História Clube dos Nove - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Drama, Família
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura! ♡

Capítulo 5 - Four


Eu já havia perdido a conta de quantos drinques eu já tinha tomado, eu estava totalmente fora do meu controle, tudo estava girando, me sentia um pouco tonta mas ainda conseguia me manter em pé. Caminhei entre as pessoas tentando passar mas eu era empurrada pra tudo quanto é lado, sentir meu estômago revirar mas não vomitei, minha vista estava embaçada, não enxergava nada direito, esbarrei em alguém sem querer e acabou derramando todo o drinque dela em mim.


— Ah que droga! - reclamei.


— Aí meu Deus, me desculpe eu... - uma garota disse. Ela era um pouco alta, tinha cabelos pretos curtos, na altura do ombro e franja, pele clara e olhos escuros.


— Tudo bem eu... eu... - minha mente girava.


— Você está bem? - perguntou e neguei. — Vem comigo! 


Ela me puxou pra longe da multidão, olhei em volta procurando por Aurora e Mateus mas não os encontrei, a garota me levou até a cozinha e abriu a geladeira pegando água e em seguida virou em um copo e me entregou, bebi tudo e ela pegou o copo de volta e o colocou na pia.


— Você está bem bêbada! - disse rindo.


— Eu... nunca fiquei assim... nesse estado! - falei tudo embolado. — Eu preciso encontrar meus amigos!


— Sei quem são seus amigos! - disse. — Aurora, Mateus e Miguel!


— Na verdade só Aurora e Mateus! - falei. — Miguel é... - ela me interrompeu.


— Seu namorado? - perguntou.


— Apenas um colega de turma! - completei. — Aí merda, minha cabeça está doendo!


— Amanhã de manhã você vai estar só a derrota! - disse. — A propósito, eu sou Emilly! 


— Allison! - falei meu nome. — Você também é da escola? 


— Sim! - disse. — Sou irmã do Chad!


— O dono da festa? - perguntei e ela assentiu. — Uau!


— Vou ir procurar seus amigos, fique aqui! - disse e saiu.


Fiquei sentada em cima do balcão da pia, peguei mais um pouco de água e bebi, coloquei o copo gelado em minha testa e ali o deixei por uns minutos, droga, eu não deveria ter bebido tanto, meu pai vai me matar.


— Wow. - alguém disse quando viu meu estado. — Você tá legal?


— Eu pareço estar legal? - perguntei e o garoto riu. — Quem é você?


— Chad! - disse. — E você é... - o interrompi.


— Gabriella! - menti. 


— Certo, Gabriella, será que você poderia descer do balcão? - perguntou rindo. O olhei por uns segundos e fiz o que ele pediu, me senti um pouco tonta e quase cai mas ele me segurou. — Você tá péssima!


— Não me diga! - zombei. — Droga, Emilly foi procurar meus amigos e desapareceu!


— Emilly? - perguntou.


— Tua irmã! - falei.


— Minha irmã deve estar agarrando algum cara por aí, deixa que eu te ajudo! - disse e passou o braço envolta da minha cintura.


— Cara, nem te conheço, desencosta! - falei tentando me soltar dele.


— Gata, você é muito agressiva! - disse.


— Meu querido, você não viu nada! - falei.


— Bom, então eu gostaria de ver! - disse. Chad me segurou mais forte e me prenssou no balcão, ele começou a dar beijos pelo meu pescoço e apertou minha cintura, eu dizia pra ele me soltar mas ele não soltava. — Relaxa gata! - disse tentando me beijar. Pisei forte em seu pé e ele me soltou. — Droga garota! - reclamou.


— Eu avisei, babaca! - ia sair dali mas ele me puxou pelo braço, puxei meu braço de volta e bati a cabeça dele com força no balcão, ele caiu no chão desacordado. 


— Allison, eu achei seus amigos e... - Emilly apareceu na cozinha e parou quando viu seu irmão no chão. — Meu Deus, o que aconteceu?


— Ele tentou me agarrar e eu bati a cabeça dele no balcão! - falei e Emilly me encarou. — Seu irmão é um otário, Emilly!


— É eu já sabia disso! - disse rindo. Aurora, Miguel e Mateus entraram na cozinha e se chocaram quando viu Chad no chão.


— Que que houve aqui? - Aurora perguntou.


— Allison bateu com a cabeça dele no balcão! - Emilly disse rindo. — Ele tentou agarrar ela a força!


— Ele o que? - Miguel perguntou. — Você tá bem?


— Eu exagerei nas bebidas e comecei a passar mal, daí Emilly me ajudou! - falei. 


— A testa dele está sangrando! - Mateus disse e todos olhamos pra Chad.


— Espero que fique marcado pra ele se lembrar de nunca chegar perto de mim mais! - falei. Eu sou muito sincera quando estou bêbada, tenho que controlar isso.— Eu quero ir pra casa!


— Eu te levo! - Miguel disse. Ele veio até mim e me ajudou a andar por conta de eu ainda estar tonta, tirei meus saltos e consegui andar melhor, me despedi de meus amigos e seguir com Miguel até seu carro. — Não acredito que bateu mesmo com a cabeça do Chad no balcão! - ele disse quando entramos no carro.


— Isso é o que acontece com homens quando eles mexem com mulheres que não tem medo de enfrenta-los! - falei. 


— Me lembre de nunca te irritar! - brincou.


[...]


No caminho pra casa conversamos um pouco, até acabei esquecendo a dor chata na minha cabeça, ele me distraia e isso era bom, não demorou muito e logo chegamos a minha casa.


— Entregue! - disse olhando pra mim e sorrindo.


— Valeu! - falei. Abri a porta do carro e tentei sair sem tropeçar em coisas imaginárias, tentativa falha já que assim que levantei eu tropecei em meus próprios pés e dei de cara no chão.


— Parece que você precisa de ajuda! - Miguel saiu do carro rindo. — Vem cá! - disse e me ajudou a levantar, ele me pegou no colo e me carregou até a porta de casa, estiquei o braço até a maçaneta e abri, estava tudo escuro então meu pai não estava em casa, ele fechou a porta com um dos pés.


— Meu quarto é lá em cima! - falei. Ele subiu as escadas e entramos no meu quarto, quando entramos ele me colocou sentada na minha cama e eu tirei os meus saltos. — As vezes eu odeio saltos!


— Deve ser super desconfortáveis! - disse rindo.


— Alguns sim! - falei. — Argh, minha cabeça tá latejando! 


— Quer que eu pegue algo pra você? - perguntou.


— Tem remédios no armário sa cozinha! - falei e ele saiu, nisso meu celular começou a tocar.


*Ligação On*


O que é? - falei. Era Aurora.


É assim que você trata a sua melhor amiga? - disse.


O que você quer, amor da minha vida? - brinquei.


Ah, assim eu apaixono! - disse rindo. Eu quero saber como você está!


Minha cabeça ainda dói, mas Miguel me trouxe até em casa! - falei.


Ele já foi embora? - perguntou.


Não, por que? - perguntei.


Ele ainda está ai? - perguntou.


Não, Aurora, se ele ainda não foi embora significa que ele tá na casa dele! - revirei os olhos.


Sem sarcasmo pra cima de mim, Allison! - disse e eu ri. É sério!


Tá bom! - falei. 

Miguel entrou no quarto com o remédio e um copo d'água pra mim, coloquei o celular em cima da cama no viva voz e peguei o remédio de suas mãos, engoli o comprimido e bebi a água.


Seguinte, eu estava conversando com Mateus e Úrsula e nós estávamos pensando em uma coisa... — disse.


Que coisa? — perguntei enquanto observava Miguel fuçar minhas coisas.


Nós estamos achando que ele possa estar sentindo algo por você! — ela disse e Miguel começou a tossir freneticamente. Quem é que tá morrendo aí?


Miguel! — falei.


Ele tá com você ai no quarto? — perguntou. Peguei o celular da cama e o tirei do viva voz. Allison?


Aurora a gente se fala depois! — falei e desliguei.


*Ligação Off*


Um silêncio pairou por todo o quarto, eu permaneci sentada na minha cama e encarando o chão, uns minutos depois Miguel se sentou ao meu lado e me olhou.


 — Aurora... ela... — parou de falar.


— Ela o que? — perguntei.


— Eu preciso ir embora! — disse se levantando.


— O que? — perguntei. — Por que?


— Amanhã temos aula e... — o interrompi.


— Amanhã é sábado! — falei.


— Eu preciso acordar cedo amanhã porque... — o interrompi de novo.


— Você não faz nada nos sábados, Aurora me disse! — falei. — Você está fugindo!


— Fugindo? — perguntou. — De quem?


— De mim! — falei. — Eu percebi sua reação quando Aurora disse aquilo!


— Aurora não sabe de nada! — disse.


— Ela te conhece muito bem, ela deve saber coisas sobre você que nem você mesmo sabe! — falei.


— Allison.... eu.... — disse me olhando. — Preciso mesmo ir!


— Então vai, eu não estou te segurando! — falei irritada.


Ele me encarou por uns três segundos e depois saiu do quarto, levantei da minha cama e fui até a janela do meu quarto e a fechei, suspirei cansada, eu só queria tomar um banho e dormir, quando me virei pronta pra ir ao banheiro dei de cara com Miguel parado na porta do quarto.


— Você quer saber de uma coisa... — disse e veio caminhando em minha direção em passos largos, colocou as duas mãos em meu rosto e me beijou.


O beijo foi ficando cada vez mais acelerado, não nos importávamos com a necessidade de parar pra respirar, só queríamos continuar ali, naquele momento. Passei meus braços em volta de seu pescoço e arranhei sua nuca de leve, ele mordeu meu lábios me fazendo arfar, ele foi me empurrando pra trás de leve e caímos deitados na minha cama, ele desceu os beijos pro meu pescoço e eu coloquei minhas pernas em volta de sua cintura pressionando nossos corpos. 


Allison? — ouvir meu pai me chamar. Nos separamos imediatamente e fiquei desesperada sem saber o que fazer.


— Entra no guarda-roupa! — falei e o empurrei pra dentro do guarda-roupa, corri até minha cama e sentei na mesma e comecei a mexer em meu celular.


— Querida? — meu pai apareceu na porta do quarto.


— Sim? — falei olhando pra ele.


— Vim checar se você está bem! — disse.


— Eu estou bem! — falei sorrindo.


— Certo, eu vou dormir! — deu um beijo em minha testa e saiu, levantei e tranquei a porta.


Miguel saiu do guarda-roupa e eu comecei a rir baixo, ele ficou me olhando sem entender nada e depois se aproximou de mim.


— Do que você está rindo? - perguntou.


— Você acabou de sair do armário! - zombei. 


— Tá me chamando de gay? - perguntou enquanto eu ainda ria.


— Eu não disse nada! - falei.


— Então... - falou se aproximando. — Podemos voltar pra onde paramos?


— Onde paramos... o que? - fingi de desentendida.


— Para o momento em que eu tinha seu corpo colado ao meu e nos beijavamos freneticamente! - me prensou contra porta.


— O quarto do meu pai é aqui do lado, sabia? - falei.


— Ah, não tem problema, é só não fazer barulho! - disse.


— Besta! - falei me soltando dele. — Preciso de um banho e eu estou com fome!


— Tudo bem, eu espero aqui! - se jogou na minha cama, revirei os olhos e entrei no banheiro.


[...]


*Aurora Pov*


Era umas quatro e meia da manhã, eu e Mateus ainda estávamos na festa na casa de Chad, particularmente eu já estava cansada mas eu não queria voltar pra casa, e amanhã é sábado, sem preocupações. Eu havia ficado com três garotas, até peguei o contato de uma delas, Mateus estava conversando com um garoto enquanto eu bebia um drink que havia pedido. Depois do ocorrido na cozinha com Alisson, Chad acordou resmungando, dizendo que Alisson iria pagar caro, e eu o ameacei.


*Flashback On*


Droga, minha cabeça dói! - Chad disse se levantando.


Cara, eu amo a Alisson! - falei rindo quando vi o corte enorme na testa do babaca.


Sua amiga é uma vadia estúpida! - uma garota disse.


Lava a boca pra falar dela garota! - falei.


Ela vai pagar caro, ela vai ver só! - disse.


Escuta aqui, Chad. — falei o nome dele com certo nojo. Presta bem atenção no que vou te dizer, você não ouse chegar perto da Alisson ou tocar em um fio de cabelo dela, eu arranco suas bolas e faço você engolir até elas saírem pelo seu traseiro! — falei e sai de perto dele.


*Flashback Off*


Ameaçar minha melhor amiga na minha frente? Tem que ter coragem! Meus olhos se arregalaram quando vi Mateus ao beijos com o garoto com quem ele conversava uns minutos atrás, na verdade, eles estavam se comendo ali.


— Será que eles não querem usar um dos quartos? — a garota que tinha ajudado Allison apareceu do meu lado.


— Ei, você ajudou minha amiga mais cedo! — falei e ela assentiu. — Obrigada!


— Meu irmão as vezes é um babaca! — disse rindo. — Qual seu nome mesmo?


— Aurora! — falei. — E você?


— Emilly! — disse. — Aquele garoto que levou sua amiga embora... ele namorado dela?


Dava pra ver o interesse dela nele na forma como ela perguntou, eu não sabia o que responder. Mentir ou contar a verdade?


— Eles meio que estão tendo algo... — falei.


— Ah sim! — disse.


[...]


Cinco da manhã. A festa ficava cada vez mais agitada, estava todo mundo bêbado e chapado, eu estava sentada no sofá com Emilly e Mateus, Úrsula desapareceu. Vi Charlotte descer as escadas super bêbada, ela tropeçava nos próprios pés e tinha em mãos um copo com alguma bebida, ela parecia estar... chorando? 


Ela desceu apressada e notei um cara atrás dela, ele gritava o nome dela e ela continuava andando, ele a puxou forte pelo braço e ela lhe deu um tapa no rosto e os dois começaram a discutir, nisso ela saiu de perto dele e ele foi pra outro lado. Levantei do sofá e fui em direção a mesa que ainda restavam alguns salgados, peguei alguns e coloquei tudo na boca, vi Charlotte de novo com o mesmo cara e eles estavam discutindo de novo, fiquei boquiaberta quando ele deu um tapa no rosto dela, senti meu sangue ferver e fui até os dois.


— QUAL É A TUA CARA? - falei e o empurrei.


— Desencana garota, não te conheço! - disse.


— Você bateu em uma mulher, seu escroto! - falei com raiva.


— Ela mereceu, na verdade, essa garota merece tudo de pior! - disse rindo. Olhei para Charlotte e ela estava encolhida em um canto e chorava muito, voltei a olhar pro babaca em minha frente e ele ainda ria.


Uma raiva enorme subiu e sem pensar em dei um soco no rosto do garoto e ele quase caiu pra trás, ele ficou um tempo atordoado e me encarou uns segundos.


— Você vai se arrepender, vadia! - disse e veio pra cima de mim.


Ele me pegou pelo pescoço e apertou forte, pisei forte em seu pé com a ponta do salto e dei uma joelhada no saco dele, ele se abaixou com dor e aproveitei pra dar uma joelhada na cara dele, ele caiu no chão e lá ficou. Só notei que todo mundo nos olhava quando percebi que a música estava baixa e tinha uma roda de pessoas em volta da gente.


— Isso é pra você aprender a nunca mais encostar em uma mulher, babaca! - falei e sair dali.


[...]


Depois daquela confusão, eu e Mateus decidimos irmos pra casa, encontramos com Úrsula antes e ela estava com um garoto, ela disse que iria ficar lá mais um pouco e depois iria embora. Quando cheguei em minha casa a minha mãe disparou umas mil perguntas pra mim e eu ignorei todas, eu só queria tomar um banho, deitar e dormir e assim eu fiz. Depois de ter tomado um bom banho eu desci pra comer algo, fiz um sanduíche e tomei um suco de laranja, depois subi, escovei meus dentes e logo deitei pra dormir.



 




Notas Finais


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