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História Clichê? I'm Yours (ChanLix) - Capítulo 30


Escrita por: Ficsmenu

Notas do Autor


Oiii, capzin de hoje pra vcs ☺❤

N tenho me o q dizer aq, ent espero que gostem 🙃

Capítulo 30 - So loud!


Fanfic / Fanfiction Clichê? I'm Yours (ChanLix) - Capítulo 30 - So loud!

Bang Chan

Como toda história tem diversos lados, hoje eu vim aqui, mais uma vez, contar a minha versão. 

Bom, como eu já disse antes, meu namoro com Sana não acabou muito bem. Porém, quando eu amadureci e percebi que o término foi até melhor para nós dois, eu pedi desculpa por não ter sido compreensivo e nós voltamos a nos falar. Não é como se a gente fosse os melhores amigos do mundo, mas também, não nos odiamos; nos falamos quando necessário e dessa vez, realmente foi.

Só eu que estou achando extremamente estranho essas dores, medos e pesadelos do Felix? 

Porque tipo, eu tentei de todas as formas não machucar o Felix, não lhe causar dor, mas mesmo assim, toda vez que eu o toco com meus dedos, ele reclama de dor. Mas quando outra parte minha, está dentro dele, ele acha bom. 

Isso não é muito estranho? Meus dedos são dez vezes menores e mais finos. Como podem doer mais do que meu órgão sexual?

Esse medo que o Lix tem pela chuva, também é muito sem sentido. Ele só diz que sofreu um acidente quando criança e por isso tem medo… mas que acidente foi esse? E por quê tanto medo ao ponto de ter pesadelos só por escutar um mínimo barulho de chuva? Fora que às vezes, ele acha que tá chovendo, quando não tá.

Tá vendo como é tudo muito estranho?

Por isso, eu decidi falar com um psicólogo. Pra saber se essa minha preocupação é sem sentido, ou se eu posso ter razão.

Os estudantes de medicina, que estão no quarto ano, como eu, trabalham no hospital universitário. Somos estagiários e cuidamos de casos leves, acompanhamos professores, temos aulas práticas, digamos assim. E cada um é responsável por uma coisa básica, durante um período. Eu por exemplo, apenas pela manhã, atendo as pessoas e pergunto o que elas estão sentindo, depois encaminho elas para o médico adequado, ou se for uma doença não tão grave, eu mesmo posso receitar remédios ou fazer curativos.

É da mesma forma, com os estudantes de psicologia. E adivinhem: Sana é estudante de psicologia.

Então, quando eu disse que estava com a psicóloga da faculdade, eu não estava mentindo.

Eu não sabia que Sana era a pessoa que atendia na parte da noite, só descobri depois que vi ela. 

Por sermos próximos, eu me ofereci para pagar um lanche pra gente, já que eu estava com muita fome e acho que ela também devia tá.

—Então, você realmente tá namorando aquele garoto bonito? —Ela pergunta animada. Faço que sim com a cabeça, ficando um pouco tímido. —Parabéns! Espero que o namoro de vocês seja muito melhor que o nosso foi. —Comenta em um tom brincalhão e eu acabo rindo.

—Também espero. —Retribuo seu mesmo tom e ela me olha com uma cara feia. 

—Então… eu acho que tenho que te contar o que aconteceu hoje... —Sana fala, dessa vez em um tom sério, me fazendo ficar curioso. —Eu ouvi a galera no clube de dança falando várias coisas desagradáveis sobre ele. Algo como, "ele é feio demais pro Chan" ou "ele não merece o Chan", me comparando com ele e essas coisas assim. —Ao escutar ela falar isso, um ódio sobe em mim, dos pés a cabeça. Sinto vontade de pegar essas pessoas e enfiar uma furadeira em seus orifícios anais, até sair pela boca.

—Ele falou alguma coisa? —Pergunto.

—Não… mas eu percebi que ele escutou e ficou meio mal com isso. —Ela balança o canudo de seu copo, pensativa. —Odeio essas pessoas da faculdade. —Ela conclui, bebendo seu suco. —Mas o que você queria falar comigo?

—Bom, também é sobre meu namorado. —Respiro fundo. —Ele tem muito medo de chuva, muito mesmo. À ponto dele começar a tremer e ficar sem ar, só por ouvir um trovão. —Ela arregala os olhos surpresa. —Ele diz que não sabe por que é assim. E recentemente, ele começou a ter pesadelos também.

—Nossa e ele nunca foi num psicólogo saber a causa disso?

—Ele disse que foi, mas não deu em nada. E também, quando estamos… —Limpo a garganta, pensando numa forma de dizer. —Em momentos mais… íntimos… —Ela me joga um olhar malicioso, acabo ficando corado. —Ele sente muita dor, quando eu o toco. Na primeira vez, eu achei normal. Mas continuou acontecendo, mesmo depois de várias vezes… —Mordo o lanche, pra esconder a vergonha e ela fica pensativa.

—Ele já passou por algum episódio de abuso sexual? —De repente ela pergunta, me fazendo engasgar.

—Abuso sexual? —Pergunto chocado, após tossir várias vezes e beber o suco pra me desengasgar. Ela faz que sim com a cabeça.

—Parece o comportamento de alguém que já passou por isso. Eu não sei qual a ligação com a chuva, mas talvez ele associe o barulho da chuva com alguma experiência assustadora, o que lhe causa um certo pânico. 

—E você acha que essa experiência pode ser um abuso sexual? —Tento acompanhar seu raciocínio.

—Falei isso, pelo que você disse, que ele sente dor, quando você o toca. Essa dor pode ser tipo… am… —Ela tenta achar uma palavra que se encaixe no que quer dizer. —… uma lembrança. 

—Será? —Pergunto em estado de choque.

—Eu não tenho certeza. 

—Agora que você falou sobre ele associar a chuva com isso, parando pra pensar… da última vez que estávamos juntos… ele me falou que tava chovendo. Mas a noite tava totalmente estrelada. Eu achei que talvez eu não tivesse visto chover, mas no dia seguinte, não tinha nenhuma poça de lama pelas ruas. 

—Pode ter sido uma alucinação… talvez você tenha aberto uma parte das memórias dele, que ficaram escondidas e agora, elas estão voltando aos poucos, fazendo ele sentir coisas estranhas e ver também. Como essa chuva, ou o pesadelo… —Ela conclui e minha boca se abre em pura surpresa, choque e preocupação. —Ele era virgem? —Faço que sim com a cabeça, ainda com a boca semiaberta. —Então foi isso… o ato de perder a virgindade, acabou trazendo as memórias de volta. Mas lembrando, que eu não tenho certeza. Nem conheço ele. Seria mais adequado ele ir novamente em um psicólogo.

—Eu vou conversar com ele… só não sei como. 

—Não fale sobre isso com ele hoje. Ele já teve um dia difícil. Espere pra quando ele estiver mais calmo. —Faço com a cabeça.

—Obrugado, Sana. —Dou um leve sorriso.

—Sem probelmas. Se precisar novamente, estou ao seu dispor. —Ela retribui meu sorriso.

Então, por isso eu não dei tantos detalhes assim para Felix, sobre minha conversa com Sana.

Eu estou totalmente preocupado com o meu amor. Se Sana estiver certa… esse garoto tão bonito, fofo, gentil, atencioso, já passou por um episódio repugnante e nem se lembra disso.

E o pior, eu sou o motivo das suas lembranças terem voltado.

—Como assim, mentindo? —Pergunto à ele.

Felix me aponta a tela de seu celular, onde há uma foto minha com Sana. Reviro os olhos em puro tédio. As pessoas dessa universidade não têm o que fazer, não?

—Ela é a psicóloga, Felix. —Digo com um leve sorriso, esperando que sua feição mude, mas para minha surpresa, ela piora.

—Então, você foi pedir conselho pra sua ex namorada? —Seu tom é puro sarcasmo e seus olhos começam a encher de lágrimas.

—Não, meu amor… eu pedi conselho para a psicóloga. —Falo em um tom calmo, me aproximando dele com um sorriso. Tentando abraçá-lo, mas ele me afasta.

—Não fale como se fossem duas pessoas diferentes, Christopher… —Ele rezpira fundo e cruza os braços. —O que você conversou com ela?

—Eu pedi conselhos, apenas. —Falo o mais sincero possível.

—Conselhos sobre o quê? O que tá te incomodando? 

—Eu não posso lhe falar agora… —Digo coçando a nuca.

—Por que você não pode falar pra mim, mas pode pra ela?! —Ele aumenta o tom, com as lágrimas caindo em seu rosto. Me aproximo novamente, tentando abraçá-lo, mas ele me empurra de novo.

—Felix, você sabe que eu não gosto quando você nega meu abraço. —Dessa vez, falo em um tom sério de repreensão.

—E você também sabe, que eu não gosto quando você me esconde as coisas. —Ele rebate.

—Tá bom, lix… vou te falar… —Passo meus braços por sua cintura, finalmente sendo retribuído pelo seu abraço. Tiro uma das mãos de seu quadril e limpo as lágrimas de seu rosto com o polegar, vendo sua expressão ficar um pouquinho melhor. —Eu falei com ela sobre você…

—Sobre mim? —Ele fica curioso. Faço que sim com a cabeça.

—Ela me contou sobre o que as pessoas fizeram com você hoje. —Ele abaixa a cabeça envergonhado. —Por que você nào me falou? —Pergunto calmamente, fazendo carinho em seus cabelos.

—Eu achei que eles tavam certos… —Ele funga, tentando controlar o choro, mas sem sucesso. Suas lágrimas são incontroláveis, então eu o apertei mais em meu abraço, apoiando sua cabeça em meu ombro. Felix afundou o rosto ali, deixando as lágrimas caírem. —Eu fiquei com medo de ser insuficiente e te perder. —Ele diz, sendo abafado por minha camisa, mas eu ainda consigo lhe escutar. Faço carinho em sua nuca, descendo pelas costas e repetindo esse mesmo processo, várias vezes, tentando acalmá-lo.

—Você é mais que o suficiente pra mim, Lix. —Também afundo meu rosto em seu pescoço, aspirando, deixando que seu cheiro adocicado, me invadisse por inteiro.

Ficamos um tempo assim, até ele se acalmar mais do choro e se afastar um pouco do abraço, para poder me olhar.

—Foi só isso que vocês conversaram? —Ele pergunta com a voz um pouco trêmula ainda.

—Bom, na verdade, tem mais coisa. Mas não sei se é o momento certo pra te falar, Lix. —Limpo seu rosto molhado com carinho.

—Pode falar, Chan. Eu quero saber. —Ele diz decido. Respiro fundo, pensando sobre aquilo.

—Eu perguntei a ela sobre o pesadelo que você teve... —Desvio o olhar, incerto se devo falar a próxima coisa ou não. —... e também sobre suas dores... —Digo, vendo sua feição se tornar sombria novamente.

—WHAT?! —Ele me empurra, um pouco forte, fazendo com que nossos corpos se separem e eu bata contra o sofá.

—Ai! —Reclamo massageando as costas. —Você me machucou! —Reclamo.

—Você falou da nossa intimidade pra sua ex namorada? —Ele pergunta ignorando totalmente a minha reclamação.

—Não. Eu falei pra psicóloga! —Falo irritado, pela primeira vez, com o Felix.

—QUE É SUA EX NAMORADA! —Ele grita.

—Não tem pra quê gritar! —Falo ríspido.

—O apartamento é meu. Posso gritar quando quiser! —Ele cruza os braços e dá de ombros.

—Então, eu vou embora. Não tolero gritos! —Falo com raiva, indo até a porta, sentindo meu coração apertar.

—Pode ir mesmo, ninguém tá pedindo pra você ficar! —Ele responde grosseiramente.

Aquelas palavras atingem meu coração em cheio. Eu sei que ele tá bravo, mas precisa falar assim?! 

Saio de lá, deixando as lágrimas caírem, apenas quando eu já estava no corredor.

Porra, eu só queria o bem dele!


Notas Finais


Vc tão do lado de quem? 👀


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