História Close Love - Capítulo 19


Escrita por:

Visualizações 211
Palavras 2.552
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem xo

Capítulo 19 - Chapter XVIII


Na manhã de segunda-feira, Vee saiu da prova final de estatística sentindo-se como se tivesse conquistado o mundo. Ela soubera a resposta de cada uma das perguntas e terminara o teste na metade do tempo. Agora, só precisava entregar três trabalhos e o semestre estaria oficialmente encerrado.

Animada, ela enviou uma mensagem para Debbie avisando que tinha terminado. A amiga provavelmente ainda estava fazendo a prova final de bioquímica e Vee decidiu passear no parque enquanto esperava que Debbie terminasse.

Sentando-se em um banco, ela pegou o celular para telefonar para os pais e avisar que fora bem na prova. Mas, antes mesmo que pressionasse um botão, um homem se sentou ao lado dela e Vee se encontrou olhando para um par familiar de olhos azuis.

— John! O que está fazendo aqui? — perguntou Vee surpresa. Todas as vezes, ela o encontrara dentro do apartamento e foi um certo choque vê-lo em um ambiente aberto daquela forma.

— Eu queria conversar com você sobre algo importante e não sabia ao certo quando voltaria para casa — disse ele. — Mas, primeiro, deixe-me perguntar uma coisa... você está bem?

— Ahm, sim. — Vee corou ligeiramente. — Por que pergunta? Debbie falou com Jason de novo?

— Não, mas ouvimos falar sobre o que aconteceu. Sua aventura de sábado à noite saiu nos jornais locais.

Vee estremeceu. Aquilo era constrangedor. Um pensamento assustador cruzou-lhe a mente.

— Meu nome estava nos jornais? Se meus pais descobrirem...

— Não, havia só uma descrição do que aconteceu. Duvido que a sua família faça a conexão.

Vee suspirou aliviada. — Sim. Bem, como pode ver, estou perfeitamente bem.

— Por que ele atacou o cara daquele jeito?

Vee deu de ombros. — Ele só é possessivo demais, acho. Eu estava muito assustada, na verdade. Achei que ele descobrira que eu estava ajudando vocês. No fim das contas, eu estava errada, mas houve um momento bem desagradável em que achei que ele me mataria.

John a estudou com um olhar muito calmo. — É um risco que todos corremos, infelizmente — disse ele.

Vee estremeceu novamente. Não queria pensar no terror quase paralisante que a invadira naquela noite. Em vez disso, perguntou a ele animada: — E como foram as coisas para vocês no fim de semana? Mudaram a reunião de lugar, certo?

— Sim, mudamos. É por isso que estou aqui para falar com você hoje. Houve uma mudança nos planos.

— Que tipo de mudança? Mas primeiro, espere. Você descobriu como ele filmou vocês?

— Você se lembra dos Kapas que mencionamos na última vez? Vee assentiu.

— Eles conseguiram encontrar os dispositivos. Estavam embutidos nas cortinas e no tecido do sofá, até mesmo nos galhos das árvores do lado de fora. Era uma tecnologia nova e diferente, algo que devem ter desenvolvido recentemente. Tivemos sorte, pois um dos Kapas tinha formação em projeto e conseguiu descobrir como essas coisas foram feitas com base na nova nanoassinatura delas.

Vee ouviu fascinada. — E agora?

— Tivemos muita sorte por você ter encontrado essas informações. Os Kapas também acharam isso...

— Eles sabem sobre mim agora? — Vee não sabia ao certo se devia se preocupar com isso.

— Sim. Tivemos que explicar como descobrimos que estávamos sendo gravados, para começo de conversa.

A expressão no rosto dela provavelmente mostrou a preocupação, pois ele acrescentou: — Olhe, prometo a você que eles não são todos iguais. Os Kapas realmente acreditam em nossa causa. Não farão nada para colocá-la em perigo.

— Tem uma coisa que não entendo — disse Vee. — Esses Kapas andam abertamente nas comunidades deles falando sobre o que pensam e o fato de que estão ajudando vocês?

— Não, claro que não! Se Justin soubesse quem eles são, rapidamente os neutralizaria. Eles têm muito a perder se a identidade deles for descoberta antes de colocarmos nosso plano em ação.

— Ok — disse Vee. — Então, qual é o plano? E eu devo saber qual é, considerando a minha proximidade com você sabe quem?

— Infelizmente, sim, precisa saber... porque, agora, você é uma parte grande do plano.

Vee sentiu o coração parar por um momento. — Está bem — disse ela lentamente. — Sou toda ouvidos.

— Lembra-se de quando eu lhe disse que Justin é um dos principais motivos pelos quais eles vieram para cá? Que, essencialmente, a empresa dele administra os Centros dos Ks?

Vee assentiu.

— Bem, o motivo pelo qual ele tem todo esse poder é que a empresa dele desenvolve muitas tecnologias proprietárias e confidenciais que não estão disponíveis para a população geral dos krinars. Não sabemos muito sobre a ciência deles, mas achamos que eles provavelmente têm nanotecnologia madura...

— O que isso quer dizer, nanotecnologia madura? — perguntou Vee.

— Basicamente, acreditamos que eles conseguem manipular a matéria em nível atômico. Como os Kapas nos explicaram, eles podem criar praticamente qualquer coisa usando tecnologia que fica bem na casa deles, desde que tenham matérias-primas simples e o projeto certo. Os projetistas deles, que são mais ou menos como nossos engenheiros de software, criam os projetos de nanotecnologia para todas as coisas que usam no dia a dia, bem como para as armas, as naves, as casas etc. Está entendendo o que estou dizendo?

Vee não entendeu completamente, mas assentiu mesmo assim.

— Justin é dos projetistas mais brilhantes deles. Vários dos projetos que ele e a empresa criaram não estão disponíveis para o público geral. Isso inclui o projeto das naves deles, que são informações altamente confidenciais, e muitos dos detalhes de segurança, incluindo escudos e armas dos Centros dos Ks. Se você é um K comum, pode acessar facilmente a versão krinar da internet e conseguir um projeto das armas e tecnologias padrão deles. É assim que os Kapas têm nos ajudado até agora, fornecendo a nós as ferramentas básicas de que precisamos para evitar a captura e algumas armas simples. Em última instância, o objetivo era usar as próprias armas deles para atacar os Centros e chutá-los para fora do nosso planeta.

— Mas, como eu disse, os Centros dos Ks são protegidos por tecnologias a que somente Justin e os capangas dele têm acesso. Um dos Kapas passou meses tentando invadir os arquivos deles, mas sem sucesso. Achamos que estávamos perto de conseguir penetrar as defesas deles, mas descobrimos nesse fim de semana que estamos tão longe disso como sempre estivemos. Justin continua a desenvolver projetos mais novos e mais complicados. Os dispositivos que ele usou para nos espionar são particularmente engenhosos...

— Os Kapas não conseguem fazer engenharia reversa desses projetos? — interrompeu Vee.

Não que ela soubesse qualquer coisa relacionada a tecnologia, mas aquilo parecia lógico.

— A maioria dos projetos de Justin contém um recurso de autodestruição que é acionado quando você tenta desmontar o dispositivo no nível molecular. E é isso que precisaria ser feito para descobrir a estrutura dele. E é por isso que ele tem o monopólio dessas coisas, a proteção de patente ou de direitos autorais é integrada no próprio dispositivo.

— Ok, então, deixe-me ver se eu entendi isso direito. Os Kapas estão dispostos a ajudar vocês a atacar os próprios Centros deles, mas não conseguem quebrar o código na tecnologia que protege os assentamentos? Entendi corretamente?

— Exatamente isso. Há cinquenta mil Ks e bilhões de nós. Eles podem ser mais fortes e mais rápidos, mas poderíamos facilmente superá-los se não tivessem essas tecnologias. Se, de alguma forma, conseguíssemos desativar os escudos e colocar as mãos em algumas das armas deles, poderíamos tomar o nosso planeta de volta.

Vee esfregou as têmporas. — Mas por que os Kapas ajudariam tanto vocês contra a própriaNespécie deles? Quero dizer, eu entendo que eles pensam que a forma como os humanos foram tratados está errada. Mas colocar em perigo a vida de cinquenta mil Ks só para nos ajudar? Isso não faz muito sentido para mim...

— Nós prometemos minimizar as mortes dos krinars o máximo possível e conceder a eles passagem segura de volta para Krina. Também prometemos que os Kapas, e quem mais eles acharem digno de confiança, podem ficar aqui na Terra e viver entre os humanos, desde que obedeçam às nossas leis.

— Veja bem, Vee, eles poderiam ser nossos professores, nossos guias. Poderiam nos levar a uma nova era tecnológica e acelerar bastante nosso progresso natural. Eles seriam os heróis de toda a humanidade e teriam os nomes reverenciados por eras. Poderiam nos ajudar a curar o câncer e outras doenças e dar formas para aumentarmos nossa expectativa de vida. — O rosto dele brilhava com fervor. — Vee, eles seriam como deus aqui na Terra depois que todos os outros Ks forem embora. Por que não aceitariam isso com os braços abertos em vez de levar uma vidinha comum que já se arrasta por milhares de anos?

Vee estava chegando às próprias conclusões. — Então, eles estão entediados e procurando fazer alguma coisa épica?

— Se prefere pensar nas coisas dessa forma. Acredito que sejam sinceros no desejo de ajudar a nossa espécie a evoluir para um nível mais alto.

— Ok, vamos voltar por um segundo. Se eles não conseguem invadir os arquivos, o que vocês pretendem fazer? Para mim, parece que Justin está vencendo a guerra antes mesmo que vocês tenham a chance de participar de uma única batalha.

— Não exatamente — disse John com os olhos brilhando com empolgação. — Não conseguimos invadir os arquivos, mas ainda assim podemos roubar as informações.

Vee não gostou do rumo que a conversa tomava. — Roubar como? — perguntou ela lentamente.

— Bem, o rumor é que Justin mantém muitos dos projetos particularmente confidenciais com ele o tempo inteiro. Por exemplo, você já o viu fazer algo como olhar para a palma da mão ou para o antebraço?

— Eu já o vi olhando para a palma da mão — disse Vee de forma relutante, começando a ter uma sensação muito ruim sobre aquilo tudo.

— Então, é nela que ele tem um dos computadores embutidos. Estou usando o termo computador de forma ampla, é claro. Tem tão pouco em comum com os computadores dos humanos quanto os nossos têm com o ábaco original. Ainda assim, ele tem informações guardadas lá, literalmente na palma da mão. Não temos a menor esperança de conseguir chegar nele porque, mesmo que fosse capturado e imobilizado, o que é uma tarefa praticamente impossível, provavelmente ele conseguiria apagar os dados em questão de segundos.

— Então, o que vocês podem fazer? — perguntou Vee confusa.

— Nós não podemos fazer nada... mas você pode. Você é a única que chega perto dele o suficiente para conseguir acesso a essas informações...

— O quê? Você ficou maluco? Fica na palma da mão dele. Como eu conseguiria chegar nele?

Ele não vai simplesmente me entregar aquela coisa!

— Não, é claro que não — suspirou John. — Mas temos isto...

Ele segurava um pequeno anel de prata.

— O que é isso? — perguntou Vee desconfiada.

— É um dispositivo que faz uma varredura de dados. Os Kapas deliberadamente o fizeram para que parecesse uma joia. Assim, você pode usá-lo sem levantar suspeitas. Se conseguir, de alguma forma, segurar a palma da mão de Justin por cerca de um minuto, o dispositivo poderá acessar os arquivos e conseguir os projetos para nós.

— Segurá-lo por um minuto inteiro contra a palma da mão dele? E você acha que não suspeitaria de nada?

— Não se ele estiver distraído com alguma outra coisa... — Ele reduziu a voz sugestivamente.

— Ah, meu Deus, você está falando sério? Quer que eu roube os dados dele durante o sexo?

— As entranhas de Vee se retorceram com aquela ideia.

— Olhe, é você quem decide o momento. Pode ser quando ele estiver dormindo...

— Ele só dorme por poucas horas e normalmente eu estou desmaiada durante esse tempo.

— Ok, então, você vai a algum lugar com ele em que ele apenas segura a sua mão?

Vee pensou sobre a pergunta. Quando caminhavam juntos, ela normalmente colocava o braço na curva do cotovelo dele. Algumas vezes, ele colocava a mão nas costas dela, perto da cintura.

Quando segurava a mão dela, era apenas por momentos breves. — Na verdade, não.

— Bem, então precisará ser em algum momento em que não seria estranho que você estivesse tocando nele...

— Você quer dizer durante o sexo?

— Se for o único momento, então sim.

Vee olhou para John em choque, incapaz de acreditar que ele estivesse lhe pedindo para fazer aquilo. — John — disse ela lentamente. — Não sou alguma femme fatale que pode simplesmente fazer esse tipo de coisa. Na última vez, quando achei que Justin tinha descoberto tudo, fiquei totalmente desesperada. Não fui feita para ser espiã nem nada parecido com isso. E Justin já me conhece. Se eu começar subitamente a agir de forma estranha, ele saberá imediatamente...

— Olhe, eu entendo que não será fácil. Você tem razão, não é uma agente experiente. Mas você é literalmente nossa última esperança. Os Kapas acreditam que Justin está chegando perto de descobrir quem eles são. Ele sabe que estamos conseguindo ajuda de dentro e os Kapas acham que o conselho regente não encarará com bons olhos aqueles que são uma ameaça para os Centros aqui na Terra. Na melhor das hipóteses, eles enfrentarão uma deportação forçada para Krina e algumas punições severas ao chegarem lá. Na pior, bem...

— John — disse Vee em tom assustado, sentindo o início de uma dor de cabeça. — Eu simplesmente não posso...

— Vee, por favor, só use o anel. É tudo o que lhe pedirei que faça. Se conseguir uma oportunidade, ótimo. Se não, bem, pelo menos, nós tentamos.

— E se eu for pega usando esse dispositivo? Se Justin é tão brilhante como você diz, ele não reconhecerá a tecnologia deles a quilômetros de distância?

— Ele não tem motivo para suspeitar de você. É apenas a caerle dele. Ele não esperará ameaça nenhuma vinda de você. E veja só, o anel é realmente bonito. Pode dizer que foi um presente da sua irmã, se ele perguntar.

Vee olhou fixamente para o dispositivo. O pequeno círculo prateado era fino e elegante, e provavelmente não pareceria deslocado no dedo dela. Para confirmar aquela teoria, ela estendeu a mão. — Está bem, deixe-me experimentá-lo. Quero ver se ele pelo menos é do tamanho certo.

John entregou o anel a ela com um sorriso aliviado. Vee o colocou no dedo médio da mão direita. Ele coube perfeitamente. Se ela não soubesse para que servia, nunca teria achado que era qualquer coisa além de uma joia simples. Ela esperava que Justin pudesse ser enganado tão facilmente.

Com a missão cumprida, John se levantou. — Vee — disse ele —, espero que perceba que, se isso der certo, se você tiver sucesso, nossa espécie entrará em uma era completamente nova.

Teremos nosso planeta de volta, bem como a nossa liberdade. E teremos muito mais conhecimento, muito mais ciência e tecnologia que não conseguiríamos por centenas, talvez milhares de anos. Você será uma heroína, seu nome será escrito nos livros de história por gerações...

Vee sentiu calafrios descendo pela espinha.

—... e não terá nada a temer dele nunca mais na vida. Garotas como a minha irmã finalmente poderão voltar para a família e levar uma vida normal de novo. Como você poderá fazer.

Ele pintava uma imagem atraente, mas Vee não conseguia imaginar como conseguiria fazer algo parecido com aquilo. — John — disse ela. — Eu vou tentar. É tudo o que posso prometer.

— É só o que quero. — Ele colocou a mão no ombro dela e apertou-o de forma encorajadora. — Boa sorte.

Em seguida, ele foi embora, deixando Vee com o dispositivo alienígena, que deveria determinar o futuro da humanidade, repousando inofensivamente no dedo.


Notas Finais


Acham que a Vee irá roubar o Justin?
Comentem e favoritem ❤️
•Adaptação do romance de Anna Zaires.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...