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História Clube de Literatura. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Em comemoração ao dia internacional do Yaoi, eu resolvi fazer uma pequena One, kkkkk

Boa Leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único;


Fanfic / Fanfiction Clube de Literatura. - Capítulo 1 - Capítulo Único;

— Levi Ackerman...? Levi! 

— Hmn? O que foi? - Levantei a cabeça. 

— Não é “O que foi” e sim “Presente”! - Me olhou sério. 

— Já entendi... 

Levantei-me empurrando a cadeira e saí da sala indo até a secretária. 

— O que está fazendo aqui novamente, Levi? - Hange suspirou. 

— Dormi na aula. - Revirei os olhos. 

— De novo?! 

— É. - Dei ombros. 

— Céus, você nunca muda, né? 

— Não sei. - Coloquei minhas mãos em meus bolsos. 

— Quem foi o professor? 

— Erwin. - Desviei o olhar. 

— Você sabe que ele odeia quando dormem nas aulas dele! 

— E ele sabe que eu odeio as aulas dele! 

Erwin Smith era professor de Biologia, não entendia nada que ele falava, na verdade, nem prestava atenção. 

— De qualquer forma, o que vou escrever dessa vez? - Perguntei. 

Da última vez, Hange me pediu para fazer uma redação do que entendi da matéria, tenho certeza que essa quatro-olhos fez de propósito! Ela sabia que odiava essa matéria, matemática, quem diabos criou isso mesmo?! 

— Nada. - Ajeitou os óculos. 

— Nada? Como assim? 

— Está em algum clube? - Me olhou. 

— Não... - Olhei pro teto. 

— Como não?! - Gritou. — Estamos passando da metade do ano e você me diz que ainda não entrou em nenhum clube?! Quer ser expulso da escola por acaso?! 

— Clubes são chatos, por isso não entrei em nenhum, ao menos eu consegui enganar vários professores neste longo ano. - Sorri de lado. 

— Tudo bem. - Negou com a cabeça. — Você vai entrar em um clube. 

— Qual parte de “clubes são chatos” você não entendeu? - Franzi a sobrancelha. 

— Não quero saber! Vamos. 

Antes que pudesse a questionar, a vice-diretora me puxou para uma sala desocupada no terceiro andar. 

Em cima da porta tinha o nome: “Clube de Literatura”. 

— É aqui, se vira. - Me empurrou fechando a porta. 

A xinguei de vários nomes e olhei para frente vendo um garoto sentado de frente para uma mesa enquanto lia, pelo visto, ele ainda não me viu, podia escapar, mas senti uma certa curiosidade. 

— Então esse é o clube de literatura? - Iniciei um diálogo. 

— Oh! - Me olhou surpreso. — Você é o novo membro do clube?! - Correu me chacoalhando. 

— M-mais ou menos. - Revirei os olhos sendo balançado. 

— Eu sou Eren Jaeger! - Se afastou estendendo a mão e dando um enorme sorriso. 

Provavelmente os céus estão andando lado a lado com Eren, neste exato momento algumas nuvens saíram do céu e a luz solar adentrou o cômodo pela janela aberta, os raios solares chegaram no rosto do rapaz. 

Ele está brilhando ou é alucinação? 

— Levi Ackerman. - Apertei levemente sua mão. 

— É um enorme prazer lhe conhecer! Seja muito bem vindo! 

— V-valeu. 

Não sei porquê, mas gaguejei. Me sentei de qualquer jeito na cadeira e coloquei meus pés em cima da mesa. 

— O que esse clube faz? - O olhei. 

Até ergui minha mão para me bater, se é um clube de literatura o que ele fazia? Natação?! 

— Lemos alguns livros, têm viagens, atividades, entre outras coisas. - Sorriu. 

— Só você é membro deste clube? 

— Não, há Armin e Mikasa. 

— E onde eles estão? 

— Nessa época o governo oferece algumas coisas para cada clube, Armin e Mikasa foram lá ver o que conseguiam. Eu tive que ficar com o propósito de receber novos recrutas, como você. 

— N-não é bem assim. - Cocei a nuca, o que ele falaria se eu dissesse que fui obrigado a vir aqui? 

— Gosta de ler? 

— Na verdade, não. - Fui sincero. 

— Entendo. - Dobrou o dedo indicador e o levou até os lábios soltando uma risadinha. — Que série você é, Levi? 

— 2-D. 

— Sou 2-E, estudamos um ao lado do outro. - Balançou a cabeça. 

Hã?! Como eu não havia visto esse anjo antes?? 

— O que têm nesses livros? - Cruzei minhas pernas ainda em cima da mesa. 

— Esses são livros da escola, são de algumas matérias que tenho mais dificuldade. - Apontou para os livros amarelos. — Já estes são livros de ficção. - Apontou para os livros coloridos. 

— E qual livro você lê? - Tomei de suas mãos lendo o título. — “Amor Entre Dois Homens”?  

— B-bem... - Juntou os dedos corado. — E-eu encontrei na estante da biblioteca e f-fiquei curioso a respeito disso. 

— Eu não ‘tô lhe julgando. - Ri jogando o livro na mesa, estava com preguiça de me inclinar. 

— Não? 

— Claro que não, cada um gosta do que quiser, se você gosta de homens, o problema é seu. - Dei ombros. 

— Entendo e me desculpe pelo mal entendido. - Sorriu de lado. 

— Tudo bem. - Suspirei. 

— O qu... - Fomos atrapalhados pelo sinal que indicava as últimas aulas. 

— Eu vou nessa. - Me levantei. 

— Pelo menos leve um livro! 

— Eu preciso mesmo? - Fiz careta. 

— Claro que sim! 

— Está bem. - Peguei qualquer livro. 

— Podemos almoçar juntos amanhã? - Desviou o olhar com o rosto vermelho. 

— Pode ser, até mais Eren. - Ri acenando. 

Corri para minha sala, não sabia o que alguns idiotas poderiam fazer com minha bolsa. Pode sorte, ela estava intacta, o que era muito bom. Guardei o livro na bolsa. 

— O que houve dessa vez? 

Dei um sobressalto pelo susto, coloquei minha mão em meu peito olhando o professor de biologia, o que diabos ele ainda faz alí? 

— Que susto, Erwin! - Falei. 

— Me perdoe. - Sorriu. — Então, o que Hange mandou você fazer desta vez? 

— Ela me obrigou a entrar em um clube de literatura. - Resmunguei. 

— Ah, o clube do Eren. 

— Ele é famoso por acaso? 

— É um bom rapaz. - Riu ajeitando os óculos. — Boa sorte com ele. 

— Tanto faz. 

Movimentei minha mão como se acenasse e saí da sala me esbarrando em alguém, já ia o xingar, porém percebi que não era nada mais e nada menos que meu anjo favorito. 

— M-me perdoe. - Ele se curvou colocando a mão na testa. 

— Foi eu quem se esbarrou em você, eu quem lhe peço desculpas. - Coloquei uma mexa de meu cabelo atrás da orelha. 

— Podemos ir para casa juntos? - Deu alguns pulinhos. 

— Uhum. - Concordei com a cabeça. 

O moreno deu um enorme sorriso, céus, acho que me apaixonei. Ele entrelaçou nossas mãos e saiu me puxando, eu estava no paraíso mesmo, parecia um lesado andando com um sorriso besta no rosto. 

— Você mora aonde? - Perguntei. 

— Ali. - Apontou. 

— Eu moro ali. - Apontei. 

Nossas casas eram uma perto da outra, ele morava na esquina de minha casa. 

— Até mais, Levi. - Acenou todo sorridente. 

Sorri acenando e fui para casa saltitando. 

— Estou de volta. - Tirei meus sapatos. 

— Aonde estava?! - Minha mãe perguntou me olhando. 

— Na escola...? - Falei como se fosse óbvio. 

— Dúvido! Você assistindo aula? 

— Não foi bem assim. - Murmurei. 

— Terei que me encontrar com Hange novamente? Levi, por que não se esforça um pouquinho? 

— Aquela quatro-olhos me colocou em um clube de literatura. - Resmunguei. 

— Ouvi certo? - Ficou surpresa. 

— Pois é, agora dá licença, vou ler um livro que peguei. - Caminhei até meu quarto. 

— Meu Deus! Vou fazer uns biscoitos para Hange! - Minha mãe comentou rindo. 

Fiz careta e me joguei na cama, olhei para minha bolsa no chão, caminhei até ela tirando o livro, dei um pequeno grito ao ver o livro que peguei. 

— Como assim?! - Meu queixo só faltava bater no chão. 

“Amor Entre Dois Homens” era o título. 

— Filho? O que houve? - Kuchel abriu a porta do quarto preocupada. 

— Eu troquei de livro com o Eren! 

— Eren? Livro? 

Ela pegou o livro lendo o título, mamãe me abraçou. 

— Por que não me disse antes, Levi? Você sabe que sempre irei apoia-lo, certo? 

— N-não é bem assim. - Mordi os lábios. 

— Mamãe te ama de mais! 

Suspirei fundo, seria complicado conversar com ela pelo visto. 

[...] 

— Levi? Levi! 

A professora bateu em minha mesa fazendo-me acordar assustado. A olhei confusa, já ia perguntar em que mundo estava, isso até ouvir as risadas. 

— O que perdi? - Cocei meus olhos. 

— Você estava dormindo novamente, em minha aula! 

— Ah, sim. - Abri minha bolsa pegando o livro. 

— Levi...? - Ela perguntou confusa. 

— O que foi? - A olhei. 

— Você pegou o livro? 

— Claro, você não é a professora de matemática? 

— Sim, mas... 

— Ontem eu li um livro, o protagonista era bem nerd e eu invejei ele. - Cruzei os braços. 

— Levi lendo livro? Tens certeza? - Jean, o mais bagunceiro da sala comentou acompanhado de risadas. 

— É, por que? Algum problema? - Rosnei em sua direção. 

— Claro que não, só achamos estranho! É mais fácil o livro cair em sua cabeça do que você ler por vontade própria. - Connie, amigo do Cara-De-Cavalo falou. 

— Não briguem com ele! É novidade, sim! Mas deixem-no. - Petra, a professora de matemática falou repreendendo os alunos. 

— Eu não ligo para eles. - Revirei os olhos. 

Tentei prestar atenção e entendi certas coisas, até eu mesmo me surpreendi por o conteúdo ser mais fácil do que imaginava. O sinal tocou indicando a hora de comermos. 

Me levantei pegando minha marmita e caminhei até atrás da escola, sentei-me nas escadas que tinham e tomei meu suco de caixinha. 

— Olá. - Eren sorriu. 

— Meu...!!!! - Arregalei os olhos por ter esquecido totalmente que combinamos de almoçar juntos. 

— Tudo bem, achei que você esqueceria. - Riu se sentando ao meu lado. — Estes são Mikasa e Armin. - Apontou para as duas pessoas que nem havia reparado. 

— O-oi. - O loiro acenou com a mão enquanto dava um leve sorriso compreensível. 

— Olá. - A garota falou sem nem me olhar. 

— O que vocês trouxeram dessa vez? - Perguntei. 

— A-algumas estantes para pôr livros, mesas e cadeiras, também vários livros e uma passagem para um Parque Arqueológico. - Armin falou começando a comer. 

— Sério? - Me surpreendi. 

— Sim, depois de comermos vamos conversar com o diretor. - O Jaeger falou se referindo a mim e a ele. 

— Pra quê?! - Cuspi. 

— Para vocês pegarem a autorização. - Mikasa falou. 

— E por que eu e Eren? 

— Eles já fizeram o trabalho mais difícil, não acha? - Eren me olhou. 

— Sim, sim, mas você sabe como o diretor é! 

— Ele é bastante gentil! 

Definitivamente, não! 

— É bem capaz dele me tacar um vaso de flor. - Resmunguei. 

— Ele jamais faria isso! - Eren riu. 

— E quem levaríamos com a gente? Somos menores afinal. 

— Poderíamos ir com a tia Hange. - Eren falou. 

— “Tia”? - Me senti em um jardim de infância agora. 

— Sim! Mas ela é meio louquinha, não daria certo. - Arlet diz. 

— Poderíamos chamar o Hannes. - A garota me olhou. 

— Oh, o Hannes é legal! - Assenti. 

— Você só fala isso porque ele aceita suas desculpas nas aulas de educação física dele, Levi. - Armin apontou para mim. 

— Eu nunca fiz isso! - Balancei minhas mãos. 

Todo mundo riu por minha mentira. 

{...} 

Como o combinado, Eren e eu fomos a diretoria, até hesitei em bater. 

— Entre. - Falou do outro lado da porta. 

— Com licença. - Disse entrando ao lado de Eren. 

— O que querem? - Nos olhou. 

— Uma autorização. - Fui direto. 

— De quê? 

— Para um passeio do clube. 

— Um passeio? Hmn. 

Se levantou colocando os braços atrás das costas e andou em círculos. Limpei minhas mãos em minha calça, estava suando frio. 

— E-então? - O moreno perguntou. 

— Pra quê uma autorização?! - Berrou. 

Como era a frase? Ah, sim: “— Ele é bastante gentil”, certo?! 

Fechei os olhos, conhecia muito bem o diretor Pixis, seria muito difícil o convencer, Eren se assustou e se encolheu atrás de mim. 

— P-por... - Tentei engolir meu orgulho. 

— O quê? - Me olhou. 

— Por favor! - Desviei o olhar. 

— Bem... Não! 

Ele pegou um vaso de flor e ameaçou tacar na gente, abracei Eren mesmo murmurando um “Ele não vai fazer isso, né?”. Pior é que ele realmente jogou em nossa direção. O vaso se partiu no meio ao se colidir com a parede.

Por sorte, Eren saiu ileso, eu só levei um arranhão na bochecha. 

— Vocês tem provas ‘pra semana! - O diretor se sentou como se nada tivesse acontecido. 

— Provas é próximo mês. - O olhei. 

— Vai ser ‘pra semana agora! Vão!! 

— Tudo bem, não voltaremos mais aqui! 

Segurei na mão do moreno e saímos correndo, paramos quando já estávamos ofegantes, se entre-olhamos e gargalhamos, isso realmente foi louco. 

— Eu e minha boca grande! - Me referi do vaso de flores. 

— Eu também tive culpa. - Juntou as pontas dos dedos indicadores me olhando de soslaio. 

— Talvez, mas agora não é momento para isso, nossa viagem foi cancelada. - Dei ombros. 

— Pelo menos estamos vivos. - Sorriu. 

— Sim, é a única coisa boa. 

— Vamos a enfermaria, irei cuidar de seu corte. 

— Não é nada de mais, relaxe. 

— Eu insisto. 

Não resisti e o segui até a enfermaria, a enfermeira local não estava e agora o moreno colocava um curativo no corte. 

— Hoje vamos largar mais cedo pois o professor Oluo faltou e não há substitutos. - Eren sorriu me olhando. 

Será que ele pode parar de me olhar e sorrir assim? Parece até o amor da minha vida. Case-se comigo, por favor! 

Entrei no mundo da lua e me imaginei vivendo uma vida com o Jaeger, namoraríamos, se casaríamos, teríamos filhos e morreríamos um ao lado do outro! 

— O que sugere? - O olhei meio corado por viajar na maionese. 

— Que tal sairmos? 

— Para onde você quer ir? 

— Que tal irmos ao shopping? Podemos ver um filme e tomar um Milkshake, o que me diz? 

— Que clichê. - Ri. — Mas é um encontro o que acha? - Sorri. 

— P-pode ser. - Desviou o olhar envergonhado. 

— Você entendeu o que quis dizer? 

— É só nós dois, estou errado? 

— Não, é isso mesmo. 

Se olhamos e sorrimos, depois, desviamos o olhar, mesmo sem querer, um pequeno sorriso se formou novamente em nossos lábios. 

{...} 

Eren e eu fomos ao cinema e assistimos um filme de comédia, acabamos chorando de rir juntos, tomamos o Milkshake que o moreno tanto queria também. 

— Então é aqui que se separamos. - O Jaeger falou parando na esquina de sua casa. 

— Infelizmente, queria ficar mais com você. - Cocei a nuca. 

— Obrigado de verdade por hoje, Levi. - Me olhou dando seu melhor sorriso. 

— Que isso... - Passei minha mão em minha bochecha sem saber como reagir. 

Meu coração só faltou parar de bater quando ele depositou um selinho em meus lábios. Sentia que poderia sair voando por aí. 

— Se vemos amanhã na escola, Levi, mais uma vez, obrigado por hoje, me diverti bastante. - Sorriu e acenou saltitante. 

Me alto abracei soltando alguns gritinhos, voltei para casa todo sorridente. Pode ter certeza, vou me esforçar mais nos estudos! Deixarei de ser tão preguiçoso também. 

— Mãe, mãe, vamos fazer biscoitos para a tia Hange!!! - Disse sorridente. 

Como já dizia em Clear Collor:

Assim como as árvores florescem verdes

E as cerejeiras florescem vermelhas

As pessoas também podem encontrar uma razão,

Para mudar a cor de seus corações!!”


Notas Finais


Clear Collor é o nome do mangá Shōjo, se não me engano, quem tiver interessem em ler, já tá aí os créditos e o nome.

Me desculpem pelos erros que encontrarem.

Até uma Próxima Vez!


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