História Closer to you - Capítulo 9


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Categorias Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Tags Romance
Visualizações 289
Palavras 1.925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meninas:)

Capítulo 9 - "Momentos da nossa vida"


- Onde você se enfiou? Te procurei por todos os lugares. - Amora me puxou pelo braço assim que retornei à área externa. O pôr do sol já se formava naquele céu claro, as arvores balançam em uma sintonia perfeita.

 

- Estava no banheiro. - continuei andando, em direção ao bar improvisado, para pegar uma bebida.

 

 

- Que sorrisinho é esse? Pode ir me contando o que aconteceu? - Gargalhei eu estava com uma sensação perturbadora de felicidade e tensão.

 

 

- Não aconteceu nada, não ainda. - dei uma piscadela, Amora semicerrou os olhos tentando desvendar o mistério.

 

 

- Qual é? Vai ficar de segredinhos comigo agora?

 

 

- Não estou de segredinhos, só não tenho nada pra falar. - pedi mais uma bebida me apoiando no balcão.

 

 

 

- já saquei tudo … isso aí tem nome é sobre nome, e eu já até sei quem é. - Pronto, ela já havia sacado. - Alexandre Nero.

 

 

 

- É isso, ele está vindo pra cá, bom pelo menos foi esse meu pedido. - Beberiquei o líquido em meu copo.

 

 

 

- Você pediu? - Amora quase gritou e pedi que ela falasse mais baixo. - Giovanna, estou orgulhosa de você.

 

 

 

- Eu também espero ficar orgulhosa de mim, mas nesse momento a única coisa que eu sinto é um medo absurdo.

 

 

 

 

 

- Sem medos, sem receios, é só você e Ele, é muito simples, não dificulta isso. - ela parecia suplicar pelo olhar.

 

 

 

- Eu já dei um grande passo, Amora, e eu espero ter dado na direção certa. - Meu olhar estava vagando pela pista de dança, encarando um a um que estava ali.

 

 

 

- Meu amor, tenha certeza, não existe caminho mais certo do que esse. O que você estava antes, esse sim te levava para um abismo.

 

 

 

 

Abismo? Me assustou ouvir aquilo, mas era verdade, eu estava caminhando para um abismo, e Alexandre estava me salvando de cair dentro dele.

 

 

 

 

- vamos dançar pequena? - John me tirou do meus, difusos pensamentos.

 

 

 

- já vou… - Forcei um sorriso, desde o dia anterior meu melhor amigo também não era mais a mesma pessoa para mim. Ele também havia mudado aos meus olhos.

 

 

 

 

Olhei para Amora e depois balancei a cabeça na direção da pista, que agora estava com o número reduzido de pessoas, ela em um consentimento mudo sorriu e me acompanhou. Começamos a mexer nossos corpos de acordo com as batidas da música eletrônica que o DJ tocava animadamente.

 

 

 

Fiquei por ali alguns minutos, meu coração estava inquieto, eu já não sabia mais se tinha feito a coisa certa, talvez fosse melhor deixar as coisas como estavam.

 

 

 

Os pensamos rodavam desordenadamente, até o momento em que olhei para a porta lateral da cozinha e Alexandre saiu de lá, ele estava despojado e totalmente à vontade dentro de uma bermuda salmão e uma camisa branca dobrada até o cotovelo, um chinelo nos pés e os cabelos um tanto desalinhados.

Qualquer pensamento se esvaiu quando eu o enxerguei, um sorriso frouxo se abriu em meus lábios e eu fui em sua direção o encarando sem desviar o olhar.

 

 

 

- Parabéns. - Foi a primeira palavra que ele me disse assim que estávamos frente a frente, ele estendeu uma caixinha em minha direção e sorriu de uma forma doce.

 

 

 

- Obrigada Alexandre, não precisa. - Peguei o artefato da sua mão, deixei meus olhos vagarem da caixinha para ele, assimilando toda aquela cena.

 

 

 

- Abre. - ele cruzou os braços, ansioso.

 

 

 

Ri e destampei a caixinha vermelha, dentro havia uma pulseira prateada e delicada cheia de pequenos pingentes de pedrinhas preciosas. Dentre eles vi o símbolo de direto nossa profissão e um cupcake.

 

 

 

 

- Alguns dos nossos momentos. - ele apanhou a pulseira dentro da caixinha e a pendurou em um dos meus braços. - Quando preparamos cupcake para o dia das crianças e levávamos no orfanato. - Mostrou o bolinho. - A nossa primeira viagem a trabalho para Paris. - ele pegou a torre Eiffel - Nossa sociedade - ele apontou para o símbolo de direto. - Nós - havia dois bonequinhos de mãos dadas. - enfim todos os nossos momentos representados por um símbolo.

 

 

 

- É linda, Alexandre. - Apertei meu pulso, onde estava a pulseira, emocionada. Devia ter uns dez pingentes ou mais. - Obrigada.

 

 

 

- Fico feliz que tenha gostado.

 

 

 

- Deve ter dado trabalho.

 

 

 

- Nada que não valha a pena. - ele sorriu e eu também.

 

 

 

- Posso te dar um abraço? - perguntei.

 

 

 

 - Essa pergunta deveria ser minha, já que você é a aniversariante.

 

 

 

- Isso é uma regra? - Tentei brincar para descontrair.

 

 

 

 

- Não exatamente, mas se aplica na maioria dos casos.

 

 

 

Rimos em concordância. Alexandre abriu os braços e circulou minha cintura, os meus fizeram os mesmo com seus pescoço. Eu sumia em seu abraço, meu corpo esguio desaparecia naquela imensidão de homem, sem salto eu ficava com uma pequena diferença de seu tamanho. Nosso abraço não foi longo, durou o tempo suficiente para que seu cheiro emanasse em minhas narinas.

 

 

- Você está linda. – ele sussurrou em meu ouvido antes de nos separamos por completo.

 

 

- Obrigada. – Falei envergonhada. - Quer beber algo?

 

 

- Acho que vou cumprimentar algumas pessoas primeiro. – ele sorriu. – deselegante da minha parte ficar apenas com a aniversariante.

 

 

Eu sorri em resposta e ele se afastou indo em direção a Amora e Marcos, voltei a admirar minha pulseira que tilintava toda vez eu me movia. Não sabia como ele conseguiu lembrar de todos aqueles momentos. Evidentemente que com a pulseira em mãos e com os pingentes eu conseguia lembrar, mas não sei se conseguia começar do nada, pescando na memória momentos em que estávamos juntos e símbolos que os representavam. Nunca um objeto teve tanto significado pra mim como aquela pulseira, presa em meu braço.

 

 

 

- O que ele te deu? – Amora chegou saltitante, quase correndo em minha direção. Estendi o braço na direção dela, expondo a pulseira.

 

 

 

- Uau! Que linda! – suas mãos apertaram meu pulso. – é da Tiffany? – suas mãos voaram para a caixa que estava em minha mão. Eu não havia notado o emblema na caixa. – deve ter sido o olho da cara todos esses pingentes! Isso é diamante?! – ela voltou ao meu braço, como se fosse um felino atacando um pedaço de carne.

 

Diamante? Puxei meu braço para observar melhor. Entre os detalhes dos pingentes umas pedrinhas transparentes e brilhosas se sobressaiam.

 

 

- Diamantes. – sussurrei para a pulseira, como se ela pudesse me ouvir e responder.

 

 

- sim, querida, diamantes. – Amora admirou e voltou a puxar meu braço para perto dela. – que pulseira linda! – sim ela era linda, mas por outros motivos. – o que significam esses pingentes?

 

 

- Momentos da nossa vida. – ela pegou um tinha um formato de uma boquinha. E eu dei um meio sorriso. Significava nosso primeiro beijo, que havia acontecido a dois dias atrás.

 

 

- Ele não existe. – ela disse em um bufar divertido e incrédulo.

 

 

- O que as mocinhas estão cochichando? – Marcos chegou acompanhado de Alexandre que já estava com uma garrafa na mão.

 

 

- Nada demais. – Amora se voltou para o noivo depositando um selinho em seus lábios. – Olha o presente incrível que Alexandre deu pra Giovanna.

 

 

Amora puxou meu braço me arrastando para mais perto deles, por alguns instantes senti meu rosto pinicar.

 

 

- Que linda em Nero, mandou bem! – Todos riram inclusive Alexandre, eu tentei disfarçar a vergonha.

 

Amora e Marcos saíram, me deixando sozinha com Alexandre. Ele me encarou, com seus incríveis olhos negros. Eu estava impressionada por nunca ter notado como era belos e detinham um luz própria.

 

 

- O que você está pensando?

 

 

O que eu estava pensando? Era uma boa pergunta, eu não tinha resposta para ela.

 

 

 

- Não sei, acho que você me... surpreendeu. -  A palavra tremeu em minha boca.

 

 

 

- E isso é bom? – Alexandre perguntou.

 

 

- Acho que sim.

 

 

Alexandre olhou em direção as pessoas que estavam espalhas por todo aquele ambiente, uma de suas mão estava dentro do bolso e a outra segurava sua bebida. Andamos um pouco por todo aquele espaço. O leve vento do entardecer jogava meu cabelo para apenas um lado do rosto. O tão temido silencio se instalou, mas não chegou a ser realmente desconfortável como eu imaginei que seria. O clima entre nós estava leve.

 

 

Estávamos um pouco afastados da aglomeração de pessoas. Fechei os olhos e inspirei o aroma suave que vinha das folhas, deixando que o vento brincasse com meus cabelos. Quando abri meus olhos Alexandre estava me olhando, ele tirou uma mecha de cabelo dos meus olhos. Eu pisquei algumas vezes com sua proximidade.

 

 

- Qual a cor dos seus olhos? – Tá ai uma pergunta que eu não esperava. Ele não esperou eu respondesse. – No sol eles são quase cinzas, ás vezes eles são um pouco caramelo, quase puxando para amarelo, tem vezes que é uma mistura de todos eles como agora. – Constatou ele, seus dedos tocaram de leve a lateral do meu rosto. O toque de sua pela fez algo dentro de mim ribombar.

 

 

 

- Acho que eles não se decidiram pela cor. – Falei. Meus olhos eram bem parecidos com os da minha mãe, indecifráveis.

 

 

 

- Ou talvez eles gostem de ser peculiares e de guardar mistérios. – Alexandre disse.

 

 

- Qual a cor deles agora?

 

 

- Âmbar. – ele me avaliou mais de perto.

 

 

- Isso foi de grande ajuda. – rolei os olhos e Alexandre riu se desfazendo da garrafa que estava em sua mão.

 

 

- Como você está se sentindo agora?

 

 

- Me diga você. Sempre foi muito bom em descobrir.

 

 

Ele mordeu o lábio em um meio sorriso.

 

 

- Nervosismo, ansiedade, um pouco de medo, curiosidade... – Sua voz era suave. O cheiro do seu perfume se mistura com o cheiro do seu hálito de menta. Ele estava próximo demais. Pensei em criar um espaço seguro entre nós dois, mas uma força invisível me impediu de me mover.

 

 

- Porque acha isso? – Minha voz estava incrivelmente baixa

 

 

- Porque é o que eu estou sentindo.

 

 

- Os seus olhos são extremamente negros. – Eu disse, sem pensar se aquela frase iria fazer sentido ou não.

 

 

- Assim como parte dos seus. – O nariz dele tocou o meu, senti todo o ar que nem sabia que estava prendendo se esvair do meu corpo. Nossos lábios se encostaram levemente, eu sentia apenas o calor deles. Alexandre estava hesitante, ou talvez me dando espaço para tomar uma decisão. Os olhos dele foram dos meus olhos a minha boca no mesmo instante. Alexandre decidiu por mim, meus olhos se fecharam ao sentir o toque macio dos seus lábios nos meus, sua língua suavemente pediu passagem, me fazendo engolir um suspiro e tremer com um toque em meus lábios, com a nossa língua em contato, com a mão dele em minha nuca e a outra em minha cintura, onde ele apertava delicadamente, um formigamento passava por todo meu corpo me fazendo arrepiar por completo. O vento ricocheteou meus cabelos para meu rosto, Alexandre sorriu entre nossos lábios, se afastando um pouco tirando os fios de meu rosto.

 

Meus dedos tocaram seu rosto involuntariamente, o toque me fez perceber que eu ainda não havia o tocado tão intimamente como agora. Esperei que a sensação de estar fazendo algo errado se apossasse me mim, mas não aconteceu. Meus dedos passaram pela lateral do seu rosto, era macio e quente, deslizei os dedos até a pele de sua nuca, Alexandre fechou os olhos quando toquei em seus cabelos. Essa foi a deixa para que dessa vez eu o beijasse.  


Notas Finais


Quero declarar meu amor aqui, por cada uma de vocês!!!
Comentem :)


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