História Close Love - Capítulo 15


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Passei sábado e sexta animada dms pois comprei um exemplar lindo de capa dura de A rainha vermelha, enfim
Pra animar vosso domingo (pois domingos são chatos dms)
Espero que gostem

Capítulo 15 - Chapter XIV


Ei, estranha, seja bem-vinda de volta!

Pelo jeito, Debbie recebera o e-mail e voltara para casa, cheia de entusiasmo.

Vee sorriu de volta e deu um abraço apertado na amiga, genuinamente feliz por ver o rosto animado dela. O encontro com os combatentes da Resistência a deixara inquieta e Debbie era exatamente a distração de que precisava.

— Então, conte-me — brincou Debbie —, como o grande e malvado K deixou que você saísse por uma noite? Eu tinha certeza de que ele a mantinha a sete chaves.

Vee corou. Debbie chegara perto demais da verdade para que se sentisse confortável. Dando de ombros, ela disse: — Acho que ele tinha que trabalhar hoje à noite ou algo assim. Não sabia se voltaria para casa e sugeriu que passássemos algum tempo juntas.

— Nossa, que gentil da parte dele — disse Debbie, arregalando os olhos de forma cômica. — Sabe o que isso quer dizer?

— Não, o quê? — perguntou Vee, rindo da expressão dramática no rosto de Debbie.

— Significa que vamos sair! É sábado à noite e vamos festejar!

Vee franziu ligeiramente o nariz. — De verdade? Logo antes das provas finais?

— Isso mesmo! Ah, não me olhe desse jeito. Eu sei que você está estudando há semanas.

Uma noite fora não fará a menor diferença para as suas notas. Mas, como o seu mestre K decidiu deixá-la sair apenas por uma noite, vamos nos divertir muito!

Vee riu. O entusiasmo de Debbie era contagiante e, subitamente, a ideia de dançar e beber a noite inteira pareceu perfeita.

Duas horas depois, as garotas começaram a se preparar para sair. Vee tomou um banho, depilou cada centímetro do corpo, lavou os cabelos e passou condicionador cuidadosamente. O uso regular do xampu de Justin os deixaram macios e sedosos, infinitamente mais tratáveis, e secá-los com o secador resultou em cachos escuros bem definidos caindo pelas costas.

Em seguida, foi o momento da maquiagem e Vee optou pelo visual dramático de olhar escuro, mantendo o restante do rosto neutro. O guarda-roupa, no entanto, era um dilema, e ela ainda precisava de conselhos de uma especialista. — Debbie! — gritou ela, chamando a especialista.

A amiga entrou, completamente pronta. Com um vestido vermelho curto e sapatos de salto alto, ela parecia muito sofisticada. — Deixe-me adivinhar. Você ainda não sabe o que vestir? — perguntou ela com um sorriso largo.

— Preciso da sua ajuda. — Vee olhou para ela desesperada, acenando na direção do armário.

— Ok, vejamos o que temos aqui... Prada, Gucci, BadgleyMischka. Ah, coitadinha, você realmente não tem nada para vestir! — Debbie sacudiu a cabeça em reprovação. — Isso é inacreditável, Vee, ele está mimando você demais. Não é de se espantar que não venha mais para casa.

Vasculhando o armário de Vee, Debbie tirou um vestido Dolce & Gabbana e jogou-o para

Vee. — Experimente esse.

Vee olhou o vestido em dúvida. — Será que ficarei com frio? — O vestido não tinha muito tecido. Parecia mais dois fiapos de tecido roxo presos com alguns ganchos e zíperes.

— Dançando em uma boate quente e cheia? Ora, pelo amor de Deus — disse Debbie. — E, se você usar esse vestido, garanto que não precisaremos ficar na fila do lado de fora.

Vee decidiu dar ouvidos à especialista. Enfiando-se dentro do vestido, ela saiu do quarto para mostrá-lo a Debbie.

— Uau. — Debbie ficou praticamente sem palavras. — Não sei o que ele lhe dá para comer, mas você está incrível. Quero dizer, você sempre foi bonita, mas isso é algo totalmente diferente.

Vee corou de leve. O vestido era decididamente sensual, mostrando as pernas e expondo as costas e os ombros. Era um pouco provocante demais para o gosto de Vee, com as tiras finas em volta do pescoço sendo as únicas coisas que o seguravam no lugar. Ela não podia usar sutiã por causa do decote baixo nas costas e sentia como se os mamilos estivessem visíveis sob o tecido diáfano. Para completar o visual, ela colocou um par de sapatos de salto sensuais e pegou uma pequena bolsa brilhante.

Ela estava pronta para se divertir.

 

 • • • 

 

Elas escolheram a boate mais badalada do Meatpacking District. Era um destino popular para celebridades, modelos e todas as outras pessoas bonitas que gostavam de se divertir. Antes de Justin, Vee nunca teria ido a um lugar como aquele, certa de que nem conseguiria chegar até a porta sem esperar pelo menos durante duas horas no frio. No entanto, a nova Vee, bem vestida e autoconfiante, não tinha tais problemas.

Andando diretamente até o funcionário parado na porta, Vee e Debbie abriram sorrisos amplos e sensuais. Ele as observou com apreciação puramente masculina e levantou a corda, deixando-as entrar sem dizer uma palavra.

— Muito bem — sussurrou Debbie ao descerem os degraus em direção à música ensurdecedora.

Mesmo às 11 horas da noite, a boate estava lotada e animada. A música era excelente, uma mistura de antigos sucessos e algumas das músicas dançantes mais recentes. A pista de dança não era particularmente grande e cada centímetro dela estava coberto de mulheres deslumbrantes encostando umas nas outras e alguns homens sortudos que conseguiram passar pelo funcionário na porta.

Algumas vezes, era realmente agradável ser uma garota, pensou Vee. A única forma pela qual a maioria dos homens conseguiria entrar em um lugar daqueles era gastando uma quantidade ridícula de dinheiro, enquanto que as mulheres podiam entrar de graça — como isca, é claro.

Encaminhando-se para o bar, as duas garotas rapidamente encontraram dois bancos e pediram quatro doses de vodca. Dois rapazes imediatamente se ofereceram para pagar bebidas a elas e Debbie recusou com uma risada. — É muito cedo para isso — disse ela a Vee. — Queremos dançar, não ficar com esses palhaços a noite inteira.

Vee concordou rindo e elas viraram a primeira dose, chupando um limão logo em seguida.

A noite ficou ainda mais animada, adquirindo aquele brilho especial que apenas a primeira dose de álcool e a perspectiva de uma noite divertida podiam criar. Vee se sentia jovem e bonita e, por enquanto, totalmente despreocupada. No dia seguinte, ela se preocuparia novamente. Mas, naquela noite, ela pretendia se divertir.

— Saúde!

A segunda dose desceu ainda mais fácil e as coisas adquiriram um brilho difuso agradável na mente de Vee. A pista de dança a chamava, com o ritmo pulsante da música reverberando nos ossos dela. Agarrando a mão de Debbie, ela a puxou em direção à multidão que dançava.

Durante a hora seguinte, elas dançaram sem parar. Uma música boa atrás da outra tocava, deixando a pista de dança frenética. Vee dançou com Debbie, com duas outras garotas que se aproximaram dançando, com um grupo de tipos de Wall Street que tentavam tocar nas costas nuas dela e novamente com Debbie. Ela dançou até ficar com calor, suada e sem fôlego, com os músculos das pernas trêmulos por causa dos movimentos que aquele tipo de dança exigia. Ela dançou até não conseguir mais se lembrar do motivo pelo qual se sentira tão mal durante o dia nem do que poderia acontecer no dia seguinte.

— Preciso de água! — gritou Debbie, tentando ser ouvida acima da música. Rindo, Vee a acompanhou de volta ao bar. Elas pediram um copo de água e mais uma rodada de vodca. Dessa vez, Debbie estava ligeiramente embriagada para recusar quando um jovem bonito, que parecia vagamente familiar — talvez uma estrela de um programa realista da TV — ofereceu-se para pagar as bebidas. Edgar, que era, na verdade, ator de um drama recentemente cancelado, começou a flertar com Debbie imediatamente. A amiga, envaidecida com a atenção de uma celebridade, flertou de volta e riu como se não houvesse amanhã. Sentindo-se um pouco deixada de lado, Vee foi ao banheiro sozinha.

Quando voltou, dois amigos de Edgar tinham se juntado a eles no bar. Eles eram bonitos, daquele jeito ligeiramente infantil que era popular, e pareciam estar em excelente forma. Eles se apresentaram e Vee descobriu que também eram do mesmo programa de TV. Peter era um dublê e Sean era membro do elenco de apoio. Vee fez uma brincadeira em referência a um antigo programa e todos riram, concordando que realmente se parecia com a vida deles.

Percebendo que tinham se envolvido em uma noite somente das garotas, eles pediram outra rodada de bebidas para todos. Dessa vez, foi tequila e Vee quase engasgou com o gosto forte, que permaneceu na boca mesmo depois de morder o limão. O nariz dela já passara muito do ponto de coçar e ela sabia que provavelmente se arrependeria no dia seguinte. Mas, naquele momento particular, com vodca e tequila percorrendo-lhe o corpo, ela não conseguia se importar.

Vee não planejava conversar muito com nenhum dos rapazes, mas Peter acabou provando ter um papo surpreendentemente agradável. A voz era grave o suficiente para ser ouvida acima da música alta e ela descobriu que tinham ancestrais poloneses em comum. Os pais dele tinham ido para os Estados Unidos em um passado bastante recente, apesar de ele ser cidadão norte-americano e não ter sotaque algum. Recentemente, ele se formara na Universidade de Nova Iorque, na Escola de Artes Tisch, e queria seguir a profissão de produtor de filmes. Como sempre fora muito atlético, a profissão de dublê era a melhor forma de entrar no ramo e começar a conhecer as pessoas. E tivera sorte suficiente de conseguir uma ponta no programa recentemente cancelado.

Ele também parecia genuinamente interessado em Vee, com os olhos azuis brilhando sempre que olhava para ela. Com os cabelos loiros ondulados, ele parecia um anjo travesso e Vee não conseguiu conter a risada com alguns dos elogios exagerados dele. Em circunstâncias normais, um rapaz divertido e saliente como ele nunca teria se interessado por alguém tão tímida e estudiosa como Vee, e ela não pôde deixar de se sentir envaidecida com a atenção dele. Portanto, quando PeterNpediu o número do telefone dela, Vee lhe disse sem pensar duas vezes, com o álcool nas veias deixando-a lenta o suficiente para acabar com toda a precaução.

Vee e Debbie voltaram para a pista de dança, com Edgar e Peter juntando-se a elas. Sean, provavelmente sentindo-se como se estivesse segurando vela, saiu para se juntar a um outro grupo de garotas. No começo, dançaram em grupo. Depois, Peter começou a dançar mais perto de Vee, com movimentos graciosos e atléticos. Ela sorriu, fechando os olhos e dançando ao ritmo pulsante, e não pensou em se afastar quando ele colocou as mãos na cintura dela.

Era uma sensação boa dançar com um rapaz comum de quem gostara e cujas intenções não precisavam ser adivinhadas. Aquilo não iria adiante, é claro, mas uma parte boba e bêbada de Vee esperava que, se sobrevivesse àquilo tudo e ainda estivesse em Nova Iorque quando Justin inevitavelmente se cansasse dela, pudesse procurar Peter no Facebook algum dia. De todos os rapazes que conhecera em anos recentes, fora dele que gostara mais e conseguia imaginar facilmente desenvolvendo uma amizade com ele... e talvez alguma coisa mais.

Uma música nova começou, com a letra ainda mais explícita. A multidão gritou e o movimento na pista de dança ficou mais agitado. Peter chegou mais perto de Vee, com o quadril encostando sugestivamente no dela. Ele era de altura média e os saltos altos de Vee deixavam o topo da cabeça dela na altura das têmporas dele. Peter sorriu para ela, com os olhos brilhando, e Vee sorriu de volta, sentindo uma atração agradavelmente leve, nada parecido com o calor enlouquecedor e devorador que Justin provocava nela. E, apesar de o corpo idiota dela desejar que fosse Justin segurando-a daquele jeito, ainda assim gostou da dança sensual com um jovem bonito... que, em circunstâncias diferentes, poderia ser namorado dela.

— Você é muito bonita — disse Peter, praticamente gritando por causa da música alta.

Vee sorriu, movendo-se com o ritmo da música. Era sempre agradável ouvir elogios. — Obrigada — ela gritou de volta. — Você também é!

A cabeça dela girava por causa das bebidas e a noite inteira parecia um pouco surreal, incluindo o jovem angelicalmente bonito que dançava com ela. Ainda dançando, ela fechou os olhos por um segundo e segurou-se na cintura de Peter para combater uma tontura ligeira. Interpretando a ação dela de forma errada, ele se inclinou na direção de Vee, encostando os lábios nos dela por um breve segundo.

Assustada, Vee empurrou Peter para longe e recuou um passo. Constrangida, ela olhou para o lado e, subitamente, ficou imóvel, paralisada de terror.

Olhando diretamente para ela da beira da pista de dança, estava um par de olhos cor de âmbar bem familiar. E a fúria gelada que eles refletiam foi a coisa mais terrível que ela vira na vida.


Notas Finais


Comentem e favoritem
•Adaptação do romance de Anna Zaires.


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