História Close Love - Capítulo 20


Escrita por:

Postado
Categorias Justin Bieber, Zendaya
Personagens Zendaya
Tags Ação, Alienígena, Briga, Especies, Ficção, Ficção Cientifica, Justin Bieber, Krinar, Romance, Sci-fi, Sobrenatural, Violencia, Zendaya
Visualizações 75
Palavras 2.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem xo

Capítulo 20 - Chapter XIV


Debbie se juntou a Vee no parque alguns minutos depois. — Ai — disse ela —, eu odeio bioquímica.

Estou feliz porque a tortura acabou.

Vee sorriu para ela. — Ninguém disse que a faculdade de medicina seria fácil.

— Sim, bem, nem todos escolhem o caminho fácil do curso de psicologia...

— Fácil? Pelo amor de Deus! Preciso entregar três trabalhos até quinta-feira e só fiz um deles até agora!

— Meu coração chora por você... de verdade...

— Ora, cale a boca — disse Vee e elas sorriram uma para a outra.

— Então, o que pretende fazer agora? Ir à biblioteca? — perguntou Debbie, torcendo o nariz.

— Não, acho que vou voltar para o apartamento de Justin. Todos os meus livros e as minhas coisas estão lá agora...

A expressão de Debbie ficou imediatamente sombria. — É claro. Eu deveria ter imaginado.

— Debb — disse Vee em tom cansado. — Por favor, não comece uma discussão por causa disso. De uma forma ou de outra, tenho certeza de que esse relacionamento acabará em breve...

— Vee, há alguma coisa que você não me contou? — Debbie olhava para ela desconfiada.

— Não! Só quis dizer que irei para casa, na Flórida, e que talvez ele não queira continuar comigo quando eu voltar, só isso.

— Você já conversou com ele sobre isso?

Vee balançou a cabeça negativamente. — Farei isso hoje à noite.

— Ok, boa sorte. Depois me diga como foi. — Ela fez uma pausa e acrescentou: — Ah, e por falar nisso, Edgar disse que Peter perguntou por você.

— O quê? Por quê?

Debbie deu de ombros. — Acho que ele tem tendências suicidas. Ou isso, ou ele realmente gostou de você. É meio difícil dizer, sabia?

— Ele está se sentindo melhor?

Debbie assentiu. — Ele parece bem, só tem ainda alguns hematomas.

— Bem, fico feliz. Escute, diga a Edgar que Peter deve esquecer que eu existo. Se algum dia for seguro, quando essa coisa toda com Justin acabar, entrarei em contato com ele.

Debbie prometeu que faria isso e elas conversaram mais um pouco sobre Edgar. Debbie deveria encontrá-lo naquela noite e Vee, novamente, ficou com inveja da facilidade e da simplicidade da vida da amiga.

Vee estava agora literalmente usando o destino da espécie no dedo e o fardo parecia muito mais pesado do que o círculo leve de prata seria por si só.

 

 • • •

 

Naquela noite, Justin fez o jantar novamente para eles. Depois de agonizar sobre a melhor maneira de abordar o assunto dos planos para o verão, Vee decidiu ser direta. Mas, primeiro, queria ter certeza de que ele estaria de bom humor e receptivo à ideia.

Como sempre, o jantar estava delicioso. Vee consumiu com prazer outra salada feita de forma criativa — decididamente passara a adorar salada — e um crepe de vagens enroladas em algas marinhas com um molho temperado de cogumelos.

Se ela tivesse sucesso na missão, não haveria mais jantares como aquele. Justin seria forçado a voltar para Krina se conseguisse sobreviver ao ataque aos assentamentos.

Com aquele pensamento, Vee sentiu uma estranha sensação de aperto no peito. Não queria que ele fosse morto. Podia ser o inimigo, mas não queria que ele fosse ferido de forma alguma.

Pensando furiosamente sobre aquilo, ela resolveu pedir a John que concedesse a Justin uma passagem segura, caso conseguisse colocar as mãos nos dados. É claro, até mesmo a simples ideia de ele deixar o planeta era estranhamente dolorosa. Sua boba, ele realmente conquistou você.

— Um tostão por seus pensamentos — brincou Justin, parecendo notar o olhar introspectivo no rosto de Vee.

— Ahm, só estava pensando sobre todas as coisas que ainda preciso fazer antes do fim da semana, entregar todos aqueles trabalhos e começar a fazer as malas... — Vee deixou a voz morrer gradualmente. Parecera uma boa maneira de entrar no assunto que queria discutir.

— Fazer as malas? — A testa lisa dele se franziu ligeiramente.

— Sim, bem, você sabe que o semestre acabará em breve — disse Vee cuidadosamente, com o coração batendo mais forte. — Depois das provas finais, preciso voltar para casa, para a Flórida, ver os meus pais. E consegui um estágio em Orlando...

A expressão dele ficou visivelmente sombria. — E quando você pretendia me contar isso? — disse, com a voz enganadoramente calma.

Vee mastigou lentamente a última garfada de comida e engoliu. — Achei que você já soubesse de tudo sobre mim, incluindo os meus planos para o verão. — A neutralidade no tom dela foi igual à dele, apesar da força com que o coração batia.

— A verificação que fiz sobre você há um mês, pelo jeito, não foi abrangente o suficiente — disse ele ainda perigosamente calmo.

Vee deu de ombros. — Acho que não. — Ela ficou orgulhosa da forma corajosa com a qual lidava com a discussão. Afinal de contas, talvez fosse uma espiã decente.

— Não quero que você vá — disse ele em tom baixo. Nos olhos dele, surgiu aquele tom dourado que ela agora associava com todo tipo de emoção forte.

— Justin, eu preciso ir. — Vee tentou pensar em formas de convencê-lo. — Preciso visitar meus pais e minha irmã. Por falar nisso, ela está grávida. E consegui um estágio realmente bom em um acampamento local, onde eu daria assistência a crianças que estão passando por momentos difíceis...

Ele olhou para ela. A falta de expressão a deixou mais assustada do que qualquer perigo direto.

— Está bem — disse ele. — Eu a levarei para ver sua família neste verão... só não na semana que vem. Não posso sair de Nova Iorque agora. E, se quiser, conseguirei um estágio para você aqui também, alguma coisa na sua área que lhe agrade.

Vee sentiu uma sensação gelada irradiando do peito e descendo até a ponta dos dedos dos pés. Até o momento, apesar de ela saber que ele a considerava um brinquedo de prazer, o relacionamento deles tivera uma semelhança com a normalidade. Talvez ele a considerasse como um animal de estimação humano, mas ela ainda podia fingir que era namorado dela. Claro, um namorado arrogante e dominador, mas, mesmo assim, apenas um namorado. Agora aquela ilusão se despedaçara. Se ele realmente fosse tão longe a ponto de desconsiderar os planos que ela fizera para o verão com meses de antecedência, era sinal de que não tinha respeito algum pelos direitos dela como pessoa. E, provavelmente, não teria problema algum em mantê-la como caerle indefinidamente, até que se cansasse dela.

Ela notou que tinha os punhos firmemente cerrados sobre a mesa e forçou-se a relaxar os dedos antes de prosseguir. — E quando você terminar os negócios em Nova Iorque? — perguntou ela baixinho. — O que acontecerá então?

Ele a estudou com um olhar neutro. — Por que não cruzamos essa ponte quando chegarmos nela? — sugeriu ele gentilmente. — Talvez isso demore algum tempo.

— Não — disse Vee sem se importar com a sugestão. — Quero falar sobre isso agora. Se os seus negócios terminarem na semana que vem, o que acontecerá?

Ele não respondeu.

Vee sentiu o corpo ficando ainda mais gelado por dentro. Levantando-se da mesa lentamente, ela procurou algo para dizer. Não havia nada. Ela queria gritar e berrar, jogar alguma coisa nele, mas isso não resolveria nada. A Vee ignorante que deveria ser não veria nada de particularmente sinistro no silêncio dele. Apenas a Vee espiã saberia o que poderia acontecer com uma garota que um K considerasse como caerle.

Portanto, ela agiu da forma como ele esperaria que qualquer garota normal agisse quando o namorado não era razoável. — Justin — disse ela com uma expressão teimosa no rosto. — Eu vou para a Flórida nesse verão, e ponto final. A minha vida não gira somente em torno de você. Fiz esses planos vários meses antes de conhecê-lo e não posso mudar as coisas simplesmente porque você quer que eu...

— Vee — disse ele suavemente —, você pode mudar as coisas. E mudará. Se tentar partir no fim da semana, eu a impedirei. Você me entendeu?

Ela entendeu. Ela o entendia perfeitamente. Mas a Vee que fingia ser não entenderia.

— O quê? Você pretende me impedir de entrar no avião? Isso é ridículo — disse ela, apesar de as entranhas se retorcerem de medo.

— É claro — respondeu ele. — A única coisa que preciso fazer é dar um telefonema e seu nome estará em uma lista de pessoas proibidas de voar em todos os aeroportos dos humanos.

Ela o encarou em choque. De certa forma, não esperara que ele fosse tão longe apenas para dete-la. Achou que talvez fosse prendê-la no apartamento ou algo parecido. Mas fazia perfeito sentido... Por que fazer algo tão primitivo como prendê-la fisicamente quando ele podia simplesmente exercer o poder que tinha sobre o governo dos EUA?

Ela sentiu as lágrimas acumulando-se nos olhos e impediu-as de cair com grande esforço. — Eu odeio você — disse ela, mal conseguindo falar por causa do nó que sentia na garganta. E realmente o odiava naquele momento. Se tivera alguma dúvida sobre ajudar a Resistência, ela desapareceu quando Vee olhou para a expressão dele. Ele não tinha o direito de fazer aquilo com ela, de assumir o comando da vida dela daquele jeito, e a espécie de Justin merecia tudo o que aconteceria com eles. Se Vee pudesse realmente fazer alguma diferença na luta contra os Ks, tinha a obrigação de fazê-la, mesmo que isso significasse perder a própria vida.

Ele se levantou e andou na direção dela. — Você não me odeia — disse ele com tom sedoso.

— Talvez deseje me odiar, mas não me odeia... — Ele segurou o queixo dela, forçando-a a olhar para os olhos dele, que estavam praticamente amarelos. — Você é minha — disse ele baixinho — e não vai a lugar algum sem mim. Quanto mais depressa entender e aceitar isso, mais fácil será para você.

Foi nesse momento que as coisas ficaram às claras. Ele não esconderia mais as verdadeiras intenções.

Os punhos de Vee se cerraram com fúria impotente.

— Não vou aceitar coisa alguma — disse ela por entre os dentes. — Sou um ser humano.

Tenho direitos. Você não pode me dar ordens desse jeito...

— É isso mesmo, Vee — disse ele no mesmo tom perigosamente suave. — Você é um ser humano, uma criação da minha raça. Nós fizemos vocês. Se não fosse pelos krinars, a sua espécie não existiria. O seu povo inventou todo o tipo de divindade imaginária para adorar, para explicar como vocês apareceram na Terra. As coisas que fizeram em nome dos chamados deuses são simplesmente absurdas. Mas nós somos os verdadeiros criadores de vocês, nós os fizemos à nossa imagem. O único motivo pelo qual você tem os direitos que acredita ter é porque deixamos que os tivesse. E fomos extremamente tolerantes com a sua espécie, interferindo o mínimo possível desde que viemos para o seu planeta. — Ele chegou mais perto dela. — Portanto, se eu quiser manter uma garota humana ao meu lado, e se tiver que dar ordens a ela porque é inexperiente demais para perceber que o que temos é especial... bem, então é assim que será.

Vee mal conseguia pensar devido à fúria que lhe enevoava o cérebro. Olhando para o rosto bonito dele, ela sentiu uma onda de ódio tão forte que o teria esfaqueado com prazer naquele momento, se tivesse uma faca por perto. — Vá se foder — disse ela com a voz amarga, dando um passo para trás para evitar o toque dele. — Você e sua espécie deveriam voltar para o maldito lugar de onde vieram e deixar-nos em paz.

Ele sorriu ironicamente em resposta, deixando-a se afastar. — Isso não acontecerá, Vee. Estamos aqui e ficaremos aqui. É melhor se acostumar com isso.

Não, não ficariam. Ela ajudaria a garantir que isso não acontecesse.

Mas ele não sabia disso ainda e ela não disse nada. Simplesmente ficou olhando para ele em desafio.

— E, Vee — acrescentou ele gentilmente —, eu posso ser muito gentil... ou não. Só depende de você.

— Vá se foder — disse ela furiosamente e viu os olhos dele ficarem ainda mais claros.

— Ah, isso acontecerá e você terá muito prazer. — Ele sorriu com a ideia.

Vee queria bater nele. Se ele achava que ela derreteria com um simples toque dele, estava muito enganado. A não ser que...

— Muito bem — disse ela lentamente. — Mas eu decido como as coisas serão hoje à noite.

— E sorriu de volta para ele, ignorando o bater forte do coração.

Os olhos dele brilharam com interesse súbito. — Ah, é mesmo? E por quê?

— Porque é a única forma de fazer sexo comigo hoje à noite... quero dizer, voluntariamente.

— O sorriso dela ficou provocante. — É claro, você pode me forçar, talvez até mesmo fazer com que eu goste. Mas eu o odiarei por isso... e, no fim das contas, você se arrependerá.

— Ok — disse ele suavemente, com o volume da calça crescendo diante dos olhos dela. — Vamos fingir que você toma as decisões... O que gostaria de fazer?

Vee umedeceu os lábios subitamente secos com a ponta da língua e viu quando ele seguiu o movimento com um olhar faminto. — Vamos para o quarto — disse ela com voz rouca. Em seguida, passou por ele, supondo seguramente que ele a seguiria.


Notas Finais


Justin, o babacao
Comentem e favoritem ❤️
•Adaptação do romance de Anna Zaires.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...