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História Clube das Princesas: n 1,5 - Às vezes fada, às vezes bruxa - Capítulo 30


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Notas do Autor


E temos Will e Grace em cena novamente!

Capítulo 30 - Parte I: Capítulo 4 - Uma ameaça para um aluno malvado


Fanfic / Fanfiction Clube das Princesas: n 1,5 - Às vezes fada, às vezes bruxa - Capítulo 30 - Parte I: Capítulo 4 - Uma ameaça para um aluno malvado

 

William Arthur revirou os olhos quando Angélica e Tyron se encontraram. Poderia ter vomitado, pensou com mau humor, vendo o reencontro apaixonado. E eles tinham se visto ontem! Não estava feliz, nem com saco para ver o casalzinho arrulhando. Hoje, o pai recebera notícias de que seu maldito guarda está quase chegando em Londres. Pelo que o velhote chinês chato dissera, o general alguma coisa chegaria em uma ou duas semanas.

Que inferno! Com cara de poucos amigos, abriu o caderno colorido que Grace lhe dera para as lições. Diabos, a moça fizera um caderno de criança para ele! Não só de criança, mas de menina! Diabos mil vezes, Grace não via que ele era adulto, por um acaso? E, principalmente, um homem?

Pegando a caneta tinteiro, tamborilou os dedos sobre a mesa.

— Se continuarem se agarrando, vou começar a gritar. — Rosnou.

Angélica sorriu divertida.

— Péssimo dia para estar de mau humor, priminho. — Comentou ela se afastando de Tyron e sentando na mesa de Grace. — Se eu fosse você, Willie, não dava um pio! Mas como sei que não vai ouvir o conselho, pobre de você.

Tyron franziu a testa. Enquanto William Arthur fazia pouco-caso da advertência.

— O que houve? Por que isso, agora?

— Grace está com cólica, vocês não quererão ver ela irritada hoje. — Angélica deu de ombros. — Ah, falando nisso, se houver aula hoje… — Na aula de sexta, Willie incomodou demais na aula de Grace, por isso ele não tivera aula de kung fu de Angélica, apesar dos seus protestos. — Você vai treinar com Willie, não Grace.

— Ela está doente? — Indagou Tyron preocupado, o próprio príncipe fitou Angélica com curiosidade, esperando a resposta.

— Não, seus idiotas, é aquela época do mês. — Como os dois não pareciam entender nada, olhou pro teto, parecendo exasperada. — Meu deus, vocês não convivem com mulheres? Sabem como é a natureza feminina ou apenas utilizam o nosso corpo para lhe dar prazer, seus otários? Sangramos todo mês, isso que mostra que somos férteis!

Tyron corou.

— Angélica, por deus! Parece minha mãe falando.

A garota sorriu divertida.

— Ela é incrível, Tyron, devia aprender mais com ela, meu querido, em vez de ficar aí, cheio de não-me-toques bobos! Além disso, tenho estudado o corpo feminino. Claro que perdi totalmente a vergonha de falar dessas coisas tão naturais! Mesmo com as professoras enrolando essa parte, porque sou uma senhorita, li livros sobre o funcionamento do corpo humano, principalmente de mulheres, é tão incrível! Não entendo o motivo de sermos criadas como bobas sem aprender nada da vida! Imagina o ridículo de não explicar nada para as meninas?! Clare está certa. Vergonha para quê, se é nosso corpo?

Tyron não soube o que responder.

— Devia juntar sua mãe e sua noiva, Tyron, com Cora, elas revolucionariam o mundo. — Murmurou William Arthur fazendo uma careta. Cora era uma cigana amiga do príncipe, a quem ele gostava como uma tia maluca. — E, Angel, por deus, não devia falar de assuntos femininos conosco, é… errado!

— Por que não? Você não é o maior sedutor do mundo? — Angélica debochou. — Achei que já estava acostumado com o universo das mulheres. — Ela piscou. — Esqueci, como Clare diz, você é tímido!

William Arthur revirou os olhos. Buff, ele tímido? Que ideia ridícula.

— Além disso, Tyron, agora como parte do Clube das Princesas, vai ter que ser igual ao John. — Angélica sorriu. — Conversar sobre cólica e sangramento, arrumar cabelos, elogiar a gente, atar espartilhos, opinar sobre meninos bonitos…

— E nunca dizer que estamos gordas. — Comentou Grace entrando na sala com vários livros nas mãos. — Mesmo quando estivermos. John demorou para aprender isso e apanhou muito de Alice e Callie, no processo! — A moça sorriu para os dois. — Olá Tyron, que bom vê-lo! — Cumprimentou o rapaz ao lado de Angélica. —Desculpe o atraso, querida, mas chegaram na biblioteca livros incríveis! — Explicou com simplicidade.

— Era para mim que devia pedir desculpas. — Murmurou William Arthur cruzando os braços, quando ela não falou com ele. — Eu sou o aluno aqui! — Protestou.

Grace continuou ignorando-o.

— Angel, como a Sra. Riverdelle está muito gripada hoje, ela me pediu para cuidar da aula das crianças do segundo ano, então, deixarei algumas atividades aqui e você cuida para mim? Prometo voltar em uma hora, uma hora e meia no máximo!

— Por que simplesmente não me libera? — Novamente o príncipe respondeu por Angélica, dessa vez Grace virou-se para ele. Caminhou até a classe onde o aluno estava sentado com um pesado dicionário e largou em frente ao rapaz com um baque nada suave.

— Porque o senhor não está fazendo as lições, alteza. — Grace o fitou com expressão muito séria. — Sei que poderia já formar frases e entender o que falo, mas o senhor insiste em fazer birra e ignorar minhas aulas. Então, vamos fazer do seu jeito. — Ela apontou o dicionário de português-inglês. — Decorará as dez primeiras páginas, que são palavras do A ao B, até o final da aula de hoje. Sei bem que o senhor consegue decorar tudo que lê, então não será um problema! — Grace se inclinou para frente, colando o nariz no dele. — Vou retomar, quando voltar daqui uma hora. Se o senhor não tiver decorado, não terá aula de kung fu. — Ameaçou como se o príncipe fosse uma criança mimada.

William Arthur abriu a boca para protestar, mas vendo o riso de Angélica, fechou. Se não fizesse o que a bruxa mandasse, Angélica não lhe ensinaria hoje. E se Grace estava naquela época ruim do mês, era melhor não mexer com ela. Cora lhe dissera: “nunca provoque uma fêmea sangrando, se não quiser sair ferido”. E ele sempre escutava a cigana. Algumas vezes, na realidade, não sempre, mas hoje era uma delas!

— Sim, senhorita. — Murmurou controlando o próprio gênio.

Grace voltou à posição normal.

— Bom garoto! — Disse com uma batidinha na cabeça dele, como se William Arthur fosse um cachorro treinado.

William Arthur não controlou o xingamento. Resmungou bruxa em português, enquanto ela se afastava. Grace, no entanto, ouviu, olhou sobre o ombro com um leve sorriso divertido.

— Ótimo, pelo menos sei que já sabe uma palavra com “b”, agora vamos a outras, alteza. — Incentivou. Voltou-se para Angélica. — Pode fazer isso por mim?

— Claro, boa sorte com as crianças.

Grace saiu apressada. Angélica piscou para o primo.

— Já tem suas ordens, bom garoto, agora é só cumprir.

— Ainda vou mandar decapitar vocês duas. — Resmungou William Arthur abrindo o dicionário irritado. Diabos de lição. O que ela pensava que ele era? Olhou as letras minúsculas com cara feia. Só um ninja na leitura decoraria centenas de palavras, nessas malditas páginas, com letra tão pequena!

Angélica o ignorou, Tyron sentou ao lado dela sobre a mesa.

— Grace foi bem sucinta hoje.

— É por causa da cólica. — Angélica deu de ombros, mas a porta foi aberta de novo. — E ela não quer perder a aposta e se irritar com o príncipe.

Grace colocou só a cabeça para dentro.

— Angel?

— Sim?

— Pode vir aqui fora um minuto?

Tyron se aproximou do amigo e sentou ao lado dele quando Angélica e Grace saíram. Sorriu para o rapaz enquanto espiava a “lição” dele.

— Não diga nada, irlandês, ou não respondo por mim.

— Foi uma boa tática. Se ela não forçar, você não vai aprender nada.

— Sinto como se tivesse seis anos novamente. Meu pai vai no meu quarto, toda noite que tem aula, para perguntar se estou aprendendo. — Reclamou William Arthur irritado, passando as folhas sem as ler realmente. — Ele me faz perguntas e me toma lições, como fazia quando eu era criança.

Tyron engoliu o riso.

— Edward é gentil, Willie.

— Mas eu não sou criança!

Tyron tinha suas dúvidas, mas não teve tempo de falar, pois Angélica voltou para a sala rindo, parecendo muito alegre.

— Primo, você realmente faz sucesso com a mulherada! — Murmurou ela fitando William Arthur com malícia. — Havia, pelo menos, cinco meninas ali fora tentando dar uma espiadinha em você. — Explicou para Tyron.

O príncipe deu de ombros, brincando com as folhas do dicionário.

— Grace pediu para expulsar elas? — Indagou Tyron com um sorriso.

— Não, ela me fez prometer às meninas que, se o primo não fizer o que ela mandou, a próxima aula será aberta ao público e qualquer uma das meninas poderá vir aqui babar um pouco pelo príncipe!

William Arthur fitou Angélica boquiaberto, enquanto Tyron ria.

— Vou matar aquela bruxa!

— Melhor decorar essas folhas, primo. Senão a próxima aula terá que ser no anfiteatro. — Angélica piscou. — Para caber todas as suas fãs.

William Arthur escondeu o rosto nas páginas do livro. Que maldição, Grace sabia ser um pé no saco quando queria e, diabos, ela havia o encurralado de todas as formas. Suspirou. Depois se vingaria da praga. Tinha bastante tempo até dezembro! Por hora, teria que se esforçar para decorar as malditas páginas e se livrar da humilhação de ter uma aula assistida por adolescentes malucas!

Angélica percebeu quando Willie começou a ler de verdade as páginas. Sorriu divertida. A ideia de Grace foi genial, embora elas soubessem que Rowena não deixaria uma aula pública, mas o primo não precisava saber. Tyron voltou ao lado de Angélica.

— Ela foi cruel, dessa vez.

— Eu disse que ela não estava de bom humor hoje? — Angélica deu de ombros. — Mudando de assunto, como está nosso plano de juntar nossos pais?

Tyron suspirou. Angélica e o plano doido, que criara com Flora, para unir Benjamim e Megan. Pelo menos Fána e Earraigh não estavam apoiando isso! Algumas vezes, ele se perguntava onde foi parar a Angélica séria e compenetrada que conhecera em setembro. Amava esse lado divertido da noiva, mas era uma novidade para ele saber que ela, quando não estava trabalhando como Heroína, era tão maluca como as meninas.

Suspirou antes de responder.

— Péssimo, já que eles nunca ficam juntos, não importa a ocasião? — Indagou cruzando os braços. — Não sei se vai dar certo.

— Não vão poder fugir no sábado. — Contestou Angélica.

Sábado era o dia que Edward e Benjamim marcaram para realizarem a festa de noivado de Tyron e Angélica. Seria no salão de Ardick House, pois Elthan Palace não estava pronto ainda para receber convidados.

— Não estou muito a fim de tentar juntá-los, Angel. — Murmurou Tyron contrito, mas, diabos, a quem queria enganar? Nunca conseguia negar nada à noiva e ela sabia disso e aproveitava. Outra coisa que descobrira nos últimos dias, durante as caçadas noturnas juntos.

— Vamos ser sutis nisso. — Angélica sorriu. — Como nossos pais, eles terão que ficar próximos. E não poderão brigar na frente de tanta gente. Acho que eles apenas precisam de um tempo para deixar o sentimento aflorar.

Tyron a olhou cético.

— Quando começou a ficar tão casamenteira?

— Desde que percebi que sua mãe e meu pai não puderam ficar juntos por causa das merdas que seu pai e minha mãe fizeram? Que eles nunca foram felizes no amor e se sacrificaram por pessoas que, possivelmente, não mereciam?

Tyron sorriu.

— Você ama muito seu pai.

— E você sua mãe. — Angélica sorriu. — Falando nela. Tivemos umas conversas interessantes esses dias!

Tyron levantou as mãos.

— Não, não quero saber dos absurdos que minha mãe disse. Ela tentou ter esse tipo de conversa comigo a semana inteira!

Angélica beijou o noivo no rosto.

— Você é uma gracinha, garotinho tímido.

— Não sou tímido.

— Ah, é sim! E estou começando a achar que sua mãe tem razão em um certo assunto.

Tyron não queria nem saber!

William Arthur fez uma careta.

— Lembram que estou aqui, tentando estudar a fim de evitar uma horda de adolescentes? — Indagou sem levantar os olhos da página. — Poderiam fazer silêncio por favor?

Angélica o ignorou, mas baixou a voz.

— Como podemos deixar nossos pais mais próximos? — Indagou para Tyron.

O lorde suspirou.

— Que tal incumbir eles de organizarem juntos tudo relacionado ao nosso casamento? Diga que está ocupada, eu direi que estou enlouquecido com a minha nova cadeira no parlamento…

— Ótima ideia, ruivo.


Notas Finais


Confesso que até eu queria ver essa aula pública! kkkk


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