História Close to you. - Capítulo 1


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Categorias The GazettE
Personagens Ruki, Uruha
Tags Kouyou, Matsumoto Takanori, Ruki, Takanori, Takashima Kouyou, Uruha, Uruki
Visualizações 128
Palavras 1.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bonjour meus jovens gafanhotos... A quanto tempo, não é? Já faz mais de um ano. *Sorri de canto e ajeita os óculos os encarando*

Bem, vamos ao que interessa, leiam com atenção, sim? Eu prometo resumir tudo, mas preciso que leiam. *pisca um dos olhos*

Eu tenho um apego emocional muito grande nesta fanfic desde que comecei a escrevê-la porque ela contém fragmentos frágeis do que eu sou e simplesmente porque é minha parte sobrecarregada numa estória, enfim, quero dizer-lhe três coisas, primeiro, nesta fanfic há distúrbios psicológicos como depressão, crise de ansiedade e afins, segundo, vou mostrar-lhes uma música e quero que ouçam, essa música é como se fosse uma espécie de "trilha sonora" da vida do personagem principal, vulgo Kouyou, o nome é Saib. - in your arms [ https:/ / www. youtube. com/watch?v=oqemXYsRFow ] (Retirem os espaços do link) Digam-me nos comentários o que acharam da música, sim? E terceiro, esta fanfic já está devidamente finalizada e betada em meu notebook, postarei regularmente!

Enfim, sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 1 - First chapter: Lost.


Fanfic / Fanfiction Close to you. - Capítulo 1 - First chapter: Lost.

E foi naquela madrugada de quinta-feira que, como em todas às vezes, eu estava perdido, sentado na frente de um notebook velho, com um uma música leve no estilo Lofi tocando nos fones e meu gato na janela miando desgovernado, pedindo para que a janela fosse aberta, estava frio naquela noite, retirei os fones e ergui-me da cadeira seguindo até a janela a abrindo, voltando a minha monótona cadeira, escrevendo tudo o que eu sentia naquele momento, o gato laranja sentou-se em meu colo, apreciando o tocar ligeiro de meus dedos nas teclas no teclado já desfigurado pelo tempo, suspirei, era um combo de dor... Misturados com mágoa, eu só conseguia pensar no quão inútil eu era... Apesar de não ser de todo uma verdade.

 

Relaxei sobre a cadeira...

 

Meus olhos queimavam e o calmante já estava excedendo sua função, eu deveria estar dormindo á horas... Mas eu sabia... Que eu não conseguiria dormir com a cabeça pesada da forma como estava.

 

Peguei o celular olhando a hora... 01h: 17min da madrugada, deixei o celular sobre a mesa do notebook, observando a lua minguante no céu daquele outono gélido...

 

Você já se sentiu inútil a ponto de perceber que não importa o quanto tente... Você sempre vai acabar sendo desnecessário na vida das pessoas... E bem... Julgando por experiência própria de quem vos fala... Às vezes não vale a pena tentar muito... Porque você pode acabar como eu... Não batendo muito bem da cabeça, sabe?

 

Vesti minha jaqueta despreocupadamente e peguei minhas chaves que jaziam no criado mudo de meu quarto, segui pela sala em passos lentos, descendo as escadas ao ascender um cigarro no meio do caminho, caminhei lentamente ao descobrir minha moto, libertando-a de sua capa de chuva, eu só queria rodar até a cidade vizinha, olhar o céu e voltar pra casa, mesmo que dure a noite toda, eu... Bem... Só quero me livrar desse sentimento que anda angustiando tanto meu peito... A ponto de eu... Não ter capacidade de querer levantar da cama durante a manhã... E me manter hiperativo durante a noite.

 

Coloquei o capacete ligando a moto, uma Harley Davidson 1970 que me custou bons anos de reforma, o motor suave cantou em meus ouvidos e eu apenas dirigi, sem rumo, seguindo as placas como se eu tivesse um destino planejado, mas eu estava apenas perdido... Tanto por dentro... Quanto por fora, dirigi... O vento frio congelava minhas mãos e eu me sentia cada vez mais inútil por não ter pensado em pegar as luvas de couro... Mas estava tudo bem... Não importava na realidade... Eu estava longe de me importar com algo como aquilo...

 

Desci uma rua escura, conhecida por mim, eu queria apenas abastecer... E continuar sem rumo, até eu cansar... Ou conseguir me encontrar de alguma forma.

 

Já marcavam 2h:40min no relógio de pulso, estacionei a moto e olhei em volta antes de sair da mesma, um garoto baixinho saiu de dentro da loja, apressado, os cabelos pretos manchados de vermelho eram novidade para mim.

 

- Desculpe senhor, como o movimento está muito escasso hoje eu acabei por ficar lá dentro, está frio aqui fora. – Mencionou desesperado e me encarou rapidamente por baixo do boné azul marinho, mirei os olhos azuis contornados em negro e pisquei repentinamente, era mesmo um garoto?

 

- Eh... Você não é muito novo pra estar trabalhando aqui? Eu sempre abasteço aqui e nunca o vi por aqui... – Abri o tanque da moto o encarando de lado, ele parecia extremamente jovem.

 

- Bem... Não sou tão jovem quanto pareço. – Murmurou afobado, atrapalhado eu diria, deixando a mangueira cair duas vezes, na terceira ajudei-o a segurar. – D-Desculpe, é minha segunda semana aqui, é algo muito novo pra mim.

 

- Não se preocupe, você está indo bem. – Ele sorriu ao mirar o que fazia, era um sorriso muito acolhedor, esbocei um apenas porque o seu sorriso refletiu-se em mim, por aparentar ser tão sincero.

 

- Está viajando? – Murmurou ao encarar-me afetivamente, em curiosidade, distinta da simpatia comum entre as pessoas que trabalhavam naquele posto.

 

- Na verdade... Não, eu... Só saí para dar uma volta. – Sorri ao observá-lo fechar o tanque e ir até a bomba. – Você... Disse que não era tão jovem assim, mas... Por curiosidade, quantos anos tem? É que... Não da pra colar... A ideia de não ser tão jovem assim. – Questionei realmente curioso.

 

- Tenho 18 anos. – Sorriu largo e eu admirei o sorriso sincero... Que fazia anos que eu não conseguia dar... Mas que me encheu por vê-lo realmente orgulhoso da idade. – Bem, não é como se eu fosse fazer 19 em breve, faz alguns meses que fiz 18, e... Bem... Eu sei que não cola por eu ser baixinho desse jeito... Eu queria ter crescido um pouco mais, mas a vida não ajudou muito. – Riu baixinho e eu sorri de canto. – E você?

 

- E eu? – Questionei confuso com a pergunta, eu andava tão disperso que mal entendi a pergunta, ele riu e retirou a nota fiscal me entregando. – Ah... Minha idade? – Me senti encabulado por ter sido tão estúpido ao não entender a pergunta, ele apenas riu novamente, os olhos encolheram dessa vez e o sorriso se alargou mais ainda.

 

- Sim, senhor, sua idade, bem, se perguntou a minha, eu posso perguntar a sua, não é? – Sorriu enquanto eu lhe entregava algumas notas.

 

- Ah... Eu sou bem velho comparando com sua idade... Tenho 29...

 

- Jura? – Cortou-me ao se surpreender. – Parece que tem uns 20...

 

E eu ri baixinho, abaixando a cabeça, eu nunca soube lidar muito bem com elogios.

 

- Qual seu nome? – Questionei ao guardar o troco na carteira novamente.

 

- Matsumoto Takanori e o seu? – Alargou o sorriso num carinho que me deixou encabulado por eu parecer tão fechado e mesmo assim, ele estar sendo tão gentil comigo.

 

- Takashima... Takashima Kouyou...

 

- Muito prazer! – Esticou uma das mãos, numa reverência que soava a infantil. Sorri, realmente encantado com toda aquela gentileza, que nunca fora direcionada assim para mim.

 

- Muito prazer. – Repeti seu ato, apertando levemente a mão macia entre as minhas.

 

- Somos amigos agora, eu espero te ver novamente por aqui.

 

- É uma promessa, vamos nos ver bastante. – Ponderei levemente, ao fechar o tanque do motor, o observando.

 

Coloquei o capacete e voltei à moto, ligando-a e acenando para ele, recebendo um aceno e um sorriso quase infantil de sua parte, ao fundo uma mulher loira, esposa do dono da loja ao lado do posto gritou com o garoto o que o fez virar repentinamente para trás, sobressaltando-se.

 

E tudo o que eu ouvi foi: “Finalmente fez algum amigo, não é Matsumoto?”

 

E eu apenas o observei  coçar os cabelos pelo retrovisor e a mulher loira sorrir para ele como se estivesse feliz por ele, dobrei a esquina e segui...  De repente me peguei fazendo o retorno... E voltando para casa...

 

Talvez não fosse tão necessário assim... Sair sem destino, depois de... Conhecer um pouco da gentileza que eu já desconhecia há tanto tempo, já passavam das 3 da manhã e eu finalmente sentia meu corpo pesar, meu gato encontrava-se na janela da sala, esperando-me, como um filho preocupado com o pai que sumiu... Sem dizer nada, do portão de grades o observei esticar-se e sem ouvir, soube que um miado longo foi pronunciado, sorri pensando de uma forma leve algo como “Espere... Papai já vai entrar.”

 

Estacionei a moto na garagem pequena, desligando-a e voltando para fechar o portão, trancando-o por dentro, pegando as chaves e voltando para dentro, larguei a jaqueta na poltrona da sala, juntamente com as chaves no criado mudo, peguei o gato laranja que abraçou-me o pescoço como uma criança sentida que fora largada sozinha em casa, larguei os sapatos no meio do caminho e segui para o quarto, deitando-me na cama de barriga para cima, colocando o gato sobre meu abdome.

 

- Ora, me desculpe por não ter avisado que eu sairia. – Murmurei a Thor, meu gato laranja que apenas me olhou como quem dizia: “Eu não desculpo não, mas me preocupo com você, infeliz.” – Ora, desculpe o papai. – E ele apenas miou de forma longa, e encarou-me nos olhos, pouco antes de massagear meu abdome e cerrar os olhos, algo como: “E eu tenho escolha? Está desculpado.” – Bem, então vamos dormir, certo? – Virei-me de lado, abraçando-o entre os braços.

 

Peguei no sono... Finalmente... Leve como uma pluma, até ouvir meu celular tocar, desesperadamente em algum canto da casa, Thor pulou da cama, enfiando-se embaixo da mesma como alguém que não aguentava mais aquele tipo de situação, assim como seu dono.

 

E eu sabia o que era...

 

- Sim?

 

- Tá acordado... Porque você não atendeu o celular antes?

 

- Melissa, são... – Olhei em volta – Acredite, eu nem sei que horas são e eu estava dormindo... O que... Você precisa?

 

- Porque não falou mais comigo? – Murmurou.

 

Melissa era minha ex namorada... E não, eu não sou tão hétero quanto pareço, eu sou pansexual, e não me importo muito com sexualidade... Homem... Mulher... Trans... Não importa... O que importa mesmo... É o que você sente pela pessoa seja ela homem, mulher, trans ou o que quer que ela se considerasse... Enfim... Terminamos há dois meses... Porque, bem, ela simplesmente é uma pessoa um pouco manipuladora, egoísta, soberba e controladora... E por ser assim... Eu... Bem... Digamos que eu não saiba lidar com esse tipo de coisa... Acabar que o relacionamento apenas afundou... Tanto por eu ser um cara no meu tempo... E isso sempre a incomodar, quanto pelo fato de eu ter um psicológico um pouco doente que fazia me culpar a todo momento por cada coisa errada que acontecesse em sua vida... Fazendo-me decair mais e mais.

 

- Deve ser... Porque acabamos de terminar um relacionamento.

 

- Você terminou, eu não disse que terminaria.  – Suspirei massageando os olhos. – Você simplesmente me abandonou...

 

- Melissa, pelo amor de Deus... – A cortei. -  Só não tenta... Fazer nada pra mudar o fato de tudo ter acabado... Simplesmente acabou, supere.

 

- Simplesmente, Uruha????  Superar???? – Gritou do outro lado, o grito estridente fez-me afastar o telefone do ouvido e apoiar a mão na testa.

 

Desliguei o telefone.

 

Senti minha cabeça rodar e doer, coloquei o telefone no modo avião e segui para a cama novamente, eu sabia que ela ligaria e tentaria de novo, mas dessa vez eu não atenderia.

 

Deitei-me na cama novamente e mirei o teto, cobri-me dessa vez, chamei meu gato baixinho, como eu sempre costumava fazer... Apesar que... Bem... De toda a forma, eu nunca costumava falar muito alto... Nem agir muito estridentemente... Thor saiu de baixo da cama e subiu no colchão, aconchegando-se sobre meu abdome novamente, olhou-me e com o olhar de desprezo que dizia claramente: “E você ainda atende esse celular, né? Que trouxa.”

 

- Ora... Não me olhe assim... – Acariciei seu rosto vendo-o fechar os olhos. – Eu não queria que as coisas tivessem acabado dessa forma, Thor...

 

E dessa vez Thor me encarou sério e deu-me as costas, saindo de meu abdome, e deitando-se em meus pés.

 

Suspirei, mantendo meu olhar fixo no teto, acabando por pegar no sono, ali mesmo, angustiado novamente, mas cansado demais para a angustia vencer meu sono... 


Notas Finais


Enfim, desculpem qualquer erro de português presente nesta estória!

Elogios e criticas construtivas são muito bem vindas, comentem!

Espero que tenham gostado, até o próximo!

Kisses of malice.

13/11/17 - 03:58


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