História Closer to you - Capítulo 5


Escrita por:

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Categorias Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Tags Romance
Visualizações 140
Palavras 1.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noithe:)

Capítulo 5 - "O que significa isso?"


O dia passou e Alexandre parecia não existir naquele escritório, depois que voltei da minha saída com John, nenhuma palavra foi trocada entre nós. Eu nem ao menos o vi. Não sabia se ele havia ficado no escritório ou saído mais cedo. O movimento na sala dele era nulo das vezes que sai da minha sala por qualquer motivo para ver se topava com ele do lado de fora.

 

 

Cheguei a perguntar a Cris umas três vezes se ele ainda estava no escritório. Ela não soube me dizer e por vezes perguntou se eu queria que ela verificasse. Eu não quis. Eu não estava mais tão irritada com ele e achava aquela situação ridícula, mas o sentimento ao que parece não era mutuo. Em algum momento teríamos que nos falar, em minha mesa havia uma pilha de papeis necessitando de sua assinatura e me arrisco a dizer que a mesa dele não estava diferente.

 

- Perdida nesse monte de papel, espantalho? – Otaviano me tirou dos meus pensamentos, quando entrou em minha sala com a sutileza de um pavão.

 

- O irritante chegou... – sorri me levantando e indo em sua direção.

 

- saudade do seu irmão preferido? – ele me abraçou me tirando do chão.

 

- Preferido? Eu só tenho você.

 

 

- Ta muito ocupada? – ele colocou as mãos no bolso da calça social me encarando com um sorriso sapeca no rosto.

 

 

- Qual é? Vocês combinaram de não me deixar trabalhar hoje? – Coloquei as mãos na cintura, semicerrando os olhos. – Primeiro o John, agora você.

 

 

- Aquele idiota veio aqui?

 

 

- Ota, você sabe que não gosto quando fala assim dele. – Meu irmão revirou os olhos em um claro sinal de tedio.

 

 

- Eu sei e não to nem ai, não gosto, nunca gostei e nem em mil anos vou gostar. – ele falou de forma rápida, sem deixar espaço para qualquer argumento. – Chega de falar de assuntos desagradáveis, arruma suas coisas que seu expediente acabou, tenho uma surpresinha pra você.

 

- Pra mim? – o encarei e o seu sorriso faceiro me fez ter dúvidas daquela surpresinha. – O que você está aprontando? Que surpresa é essa? – Perguntei desconfiada e ele sorriu.

 

- Para de ser curiosa e vamos logo, já, já você vai descobrir. – ele fez um sinal com a mão para que agilizasse, então fui até a minha cadeira peguei me blazer, minha bolsa e minhas chaves e fui ao seu encontro.

 

 

- Cris estou indo, só retorno amanhã, se quiser pode ir também. – Antes de sair dei uma última olhada para a sala de Nero, pedindo em pensamento que ele saísse dali, mas não aconteceu.

O elevador logo chegou e eu e Otaviano descemos em uma conversa leve e descontraída.

 

***

 

- O que estamos fazendo aqui? – perguntei quando chegamos na Newbury Street.

 

 

- Vem comigo. – ele puxou pela mão me fazendo subir algumas escadas em um prédio super alto.

 

- poderíamos ter pegado o elevador. – reclamei ainda subindo as escadas.

 

 

- quero te deixar cansada. – quando eu já estava perdendo o folego paramos em um dos andares, que eu nem sei dizer qual.

 

 

- Pronto chegamos. – ele apontou para um dos apartamentos, na porta estava escrito “Welcome to your new home.” Com um laço vermelho na fechadura, onde a chave estava pendurada.

 

- o que significai isso? – perguntei meio confusa, tentando organizar as informações;

 

 

- Vou ativar meu modo tradutor, Bem vinda ao seu novo lar, é seu – ele sorriu me encarrando. – É meu presente de aniversário para você.

 

 

- Não acredito Ota! – meus olhos brilharam em expectativa e minha única reação, foi pular em seu pescoço e abraça-lo com toda minha força. – Obrigada, obrigada, muito obrigada, você é com certeza o melhor irmão do mundo.

 

 

- Você ainda não viu nada... – entramos dentro daquele imóvel e eu fiquei embasbacada ele estava perfeitamente decorado e mobiliado, cada detalhe tudo exatamente como eu havia dito que gostaria, ficamos ali por horas e eu não cansava de agradece-lo, a alguns meses atrás eu havia dito que iria comprar um apartamento para mim, e sair da casa da minha mãe, já estava na hora da criança crescer, a independência financeira eu já tinha, só me faltava um apartamento, mas agora eu o tinha, era milimetricamente a minha cara.

 

****

 

Eu não poderia estar mais feliz quando cheguei em meu escritório na manhã seguinte. Meus pais, Otaviano e eu passamos a maior parte da noite jogando conversa fora. Meu pai ficou surpreso quando lhe contamos sobre o apartamento e a minha mudança no sábado, mas agradeceu meu irmão pelo incrível presente. Perto da meia noite Otaviano lembrou que precisava ir embora, recusando o convite da minha mãe para que eu passasse a noite lá. 

 

Cris estava em sentada em sua mesa, e Flavia, a secretaria de Alexandre, estava na sua.

 

- Bom dia Giovanna. – as duas me saudaram ao mesmo tempo.

 

- Você está melhor, Flavia? – me dirigi a garota de cabelos loiros, que tinha a minha idade.

 

- Bem melhor, Giovanna, Obrigada!

 

 

Dei uma olhada discreta na direção da porta de Alexandre, mas parecia não ter ninguém lá.

 

- Quer falar com, Alexandre? – Flavia seguiu meu olhar. Eu não havia sido tão discreta assim.

 

 

- Não! – Falei rapidamente, tentando soar natural.

 

- Cris, alguma ligação? – me dirigi a minha secretaria.

 

 

- Nenhuma por enquanto, seu primeiro cliente é as duas da tarde, Murilo, e mais dois clientes depois dele. – eu soltei um grunhido de nojo. Murilo, não era o meu melhor cliente eu e Alexandre tiramos par ou ímpar para ver quem iria o atender, e eu perdi.

 

 

- Havia me esquecido.

 

 

 

- Desculpe. – ela disse dando um leve dar de ombros.

 

 

Entrei em meu escritório e fiquei olhando as paredes brancas a minha frente, eu estava caindo de sono, havia dormido apenas quatro horas naquela noite. Como não tinha muita coisa para fazer naquela manhã, resolvi tirar um cochilo ali mesmo na minha sala, quando chamei Cris pelo telefone e pedi que ela me acordasse meia hora antes de Murilo chegar, pensei o quanto estava sendo antiprofissional, mas naquele momento, nem me importei.

 

Tranquei a porta da sala, tirei o blazer, os sapatos, desliguei a luz e literalmente apaguei.

 

 

 

***

 

 

Acordei com o barulho do telefone, era Cris me tirando do mundo dos sonhos, assim como eu havia pedido, eu parecia não ter dormido nada. Me levantei no impulso e me arrumei, dando um jeito na minha roupa que estava um pouco amassada.

 

 

O telefone da minha mesa voltou a tocar, olhei para meu relógio de pulso e ainda faltam quarenta minutos para, Murilo, chegar.

 

- Cris, já acordei. – falei mal-humorada e ouvi um pequeno riso de sua parte.

 

 

- Eu sei. É que Alexandre está aqui e pediu para falar com você.

 

Alexandre estava pedindo para entrar na minha sala? Era serio isso? Ele sabia muito bem que poderia entrar quando quisesse.

 

 

- Pode deixa-lo entrar, Cris. – Falei calmamente.

 

 

 

- Com licença. – foram as primeira palavra que ele me disse, depois de dois dias sem nos falarmos, mais frio do que nunca, era seu estado atual. Ele estava na minha frente e a sensação que eu tinha é que eu não o via a muito tempo.

 

 

 

- Eu tenho uns documentos que você precisa assinar. – trouxe a pasta até mim e colocou em cima da mesa. Em nenhum momento olhou diretamente em meus olhos. Arrastei a pasta até a minha frente e foleei os papeis, dei uma lida por cima e comecei a assina-los. Tenho certeza que ele só não mandou, Flavia, fazer isso porque esses documentos não poderiam sair de nossas mãos. Alexandre se manteve em um silencio irritante até eu terminar. Em reposta a isso. Fechei a pasta com mais força do que era preciso.

 

- Isso é realmente necessário? – perguntei me levantando da cadeira e parando de frente para ele.

 

- Sim, porque vou precisar dos documentos. – ele não me olhava nos olhos.

 

- Pare de agir como um criança mimada. – Peguei seu rosto e virei para mim. Eu nunca havia o tocado assim, finalmente ele me olhou nos olhos.

 

- Me desculpe – Baixei a guarda. Tirei minha mão de seu rosto, para meu martírio ele continuou me encarrando.

 

- Eu falo a verdade por que quero seu bem, Giovanna. – ele ainda estava Frio.

 

- Mas não tem haver... – parei de falar, não queria voltar ao início daquela trágica conversa.  – Eu sei que você só quer meu bem, mas você me conhece a anos, deveria saber que não é assim que as coisas funcionam.

 

 

- E como é que funciona? – ele cruzou os braços. Estava impassível.

 

 

- Eu não sei, eu realmente não sei. – coloquei a pasta na mesa e passei as mãos em meus cabelos.

 

 

- Eu só estou cansado de esperar por você, Giovanna.

 

 

- Eu nunca pedi pra você me esperar. – fui sincera.

 

 

- eu sei disso.

 

 

- Então não me espera. – falei aquilo, mas na verdade meu coração palpitou na hora e eu realmente não entendi, porque senti aquilo.

 

 Nos encaramos por alguns segundos em silencio. Seus olhos negros estavam encobertos por tantos sentimentos, eles me falavam tantas coisas que eu fiquei tonta só de encara-lo.

 

- É o que você quer?

 

 

- Eu só quero o melhor pra você e nesse momento, eu não sou o melhor. – ele umedeceu os lábios. – eu vou te magoar em algum momento. Eu já te magoo agora.

 

 

- Então não precisa temer isso, já estou acostumado.

 

 

- Alexandre... – tentei falar, mas fui interrompida.

 

 

- Nos discordamos no que é melhor pra mim.

 

 

- Você me ignorou durante dois dias, só veio falar comigo por causa desses papeis. – Mostrei a pasta sobre a minha mesa.

 

 

- Não te ignorei, o problema é que você se acostumou a me ter sempre atrás de você. Nos brigávamos e meia hora depois eu estava aqui me desculpando feito um idiota, porque eu não conseguia ao menos pensar em te deixar triste. O John já faz isso por todos nós! No dia da nossa discussão quando eu disse que você tinha estacionado sua vida esperando pelo John, percebi que cometi o mesmo erro fazendo isso por você, e persisti nesse erro por dois anos. – ele suspirou e continuou. – Então, Giovanna, eu não estava te ignorando eu só queria saber se eu significo um terço, do que você significa pra mim, se você seria capaz de pela primeira vez, dar o primeiro passo.

 

Foram tantas coisas jogadas na minha cara que eu não sabia qual absorver primeiro.

 

- Você significa muito pra mim, Alexandre. O que você quer com tudo isso? – me magoou ele duvidar dos meus sentimentos.

 

 

- Eu sei o que não quero, e eu não quero mais continuar como estou.

 

 

Isso me pegou desprevenida. Era um fim? Ele estava acabando com tudo? Sociedade, amizade? Só de pensar nisso senti meu corpo despencar alguns metros, por mais que meus pés estivessem no chão.

 

 

- Eu cansei de fazer papel de idiota e deixar o destino agir.

 

 

 

- E o que isso significa no final das contas? – nunca tive tanto medo de uma resposta.

 

 

- Significa isso.

 

Ele me beijou.   


Notas Finais


:)


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