História Clifford: O Gigante Cão Vermelho - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Aventura, Ciencia, Drama, Experimentos, Fanfic, Inglaterra, Originais, Original
Visualizações 7
Palavras 1.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Droubble, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitrua <3

Capítulo 4 - Capitulo Três - Cativeiro


Vaz acordou com uma forte dor na parte de trás de sua nuca, além daquela dor aguda em seu ombro, mas apesar da dor se sentia como se estivesse deitado em uma nuvem bem macia, com cuidado abriu os olhos. A luz fraca do local não incomodou então rapidamente se acomodou, e se sentou, olhou em volta mas não conseguiu reparar nos detalhes, mas sabia que estava em algum quarto com paredes de ferro, uma cama estava a poucos metros de distância ao lado da sua, mas não havia ninguém deitado ali. Ao se ajeitar soltou um gemido baixo de dor, olhou o ombro e viu que estava enfaixado, mas era evidente o sangue ali. 

 

–Graças a Deus você acordou, estava ficando preocupada com você. – Uma voz feminina ressoou nos ouvidos do rapaz e ele percebeu logo de cara quem falava.
–Emilly…? Onde estamos? – Ele perguntou com um claro tom de preocupação e fraqueza. O fato de não comerem ou beberem nada a quase dois dias afetava ambos os jovens, mas principalmente Vaz, que havia tido levado um tiro. – Como viemos parar aqui…? 

–Eu não sei… – Ela disse suspirando, só me lembro de estar conversando com o Charley e levado uma topada, e acordei aqui.– A loira se sentou ao lado dele.
–O Charley?! – Ele perguntou afobado. –Onde está o Charley? 

–Eu também não sei… sei tanto quanto você, Japinha. – Ela suspirou.

 

Milhões de perguntas rondavam a cabeça de Vaz, queria saber onde estava e como havia parado naquele quarto que mais parecia uma prisão, queria saber se o namorado estava bem ou se ficaria bem… quem tinha os levado ali?

Como se seus pensamentos tivessem sido escutados, ouviu o som metálico da porta de ferro se destrancando pelo lado de fora. Automaticamente os dois jovens viraram-se para olhar quem estava entrando.

 

–Ah! Finalmente vocês estão de pé!– Vaz reconheceu de cara quem era, um dos cientistas, aquele que matou a mulher na praia e o que havia lhe dado um tiro, ficou paralisado de medo. 

–Ei, você é aquele maluco que atirou no Vaz. – Emilly Elizabeth se levantou rapidamente.

–Não… maluco não, foram as circunstâncias, me arrependo por ter atirado no jovem rapaz.

–Se arrepende uma Ova! – 

–Liz! – Vaz falou, estava com medo de que o homem fizesse algo com ela.

–Eu me chamo Lewis Ritter. – O cientista mudou de assunto, os encarando, falando num tom mais alto. –Vocês estão pálidos, suponho que estejam famintos. Venham comigo, vou lhes servir o que comemos por aqui. 

–E se não quisermos? – Emilly perguntou cruzando os braços.

–Vocês não têm muita escolha, têm? 

 

O silêncio se instalou, os dois jovens pensaram: “ele realmente tem razão”. Não tinham escolha, estavam praticamente presos ali em um lugar que não conheciam, não eram burros, sabiam que haviam guardas em qualquer lugar se tentassem fugir. Vaz suspirou, seu coração acelerado e as pontadas em seu ombro cada vez mais fortes.

Lewis Ritter fez um sinal para que o seguisse e assim o fizeram, Elizabeth deixou suas provocações de lado se enterrando no mais fundo de seus pensamentos e preocupações, e Vaz tremia, estava com medo, mas ainda assim caminhava, bem ao lado da amiga, se sentia mais protegido daquela forma. 

Passaram por uma grande cabine de vidro, do outro lado viram pessoas em frente a computadores, e alguns químicos misturando líquidos que eles nem ao menos conheciam, num canto não muito longe naquela sala, várias pequenas cápsulas pequenas com um conteúdo vermelho, Vaz se perguntou o que era aquilo.

Continuaram caminhando, perdendo aquela sala de vista e entrando em uma outra, maior e mais espaçosa, com várias mesas todas vazias, exceto uma, um cientista com um semblante triste estava ali na última mesa a esquerda, Elizabeth o reconheceu como o outro homem que estava com ele quando a mulher foi assassinada

 

–O horário do jantar já passou, por isso está tão vazio. – Lewis falou num tom gentil, até mesmo parecia ser uma boa pessoa, mas seria impossível confiar num homem como aquele. –Podem se servir à vontade.

 

Emilly e Vaz hesitaram por um tempo, mas não por muito. Quem poderia julgá-los? Estavam famintos e desidratados, precisavam repor as forças principalmente se quisessem fugir e encontrar Charley.

 

 

A comida estava saborosa, não era nada demais porém para duas pessoas morrendo de fome era o melhor banquete da vida delas, Lewis os observava de longe, e nenhum dos jovens conseguia saber o que se passava pela mente daquele homem.

 

–O que você quer? – Emilly Elizabeth falou quando o cientista se aproximou. –E onde o Charley está?

–O amigo de vocês está muito bem. – Lewis respondeu sorrindo. –E eu quero pedir um pequeno favor.

–Favor? Acha mesmo que vamos fazer algo que você pedir?

–Então terei que mandar, certo?

–Se vai nos forçar a fazer as coisas por quê não nos prende logo? 

–Não é necessário, vocês não têm escolha de um jeito ou de outro.

–Vai se foder!

 

Vaz agarrou o braço de Elizabeth, ela sempre foi impulsiva, falava antes mesmo de pensar, e isso o assustava, não queria que as consequências caíssem como um peso para nenhum dos dois, e nem para Charley.

 

–O que o senhor quer que a gente faça? – Vaz perguntou o encarando.

–Ah! Alguém com bom senso! – Lewis sorriu. – Levantem-se. Vou explicando no caminho.

 

Os dois se levantaram, Vaz não soltou Emilly Elizabeth nem por um segundo sequer, caminharam um ao lado do outro, enquanto o Doutor Lewis Ritter caminhava em direção ao mesmo lugar pelo qual vieram.

 

–Sabem que eu sou um cientista. – Ele começou, iria continuar, porém Emilly o interrompeu.

–Sério? Achei que fosse camareira, puts! 

–Enfim… – Ele continuou a ignorando.–Todos aqui, tirando os seguranças, são também. Cientistas renomados, químicos e físicos de várias partes do mundo, reunidos por um projeto, ao qual eu estou a frente. Não posso lhes contar muita coisa, mas vocês terão um papel muito importante no que eu estou planejando, mas no momento, só serão meus hóspedes.

 

Ele abriu uma porta, eles não tinham entrado naquela antes, ao se introduzirem viram que era o que viram do outro lado da câmara de vidro, estavam dentro do local em que os cientistas faziam suas pesquisas, os dois andaram livremente pelo local, olhando em volta, vendo a alta tecnologia do lugar.

 

–Não podemos escolher se vamos ajudar ou não, certo? – Emilly perguntou se afastando suavemente de Vaz, e encarando o Doutor.

–Não. Não têm. – Ele sorriu gentilmente.

–Nem se eu… fizer isso? – Elizabeth desviou o olhar para um dos computadores e segurou um monitor, jogando com força no chão.

–Emilly! – Vaz gritou surpreso.

–Emilly Elizabeth Andersen, você está sendo muito volátil. – Lewis disse, com um claro tom de irritação.

–Ah, eu não estou sendo volátil… Eu sou volátil. – Ela riu baixo e chutou um outro computador, que se esparramou abrindo no chão. Parou quando algo chamou a sua atenção, a fórmula no canto da sala, o líquido vermelho, ela começou a andar na direção daquilo, não se importava, seja lá o que fosse destruiria, Lewis entendeu muito tarde, e antes que tentasse impedir o líquido vermelho e as pequenas cápsulas de vidro estavam no chão, o vidro em pequenos pedaços e o líquido rapidamente… evaporando como água fervente.

 

Tudo ficou em silêncio por longos segundos, todos ali estavam em choque, se perguntando o porquê da garota fez aquilo, ela sabia o porquê, odiava as regras, todas as regras que colocam sobre ela, queria sua liberdade e mesmo se fosse obrigada a servir alguém à força, não faria barato, deixaria sua marca.

 

Lewis Ritter sentiu o próprio sangue ferver, o puro ódio em seus olhos, e ele chamou imediatamente os seguranças, rapidamente dois homens grandes se aproximaram, um segurou Vaz com força, o jovem gemeu de dor, o ombro doía e parecia sangrar ainda mais, e o outro segurou Emilly. Nenhum dos dois tentou se soltar, foram levados para um lugar longe de seus supostos dormitórios.

Lewis caminhava na frente a passos rápidos e pesados, parando numa grande porta, usando sua retina e digitais abriu a tal; os dois foram jogados ali dentro, do local enorme com um cheiro duvidoso.

 

–Torçam para o cachorro comer vocês… – Foi a última coisa que escutaram Lewis dizer antes da porta se fechar, quando olharam para trás entendeu aquela frase, um gigante cão vermelho os encarava, e ele parecia babar.

 


 

[30 MINUTOS MAIS TARDE]

 

Lewis Ritter estava ainda fervendo de ódio, teria que refazer todo o seu plano, aquele líquidos que se evaporou era a única amostra da fórmula do B [0300], não tinha mais outros e os ingredientes eram dificílimos de cozinhar, mas já sabia o que fazer, e não queria sujar suas mãos, não novamente, precisaria de alguém para ajudá-lo. Encarou um dos seguranças que o acompanhava e começou a falar.

 

–Chame a Jetta, vou precisar dela aqui imediatamente. – Ele disse e o segurança se afastou, indo cumprir com a ordem que lhe foi dada. Em questão de minutos uma mulher apareceu no campo de visão do doutor, era uma mulher alta, de longos cabelos negros que estavam presos em um rabo de cavalo, seu uniforme mostrava que ela fazia parte do exército britânico, ela encarou Lewis com certa repulsa. –Fico feliz em te ver também, Jetta. – Ritter riu baixo e começou a andar, ainda em silêncio a mulher o seguiu. –Preciso que assuste um rapaz, faça com que ele obedeça tudo o que eu falar. 

 

Pararam numa porta de aço, idêntica as outras, ao abrir, os dois entraram, um rapaz negro, com dreads nos cabelos estava desacordado e amarrado numa cadeira, numa posição bem desconfortável, aquele rapaz era o Charley. 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...