História Clone Bill - Capítulo 1


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Categorias Tokio Hotel
Tags Bill, Clone
Visualizações 17
Palavras 715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Sou uma gota de chuva


Era uma fria noite aquele dia. Como isso não bastasse, chovia como se não houvesse amanhã. Bom… e talvez não houvesse, pelo menos não para mim. Era provável? Talvez ainda não. Mas era possível. 

A tempestade e o vento forte balançavam as pesadas cortinas azuis marinhas de camurça da varanda do meu apartamento, que ao se chocarem novamente na parede, faziam sons repetitivos que não me deixavam dormir. Levantei-me relutante para fechar as janelas e irritado por esta ser mais uma noite mal dormida. Caminhei apalpando cada cômodo do meu escuro quarto que era iluminado apenas pela luz branca de alguns raios que caíam nas proximidades. Assim que comecei a deslizar ambas as portas de vidro uma em direção a outra, uma gota de chuva cai sobre meu rosto e próximo ao meu olho, podendo facilmente ser confundido por uma lágrima. Engraçado. Parecia até que o céu nublado e sem estrelas sabia que eu já havia esgotado meu estoque de lágrimas e, por isso, estava me dando uma de presente.

Um clima tão depressivo assim só me fez pensar em uma coisa: e se eu morresse amanhã? Deu tempo de fazer tudo o que eu queria ter feito? Eu cheguei a dizer para todas as pessoas que eu amo o quanto elas são importantes para mim? Nós temos o costume de sermos pessoas tão atarefadas e adiamos as coisas que são de fato relevantes. E quando nos damos conta, já é tarde demais.

Questões assim não saiam da minha cabeça ultimamente. E todas as respostas que dava para elas só me faziam concluir que eu não estava pronto. Obviamente não estava. Quem estaria aos 25 anos? Era apenas jovem rapaz, e tinha a vida inteira pela frente. Bom… mais ou menos, né? Mas na verdade, duvido muito que haja uma pessoa que esteja ou que ao pensar sobre isso seriamente não sinta pelo menos um friozinho na barriga, independente da idade. Algumas gotas da chuva que caiam aquela noite sabem que o destino delas é chegar ao chão, após uma longa jornada de queda. Outras infelizmente se desfazem ou encontram obstáculos no caminho e não chegam até o final. Ah, como eu não queria ser a gota se desfazendo nesse limbo da escuridão e cujo obstáculo é uma doença letal e incurável.

Diante da situação, eu tinha duas opções a seguir durante o resto do trajeto de gota de chuva que ainda me restava. Uma delas era fazer tudo o que eu sempre desejei e tinha deixado para depois. Viajar, ir em shows, fazer esportes radicais, passar o mais tempo possível com a família e amigos, me divertir, falar para as pessoas ao meu redor o quanto elas são especiais pra mim. A outra, totalmente o oposto desta, era desistir, esperar o inevitável com toda a amargura, angústia e desesperança que o ser humano podia sentir. No entanto, decidi escolher uma outra alternativa, até então nunca jamais feita. Aproveitei-me do fato de ter nascido em uma era altamente tecnológica e cheia dos avanços na Medicina e decidi brincar de Deus. Quer dizer, não eu exatamente, mas eu estava, sem sombras de dúvida, muito envolvido. É complicado explicar. Mas agora já era tarde demais.

Na verdade, boa parte da culpa era do meu amigo, Georg. Jamais deveria ter aceitado a proposta dele. Mas na época em que recebi o diagnóstico da doença e meu tempo restante de vida, não pensei em outra alternativa a não ser aceitar. Eu era tão imaturo. Como não pude perceber a dimensão da encrenca em que estava me metendo? Eu só queria tentar prolongar o meu tempo de vida e não me meter nesses tabus e polêmicas da medicina. Como já não fosse ruim o bastante ter causado um sofrimento gigante a quem aprendi a amar, às vezes acho que apenas fui usado para as experiências confidenciais e secretas Georg. E foi essa proposta a pior ideia que já passou pela minha cabeça, mas também a melhor. Melhor porque tive chance de conhecer a pessoa que se tornou a mais importante pelos meus últimos dias. E pior porque, sinceramente, foi uma ideia muito absurda essa de tentar me curar de uma doença incurável. Mas a culpa não foi só minha. Achei aquilo suspeito desde o começo. Mas que escolha eu tinha?


Notas Finais


Tudo bem se não entenderam algumas coisas. Tudo será desenvolvido ao longo da história.
Kisses ~


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