História Closer to you - Capítulo 7


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Categorias Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Tags Romance
Visualizações 248
Palavras 1.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura:)

Capítulo 7 - "Sem nomes, nem conjecturas"


Calça brim branca, cinto cor gelo, camiseta azul marinho de mangas cumpridas, mas que estavam dobradas até o cotovelo. Três botões do colarinho aberto deixando seu pescoço e um pouco do seu colo a mostra, os cabelos grisalhos e totalmente alinhados eram o toque final.

 

Eu via o Alexandre, sabia que era ele, mas aos meus olhos ele havia mudado, era como se eu nunca o tivesse visto antes, ele estava mais claro, mais visível.

 

- Sua resposta não poderia ter sido mais clara. – escutei a voz de Amora perto do meu ouvido. Alexandre havia parado no meio do salão para falar com uma mulher, não tinha nos visto ainda. Me virei, ficando de frente para Amora, buscando algo em que pensar, ou algo para dizer, ensaiando mentalmente como agir. Amora olhou por cima dos meus ombros e depois me encarou com seus grandes olhos verdes.

 

- Finalmente ele tomou coragem, já era tempo. – me assustava como ela sempre conseguia entender exatamente o que se passava comigo, sem que nenhuma palavra precisasse ser dita.

 

- Alexandre. – Percebi o sorriso de Amora. Para alguém atrás de mim, e pelo tom baixo da sua voz ele não deveria estar muito longe. Tudo em mim congelou quando senti sua presença em minhas costas, me virei no exato momento em que ele chegou perto demais.

 

- Amora. – ele a cumprimentou com um beijo na bochecha e então me olhou, eu tentei não desviar o olhar. Um olhar que queria me dizer tantas coisas que ardia em contato com o meu.

 

- Oi. – tinha tantas coisas naquele simplório “oi”

 

Ele se aproximou do meu rosto e me cumprimentou assim como havia feito com Amora. A mão que ele colocou em minha cintura parecia queimar.

 

- Como estão as coisas? – Amora perguntou, quando nos afastamos.

 

- Acho que pela primeira vez, não tenho a repostas para essa pergunta. – ele sorriu para ela. Se Amora, não fosse Amora, somente eu e ele entenderíamos aquela reposta, mas ela também havia entendido.

 

 

- Onde está o Marcos? – Perguntou pelo noivo da minha melhor amiga e melhor amigo dele.

 

Que destino não é mesmo?

 

- Trabalhando. – ela fez uma carinha de decepção.

 

 

- Que pena. – Alexandre sorriu. – Vou falar com Raquel. – Alexandre chamava a mãe pelo nome, como uma forma de brincar. Ele deu uma olhada pelo salão, parando na mesa que antes eu estava. – Estamos na mesma mesa.

 

- estamos. – Amora respondeu por mim.

 

 

- Vou lá – Alexandre e eu nos olhamos, então ele se afastou.

 

 

- Se você negar alguma coisa depois desse clima, eu juro que bato em você aqui mesmo. – Amora me lançou um olhar desconfiado.

 

 

- Estava um clima ruim? – perguntei preocupada.

 

 

- Não ruim, mas cheio de significados, não estavam a vontade como sempre estão. – disse simplesmente. – então vai me contar o que aconteceu?

 

 

- Não agora. – bebi o resto no meu champanhe.

 

Amora queria voltar para a mesa, mas com Alexandre lá eu iria adiar essa volta o máximo que conseguisse.

 

- Parece que estou no ensino médio de novo. – Amora reclamou pegando outra taça de um garçom que passava ao nosso lado e eu fiz o mesmo.

 

- Eu só não quero que as pessoas percebam. – me defendi.

 

- Com você ficando a mil metros dele, com certeza ninguém vai perceber. – ironizou. – Você é uma mulher e ele um homem ajam como tal e ... Fabíula! – Ela cortou a frase com um sorriso rápido.

 

Fabíula estava belíssima, acompanhada de John.

 

- que bom que você vieram. – ela me abraçou de depois abraçou Amora.

 

- Eu que agradeço o convite que lugar maravilhoso. – Amora falou alegre.

 

- Gostaram? Minha mãe e eu trabalhamos muito para isso.

 

- Sim, Amamos a clínica esta belíssima. – Falei com sinceridade.

 

- Olá. – John enfim se pronunciou. Eu e Amora demos um “oi” em uníssono.

 

- Está orgulhoso da sua mulher. – Amora perguntou.

 

- Muito. – Ele respondeu depositando um selinho em seus lábios.

 

Pela primeira vez depois de anos aquilo não me fez mal, na verdade não me causou nada naquele instante, talvez minha cabeça estivesse muito ocupada em tentar saber onde estava Alexandre, já que quando meu olhar o procurou na mesa de nossos pais, ele não estava mais lá.

 

- Giovanna? – John me chamou.

 

- Oi. – Eu olhei e os três me encaravam.

 

- O que foi? – Perguntei desconcertada.

 

- Quer dançar? Fabíula me liberou pra você.

 

- Não, não mesmo, dançar agora nem pensar. – eu disse rapidamente, fazendo Amora rir ao meu lado e John fazer uma cara de emburrado. 

 

- Então vou dar mais uma volta por ai. – o casal saiu e Amora, voltou a me encarar com um olhar cético.

 

- Giovanna, Giovanna... – Meu nome soou como um alerta e eu ignorei voltando a andar, em busca de algo, pra ser mais exata de alguém.

 

****

 

As horas foram passando, estava sentada na mesa com meus pais os pais de Alexandre e Amora.

 

Eu havia o encontrado depois de rodar um pouco o salão, ele ocupava uma outra mesa onde estava Otaviano meu irmão e mais duas mulheres uma delas, hora ou outra, o   tocava e sorria alegremente entre a conversa que parecia bem animada.

 

Em determinado momento, Fabíula pegou o microfone e fez um pequeno discurso, agradecendo a presença de todos que estavam ali, falando o quanto aquele lugar representava para ela, em especial colocou o nome de Raquel, Adam, Alexandre e John pessoas que compartilharam mais de perto seu esforço e seu trabalho, todos aplaudiram de pé e logo a música voltou a entoar no ambiente.

 

Por algum motivo meu olhos começaram a umedecer, não sei dizer exatamente o que eu estava sentindo, mas era um misto de coisas que nem mesmo eu conseguia descrever. De repente meus olhos correram para o outro lado da pista de dança. Eu não espera encontrar os olhos de Alexandre naquele momento. Ele desviou brevemente o olhar dos meus, seus lábios formaram uma linha fina e depois seus olhos encontraram os meus mais uma vez. Foi minha vez de desvair o olhar para minhas pernas cruzadas, onde eu sabia que era seguro. Minhas unhas aranhavam o tecido preto do meu vestido, puxando o tecido um pouco para cima e colocando no lugar de novo. O som sessou por uns breves segundos e outra música começou.

 

A melodia de início eu não reconheci. Era lenta, singela, meiga e de certa forma nostálgica. Os acordes do violão soando.

 I've got sunshine on a cloudy day

When it's cold outside

I've got the month of May

I guess you'll say

What can make me feel this way

My girl (my girl, my girl)

Talking about my girl (my girl)

 

Essa música fez parte de toda minha infância era a preferida do meu pai. Minha mãe me dizia que ele sempre cantava para mim, quando eu ainda estava no berço, e mais tarde, quando cresci, me colocava sob seus pés e dançávamos em tarde de domingo na sala de casa.

 

Uma mão surgiu na frente do meu rosto. Levantei a cabeça. Meu pai estava de pé na minha frente, sorrindo. Eu balancei a cabeça em negação, mas sabia que ele não aceitaria essa recusa. Ele pegou em minhas mãos e eu levantei.

 

- Minha menina. – Meu pai disse carinhoso, quando ficamos de frente um para o outro. Começou a me guiar a passos lentos assim como fazíamos na sala da minha casa, mas agora eu sabia dar meus próprios passos. Eu ria encantada com ele cantando junto a letra da música. Estava tão inebriada nas minhas lembranças que não o vi se aproximar, e quando percebi meu pai sorriu em consentimento se afastou e me deixou na pista, de frente para ele, que estendia a mão para mim, em um convite. Olhei de sua mão para os seus olhos que me fitavam ferozes e ao mesmo tempo suaves. Esmaguei meus lábios um contra o outro, em um dilema rápido coloquei minha mão sobre a dele.

 

Alexandre apertou minha mão de uma maneira leve e me puxou delicadamente um passo para mais perto dele. Respirei fundo e pude sentir seu cheiro oriental amadeirado, novo para mim, mas que estranhamente era familiar. Nossos corpos não estavam colados, havia um pequeno espaço que deixava que olhássemos um para o outro. A mão dele deslizou das minhas costas para minha cintura e eu suspirei.

 

Alexandre me guiou a passos lentos, no ritmo da batida de uma nova canção. Seus olhos negros me fitavam, a expressão era seria, mas estranhamente suave. Estávamos em silencio, apenas balançando nossos corpos. Eu conseguia senti-lo de uma maneira assustadora e próxima demais. Mãos, pele, vibrações, respiração. Tão quente, tão perto.

 

- O que eu tenho que fazer para escutar sua voz hoje? – o tom dele rouco, me deixou tensa. Seus olhos não ousaram sair dos meus e eu não fui capaz de desviar.

 

- Eu só não sei o que te dizer. – Optei pela sinceridade.

 

- Então não diga nada, apenas dance comigo. – e qualquer espaço entre nós não existia mais, nossos corpos estavam colados de uma maneira que nunca tiveram antes. Eu sentia as batidas do coração dele em minha pele e meu coração batia no mesmo ritmo. Estava sendo completamente guiada por ele, sem saber qual seria o próximo passo na dança e também na nossa relação.

 

A cada passo o cheiro dele se acentuava e ficava mais forte, o corpo dele mais perto. A mão em minha cintura cada vez que se movimentava me causava arrepios. Alexandre, apertou a mão que segurava a minha, antes de seu hálito quente bater em minha orelha e pescoço, arrepiando os pelos na minha nuca.

 

- Não tente achar nomes, nem conjecturas, não pense no que pode ser e sim no que está sendo agora. Somos apenas nós sem precisar dar um nome pra isso, nem uma data de validade.

 

Mordi meu lábio inferior e ele se afastou para me encarar.

 

- Eu não sei como lidar com isso.

 

- A gente aprende.

 

 

Ele me deu um sorriso brando, e paramos de dar passos pelo salão. Eu não abri minha boca, porque, como antes eu não sabia o que falar. Essa falta de resposta estava me dando nos nervos. Eu sempre tive uma resposta na ponta da língua. Eu queria dizer que ia tentar, mas eu nem ao menos sabia como fazer isso.

 

 

- Boa noite, Giovanna. – Os lábios dele tocaram em algum lugar perto da minha bochecha e dos meus lábios, minha respiração falhou. O toque da música sessou aos poucos. Sem mais nenhuma palavra ele saiu para um lado e eu voltei para a mesa.   


Notas Finais


:)


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