1. Spirit Fanfics >
  2. Clube do Sugar Daddy >
  3. Hospital

História Clube do Sugar Daddy - Capítulo 3


Escrita por:


Capítulo 3 - Hospital


Fanfic / Fanfiction Clube do Sugar Daddy - Capítulo 3 - Hospital

Como ginecologista, Sakura não era exatamente milionária. Tampouco conseguiria comprar um hb20 com seu salário, mas o que recebia era o suficiente para dedicar metade a sua poupança no banco.  Dentre as quatros, a mulher de cabelos róseos e olhos verdes como esmeralda sempre foi a mais responsável financeiramente. Ela não gastava compulsivamente; sabia administrar cortes necessários... Era por esse motivo que ela era a principal revoltada com a perda dos cinquenta mil dólares – não que ela achasse, que Ino estava saltitando de felicidade por ter sido roubada – mas, como ela tinha dado boa parte de suas economias pessoais para poder colocar em prática o sonho do quarteto, tinha mais do que motivos contundentes para estar furiosa.

Ela vinha de uma família tradicional e muito bem-sucedida de médicos, que incluía neurocirurgiões premiados; anestesistas nacionalmente conhecidos, e entre outros e durante muito tempo, trabalhou para se desvincular da imagem que sua família possuía. Não queria ser associada a eles; queria ficar conhecida por seu talento, dedicação e mérito.

E percebeu que estava muito longe disso, na quarta-feira, pela manhã, quando teve a infeliz ideia de ir até o escritório particular do seu chefe – o capetão-mor – e pedir a porra de um aumento de salário.

—Você é uma das nossas melhores profissionais dentro desse hospital, e sem sombra de dúvida é uma mulher talentosa, guerreira e muito dedicada. É sério, a sua paixão é inspiradora.

Ela levantou a sobrancelha, com os olhos verdes faiscando em pura raiva.

—Contudo, devo ressaltar que ser uma excelente profissional não é motivo para você receber um aumento. É a porra do seu trabalho. — alegou Madara, diretor do hospital, puxando a cadeira mais para frente.  — Assunto encerrado.

Deuses quisessem que aquele megalomaníaco narcisista nunca, jamais, sob hipótese alguma precisasse da sua ajuda.

Ela respirou fundo e limpou bem a garganta, antes de declarar.

—Eu preciso muito de um aumento de salário ou de um adiantamento, Madara.

Ele tamborilou os dedos sobre a mesa, a analisando.

—Não que isso seja da sua conta, mas recentemente eu fui roubada. Levaram cinquenta mil dólares do dinheiro do meu financiamento e se eu não pagar até determinado prazo, vão tirar o meu aparamento e eu não terei onde morar.

O Uchiha, cujo crachá dizia neurocirurgião-chefe embaixo do ‘diretor’ a fitou, parecendo surpreso. Sakura bufou, aborrecida com aquela ideia ridícula e desprezível de ir pedir ajuda ao babaca, é claro que ele deveria estar pensando que era mentira ou alguma coisa assim.

—Quer saber? Esquece o que eu falei, é ridículo. Você não precisa me dar dinheiro nenhum, eu consigo me virar sozinha.

E abandonou o escritório, praticamente espumando. O moreno levantou-se apressadamente da poltrona e acelerou os passos.

—Haruno! — a chamou. — Haruno, espere! — ordenou, tentando alcança-la, entretanto, foi interpelado por um grupo de médicos aflitos que impediu que ele andasse pelo corredor. Com o cenho franzido, Madara lançou um último olhar para o corredor, onde Sakura desapareceu segundos antes e exprimiu um palavrão.

—Chefe, nós precisamos de você aqui.

[*]

Assim que, felizmente, conseguiu encontrar alguém para substitui-la no plantão, pois seu cérebro não estava funcionando da maneira que deveria, Sakura dirigiu furiosamente pelas ruas vazias até a loja de doce mais próxima que encontrou, desceu do carro e comprou cinco caixas de macarons sortidos, e duas garrafas de vinho branco. Estava há tanto tempo trabalhando naquela porcaria de hospital, que se esqueceu completamente de que Madara não era um ser humano. Era o capeta.

Ela pagou pelas mercadorias, e então correu para seu automóvel, afastando-se da loja velozmente, ansiosa para chegar em casa e tomar um relaxante banho ou o mais perto disso e então comer os doces para relaxar a sua ansiedade. Ela sentia tanta inveja de Tenten por ter um chefe tão legal, simpático e humano quanto Hashirama.

Minutos depois, ela abria a porta do apartamento completamente desanimada, segurando as caixas de doces em uma mão e as garrafas de vinho na outra.

—Puxa vida, o que foi que aconteceu com você? — perguntou Tenten.

—Madara é o que aconteceu. — ela bufou, e largou as coisas sobre a bancada americana. — Vocês acreditam que eu fui pedir um aumento para aquele arrombado e ele disse que não é só porque eu sou uma excelente profissional que mereço ser aumentada?!

—Você deveria encher o café dele de laxante. — Hinata bufou.

—Eu sinto muito, Saky. Sei bem o quanto você despreza aquele otário. — Ino se levantou do sofá, indo até a melhor amiga e a abraça-la. — Eu realmente sinto muito, eu sei que a culpa de tudo isso é minha mas...

—A culpa não é sua, é daquele djzinho babaca. — a rosada abraçou a melhor amiga de volta por alguns segundos. — Vocês três tem sorte por não terem um chefe cretino como o meu. Eu tenho vontade de socar o Madara.

—Graças a Deus pela Anko ser mulher! — Ino comemorou, se benzendo.

—E por meu chefe ser o Hashirama — Tenten sorriu.

—A minha chefe é fofoqueira e eu sinceramente não vejo como isso poderia ser um defeito. — Hinata riu e então voltou a ficar séria.  — Pelo menos conseguimos dinheiro para quitar as dívidas da luz.

—Esperta mesmo foi a Karin — Ino abriu a sacola e pegou uma garrafa de vinho, andando até o centro da sala, sentando-se no chão, junto as outras duas.

Sakura pegou a segunda garrafa, assim como os doces e então uniu-se a elas, sentando-se no chão e fazendo perninhas de índios.

—Casou com um gostosão bilionário e vive postando fotos nas Ilhas Maldivas — contou a loira, bebendo um gole do vinho e passando a garrafa para Hinata, que bebeu um longo gole antes de passar para Tenten. — Ah, eu queria tanto um sugar Daddy.

—Uhum. — Sakura confirmou, num aceno de cabeça. — De preferência um idiota que aceitasse nos bancar.

—Quem seria idiota o suficiente de querer ser sugar Daddy de quatro fodidas como nós? — inquiriu Tenten.

—Qualquer velho com crise de meia-idade. — argumentou Hinata.

A rosada abriu a caixa de macarons, e cada uma pegou um de determinada cor, dando uma boa mordida e deliciando-se com o sabor do mesmo.

—Eles normalmente bancam tudo.  Academia, faculdade, contas... — continuou a Hyuuga de boca cheia. — E você não precisa fazer sexo com ele, só acompanha-los em eventos e etc.

—Eu tenho certeza que a Karin transa gosto com o Sugar dela. — Ino riu. — Seria um desperdício se não fizesse sexo daquele cara super gostoso.

— É verdade. — Sakura concordou, rindo. — Mas se eu não me engano, é preciso pagar para usar o aplicativo do Meu Patrocínio.

—Não exatamente. — Ino discordou. — Eu soube que existe um clube maravilhoso, voltado exclusivamente para daddies. Você não paga para entrar, só os Sugar Daddys.

—Huh? —os olhos de Tenten brilharam com interesse. — E onde fica esse ninho de ricaço, Inozita?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...