História Close Love - Capítulo 16


Escrita por:

Visualizações 227
Palavras 2.015
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem xo

Capítulo 16 - Chapter XV


Ele sabia.

No pânico sufocante que a engoliu, Vee só tinha um pensamento claro: Justin sabia. De alguma forma, descobrira o que acontecera naquele dia, o que ela fizera pelos combatentes da Resistência, e fora à boate para encontrá-la.

O instinto de sobrevivência de Vee foi mais forte e uma onda de adrenalina removeu a névoa induzida pelo álcool da mente. Ela lutou contra uma ânsia desesperada de fugir, sabendo que ele a pegaria em questão de segundos. Em vez disso, ficou parada no mesmo lugar, observando enquanto ele andava em sua direção, abrindo caminho pela multidão na pista de dança e com os olhos quase amarelos por causa da fúria.

Acima da música ensurdecedora e do bater alucinado do coração, ela ouviu o nome dela sendo chamado.

— Vee! Vee! — Era Peter que falava com ela. — Ei, Vee, escute, eu não pretendia ser tão abusado...

Ele interrompeu o pedido de desculpas e seguiu o olhar dela. — Mas que diabos... é seu namorado ou algo parecido?

— Algo parecido — disse Vee sem expressão, vendo Justin abrir caminho com facilidade pela multidão normalmente impenetrável. Ela sentiu uma onda de náusea e medo. Será que ele a mataria ali mesmo ou a levaria para outro lugar para interrogá-la primeiro?

Um segundo depois, ele estava parado bem em frente a ela.

— Ei, cara, escute, acho que houve um mal entendido... — Peter avançou corajosamente, sem perceber no escuro com o que estava lidando. Em um piscar de olhos, a mão de Justin estava em volta do pescoço de Peter.

— Não! — gritou Vee quando Peter foi erguido do chão, com os pés chutando o ar e as mãos agarrando inutilmente a mão de ferro em volta do pescoço. — Não, por favor, largue-o...

— Você quer que eu o largue? — perguntou Justin calmamente, como se não estivesse quase matando um homem adulto com uma mão em uma boate cheia de gente.

— Por favor! Ele não teve nada a ver com isso — implorou Vee, com lágrimas de terror correndo pelo rosto.

— Ah, é mesmo? — disse Justin, com a voz repleta de sarcasmo. —

Então meus olhos me enganaram. Não era ele que estava com as patas em você... Foi outra pessoa?

Com as patas nela? Justin estava irritado porque ela dançara com Peter? O cérebro dela mal conseguiu processar as implicações daquilo.

— Justin, por favor — tentou ela novamente. — Você está furioso comigo. Ele não fez nada...

— Ele tocou em algo que me pertence. — As palavras soaram como um veredito.

— Justin, por favor, ele não sabia! Foi culpa minha...

As pessoas que dançavam perto deles perceberam que algo incomum estava acontecendo e um círculo de espectadores começou a se formar.

— Por favor, não o mate! — implorou ela, agarrando o braço de Justin em desespero. — Por favor, eu farei qualquer coisa...

— Ah, sim, fará — disse ele em tom suave. — Você fará qualquer coisa que eu quiser, não importa o que aconteça.

O rosto de Peter estava começando a ficar roxo e os movimentos frenéticos dos dedos diminuíram. Ela ouviu alguns gritos de pânico da multidão, mas ninguém ousou intervir.

— POR FAVOR! — gritou Vee histericamente, puxando o braço dele inutilmente. Ele nem mesmo olhou para ela.

Subitamente, ele soltou Peter, deixando que o corpo dele caísse no chão com um baque surdo.

A multidão gritou quando Peter respirou pela primeira vez, engasgando e tossindo.

Chorando, Vee quase desabou de alívio. As mãos ainda seguravam o braço de Justin e ela o soltou, recuando um passo.

Ele não deixou que ela fosse mais além, estendendo o braço e envolvendo o braço dela com dedos de aço.

— Vamos embora — disse ele baixinho, com um tom que não deixava margem para discussão.

E Vee o acompanhou, ignorando os olhares chocados das pessoas em volta.

Ela tinha certeza de que não sobreviveria àquela noite.

Não havia limusine esperando do lado de fora. Em vez disso, ele chamou um táxi e, em voz tensa, deu ao motorista o endereço do prédio onde morava.

O percurso foi misericordiosamente curto. Ele não disse uma única palavra e o silêncio dentro do veículo foi interrompido apenas pelos soluços de Vee.

Ela sempre soubera que os Ks tinham grande capacidade de violência, mas nunca a presenciara pessoalmente. Justin sempre fora tão cuidadoso, tão gentil com ela... Fora difícil imaginá-lo destruindo um ser humano, como aqueles Ks fizeram com os árabes. Mas agora sabia que ele não era diferente, que poderia acabar com uma vida humana com tanta facilidade como se estivesse matando uma mosca.

Ela não queria morrer. Sentia-se como se tivesse acabado de começar a viver. Os pensamentos se atropelavam na mente, buscando freneticamente uma saída, mas sem encontrar nenhuma. Será que ele a interrogaria primeiro? Ela não sabia de nada que tivesse importância, mas talvez ele não acreditasse nisso. Ela estremeceu ao pensar em tortura. Nunca sentira dor de verdade e não sabia se aguentaria. A última coisa que queria era morrer assim, rastejando e implorando para ser poupada.

Se pelo menos fosse um pouco mais corajosa...

Eles chegaram ao prédio e Justin a arrastou para fora do táxi, ainda segurando o braço dela. As pernas de Vee estavam fracas por causa do medo e ela tropeçou na escada. Ele a agarrou e ergueu-a nos braços, carregando-a pelo saguão até o elevador da cobertura. O calor do corpo dele transmitiu uma sensação maravilhosa à pele gelada de Vee, fazendo com que se lembrasse da outra noite em que ele a carregara daquela forma — sob circunstâncias totalmente diferentes.

Quando entraram no apartamento, ele a colocou no sofá e foi até o armário para pendurar o casaco. É claro, pensou Vee com ressentimento, ele queria ficar o mais confortável possível para a tortura e a mutilação que aconteceriam.

Mortificada, ela sentiu uma vontade súbita de urinar, com a bexiga quase explodindo depois de todos os drinques que bebera. Ela queria se prender aos últimos resquícios de dignidade e morrer urinando nas calças parecia a humilhação final.

— Por favor — sussurrou ela com voz trêmula —, posso ir ao banheiro?

Justin assentiu e um sorriso leve e sardônico surgiu nos lábios dele.

Vee caminhou o mais depressa que as pernas trêmulas permitiram.

Dentro do banheiro, ela rapidamente se aliviou e lavou as mãos. Ela notou que as unhas tinham um tom ligeiramente azulado e a água morna parecia quase escaldante nas mãos geladas.

Ao terminar, ela olhou para a porta fechada e para a fechadura delicada. Ela sabia que era inútil.

Mas não queria sair do banheiro. Por algum motivo estranho, a ideia do sangue dela espalhado pela mobília cor de creme era perturbadora demais. Decidiu esperar dentro do banheiro. Sem dúvida, ele viria buscá-la em alguns minutos. Mas, como aqueles talvez fossem os últimos momentos de vida que teria, cada segundo era importante.
Ela se sentou na beirada da banheira e esperou. Pareceu se passar uma eternidade. O reflexo dela na parede espelhada não parecia ser a Vee de sempre, do vestido roxo provocante aos círculos escuros em volta dos olhos por causa do rímel borrado. Era uma ironia estranha que ela morresse assim, nada parecida com a Vee Hills da Flórida que a família conhecia e amava. Ao pensar na tristeza deles, ela sentiu uma dor aguda no peito e quase dobrou o corpo com a intensidade dela. Ela não podia pensar naquilo. Se o fizesse, acabaria cedendo e imploraria para ser poupada.

Estranhamente, era importante que conseguisse manter pelo menos um pouco do orgulho...

Ela ouviu uma batida na porta.

Vee segurou uma risada histérica. Ele estava sendo educado antes de matá-la.

— Vee? O que está fazendo? Abra a porta e saia daí. — Ele parecia irritado.

Vee não respondeu, com os olhos fixos na porta.

— Vee, abra a maldita porta.

Ela esperou.

— Vee, se fizer com que eu mesmo abra essa porta, você se arrependerá.

Ela acreditou nele, mas decidiu não se render docemente, como um carneiro indo para o abatedouro. No mínimo, queria que ele tivesse que lidar com alguns reparos na casa depois de tudo.

A porta voou das dobradiças, caindo no chão com um estrondo. Apesar de esperar que aquilo acontecesse, Vee ainda deu um salto com a ação violenta repentina.

Justin estava parado em frente ao banheiro, parecendo magnífico e furioso. As maçãs do rosto estavam coradas e os olhos pareciam ouro puro.

— Você está mesmo escondendo-se de mim dentro do meu banheiro? — perguntou ele em um tom perigosamente suave.

Vee assentiu, temendo que a voz tremesse se dissesse alguma coisa.

Apesar das melhores intenções que tinha, lágrimas grossas deslizaram pelo rosto dela.

Ele andou na direção dela e Vee fechou os olhos, torcendo para que tudo acabasse depressa. Em vez disso, ela sentiu as mãos dele nos ombros nus, acariciando-lhe a pele de leve.

Ela abriu os olhos e encarou-o.

— Entre no banho — disse ele. — O fedor dele está por toda parte em você.

No banho? Ele a queria limpa. Vee sentiu uma onda de náusea ao perceber que ele pretendia fazer sexo com ela — talvez pela última vez — antes de matá-la.

Ela sacudiu a cabeça, recusando-se a obedecer.

A expressão dele ficou sombria. Antes que Vee conseguisse pensar se aquilo era sábio, o vestido minúsculo estava aos trapos no chão e ele a carregava, nua e contorcendo-se, para o chuveiro. Ela sentiu uma onda de adrenalina e arqueou o corpo em pânico irracional, chutando e arranhando furiosamente tudo o que conseguia alcançar. Subitamente, viu-se de pé sob o chuveiro, com Justin encarando-a com um olhar incrédulo no rosto.

— Você está maluca? — perguntou ele suavemente. — Aquele álcool todo fodeu com o seu cérebro?

Arquejando por causa do esforço e do medo, ela o encarou desafiadoramente através das lágrimas que lhe borravam a visão.

— Se pretende me matar, acabe logo com isso! Não quero que me foda primeiro! Ele ergueu as sobrancelhas e pareceu genuinamente chocado.

— Você acha que vou matá-la? — perguntou ele lentamente, como se não estivesse acreditando no que ouvira.

— E não vai? — Foi a vez de Vee ficar surpresa. O coração batia como se tivesse acabado de correr uma maratona e ela mal conseguia pensar direito.

Ele recuou um passo. Ela notou que Justin ainda estava vestido. A expressão no rosto dele era estranha. Se não o conhecesse bem, acharia que ele ficara magoado.

— Vee — disse ele em tom cansado —, só porque estou bravo com você, não significa que pretendo machucá-la de alguma forma. E muito menos matá-la.

— Você não vai?

Ela estava com dificuldade para processar a situação. Desde que botara os olhos nele na boate, tivera certeza absoluta de que não sobreviveria.

— É claro que não — disse ele, ainda olhando para ela com aquela expressão estranha. — Você traiu a minha confiança hoje à noite, mas estava bêbada e agiu de forma burra...

Vee piscou algumas vezes. Alguma coisa não estava certa.

—...e eu deveria saber que não podia deixá-la sair daquele jeito em um sábado à noite.

Ela o encarou confusa, mal ousando ter esperança. — Você está chateado porque eu saí para uma boate?

— Chateado é muito leve para descrever o que estou sentindo nesse minuto — disse ele baixinho.

— Deixou aquele verme bonito botar as mãos em você e beijou-o bem diante dos meus olhos. Não, Vee, chateado não chega nem perto do que sinto.

Ele não sabia.

Os joelhos de Vee quase cederam de alívio e ela se apoiou na parede para não cair. Apesar de parecer inacreditável, a raiva dele era por causa de ciúmes e não tinha nada a ver com o movimento da Resistência.

Era uma percepção enlouquecedora e Vee desejou desesperadamente que conseguisse afastar a névoa que parecia permear cada pensamento. Ela sacudiu a cabeça tentando removê-la.

— Eu sinto muito — disse ela cuidadosamente. — Não achei que você se importaria se eu saísse hoje à noite. Só queria me divertir com Debbie e... não achei que você se importaria. Eu não pretendia fazer nada além de dançar, eu juro...

Ele continuou olhando para Vee como se estivesse tentando decifrar os pensamentos dela.

— Está bem, Vee — disse ele lentamente. — Tome o seu banho agora, ok? Conversaremos quando você terminar.

E, em seguida, ele saiu, dando a volta na porta quebrada que estava no chão.


Notas Finais


Ps: essa obsessão/possessividade só é bonitinha nos livros, na vida real isso não é saudável e pode ser um relacionamento abusivo. Ciúmes é normal e todos nós temos, mas não dessa maneira. Se você estiver em um relacionamento com uma pessoa assim se afaste, e se ele(a) continuar insistindo procure ajuda :}
•Adaptação do romance de Anna Zaires.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...