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História Clichê? I'm Yours (ChanLix) - Capítulo 31


Escrita por: Ficsmenu

Notas do Autor


Opa gente, volteeei 😊

●●●ALERTA DE GATILHO●●●
SE VC JÁ PASSOU POR ALGUM EVENTO TRAUMÁTICO, OU TEM ANSIEDADE QUE É FACILMENTE GATILHADA, NÃO LEIA ESSE CAP, PODE LHE FAZER MAL

E tb, nesse cap, tem algumas partes em inglês que eu coloquei dois tracinhos "||" e em seguida, a tradução. Os tracinhos servem só pra indicar que aquilo é a tradução, ok 🙃

Capítulo 31 - I'm just a kid... I'm just a kid...


Fanfic / Fanfiction Clichê? I'm Yours (ChanLix) - Capítulo 31 - I'm just a kid... I'm just a kid...

Eu não sei se todo mundo já sentiu raiva misturada com ciúme. Mas quem sentiu vai me entender. 

Esse sentimento peculiar te cega e ao mesmo tempo faz ver coisas onde não têm. Te dá um nó na garganta que você não consegue falar, mas quando consegue, fala aquilo que não quer, porque ele também faz seus pensamentos ficarem embaralhados.

Eu não queria ter falado aquilo para Bang Chan hyung. Me arrependo. Muito. Mas eu tava cego de raiva e ciúme. Porra, ele contou nossas intimidades pra EX NAMORADA. A garota com quem todos estão me comparando. Dizendo que ela é melhor que eu, que eu não mereço Chan, apenas ela. Que ele burro de ter "trocado" ela por mim. 

E o pior, eu sei que ela não tem culpa de nada, que é uma boa pessoa, uma boa profissional, eu sei que provavelmente ela deve ter feito Christopher muito feliz durante o tempo em que estiveram juntos. E isso me corrói por dentro! Porque ela é tão merecedora do amor de Chris, quanto eu! Talvez até mais que eu.

Ver eles se aproximando novamente, compartilhando segredos, faz a minha insegurança voltar!

Minha adolescência foi muito conturbada, eu não tinha muitos amigos e os poucos que eu tinha, se afastaram de mim, quando eu me assumi. Muitos falavam mal de mim, me zoavam. Pior ainda, quando minha voz de repente apareceu mais grossa do que a de todos os garotos da escola. Diziam que eu tinha engolido a tecla "dó" do piano que eu tocava. Por isso, eu parei de tocar piano. Comecei a fazer aula de dança e eu gostava muito daquilo, sempre me soltava e aproveitava a música o máximo que podia. Mas sempre recebia comentários como "você deve cavalgar muito no caralho, pra rebolar desse jeito, né?". Por isso, eu parei de fazer aula de dança. 

Quando vim pra Coréia, almejava esquecer tudo isso, ser apenas um jovem universitário comum. Namorar o cara que eu gostava e viver normalmente. Mas do nada, começam a fazer todas as comparações ridículas novamente. E dessa vez, até pior. Mexendo com a minha aparência, coisa que nunca tinha me preocupado antes. 

Talvez se eu fosse uma garota bonita como Sana, nada disso estaria acontecendo.

Hoje já é sábado. Eu tentei falar com Chan durante a semana inteira, mas ele sempre tava ocupado. Eu não sei se estava realmente ocupado, ou se ele estava me ignorando.

—Claro que ele tava ocupado! —Jisung diz. —Nós passamos a semana inteira ensaiando como uns condenados e ele ainda tirou um tempinho pra pintar meu cabelo! 

Hannie e Chan são do mesmo clube e irão se apresentar hoje à noite. No momento, Han veio na minha casa, se arrumar comigo, porque não queria que seu namorado, vulgo Minho, visse o quão gostoso ele fica nessa roupa, palavras de Jisung. 

—Falando nisso, você ficou um gato loiro. —Comento, ajudando-o a fechar os botões da roupa.

—Eu sei, obrigado. —Ele passa a mão pelo cabelo, fazendo charme. —Fe, relaxa. Vocês vão se acertar. Chan passou a semana inteira cabisbaixo, sei que ele também quer falar com você. E outra, foi uma briga normal de namorados. Eu e Minho também brigamos pelo mesmo motivo.

—E como vocês se acertaram? —Pergunto, olhando em seus olhos, curioso.

—Com muitos abraços e beijos. —Ele solta uma risadinha maliciosa. —E o pior, no meu caso, o meu namorado e o ex dele, ainda são best friends. —Ele fala com tédio, pronunciando a palavra com o sotaque coreano de propósito.

—Quem é? —Perguntei arqueando uma sobrancelha em curiosidade.

—Seo Changbin, acredita? —Abro a boca chocado. —Também fiquei assim quando descobri. —Nós dois rimos, mas logo um biquinho de chateação se forma em meu rosto. —Que foi?

—Por que não te comparam com ele? 

—Ué. —Ele rir. —Você queria que comparasse?

—Não, eu quem queria ter sua sorte. —Sento na cama, com os ombros encolhidos e cabisbaixo. 

—Só não comparam, porque o namoro deles foi escondido. Porque se não, tenho certeza que também iam nos comparar. —Ele senta ao meu lado e me puxa pra um abraço. —As pessoas sempre vão dá pitacos na sua vida, se você se importar com o que todo mundo falar, você vai se matar. —Olho pra ele e ele sorri. —Palavras da minha psicóloga. 

—Acho que eu tô precisando ir em uma. —Digo, manhoso quase como um choro, apoiando minha cabeça em seu ombro.

■■■

Jisung já foi para o camarim, terminar de passar maquiagem e tal, enquanto eu estou sentado entre Minho e Changbin, na platéia.

O teatro da faculdade é imenso e está totalmente escuro, apenas o palco iluminado.

—Senhoritas e cavalos, quer dizer, cavalheiros. —A voz da garota no palco ecoa pelos alto falantes. As pessoas da platéia riem. —O clube de teatro, da Universidade de Seul, tem o orgulho de apresentar… —Ela fala formalmente. —Talvez nem tanto orgulho assim… —Seu tom muda, para um mais descontraído. —Na verdade, só estamos aqui pela nota. —As pessoas riem novamente. —Enfim, iremos apresentar, uma peça de autoria própria: "Olhe Dentro dos Meus Olhos, é Onde Meus Demônios Se Encontram." Que nome grande da… —Um "piii" é ecoado pelo teatro, a garota sai e as luzes mudam, focando apenas em uma pessoa que entra no palco.

É ele. Meu namorado. Meu Bang Christopher Chan. Ele está impecável! Que Jisung não me escute, mas Chan está mil vezes mais lindo que ele.

Essa cena, passa em câmera lenta. É como se a lente da câmera do meu olho estivesse configurada para focar apenas naquele belíssimo homem.

Chan interpreta um demônio e ele realmente está a pura perdição. Com um demônio desse, o inferno se torna paraízo.

Que homem lindo! Maravilhoso! Belo! Gostoso! Não existem adjetivos o suficiente para expressar o quanto Bang Chan é incrivelmente perfeito. O nome desse homem, deveria ser um elogio. Tipo, "você tá tão Bang Chan hoje." Ou "nossa, como você tá Bang Chan!". Se alguém falasse isso para mim, eu me sentiria a pessoa mais esplendorosa do mundo.

Minha boca chega a salivar.

O olhar de Chan se cruza com o meu, sinto meu coração bater rápido e automaticamente meu rosto fica quente. Eu devo estar tão vermelho quanto morango e o hyung parece ter percebido isso, pois ele deu um meio sorriso, que me fez perder totalmente o ar. Esse homem vai me enlouquecer!

Depois de sei lá quanto tempo de tortura, a apresentação acabou. Eu e Minho fomos até o camarim, parabenizar nossos lindos namorados.

—Vocês foram incríveis! —Digo batendo palmas com um sorriso e Minho me imita.

Eu e Chan nos olhamos novamente e é como se tivesse saído faíscas de energia de seus olhos, que deram um curto-circuito no meu coração. Me aproximo, timidamente e vejo Chan sorrir.

—Nós podemos conversar…? —Pergunto de cabeça baixa, tentando esconder o rosto totalmente corado, apertando meus próprios dedos.

—Devemos. —Foi sua resposta. Ele segura em minha mão, entrelaçando nossos dedos. —A gente vai pro carro. —Ele avisa pros outros dois, que pareciam estar no próprio mundo enquanto se olhavam. —Juízo. —Ele bate no ombro de Minho.

—Digo o mesmo. —Minho sorrir ladino, provocando.

Chan apenas ignora a provocação e me puxa, indo em direção ao estacionamento da faculdade, onde estava seu carro.

Entro de cabeça baixa, me encolhendo no banco.

—Você tá bravo comigo? —Pergunto, quase sem voz.

—Estava. Mas não durou muito tempo. —Ele me olha, mas eu não tenho coragem de olhar em seus olhos.

—Desculpa, eu passei do limite novamente. —Sinto meus olhos arderem.

—Não foi só você… —Ele respira fundo e eu finalmente o olho. —Eu também vacilei em ter contado pra ela sobre coisas íntimas, sem ter entrado em contato com você antes. Mas eu só estava preocupado, entende?

—Entendo. Mas da próxima vamos juntos… —Desvio o olhar novamente, abaixando a cabeça. —Numa psicóloga que não seja ela, por favor. —Chan acaba rindo.

—Você tem tanto ciúme assim dela? —Ele fala entre risadas.

—T-tenho… —Digo com a voz trêmula. Olho pra ele, debaixo pra cima, todo corado.

—Mas sabe que eu não vou ficar com ela novamente, né?

—Sei. E sei também que eu não posso te proibir de falar com ela. Não sou seu dono. Mas só não fale sobre essas coisas específicas…

—Tá bom. —Ele segura em meu rosto, me fazendo olhá-lo. —Não dê mais ouvidos para o que as pessoas falam, Lix… isso só vai causar mais brigas bestas entre a gente.

—Eu vou tentar. —Passo os braços por seu pescoço, me aproximando mais. —Agora me beija. —Digo por fim, ele sorri, antes de juntar nossos lábios.

O beijo começou calmo, como se nossas bocas estivessem se conhecendo novamente. Eu fui o primeiro a pedir passagem com a língua, que logo foi cedida, fazendo nossas cabeças girarem, aprofundando cada vez mais aquele beijo.

Suas mãos desceram para minha cintura, apertando o local. Enquanto eu raspei de leve minhas unhas em sua nuca. Sentido-o arfar contra o beijo. Chan se afasta um pouco, já ofegante e eu sorrio anestesiado.

—A gente não pode deixar isso ir muito longe. —Ele diz balançando a cabeça, tentando afastar a tensão sexual que se formou entre nós.

—Por quê? —Pergunto, fazendo bico de choro.

—Amanhã você tem que se apresentar… —Volto a me aproximar, mordendo seu lábio inferior. —… precisa estar com total energia pra dançar bem… —Ele fala, mas já começa a retribuir o beijo.

Deixo minha mão escorregar por seu peitoral, passando pelo tronco bem definido e já encontrando um volume naquela calça apertada.

Deixo um selar fofo em sua bochecha, descendo meus beijos para seu pescoço, sentindo-o apertar meu quadril.

—Que contraditório, hyung… —Sussurro em seu ouvido. —Você fala isso, mas já está tão duro… —Aperto seu volume, enquanto dou uma mordidinha em seu lóbulo. Chan solta um gemido rouco, que ele tenta segurar, mordendo o lábio. Sem querer (querendo), abro um botão de sua calça. —Ops… —Falo antes de voltar aos meus ataques em seu pescoço.

—Lix… é sério… —Ele acaricia as minhas costas. Enquanto eu abro seu zíper. —É melhor a gente não fazer. —Ele segura em minha mão. —Você vai ficar dolorido, vai ser difícil pra você dançar. 

—Eu só queria que essa maldita dor, fosse embora. —Digo emburrado.

—Ela vai. Eu vou cuidar disso, junto com você. —Ele me dá um selinho.

■■■

Chan me deixou em meu apartamento, não dormiu comigo, porque ficou com medo de não conseguir se controlar. Fecho os olhos, sentindo que finalmente vou conseguir dormir bem, por ter feito as pazes com o meu amor.

Porém a noite não foi nada boa. Aquele mesmo sonho me atormentou várias e várias, me fazendo acordar a cada dez minutos.

À tarde, fui para meu clube, me preparar pra apresentação.

—Que cara é essa? Parece que viu um fantasma. —Changbin comenta. Eu provavelmente devo estar com cara de morto-vivo. Apenas ri de sua provocação, sem querer falar muito.

Minho entra na sala, parecendo que acabou de sair de uma guerra, quer dizer, só se for uma guerra muito boa, que eu tenho certa que foi causada por um certo esquilo amigo meu... 

A maquiadora sofre pra esconder seu pescoço todo arranhado e com marcas de chupões, enquanto dá um belo de um esporro nele.

Abro o celular pra mandar áudio da situação caótica para Jisung. E depois, dei uma olhada no insta.

Decidi que não ia mais olhar as postagens do pessoal da faculdade, aquilo não estava me fazendo bem. Mas o instagram parece não está ao meu favor. Pois assim que eu abri, o primeiro post que apareceu, foi o daquele maldito perfil.

Nele, havia uma sequência de fotos MINHAS E DE BANG CHAN NOS BEIJANDO DENTRO DO CARRO! Na legenda dizia:

Parece que os boatos são verdadeiros, aff  

( ͡° Ĺ̯ ͡°) pra sempre serei #TeamSana

Sério, o que eu fiz pra merecer esse tormento diário?! Que ódio!

Mas algo nos comentários me chamou atenção.

《@Me_Sana》: Vamos parar com a palhaçada? Eu e o @Chris_Bang terminamos a mais de um ano e somos APENAS AMIGOS! Não temos mais nenhum tipo de sentimentos românticos um pelo outro! Parem de atacar o Lee Felix que é um garoto muito fofo, não merece isso, não falem do que não sabem. Ele só está vivendo a vida dele, que saco! 

E felicidades ao casal!!! Shippo muitooooo♡♡♡♡♡

Ok, agora de fato eu me sinto um lixo por ter tido ciúme dessa garota tão fofa! Acho que eu estou apaixonado, perdeu Bang Chan, ela é minha! Brincadeira, mas agora eu entendo mais ainda porque ele se apaixonou. 

Penso em ir até ela, mas sou interrompido.

—Vamos, Felix! Já vai começar! —Changbin diz acenando pra mim.

—Ah claro, tô indo! 

Entro no palco, com os nervos à flor da pele, tenho certeza que minha bunda tá suada, sorte que a calça é preta. Sim, eu suo pela bunda, vocês não?

A primeira coreografia que apresentamos é My House, do 2PM. Ela tem a pegada mais sensual e fica mais ainda, sendo cantada pela bela voz de Seungmin e Sana. 

Procuro Chan pela plateia e encontro-o sentado no meio da galera, com os olhos brilhantes apenas focados em mim. Mesmo eu não estando no centro, o olhar de Chan só pertence a mim e isso é o que importa. Ele sorri, ao ver que estou olhando-o e me manda um beijinho, fazendo eu ficar corado.

A segunda música que dançamos, é uma de autoria própria, que Seungmin escreveu praticamente sozinho, chamada "Get Cool".

A coreografia é mais animada e fofa, temos que fazer caras e bocas, interagir. É bem engraçado e divertido performar ela.

No fim, fazemos um coração acima da cabeça e sorrimos. Mas eu, retribui o beijinho, que Chan tinha me mandado anteriormente, vendo-o amassar a própria camiseta, no peito esquerdo e fazer uma expressão fofa.

Vamos direto pro camarim, que está lotado, mas Chan e Jisung, não se importam em entrar, quase babando pela gente.

—Parabéns, vocês foram muito bem! —Jisung diz pra Minho e pra mim, enquanto Chan bate palmas, com os olhos tão brilhantes, que eu acho que suas pupilas estão disputando com as estrelas, pra ver quem brilha mais.

—Antes de vocês irem... eu preciso falar com Jisung uma coisa. —Digo, empurrando ele pro corredor, pra podermos ficar sozinhos. —Pode ir contando. —Falo, me referindo ao "incidente" que deixou Minho, todo marcado.

—Foi a melhor coisa que já fiz em minha vida, sério. —Ele fala, suspirando e sorrindo como um bobo.

—Doeu? —Pergunto com curiosidade.

—Não.

Fico totalmente confuso. Jisung era tão virgem quanto eu, e não doeu? Nem um incomodozinho? Minho é o quê? Um mágico? 

Logo, voltamos para o camarim, eu e Chan fomos praticamente expulsos, porque o casal pegação queria ficar sozinhos. Acho que esse camarim nunca mais vai ser o mesmo…

De repente, ainda no corredor, Chan me puxa pela cintura, aproximando nossos corpos e me encostando na parede. Olho pro lado nervoso, com medo de alguém ver e tirar fotos novamente.

—Você quase me matou! —Ele fala com um sorriso. Aproximo nossos lábios, lhe dando uma bitoquinha. Chan me abraça mais apertado. —Você tá um tesão nessa roupa. —Ele sussurra em meu ouvido, soltando uma risadinha safada, ao me ver arrepiar.

Ele distribui beijos molhados em meu pescoço, enquanto esfrega seu corpo contra o meu.

—Então… —Falo também sussurrando, arranhando seu peito, levemente. —Você vai me comer hoje? —Chris subitamente para o que está fazendo e me olha numa mistura de choque e surpresa. Rio ao sentir seu coração bater rápido, contra minha mão.

Olho para o lado, vendo Sana passar no fim do corredor.

—Sana! —Grito em sua direção, mas não escuta. —Hyung, espera só um pouquinho, eu preciso falar com a Sana.

—Você faz isso comigo e depois me abandona? —Ele aponta pra sua ereção, coberta pela calça. Dou um risinho sádico.

—É rapidinho, só quero agradecer a ela pelo comentário. —Lhe dou um selinho. 

—Vou lhe esperar no carro. —Ele me dá outro beijinho e me solta. 

Corro na direção que vi Sana passar, mas ela já não estava mais lá. Olho ao redor e saio pela porta de trás do teatro, que dá acesso ao campo, onde geralmente acontecem os campeonatos de futebol.

Olho ao redor, procurando ela por todos os lados. Sinto pingos molharem minha roupa. Ah ótimo! Agora está chovendo! O ambiente escuro, só dificulta mais a minha visão.

De repente, sinto uma mão forte, me puxando para dentro do espaço, entre a arquibancada e a parede. Vejo três sombras que aparentam ser masculinas. 

—Q-quem são vocês? —Pergunto já ficando nervoso. 

—Não importa. —Uma voz quase tão grossa quanto a minha me responde.

Um raio cai, iluminando aquela área sem luz, me fazendo ver seus rostos por poucos segundos, mas por causa do susto, eu não consegui enxergar direito.

—Não é você o brinquedo do Bang Chan? —Escuto outro cara falar.

—Não sou brinquedo de ninguém, nós somos namorados. —Respondo sério. —Se acham que vão me causar medo, estão muito enganados, eu não me importo nem um pouco para o que vocês falam. Lincença. —Digo, querendo sair daquele lugar, mas dois caras me seguram. 

—A gente não quer te causar medo, não bebê. —O terceiro homem, finalmente se pronunciou. —A gente quer saber o que você tem de tão bom pra Chan lhe querer… deve ser essa boquinha gostosa. —Ele me beija, já colocando a língua na minha boca.

Automaticamente, empurro ele com a maior força que tinha nos braços, fazendo-o bater contra a parede, daquele espaço minúsculo. 

Mas um dos caras segura meus braços para trás, como se estivesse amarrando eles. Tento me soltar, me esperneando, enquanto chuto o outro rapaz, sem querer, por causa da falta de espaço. Não sei como estão cabendo quatro pessoas aqui dentro! Mas logo, o segundo moço segura minhas pernas com força, me deixando imóvel.

—Calma, bebê. Se você ficar quietinho, nem vai doer. —Ele se aproxima mais uma vez, cuspo em seu rosto, na intenção de afastá-lo. —Ya! Eu tô começando a ficar irritado! 

—Foda-se. —Digo com descaso.

—Vou fuder sim… —Ele ri, quase malignamente. —Vou fuder você. —Nessa hora, como se estivéssemos em um filme de terror, outro raio cai, juntamente a um trovão ensurdecedor, fazendo o resto de força que eu tinha, ir embora e meu coração se preencher com medo.

Sinto uma dor de cabeça agoniante, enquanto minha vista se embaça.

Don't do this! It hurts! || Não faça isso! Dói!

Uma voz de criança ecoa em minha cabeça.

De repente, não estou mais atrás da arquibancada da escola e sim, numa sala de uma casa, onde tinha uma janela enorme. Eu consigo ver a chuva batendo contra a grande vidraça embaçada.

—Come on… Its good… you'll like that. || Qual é… é bom… você vai gostar. —A voz de um homem adulto, subitamente aparece.

—No! I want my mom! || Não! Eu quero a minha mãe! —A criança fala novamente.

Mas o que está acontecendo?

Como em uma transição, eu me tornei a criança e o homem maduro, está em cima de mim. Consigo sentir a aflição da criança, o medo, a vontade de chorar, também o nojo e a impotência. O homem segura meus bracinhos pequenos com força, deixando-os marcados. 

O homem dos meus pesadelos constantes, finalmente recebe um rosto. O mesmo, desse senhor que segura violentamente os braços dessa pobre criança. 

—Your mom isn't here! I am here! I'm taking care of you… come on, baby. Don't make me hurt you. || Sua mãe não está aqui! Eu estou aqui! Eu estou cuidando de você… vamos lá, bebê. Não me faça machucar você.

—You're already hurting me! || Você ja está me machucando!

—Shut the fuck up! || Cala a porra da boca! 

Dois grandes grandes dedos adentram a bunda da pobre criança. E ela grita! Grita sentindo como se estivesse sendo partida ao meio.

A dor, o nojo, a vontade de morrer, invadem o coraçãozinho tão pequenino.

—HEEEEELLLP!!

Ouve-se um trovão, que abafa totalmente o grito da criança, que apenas pedia por socorro.

—Help me! I am just a kid! Just a kid! —A voz da criança, de repente se contra grossa, como se ela tivesse engolido a tecla "dó" do piano. 


Notas Finais


Eu tô mt insegura com esse cap... n sei se escrevi bem... por isso a demora, reescrevi ele inteiro umas três vezes!
O que acharam?


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