssimo por não ter falado antes.

-Jimin, no meu lugar, você faria a mesma coisa-

-Não Tae, eu não faria, sabe por quê? Porque eu teria pelo o menos a consciência de assumir isso, de não dizer mentiras, de não prometer sabendo que não poderia cumprir, eu falaria logo, pra você já ficar ciente que você iria fazer a porra da faculdade sozinho- cospe as palavras com raiva, não vou julgar...

-Jimin, não é pra tanto... eu venho te ver a cada 3 meses.. fica tranquilo.- digo e só agora me dou conta que não falei que seria faculdade em outra cidade.

-Vem me visitar? Vai fazer faculdade em outra cidade? Além de ter mentido pra mim dizendo que faria a mesma que eu, ainda vai ser em outra cidade? Ok, por essa eu não esperava- diz com tanta mágoa nas falas, que agora to sentindo todo o peso das palavras dele.

-Eu ia te contar...-

-Ia me contar? Quando? Quando tivesse dentro de um carro pra ir embora? Ou quando já tivesse lá? Puta merda Taehyung!- seus olhos se enchem de lágrimas.

-A Jimin, qual é! Me entenda também, eu não queria que você tivesse essa reação, por isso não falei antes-

-Então Você preferiu esconder isso de mim, do que tomar vergonha e me falar? Tae, você não ta me contando que perdeu a virgindade, você não ta me contando que brigou com a sua mãe, você não tá me contando que comprou um carro, você ta me contando que todas as suas promessas eram mentiras e que daqui a 4 meses você vai embora da cidade, entenda você!- praticamente grita.

-Eu só não queria te magoar...- disse baixo.

-Pois é, agora você me deixou não só magoado, mas também triste, irritado e completamente sem vontade de continuar essa festa-

-A Jimin...- sussurro, sentindo um aperto no coração.

-Desde quando?- solta do nada.

-O que? Desde quando o que?- pergunto totalmente aéreo.

-Desde quando você desistiu de fazer a mesma faculdade que eu?!- fala amargo.

-Eu... bom... a pouco menos de um ano...- sim, eu não deveria ter dito isso.

-Um ano? Então você mentiu pra mim durante a porra de um ano?!- se estressa mais, já gritando.

-Eu não consegui dizer!- me justifico, falando a mesma coisa.

-Obrigado por isso Tae, muito obrigado- disse seco, secando as pequenas lágrimas que escorriam de seus olhos enquanto entra na festa novamente, e eu fico do lado de fora segurando um copo de batida de limão com alguma bebida alcoólica, tentando me controlar pra não chorar também.
Eu literalmente sou um péssimo amigo.
Se Jimin teve essa reação, eu não quero nem ver qual vai ser a reação do Ethan, logo ele que é estressado e muito mais sentimental que o Jimin -mesmo não parecendo-

Eu resolvo ir pra casa, não seria nada bom eu entrar lá de novo, Jimin deve estar em algum cantinho da festa bebendo todas que consegue, se eu entrar lá, é bem provável que ele venha falar comigo e corre um grande risco dele querer me bater na frente de todo mundo, Jimin fica doido e irracional quando bebe.

Eu ligo pra um uber depois de uns 2 minutos parado na rua, pensando entre entrar ou ir embora. Era melhor mesmo eu ir embora, já estraguei demais a festa dele, aliás, eu não deveria ter dito hoje, eu poderia ter dito amanhã na escola ou quando ele tivesse na minha casa.

-Cartão ou dinheiro moço?- o motorista pergunta assim que entro.

-Vai ser no dinheiro- falo sem ânimo nenhum.

-Tudo bem, qual seu destino?-

-Eu falei pelo telefone-

-A sim, certo, me desculpe, eu tenho problemas de memória- era visível que ele estava envergonhado.

-Tudo bem moço, não se preocupe- falei simples.

Falei novamente pra onde eu queria ir, e o motorista começou a dirigir ate minha casa, e no caminho tentava não pensar muito no que aconteceu a alguns minutos atrás.
Chegamos e eu paguei ele, entrando em casa logo depois, me jogando no sofá.

-Eu sou um péssimo amigo- bufei alto, fechando os olhos em cansaço.


Não queria que tivesse sido desse jeito, eu poderia ter dito antes, ou até mesmo amanhã, mas justo hoje? Ótimo Taehyung, ótimo!

Quase dormindo, ouço a campanhia soar, ignoro, pois com certeza é o Ethan querendo falar merda, o Jimin deve ter dito a ele, isso seria muito bom, porque eu não iria precisar passar por esse perrengue de novo.
A campanhia toca novamente, repetidas vezes, frenético. Levanto na base do ódio, indo atender seja lá quem for.

-O que é inferno?!- abro com ignorância, nem olhando quem está lá fora.

-Olha os modos com sua mãe Taehyung- arregalo os olhos quando escuto a voz doce da minha mãe invadir meus ouvidos.

-Ah.. mãe... é você, pensei ser outra pessoa- passo as mãos pelo cabelo, dando espaço pra mesma entrar.

-Que cara é essa querido?- entra já fazendo seu papel de mãe.

-Nada, eu só contei pro Jimin que ia embora- sentei no sofá, sendo acompanhado por ela, que se sentou ao meu lado.

-Imagino que a reação dele não foi das melhores- como sou folgado, deitei em seu colo, já recebendo um cafuné.

-Claro que não foi, ele começou a jogar na minha cara que eu era um mentiroso e sem nenhum pingo de consideração- fecho os olhos.

-Mas ele vai ter que entender querido-

-Ai que tá, ele disse que eu poderia ter dito antes, agora eu disse quando faltava pouco tempo de aula- bufo, irritado comigo mesmo.

-Isso é besteira, logo logo ele ta de volta, ele só precisa digerir isso, foi uma notícia muito derrepente e ele não estava esperando por isso- fala com uma verdade..

-É, a senhora tem razão- levanto, indo até a porta.

-Pra onde vai querido?- pergunta, me seguindo.

-Ue, abrir a porta pra senhora ir pra sua casa- falo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Eu vou dormir aqui hoje bobinho- volta pro sofá.

-Nossa, que grande surpresa, o que aconteceu pra senhora ter essa atitude tããoo inesperada?!- falo com ironia, vendo ela sorrir.

-Você sabe que não consigo ficar sem você- fala sorrindo largo.

-Se a senhora não falasse, eu nunca iria imaginar- sorri de volta, abraçando a mesma pelos ombros.

-Anda, vai preparar seu banho que eu vou te fazer um chá quente e forte, assim você vai dormie rapidinho!- fala me soltando e caminhando lentamente até a cozinha.

Respiro fundo, indo até meu quarto e pegando minha toalha, seguindo pro banheiro em seguida. Como seria daqui a 4 meses? Eu ia embora, isso é fato, mas e se eu perder contato? Eu falei que iria vim a cada 3 meses, mas eu menti de novo... nem sei se iria vim a cada 5, imagina a cada 3?
Me bateu um arrependimento muito grande agora, e se esse negócio de psicologia for apenas uma paixão passageira? Eu nunca pretendi ser psicólogo, isso foi uma coisa do nada, eu pesquisei sobre e achei interessante o assunto, e derrepente se tornou meu grande sonho, igual maioria das coisas se tornaram quando eu era criança e hoje, mesmo se eu tiver oportunidade, eu não vou querer... eu tenho medo desse "sonho" ser apenas uma paixão passageira e eu desistir no meio dela, me dececionando e principalmente, decepcionando Jimin. Mas ele não pode ficar tão irritado comigo, eu já tinha dito uma vez que iria fazer a mesma faculdade que ele apenas por falta de opção, já que eu não fazia ideia do que queria fazer, professor universitário não é o que eu quero pra minha vida, primeiro, que eu não gosto de explicar alguma coisa, não tenho paciência pra ensinar e eu não sei fazer isso, não lido muito bem com muitas pessoas no mesmo ambiente e eu não me encaixo na profissão! Nunca quis ser professor de verdade, era apenas e unicamente por não saber o que seguir, agora eu sei, mas também não é 100% de certeza.

Saio do banheiro depois de muito tempo refletindo, secando meus cabelos que por acidente os molhei. Entro no meu quarto e visto uma roupa confortável, indo na cozinha e vendo minha mãe ainda cozinhando alguma coisa, ela não ia fazer só um chá pra mim? Tá, não tem problema. Pego um prato e coloco biscoitos crocantes, mastigando um, enquanto em um copo coloco leite, levando eles pro meu quarto e os deixando na janela, eu já disse que acredito fortemente em aliens? É, parece muito estranho isso, mas tenho certeza que eles existem! Eles só estão com medo de se apresentarem na terra, mas em sinal de paz, deixo isso na minha janela todas as noites antes de dormir, vez ou outra eu esqueço de colocar, mas é muito raro isso acontecer.
Volto na cozinha e pego o copo com chá, me sentando na sala e olhando pra porta, eu estava com a cabeça cheia, trabalhos pra entrar nessa semana, atividades de 4 matérias acumuladas, acordar cedo amanhã pra trabalhar, pagar materias extras do curso que vou começar na próxima semana, tenho os fundos da casa pra reformar, eu estava perdido de onde eu deveria começar primeiro, mas antes, eu preciso organizar meus horários, está tudo uma pura bagunça!
Estou na metade da xícara, quando minha mãe aparece na sala com um prato de alguma coisa gosmenta em mãos. Olho estranho quando ela começa a comer, era uma coisa verde que esticava, toda mole e grudenta, o cheiro é familiar, mas não tenho ideia do que seja isso!

-Mãe, o que é essa coisa?- pergunto vendo ela se derretendo enquanto come, certamente tem um gosto péssimo, se ela gostou, então vou odiar.


-É uma receita que vi na internet com pepino, uma delícia! Não quer um pouco?- levanta a colher com aquela coisa, eu faço cara de nojo e me afasto.

-De jeito nenhum esse treco mole e verde vai entrar na minha boca, sai pra lá!- vou pro outro sofá, enquanto escuto a risada dela-

-Filho, qual é o seu problema com pepino?- fala toda risonha, comendo outra colher daquela coisa.

Nego com a cabeça, pois nem eu mesmo sei.

Eu já estava cansado, se passava das 9 horas da noite e depois daquela confusão com o Jimin, era melhor eu ir dormir um pouco. Levanto do sofá com o copo que antes eu bebia o chá, dando boa noite pra minha mãe, indo pra cozinha e deixando o copo sobre o balcão, seguindo caminho ao banheiro pra escovar os dentes.

Tudo pronto, agora eu poderia dormir e descansar em paz... em paz uma ova! A campanhia começou a tocar freneticamente, e lógico que minha mãe não iria atender "eu não moro aqui, eu sou visita" isso me irritava e muito! Levantei na base do ódio, e dessa vez eu poderia xingar quem estava na porta, pois não era minha mãe.

-O que é inferno?!- abro a porta com ignorância, levantando o olhar e vendo Ethan na frente. Ele estava todo ferrado, parecia que jogaram ele em baixo de um trator.

-Tae, eu sofri um acidente eu sei que você dorme esse horário mas não pensei em outra pessoa- fala disparado, sem respirar.

-Ethan, ta tudo bem pelo o menos? Ninguém se machucou né?- falei sentindo uma onda de nervosismo me atingindo, eu não deveria ter ido embora e deixado ele lá... ele estava bêbado...

-É por isso que eu to aqui, eu atropelei uma pessoa, e na hora eu não tive tempo de pensar pois já girei o volante e bati em uma árvore, Tae me ajuda, cadê sua mãe?- ele já estava chorando, tremendo e muito nervoso.

-Ok ok, eu vou chamar ele, entra e bebe uma água com açúcar,você vai acabar desmaiando- entrei as pressas, chamando minha mãe aos berros, vendo ela me olhar assustada.

Expliquei todo o rolo pra ela, vendo ela sair e levar Ethan junto, eles não iam voltar nem tão cedo... certeza que Ethan vai passar uma noite na prisão, por ingerir álcool e dirigir, e por ter atropelado alguém... mas conheço ele, ele vai chorar, se ajoelhar e pedir desculpas, pedir desculpas pra pessoa que atropelou, pagar o hospital, dar dinheiro, comprar tudo que a pessoa precisa.. Ethan é um rapaz com o coração muito bom, ele prefere passar a noite na cadeia do que fugir da cena do crime.

Volto pra cama, colocando minha única meia e deitando, extremamente preocupado.. eu queria ir lá ver e dar apoio pro Ethan, porém minha mãe iria me expulsar, afinal é o trabalho dela não? Ela trabalha 24 horas do dia, mas passa maior parte do tempo em casa, pois ela só trabalha quando chamam. Eu detesto quando chamam ela e ela está aqui em casa, por motivos de que, o objeto que usam pra se comunicar com ela, tem um barulho insuportável, não acorda apenas a minha mãe, acorda a cidade inteira!

Eu vou tentar dormir, mesmo tendo a certeza de que não vou conseguir, mas não custa o esforço.


Notas Finais


Galeru, a vadia da minha amiga finalmente criou vergonha na cara e postou uma fic dela, não é de shipp, mas é mto boa mesmo assim. A escrita dela é ótima, porém a antinha esqueceu de revisar, mas ñ tem problema, dá pra entender kakak.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/jeon-jungkook-two-shot-sweed-encounter-19600096

Esse é o link da fic dela, eu super recomendo q vcs vão lá dar uma olhadinha, se pá, seguir ela, pq a minina escreve bem pra poura akakak
Mas custava né da uma revisada pra ver os pequenos errinhos de digitação, sim é claro q custava, o caraio, mas tem problema ñ akakak
Enfim, é isso, até a próxima✌😗


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