História Closer to you - Capítulo 8


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Categorias Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Tags Romance
Visualizações 141
Palavras 2.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cheeeeeeeeeguei!!!!!!

Capítulo 8 - "Happy Birthday"


- Você vai me contar o que aconteceu? – Minha amiga colocou o copo de café em cima da mesa me encarando ainda com os olhos inchados de sono, havíamos ido dormir tarde e como hoje era meu aniversário, tínhamos acordado super cedo, iriamos no shopping, casa dos meus pais, entre outros lugares. Amora havia dormido em meu apartamento na noite passada, como Marcos estava trabalhando ela não teria uma tórrida noite de amor como desejava.

 

- O que você ainda não sabe? – retruquei.

 

- Eu sei que vocês se beijaram, e sei também que ele deve ter falado umas boas verdade, mas eu ainda não sei o quanto isso mudou ai dentro. – ela apontou para o meu coração.

 

- Eu também não sei.

 

- Essa resposta mostra que algo mudou. – eu balancei a cabeça concordando, enquanto colocava mais um pouco de café, na xícara a minha frente.

 

- Do que você tem medo?

 

- De mexer em algo que é seguro em mim.

 

 

Amora sabia que o que era seguro para mim era meu trabalho, que ele era o escape de tudo que me preocupava, e Alexandre estava inteiramente ligado a isso.

 

 

- Foi só um beijo, Giovanna, não é o fim do mundo. – Sim era só um beijo. Alexandre não havia me pedido em casamento.

 

 

- Vou te dar um conselho. – Amora afastou a garrafa de café para o lado, não deixando nada entre mim e ela. – Alexandre é a melhor pessoa que poderia ter aparecido na sua vida, ele te entende, te conhece, e sabe o que você sente ai dentro. Ele nunca desistiu, nunca saiu do seu lado, por mais que isso o magoasse. Pense que já aconteceu e você não pode mudar, nem fingir que não aconteceu. Então aproveita a chance de tentar e ver se dá certo.

 

- E se der tudo errado? – Perguntei nervosa.

 

- E se der tudo certo? – Amora jogou de volta

 

- A chance é igual para ambos os lados, e se não der certo eu perco um amigo, um sócio, perco uma estabilidade, sem nem saber o que sinto pelo Alexandre é ... – eu não consegui terminar.

 

O que eu sentia por Alexandre?

 

- Só me responde uma coisa. – Amora aproximou o corpo da mesa. – Se o Alexandre sair agora da sua vida, como você vai ficar?

 

- Eu não quero que ele saia da minha vida. – eu disse rápido, não querendo nem imaginar aquela hipótese.

 

- Essa é a resposta que você precisa para levar isso a sério. Pense que se você não tentar, vai perde-lo. – ela sorriu mordendo um morango que estava em um potinho em cima da mesa.

 

Essas palavras aumentaram meu medo. Sim eu iria perde-lo, como amigo, sócio, cumplice. Alguma parte dele eu iria perder.

 

 

 

- Eu preciso pensar.

 

 

 

- Não o que você precisa é viver.

 

 

 

***

 

 

No final da tarde Amora e eu estávamos arrumadas e esperando Marcos dar o ar de sua presença. Foi descido que ele iria nos pegar em meu apartamento.

 

Em nossas comprar no shopping, optei por um vestido prateado leve de alcinha, que ia até o meio das coxas, os cabelos soltos e levemente ondulados caiam sobre os meus ombros e costas, uma rasteirinha nos pés, completava meu look.

 

Marcos interfonou quando chegou a porta do prédio. Amora e eu demos os últimos retoques na maquiagem e descemos. Ele me deu um abraço tão forte que tive medo que alguma costela minha ficasse fraturada.

Seguimos o caminho gargalhando de Marcos e de suas piadas sem graça, ele e Amora se completavam em todos os sentidos, desde a beleza, pois ele era um moreno alto, maravilhoso, e também pelo jeito espontâneo de leve que os dois tinham.

Estacionamos na garagem da casa que agora pertencia apenas a meus pais. Fui recebida por uma ovação de parabéns! E feliz aniversário! De pessoas conhecidas e de outras que eu nunca tinha visto na vida.

“Como eles vieram parar aqui?”.

 

Depois de beijos e abraços apertos de mãos e muitos sorrisos eu tive um pouco de folga.

 

 

- Gio, parabéns! – Fabíula foi uma das últimas a me abraçar.

 

- Obrigada.

 

- Você está linda. – Passou a mão pelos meus cabelos.

 

- Você também. – Ela realmente estava.

 

- Parabéns pequena. – Eu não poderia estar mais despreparada para o beijo que John depositou em minha bochecha, quase erramos o local, seria constrangedor.

 

- Obrigada, John!

 

- Gio. – Amora me chamou. Pedi licença ao John e Fabíula e me afastei indo com ela. 

 

- Quero te apresentar um amigo. – eu estava na frente de um homem, moreno, alto, com os cabelos negros levemente caídos sobre sua testa com um copo de bebida em sua mão.

 

- Esse é o Lavoisier, nosso maquiador, cabelereiro e amigo. – Ela sorriu e ele também.

 

- Oi, muito prazer. – Disse um pouco sem graça.

 

 

- Parabéns, linda festa.

 

 

- Obrigada.

 

 

- Já ouvi falar muito de você, Giovanna. – Ele disse me analisando dos pés à cabeça. – Você também daria uma bela modelo. Uau! -  vermelha esse era o meu tom naquele momento.

 

- Não mesmo. – Tentei sorrir simpática. – Me garanto como advogada, apenas isso.  - Nos dois sorrimos.

 

- Quer beber alguma coisa? – Amora me perguntou.

 

 

- Uma gin e tônica. – Amora saiu no exato momento em que fui abordada por Cris e Flavia.

 

 

- Parabéns Giovanna – Minha secretaria me desejou sendo acompanhada por Flavia.

 

 

- Obrigada meninas. Fico feliz que tenham vindo. – eu estava realmente agradecida, por elas estarem ali.

 

 

- Agradecemos o convite. – Flavia falou.

 

 

- Aproveitem e façam boas escolhas. – elas sorriram e se afastaram.

 

 

 

- Sua bebida. - Amora apareceu por trás de mim, com um copo a mais na mão e Lavoisier a tira colo.

 

 

 

- Você é advogada certo? – ele me perguntou, quando estávamos sozinhos, Amora havia saído atrás de Marcos. Eu respondi que sim e só isso bastou para emendarmos em um papo bastante animado sobre sonhos, profissão e até sobre música. Ele era uma boa pessoa para conversar e divertido.

 

 

 

- Quer dançar? - me perguntou despois de uma pausa. 

 

 

 

Eu olhei para a pista que tinha próximo a piscina, aquilo estava lotado de pessoas.

 

 

- Quer mesmo se arriscar?

 

 

 

- Pior que eu você não é. – Estendeu a mão para mim.

 

 

 

- Vamos fazer sucesso na pista então. – peguei na mão dele que me puxou para o espaço repleto de pessoas, que se mexiam no ritmo da música eletrônica, Amora, Marcos e umas outras pessoas se juntaram a nós.

 

 

Quando já estava cansada, deixei a pista indo sentar em uma mesa onde estava Fabíula e John. Peguei uma agua que estava na mesa e tomei gole a gole, minha garganta estava seca.

 

 

- Quem era o cara? – John me perguntou se referindo a Lavoisier.

 

 

- Um amigo de Amora.

 

- Já conhecia?

 

 

- Não conheci, hoje.

 

 

- Hum ... – ele murmurou com um copo na frente da boca.

 

 

- Ele é modelo? – Fabíula me perguntou.

 

 

-  Não, Maquiador. – fui sucinta

 

 

- Giovanna, comprei um presente pra você, mas deixei no carro, depois te dou.

 

 

- Não precisava de presente, Fabíula. – eu gostava mais de dar presentes, do que de recebe-los.

 

 

 

-  Claro que precisa. – sorriu. – Não é nada demais, mas espero que goste.

 

 

 

- Tenho certeza que vou gostar. – dei um sorriso em agradecimento.

 

 

- Alexandre não vem? – Fabíula perguntou.

 

 

- Acho que... – Pausei sem ter certeza. – Na verdade, não sei. – Me peguei incomodada com o fato de ele não ir. Talvez fosse melhor ele não vir, assim eu teria tempo para pensar. Mas eu não podia calar uma parte dentro de mim que pedia para ele vir.

 

“Não tente achar nomes, nem conjecturas, não pense no que pode ser e sim no que está sendo agora. Somos apenas nós sem precisar dar um nome pra isso, nem uma data de validade”

 

As palavras de Alexandre dançavam na minha mente.

 

 

- Vocês brigaram? – Fabíula pareceu preocupada.

 

 

- Não, estamos bem.

 

 

- Que bom, ele gosta muito de você Giovanna. – ela me disse com um pequeno sorriso. Será que Alexandre havia comentado algo com ela?

 

 

- Eu também, gosto muito dele. – Era tão verdade aquela frase.

 

 

- sabe eu sempre pensei que vocês dois... – ele nem precisou terminar. – Ele merece alguém como você.

 

 

Não ele merece alguém melhor. Uma voz gritou dentro de mim.

 

 

- O que vocês duas estão fofocando ai. – John voltou –se para nós.

 

 

- Nada. – Fabíula disse, e sorrimos cumplices.

 

 Essa foi a deixa para eu sair dali, precisa respirar um pouco, levantei-me com a desculpa de que iria pegar uma bebida.

 

 

Sentei-me em uns dos enormes bancos estofado florido espalho ao redor da piscina e perto do balcão. Algumas pessoas ocupavam ali e eu escolhi um bem reservado, onde não havia ninguém. Um dos barteender, bonito e musculo se aproximou simpático. Pedi novamente um gin e tônica e ele logo saiu pra preparar.

 

 

Talvez eu não devesse estar mesmo tão preocupada com um possível futuro entre mim e Alexandre. Ele era o príncipe de armadura reluzente que estava batendo a minha janela, o qual eu estava deixando escapar.

 

 

O barteender musculoso colocou o copo na minha frente. Eu sorri em agradecimento, dei um tímido gole, observado tudo ao meu redor, estava perfeito o ambiente, mas faltava algo, ou melhor alguém.

 

 

Então era isso? Eu iria dar uma chance a Alexandre e também a mim?

 

 

Me assustei com esse pensamento que ecoou em minha mente como se alguém o tivesse gritado.

 

 

Meu celular vibrou ao meu lado. Não pude ficar mais surpresa com o nome que brilhava na tela, meu estomago revirou o liquido gelado que eu havia acabado de ingerir.

 

 

Prendi a respiração e caminhei a passos largos para dentro de casa, subindo as escadas me desviando das pessoas que estavam por ali, precisava de silencio.

 

- Oi.

 

- Oi, Gio. – a voz de Alexandre preencheu meus ouvidos. – Happy Birthday.

 

- Obrigada.

 

Entre no banheiro social e tranquei a porta.

 

- Você não vem? – Perguntei e mordi minha unha.

 

- Eu pensei em ir... – ele pausou e só o som de sua respiração permaneceu.

 

- E o que te fez desistir?

 

- Eu não queria forçar, acho que você precisa de um tempo e eu também.

 

 

Respira Giovanna, Respira!

 

- Você quer me deixar pensar?

 

A conversa com Amora não podia estar mais viva em minha mente.

 

- Sim, eu devo ser maluco. – Escutei um risinho.

 

Eu também ri.

 

- Você é.

 

- É eu sei disso. – nos dois voltamos a rir – Como nós estamos Giovanna?

 

- Como você quer que estejamos. – devolvi a pergunta, mordendo meu lábio logo depois.

 

- Eu prefiro escutar de você.

 

- Eu não sei. – Decidi pela verdade.

 

- isso é bom.

 

- O que é bom?

 

- Você não saber. – Franzi o cenho sem entender.

 

 

- Por quê?

 

 

- Eu só tive medo que você já tivesse uma resposta.

 

 

- O que você faria caso eu já tivesse uma? – Perguntei com um certo tipo de medo.

 

 

- Tentaria ver como poderia lidar com ela.

 

 

- Eu te perderia? – Não sei de onde tirei coragem para perguntar isso.

 

 

Escutei o suspirar.

 

 

- Nós dois perderíamos algo, Giovanna.

 

 

Ele não foi direto e eu não sabia se estava disposta a perder ele.

 

 

- Então você vai me deixar pensar para que eu tenha uma resposta?

 

 

- Acho que si...

 

Eu puxei o ar.

 

- Posso de dar um conselho? – ele murmurou um “sim” – Não me deixa pensar.

 

 

Foi como se um pedaço da minha mente que eu nunca escuto tivesse tomado as rédeas naquele momento.

 

 

- é o que você quer?

 

 

- É o que eu preciso, Alexandre.

 

 

O silencio de instalou, mais uma vez. Tentei reconhecer, a garota que me olhava de dentro do espelho, segurando o celular, mordendo o próprio lábio, parecendo acuada e prestes a encarar o novo.

 

 

- Eu não quero mais atrapalhar, vou te deixar comemorar seu aniversário. – ele finalmente quebrou o silencio.

 

 

- Você deveria estar aqui. – pude ouvi-lo sorrir.

 

 

- Eu achei que seria melhor assim.

 

 

- Por um breve momento eu também achei.

 

 

- O que te fez mudar de ideia?

 

 

- Perceber que eu queria que você estivesse aqui. – A garota do espelho sorriu para mim.

 

 

- É uma boa resposta.

 

 

- Eu sei. – Sorri para o meu reflexo e escutei a risada dele. – Não demora, estou te esperando.

 

 

Desliguei o celular e meu coração começou a bater de uma maneira assustadora.

 

 

Eu havia feito uma escolha?

 

 

Encarei pela última vez a garota no espelho e sai do banheiro.

 

 

Sim, eu havia feito uma escolha, a de não pensar.  


Notas Finais


Será que ele vai? ou vocês acham que é melhor ele dar um gelo?
COMEEEEEEENTEM


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