História Closer - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Kankuro, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Yondaime Kazekage (Rasa)
Tags Abuso, Autismo, Cego, Deficiencia, Deficiência Visual, Depressão, Drama, Drama Psicológico, Naruhina, Sasusaku, Shikatema, Trauma, Violência Psicológica
Visualizações 22
Palavras 2.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem...
Boa leitura

Capítulo 3 - Capítulo 3


_Não fica nervoso, daqui a pouco você consegue – ele viu o rosto mais novo se contrair em contragosto e riu bagunçando os cabelos dele. _Eu sei que é difícil, mas eu estou aqui e vou continuar aqui, vamos coma temos que tirar essa roupa.

Gaara já estava com roupas limpas e de banho tomado, os lençóis da cama também eram outros, Shikamaru adentrou a porta do quarto completamente atônito, chegou a esmurrar alguma coisa pelo meio do caminho e a tropeçar nos lençóis retirados da cama e jogados de qualquer forma no canto do quarto.

Sim, ele estava nervoso uma foto de Temari foi necessário para uma avalanche de sentimentos invadirem seu coração, a inexplicável vontade de ouvir a voz dela se fez presente e ele discou o número do celular dela, a voz que tanto amava gravada na secretária piorou tudo.

_QUE MERDA! – Ele esbravejou, assustando um pouco Gaara que estava ouvindo música em seu Mp3, ou fingindo que ouvia alguma coisa, ele não conseguia nem se achar naquele objeto. _EU NÃO ACREDITO...

Shikamaru estava com raiva e Gaara nunca tinha ouvido o tom de sua voz tão grave, era assustador imaginá-lo dessa forma, imaginar que ele podia descontar sua raiva em si, ele apenas se encolheu mais nos lençóis e rezou para ele não o enxergar ali.

O interfone tocou antes mesmo de Shikamaru perceber o estado do outro, eram as malas de Gaara, liberou a subida do entregador, respirou fundo e abriu a porta, duas bolsas, toda a roupa de Gaara se resumia a duas bolsas, ou sacolas, aquilo foi um choque, as pegou, fechou a porta, a curiosidade não o deixou esperar, ele olhou dentro de cada uma das duas, eram trapos, a maioria das roupas eram panos velhos e rasgados, Shikamaru não soube o que significava aquilo, mas sentiu uma raiva dentro de si, Gaara era filho daquele homem, ele deveria protege-lo.

_Trapos, eu não acredito que aquele.... – ele não continuou a frase, parou ao ouvir um choro fraco vindo de seu quarto, toda aquela junção de informações o fizeram praticamente empurrar a porta para invadir o quarto.

Lá estava Gaara, por baixo das cobertas, chorando sem nem ter motivos, tinha dores no corpo e igualmente machucados, mas não era por isso que ele chorava, ele nem sabia o motivo.

_O que foi agora? – era o mesmo tom que usou com o ruivinho no primeiro dia em que estava em casa.

Soluços foi o que ele recebeu de volta, aquilo fez Shikamaru ter leves pontadas na cabeça, ele sempre ficava nervoso quando as coisas fugiam do seu controle, estava sendo assim no trabalho, com Temari, com a sua vida, com Gaara, ele não conseguia tinha que respirar, correr para longe, gritar e chorar e foi o que ele fez, correu pra fora do prédio, se cansou, fez tanto esforço que nem ao menos soube quando caiu no chão, na grama, no meio daquelas árvores, naquele parque, ele soluçava tão forte, um choro contido, um choro acumulado, que agradeceu por estar longe dos olhos dos visitantes daquele parque.

Quando ficou mais calmo e viu finalmente a hora no relógio percebeu que já era tarde, se sentiu mais leve e ao mesmo tempo fraco demais para dar um passo sem tropeçar em alguém, e esse alguém foi Ino Yamanka, sua melhor amiga, irmã mais nova, vizinha de infância, os braços dela logo o rodeavam não o deixando cair, sentiu sua respiração novamente acelerada e se sentou mais uma vez, ela se juntou a ele, afastando os fios negros e rebeldes que pendiam sobre seu olhar que nesse momento se direcionava ao chão enquanto a cabeça flexionava uma das pernas.

_Shikamaru eu..., eu..., sinto muito – ela o abraçou de novo sentindo as lágrimas dele inundarem sua roupa. _Me desculpa eu só soube anteontem, só consegui viajar hoje, estava indo para sua casa.

Shikamaru ficou feliz e de certa forma ele precisava daqueles braços, se afogou ali, fazendo dela seu porto seguro, sua amiga, sua irmã.

_Vamos? – Ela se preparava para levantar e apoiar Shikamaru quando ele fizesse o mesmo.

_O irmão dela tá lá em casa... – ele murmurou endireitando suas roupas e segurando a mão dela como se para dar força.

_Sakura me contou. – Eles caminharam até o prédio em que o mais velho morava, retirou a bolsa e jogou no sofá, parando para ouvir melhor o barulho, era um choro, um choro baixo, junto com múrmuros. _O que é isso?

_Gaara..., eu acho que ainda não me acostumei a lidar com alguém tão sensível quanto ele. – ele bufou secando as mãos recentemente lavadas e indo na direção do quarto, a porta ficou entreaberta e Ino viu de relance a face chorosa do ruivinho que se encolhia no colo de Shikamaru que tentava a todo custo o acalmar pedindo até mesmo desculpa, ele nunca pedia desculpa.

_Ele não me falou o motivo do choro... – ele deixava a porta meio aberta e ia para a geladeira precisava esquentar a comida. _Mas foi minha culpa, claro – ele soltava um grande suspiro chamando a atenção da amiga.

_Ele tem quantos anos? – Ino perguntou o ajudando a preparar as coisas para servir a comida

_Ele tem sua idade, 17 anos recém completados – ele riu olhando para a porta.

_Ele parece um bebê chorão... – ela entregava os legumes para ele e ia arrumar a mesa.

_Vai dormir aqui né?

_Sim, me arrumo pelo sofá mesmo – ela ia dispondo os copos _Espera o que ele estava fazendo no seu quarto?

_Não me olha assim, ele tem medo de dormir sozinho, tem medo de escuro..., o outro quarto tá vazio e eu não te deixaria dormir no sofá jamais – ele servia os pratos e se sentava na mesa observando ela balançar a cabeça em negativa. _Eu não consigo não pensar que foi por causa dele, que se não fosse aquela maldita apresentação estariam todos vivos, incluindo, incluindo, meu bebê

Ino não sabia o que falar, ela se levantou e o abraçou forte, só quando viu que ele finalmente se acalmou ela resolveu mudar de assunto.

_Eu passei na faculdade daqui! – ela se empolgou para falar

_Fico feliz por você – ele a abraçou de novo a soltando para dar continuidade ao assunto _Qual curso?

_Literatura, segundo semestre daqui a cinco meses. – ela se sentava e provava a deliciosa sopa de frango com arroz.

Um sorriso de lado surgiu nos lábios de Shikamaru, era quase uma lembrança, a um mês atrás Temari tinha recebido a notícia que seu irmãozinho tinha passado na faculdade de literatura, eles conversaram durante dias, até finalmente concordarem que Gaara deveria ficar ali, era perto o suficiente da Faculdade e longe o suficiente de casa ou melhor do pai, sem falar na compra do piano...

_Gaara passou para esse mesmo curso, também no segundo semestre.

_Ele vai cursar? – Ela perguntou cautelosa, vendo o riso amargo de Shikamaru enquanto tomava mais sopa.

_Ele mal consegue se despir sem cair no chão, ele mal consegue fazer qualquer coisa sem abrir o berreiro.

_Fala sério! – ela bufou

_Eu vou aproveitar essas férias forçadas que a Sakura me deu para resolver uns problemas na empresa com calma e ajuda-lo a se adequar um pouco. – ele brincou um pouco com a colher no prato parecendo pensar. _Se quiser pode morar aqui, a casa dos seus pais é longe e teria que alugar uma pensão ou algo parecido.

_SÉRIO?! – Ela levantou pulando da cadeira

_Na verdade seria uma troca, eu te dou casa, comida, negociamos a roupa lavada e você me ajuda a cuidar do Gaara, não precisa pensar agora, só quando precisar vir de novo.

_Cuidar dele? Tipo babá? – ela o olhou confusa.

_Babá? Não vamos exagerar, eu sei que ele parece um bebe chorão, mas ele é um menino legal. Eu só preciso que você cuide dele, não o deixe se machucar, leia para ele, seja uma amiga. – ele riu bebendo a água.

_Resumindo você quer uma babá. – eles riram juntos. _Tudo bem, eu não tenho escolha mesmo.

_Nossa pensei que você fosse demorar mais para aceitar, isso foi muito fácil, o quê você tá tramando loirinha?

_Nada, só gostei da ideia de morar longe de casa e fiquei curiosa com o tal garoto.

_Ino, Ino... Te conheço, você vai morar aqui mas ainda é minha irmã mais nova, não vou te deixar ficar até altas horas em festas...

_Ei eu não estava pensando nisso, estava pensando em usar sua casa como local de festas naturalistas!!!! – ela riu travessa vendo uma veia saltar da testa do mais velho. _Todo mundo nu e consumindo Canabis... – o olhar mortal de Shikamaru a fez cair na gargalhada.

_Espero que isso seja uma brincadeirinha. Mudando de assunto, quer conhecer o Gaara, vou dar a janta dele agora.

_Ele não come sozinho? – ela arqueou a sobrancelha

_O menino ficou cego a alguns dias, ele tá completamente perdido, além disso ele tem uns problemas grandes com o pai maluco que só pioraram as coisas pra ele. – ela concordou, ele se levantou, lavou a louça e colocou o prato de Gaara. _Vamos?

_Sim! Estou curiosa quanto ao ceguinho. – ela recebeu um olhar zangado que só Shikamaru tinha. _Tudo bem quero conhecer o Gaara.

Eles caminharam em silencio até o quarto e Ino acabou se surpreendendo quanto viu a figura encolhida nos lençóis de Shikamaru agarrando o travesseiro, coberto até a cabeça.

_Ele tá dormindo... – Shikamaru falou com certo pesar.

_Acorda então.

_Mas ele custa tanto para dormir...

_Então deixa ele dormir

_Mas ele não pode ficar com fome, ele já está com sérios problemas de saúde.

_Ah cacete decide logo! – ela acabou falando um pouco mais alto que o necessário e se calou ao perceber que Gaara se mexia confuso na cama, ela ficou impressionada pelos fios vermelhos que cobriam o rosto frágil e infantil do menino, ela achou fofo o olhar perdido e a fala engasgada no choro.

_Ni...nissan? – Shikamaru olhou com um pouco de raiva para Ino enquanto acarinhava os fios de Gaara, o menino não chamava por si, chamava por Kankuro, o irmão falecido. _Kank? Tá escuro aqui...

De alguma forma aquilo doeu no peito de Ino, principalmente quando Shikamaru abraçou Gaara e o acarinhou para o acalmar.

_Ei... Sou eu o Shikamaru, tá tudo bem... – ele falava baixinho enquanto o outro soluçava. _Calma, eu vou continuar aqui com você.

_Promete? – Era quase que necessário ele ouvir uma resposta positiva quanto a isso.

_Claro que sim baixinho, vamos comer! – Shikamaru pegou a bandeja desmontável e colocou na cama junto com o prato. _Quer tentar sozinho? – o outro direcionou sua cabeça confuso e indeciso para si e as mãos tremulas caminharam sobre a bandejae Shikamaru as parou antes de uma tragédia ocorrer. _Tá tudo bem eu te ajudo.

Ino acabou rindo de lado enquanto se sentava no chão e via a forma como Shikamaru tratava o menino, nem parecia que ele tinha tantos sentimentos negativos com relação ao mais novo.

_Pronto... Nossa você tá sujinho – Shikamaru ria enquanto bagunçava os fios ruivos, foi só aí que ele notou os bocejos da loirinha que estava quase caindo de sono escorada na porta. _Quero te apresentar a uma amiga minha.

_Poxa até que enfim! – Ino se levantava e se aproximava da cama.

_Ino! Essa doida é minha amiga Ino, ela tem a sua idade e vai vir cursar literatura aqui na cidade, vocês vão ser colegas, isso é legal né? – o menino não sabia como reagir, afinal ele tinha sido observado o tempo todo pela tal Ino e ele nem sabia como ela era, mas achou melhor responder Shikamaru com um leve e tímido menear de cabelos. _Ela vai vir morar aqui em casa! Tudo bem pra você? – mais um aceno positivo, era claro que não estava bem, as mãos estavam apertando tanto os lençóis que já estavam ficando tão vermelhas quanto seus fios de cabelo. _Que bom!

_É que bom! – ela sentiu o leve desconforto do menino ruivinho e achou divertido vê-lo morder os lábios timidamente enquanto se sentia perdido e resolveu brincar mais um pouco com ele. _Shikamaru você não vai dar banho nele? O garoto tá todo melecado de sopa, se quiser eu ajudo.

Foi suficiente para os soluços engasgados saíssem e o menino se fechasse como uma cocha, mais um olhar mortal e Ino olhava com uma falsa cara interrogativa, perguntando-se o que tinha feito.

_Ei, ei, tá tudo bem. Vamos para o banho? – depois de um tempo o outro assentia, caminharam até o banheiro e Shikamaru novamente ajudou o garoto a se arrumar.

_Minhas roupas? – era um sussurro enquanto Shikamaru terminava de o ajudar com a calça e o colocava sentado na cama para acabar de secar o cabelo.

_Seu pai não as enviou – ele preferiu mentir a falar a verdade. _Podemos comprar umas coisas novas pra você amanhã, a Ino deve ir voltar para casa amanhã, esperamos ela pegar o ônibus e compramos suas roupas novas, ou se ela preferir pode nos ajudar com as compras, ela tem um jeito meio perua mas é legal!

_Não precisa. – o outro negou rapidamente. _Eu posso continuar usando suas roupas mesmo, pode me emprestar as que você não usa, que são velhas, se você não se importar claro. – ele falava corando envergonhado.

_Claro que não me importo, mas você tem 17 anos, precisa de roupas da sua idade e as minhas roupas ficam gigantes em você baixinho – ele ficou um pequeno bico se formar nos lábios do ruivinho e bagunçou novamente os fios de cabelo.

_Não precisa gastar comigo, eu uso qualquer coisa... – ele mordeu os lábios mais uma vez.

_Ei! Eu não preciso, eu quero! Um menino de 17 anos que vai para a faculdade de Konoha precisa se vestir bem! Imagina só o que vão falar de mim, quando descobrirem que eu deixo meu pequeno irmãozinho andar vestido com minhas roupas!? – ele sentiu os braços finos de Gaara circulando sua cintura enquanto engolia um soluço.

_Tudo bem garoto, agora vamos dormir!

Ino ouvia aquilo tudo atentamente, ela caminhou até o quarto pensando naqueles olhos verdes e perdidos entre os braços de seu irmão.

_Pode ser muito divertido! – Um sorriso travesso nascia nos lábios de Ino...


Notas Finais


Me deixem saber o que vcs acharam desse capítulo.
Bjãoooooo
Tô curiosa quanto ao sentimento de vcs.


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