História Closer to you - Capítulo 6


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Categorias Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Tags Romance
Visualizações 164
Palavras 1.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hellou Mores:)

Capítulo 6 - "Reações"


 

Minha primeira reação foi não ter reação alguma, e isso impõe em não fazer exatamente nada, no que resulta em ser dominada por completo. Não que eu tenha tentado me afastar em algum momento, não que eu me lembre. Quando fui puxada de encontro ao seu corpo se passaram mil e uma maneiras de me afastar, mas depois que seus lábios quentes e macios tocaram os meus essas maneiras não me pareceram eficazes, e de repente me vi sem nenhuma vontade de usa-las. A maneira mais eficaz seria empurrá-lo, mas meu cérebro em nenhum momento acatou essa ideia. A segunda seria um tapa na cara, mas como se nem meu braço eu conseguia mexer para afasta-lo. Então quando sua língua encostou em meus lábios eu simplesmente cedi. Compartilhando daquele beijo na mesma intensidade que ele.

 

- Giovanna, Murilo chegou.

 

A som de Cris, no viva voz do telefone, foi um despertar, em segundos eu já estava afastada dele. Minhas mãos tremulas foram direto para os meus lábios. E eu fitei o chão sem coragem de encara-lo.

 

- Giovanna, peço para ele entrar?

 

 

Mandar entrar? Quem?

 

 

Olhei para o aparelho em cima da minha mesa, completamente fora de mim.

 

 

Meus pensamentos estavam desalinhados. Encarei Alexandre, sem saber o que falar ou como agir. Ele estava com o semblante sério, mas não parecia arrependido ou disposto a pedir desculpas. Eu também não sabia se eu queria que ele me pedisse.

 

 

- Giovanna.

 

 

A voz de, Cris, ecoou novamente.

 

 

- Giovanna?

 

- Cris, é o Alexandre peça que ele aguarde apenas um minuto. – ele soltou o botão do telefone e diminuiu a distância entre nos. Não me movi.

 

 

- Você vai me bater? – eu balancei a cabeça negando.

 

 

- Eu entenderia se quisesse me bater ou não simplesmente não falar mais comigo.

 

 

 

Eu mordi o lábio perdendo a respiração. Alexandre havia me beijado e tinha sido muito bom, e sim eu estava muito confusa.

 

 

- eu estou encrencado? – Alexandro pegou a pasta que estava em cima da mesa.

 

 

 

- Não sei...

 

 

 

Ele estava? Me fiz a mesma pergunta.

 

Ele fez exatamente o que evitava a anos. Envolver-nos. Por medo de muitas coisas e principalmente das consequências de tudo isso. Evidentemente eu já tive curiosidade em saber como era seu beijo, mas eu sempre afastava essa vontade quando ela estava latente em mim.

 

 

- Então eu vou... – ele apontou com a pasta para a porta e eu apenas assenti. Ele deu mais um olhada para trás, eu ainda estava no mesmo lugar seguindo seus passos com meu olhar. Quando ele fechou a porta, contornei minha mesa, mentalizando trabalho, trabalho e trabalho.

 

 

- Giovanna? – tive um sobressalto com a voz de, Cris, novamente.

 

 

- Cris, pode manda-lo entrar.

 

 


***

 

 Eu estava de torpor quando cheguei em casa naquela noite, meu movimentos eram automáticos, meu olhar vago, não havia concentração alguma. Por mais que tentasse agir normalmente e esquecer tudo o que tinha acontecido, era impossível. Havia acontecido e a lembrança não parava de invadir a minha mente. Nada poderia mudar os fatos. Aconteceu, era real, eu só precisava saber o que fazer com tudo isso. Ao lembrar do beijo meu corpo reagia com sensações estranhas.

 

 

Alexandre parecia ser outra pessoa a meus olhos. Alguém que eu nunca conheci. Alguém assustadoramente novo e totalmente apaixonante.  

 

 

 

Como apenas um beijo poderia causar tanto? Raiva foi a primeira que cogitei, mas eu não estava com raiva de Alexandre, pelo menos não muita, mas ele havia bagunçado meu mundo e agora estava tudo misturado dentro de mim. Medo era talvez o sentimento que mais me definia naquele momento, medo de tudo que poderia acontecer e tudo que não poderia. Medo de fazer escolhas erradas e mais uma vez ter que conviver com elas.

 

 

Eu não vi mais Alexandre depois que consegui me livrar de Murilo, apenas Flavia que havia me passado um recado deixado por ele, avisando que teve que resolver alguns assuntos.

 

 

- Pode ser, filha? – o quer que fosse que meu tivesse dito antes disso eu simplesmente não ouvi.

 

 

- Desculpa, pai! O que? – Coloquei um garfo de comida na boca, ela já estava gelada.

 

 

- O evento da esposa do John.

 

 

- Evento? Quando? – Fiz uma cara de confusa e ele sorriu.

 

 

- Amanhã, eu acabei de falar isso. Você está bem Giovanna?

 

 

- Sim. – respondi enfiando um pouco mais daquela comida fria na minha boca.

 

 

- Filha, está tudo bem mesmo. – Agora foi a vez da minha mãe perguntar.

 

 

- sim, tudo ótimo. – forcei um sorriso.  – mas então que evento?

 

 

- Recebemos o convite a um mês Giovanna. – Minha mãe falou como se fosse algo obvio.

 

 

- Humm...

 

 

- É algo do trabalho dela. Você não lembra? – neguei com a cabeça e meus pais voltaram a se olhar.

 

 

- Você parece meio distraída, meu amor. – meu pai falou com seu carinho corriqueiro.

 

 

 

- Um pouco cansada. – Levantei colocando o prato na pia, depositei um beijo na cabeça da minha mãe e depois sobre os cabelos grisalhos do meu pai, indo direto para meu quarto.

 

 

 

Já dentro do meu quarto peguei o celular para olhar, tinha inúmeras chamadas perdidas de Amora, e outras tantas de Fabíula.

 

Resolvi retornar primeiro para a esposa de John o assunto certamente seria mais rápido.

 

 

- Oi Gio.

 

 

- Oi Fabíula.

 

 

- Só queria lembrar sobre o evento de reinauguração da clínica. Você e seus pais são meus convidados.  

 

 

A voz do outro lado da linha soava animada, ela estava trabalhando a um bom tempo para lançar essa clínica de estética.  

 

 

- Claro, vamos sim.

 

 

- Que bom, era só isso. Boa noite Gio.

 

 

- Boa noite. – O evento de Fabíula era amanhã à noite em pleno sábado. Eu faria minha mudança de manhã para meu novo apartamento. Meu aniversário no domingo. Tantas coisas para minha mente se ocupar, mas apenas um nome martelava dentro dela. Alexandre!

 

***

 

 

- Você está bem? – Amora me encarou após colocar a última caixa no chão do meu novo apartamento, finalmente estava tudo ali, jogado, mas ali.

 

 

- Estou. – me desvencilhei do seu olhar intimidador, já era a decima segunda vez que ela me perguntava aquilo.

 

 

- Não parece. – ela colocou as mãos na cintura, enquanto eu fazia um coque mal feito em meus cabelos.

 

 

- Eu estou sim, agora vamos parar de falar um pouco e trabalhar, hoje à noite ainda temos uma social. – Tentei mudar o assunto e momentaneamente pareceu funcionar.

 

 

- Temos que falar sobre o seu aniversário, isso sim, é amanhã baby... – ela bateu palminhas em sinal de alegria e eu sorri do seu entusiasmo.

 

 

- Está tudo certo, a casa dos meus pais já está quase pronta para nos receber. – Tínhamos contratado uma equipe que organizou um pool party.

 

 

- Ótimo, já mandei mensagem para todos confirmando presença. – seguimos a manhã entre conversar paralelas e risos soltos, não consegui arrumar tudo obviamente, mas uma boa parte já estava no seu devido lugar dentro do meu novo apartamento.

 

 

****

 

 

O salão era enorme e a decoração estava belíssima, artifícios naturais enfeitavam todo o ambiente a luz baixa deixava com um ar de mistério. Mesas espalhas com toalhas em cores neutras, deixando com que os arranjos de flores em tons amarelos se sobressaíssem, nas paredes quadros com procedimentos estéticos, que mudavam de fotos automaticamente, tudo pensado milimetricamente. Garçom servindo bebidas a vontade, e uma mesa perfeitamente decorada, com um coquetel diverso.

 

- isso é mesmo só uma inauguração. – Amora olhou surpresa. E eu sorri.

 

 

- Meus pais estão ali. – apontei discretamente para uma mesa que ficava próxima a um palco improvisado, onde uma banda tocava. Nos aproximamos da mesa de meus pais e encontramos Raquel e Adam os pais de Fabíula e Alexandre, compartilhando de uma conversa que parecia animada. Parabenizei Raquel pela belíssima festa, a mão dela estava em todos os detalhes.

 

 

- Estávamos falando como é bom ver nossos filhos encaminhados nos negócios.  – após Amora e eu sentarmos ela nos colocou a par dos assuntos.

 

 

- Alexandre também está bem encaminhado. – A jovem senhora me olhou e sorriu. – Como meu garoto está se comportando?

 

 

Ah, tantas coisas eu gostaria de dizer pra ela nesse momento. Que o garoto dela havia tirado meu sono e um pouco da minha lucidez, que ele havia colocado nosso relacionamento em cima de uma corda bamba. Mas eu apenas murmurei um “bem”.

 

 

 

Alexandre não era filho biológico de Adam, mas ele havia sido criado desde os oito anos por ele, então a relação dos dois sempre foi bem afetiva.  

 

 

Espera...

 

 

O Alexandre iria vir hoje?

 

 

Meu coração saltou de nervoso eu não estava preparada para vê-lo. Amora pareceu ter escutado meus pensamentos, quando direcionou sua próxima pergunta a Raquel.

 

 

- Alexandre? Não vem? – Meu coração fez silencio para escutar a resposta.

 

 

- sim daqui a pouco.

 

 

Um garçom chegou e começou a servir champanhe em taças finas. E eu logo peguei uma eu iria precisar de muita bebida naquela noite. Eu estava tão nervosa que nem sentada eu conseguia ficar, resolvi levantar com a desculpa de olhar a decoração, Amora me encarou e imediatamente se seguiu.

 

 

- Por que essa fuga? – minha melhor amiga, tocou em meu ombro me acompanhado lado a lado.

 

- Fuga? – sorri, ela era bem esperta.

 

- Vamos encurtar o assunto. – ela bebericou só champanhe em suas mãos. – é só falar o nome de Alexandre que você desconversa, trava, fica nervosa. Vai me contar o que aconteceu ou vai me deixar perguntar pra ele?  

 

 

- Você está imaginado coisas. – sorri cumprimentado uma pessoa que passava por ali.

 

 

- Estou.

 

 

Me virei para ela que sorria de modo enigmático.

 

 

- Está.

 

 

- Então vamos tirar a prova dos nove.

 

 

- O quê? – ela não me respondeu apenas me virou pelos ombros em direção a porta de entrada. E eu o vi. Senti todo meu corpo ficar tenso ao encontrar Alexandre na porta. Minha boca ressecava conforme cada passo que ele dava para dentro do salão.

 

O que era isso?

 

Desde quando meu corpo e minha mente tinham reações tão intensas e estranhas quando eu encontrava com o olhar dele? Eu não podia admitir isso. Era o Alexandre!


Notas Finais


Meninas os capítulos estão ficando grande né?

acho que estou colocando muita informação neles.

Acham melhor eu fazer eles um pouco mais curto? Me digam o que acham melhor... :*


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