História Close Love - Capítulo 18


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cap sem grandes emoções
Espero que gostem xo

Capítulo 18 - Chapter XVII


Vee acordou na manhã seguinte sentindo-se surpreendentemente bem. A boca seca, a dor de cabeça latejante e o estado geral ruim que sempre apareciam na manhã seguinte a uma noite na boate — nada disso estava presente naquele dia, provavelmente por causa da poção mágica de Justin.

Como sempre, estava sozinha no quarto. Ela descobrira que os Ks precisavam de muito menos tempo de sono que os humanos — para alguns deles, bastava duas ou três horas por noite — e Justin acordava muito cedo. O que não era algo ruim. Ela não tinha certeza se queria enfrentá-lo naquela manhã.

Por algum motivo, ela nunca esperara que ele sentisse ciúmes. Com a aparência que tinha e as habilidades na cama, ela não conseguia imaginar como uma mulher preferiria outro homem. O que acontecera com Peter na noite anterior não passara de um flerte leve, uma diversão inofensiva que nunca levaria a nada.

Na maior parte do tempo, ela tinha problemas em decifrar as emoções dele. Justin normalmente parecia tão calmo e controlado, com aquela expressão ligeiramente zombeteira no rosto bonito. Ela sabia que ele se divertia com ela frequentemente e gostava de implicar apenas para vê-la irritada. Imaginou que fosse algo como um gatinho para ele, uma criaturinha que ele gostava de acariciar e, de vez em quando, com quem gostava de brincar. Mas a reação dele na noite anterior não combinava com aquela atitude casual. A possessividade extrema que demonstrara não fazia sentido em vista do relacionamento que tinham. Ele decididamente gostava de fazer sexo com ela, mas Vee não conseguia imaginar que significava alguma coisa além disso para Justin.

Por outro lado, apesar de talvez ter interpretado incorretamente a expressão dele na noite anterior, ele parecera genuinamente magoado por ela ter achado que seria capaz de matá-la. Seria possível? Ele realmente se importava com ela como pessoa, como algo mais que o brinquedinho humano dele? Ao pensar nisso, uma dor estranha surgiu no peito de Vee. Não podia ser, é claro, mas, se ele realmente se importasse com ela...

Em seguida, ela se lembrou daquele aspecto sobre a vida em Krina. Eles eram territoriais, dissera ele, e não gostavam de morar uns sobre os outros.

Ela teve vontade de chorar.

Subitamente, as coisas ficaram claras. É claro que ele ficara furioso com Peter na noite anterior. O pobre rapaz inadvertidamente invadira o território de Justin. Para Justin, ela era propriedade dele pelo tempo que ele quisesse mantê-la.

Ela era apenas outra das posses dele. E ele não gostava de dividir.

 

 • • • 

 

Apesar de ter vontade de ficar na cama o dia inteiro, havia coisas a serem feitas. A prova final de estatística era no dia seguinte e ela ainda não se sentia pronta. A última coisa de que precisava era a distração do desastre que era sua vida amorosa.

Levantando-se, Vee escovou os dentes e tomou café da manhã. Justin não estava em casa e ela ficou imaginando onde ele estaria.

Antes de se sentar para estudar, Vee decidiu verificar o telefone para ter certeza de que Debbie chegara em casa em segurança na noite anterior. É claro, havia uma dezena de chamadas perdidas da amiga e um número igual de mensagens de texto e e-mails, cada um deles progressivamente mais preocupado que os anteriores. Vee resmungou. Deveria ter enviado uma mensagem para Debbie na noite anterior antes de dormir, mas aquilo nem sequer passara por sua mente.

Não havia como escapar. Os estudos teriam que esperar. Ela telefonou para Debbie.

A amiga atendeu no primeiro toque. — Ah, meu Deus, Vee, você está bem?!? O que diabos aconteceu ontem à noite? Se aquele alienígena imbecil machucou você de alguma forma...

— Não, Debb, ele não me machucou! Olhe, eu estou muito bem...

— Muito bem? Todo mundo estava comentando sobre isso na noite passada. Como ele arrastou você para fora depois de quase matar Peter! Eu voltei do banheiro, você tinha desaparecido e o coitado ainda estava jogado no chão tossindo...

— Ele está bem agora? — interrompeu Vee, com uma onda súbita de culpa.

— Ele foi levado para o hospital, mas disseram que só sofreu algumas escoriações e inchaço. Provavelmente terá dificuldades para falar por alguns dias e tenho certeza de que ficou morrendo de medo...

— Ah, meu Deus, eu sinto tanto — resmungou Vee. — Eu nunca deveria ter colocado Peter em perigo daquele jeito...

— Ele? E você? Vee, esse seu K é maluco! Ele estava prestes a matar um homem que estava dançando com você...

— Que estava me beijando, na verdade...

— Que seja! Não é como se você tivesse dormido com o coitado do rapaz, mas mesmo se tivesse... é simplesmente loucura!

Vee suspirou. — Eu sei. Descobri tarde demais que, pelo jeito, eles são muito territoriais e possessivos. Se eu soubesse disso antes, obviamente nunca teria nem ido àquela boate...

— Territorial e possessivo? Que tal homicida? Vee... você realmente precisa deixá-lo. Estou com medo por você...

— Debbie — disse Vee com voz suave, tentando achar a melhor forma de dizer aquilo. — Não sei se posso deixá-lo ainda.

— O que quer dizer com isso? Ele forçaria você a ficar de alguma forma?

— Eu não sei, de verdade, mas não acho que terminar com ele seja a melhor coisa a fazer agora...

— Ah, meu Deus, eu sabia! Você está com medo dele! Ele ameaçou você?

— Não, Debb, as coisas não são assim... Ele disse que nunca me machucaria. Eu só acho que é melhor deixar o relacionamento prosseguir de forma natural. Tenho certeza de que ele ficará entediado em breve e irá embora...

— E você não tem problemas com isso? Esperar até que ele se canse de você? Espere, e as férias de verão, quando você for para a Flórida?

— Ahm, ainda não sei como isso será... ainda não conversei com ele sobre isso...

— Bem, é melhor conversar, porque está muito próximo! As provas finais são na semana que vem e, depois, você partirá. O que ele fará então? Não deixará que você vá para casa?

Debbie tocou em um ponto válido. Vee não tinha a menor ideia do que aconteceria no fim da semana seguinte. Por algum motivo, achara que Justin talvez se cansasse dela antes que a Flórida se tornasse um problema. Mas as atitudes dele na noite anterior não eram as de alguém que estava prestes a se cansar do brinquedo novo. Na verdade, ele parecera muito determinado a mantê-lo. Vee estava começando a ficar preocupada, mas Debbie não precisava saber disso.

— Não, tenho certeza de que resolveremos isso de alguma forma. Olhe, Debb, sei que parece ruim, mas ele não está me tratando mal nem nada parecido. Se eu agir de forma um pouco menos impulsiva, as coisas ficarão perfeitamente bem. Ele voltará para o Centro dos Ks em breve e terei montes de histórias interessantes para contar aos meus netos...

— Não sei, não, Vee. Está começando a soar como se ele estivesse mantendo você prisioneira...

— Não seja tola! É claro que não está!

— Ahã — disse Debbie em tom cético. — Claro que não. Você pode ir aonde quiser, fazer o que quiser...

— Bem, não — admitiu Vee. — Não exatamente.

— É claro que não! Ele está mantendo você prisioneira...

— Não, não está — protestou Vee. Respirando fundo, ela acrescentou: — Mas, mesmo se estivesse, não há nada que ninguém possa fazer a respeito. Você viu na noite passada, eles podem praticamente matar alguém em público e ninguém abre a boca. Gostando ou não, eles não estão sujeitos às nossas leis. Debb, por favor, deixe isso para lá... Eu sei como lidar com o meu relacionamento com ele. Obviamente, não é como namorar um aluno da universidade, mas não é tão ruim assim...

— Não é tão ruim? Você quer dizer que o sexo é bom?

Vee corou, feliz por Debbie não conseguir vê-la naquele momento. — Bem, decididamente... na verdade, é muito incrível... mas também a companhia dele. Ele pode ser muito divertido... e romântico... e ele cozinha muito bem...

— Ah, não, não me diga... você está se apaixonando por ele?

— Não! Claro que não! — Vee esperou sinceramente que não estivesse mentindo. — Ele nem mesmo é humano...

— É isso mesmo! Ele não é humano! Vee, ele é perigoso. Por favor, tenha cuidado, ok? Se acha que não pode terminar com ele ainda, então não termine. Mas não se apaixone por ele, ok? Não quero vê-la magoada...

— É claro, Debb. Por favor, não se preocupe tanto, eu estou bem. Mas chega de falar de mim — disse Vee com animação falsa. — E como foram as coisas com aquele ator bonitão com quem você flertou a noite inteira?

— Ah, ele é um amor! Dei a ele o número do meu telefone, que disse que me telefonará hoje...

E Debbie contou tudo sobre o rapaz bonito, que ficaria na cidade por mais alguns meses, que os dois gostavam muito de comida chinesa e tinham o mesmo gosto por músicas dos anos noventa.

Era tudo sem complicação alguma e Vee ficou com inveja da amiga, que podia se preocupar com algo tão comum quanto a possibilidade de Edgar telefonar mais tarde, como prometera.

Elas encerraram a conversa e Vee prometeu encontrar com Debbie na manhã seguinte depois da prova de estatística. Em seguida, sentou-se para estudar pelo restante do dia.


Notas Finais


Comentem e favoritem
•Adaptação do romance de Anna Zaires.


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