História Clube dos Perdidos - Sasusaku - Naruhina - Saino - Capítulo 11


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Notas do Autor


Ahhh gente, quase um mês sem atualização, eu sei 😖
Os caps são grandes, e as vzs na correria de ter que parar toda hora, quando dou por mim já se passaram uma, duas semaninhas e o cap não tá pronto.
But... Espero que valha a pena, e que gostem! Obrigada por estarem aqui!
Depois paro pra responder os comentários com calma, adorei as dicas de vocês, e os feedbacks! Agregaram muito e me deram ainda mais ideias! 😈

Bora ler? 💜

Capítulo 11 - Traços de Obsessão


Fanfic / Fanfiction Clube dos Perdidos - Sasusaku - Naruhina - Saino - Capítulo 11 - Traços de Obsessão

Sasuke

Nós todos sorrimos uns pros outros. Esse lance de "Clube dos Perdidos" parece infantil, mas dar uma nomenclatura pro nosso grupo nos fez sentir mais fortes, e com certeza é algo que vai fazer crescer mais ainda nossa união. 

Eu ainda não acredito que aqueles cretinos fizeram aquilo com a gente. Tivemos que ficar ali mesmo por um tempo, até porque, além de estarmos sujos, começou uma chuva forte pra porra. Ficamos lá esperando passar. Aquele lugar era largado, mas aconchegante ao mesmo tempo. Tinha um sofá velho onde as meninas estavam sentadas, e alguns poofs no chão, onde nós estávamos sentados. 

- Como eu nunca soube desse lugar? - falei, olhando em volta. 

- Só a gente conhece. - Hinata respondeu, toda orgulhosa - É o nosso esconderijo secreto. Foi a Saky quem achou. 

- É. - Sakura começou a falar, sorrindo. Eu gosto quando ela fala porque assim posso ficar olhando pra ela sem parecer tão bobo - Mas já faz muito tempo que a gente não vem pra cá. Tá do mesmo jeito que deixamos, tirando esse monte de poeira, claro. 

- A gente montou esse esconderijo logo que viemos pra cá. - Ino completou - Sempre vínhamos pra ficar juntas. Com o tempo, passamos a fazer isso no quarto da Sakura mesmo. 

- Por que montaram esse lugar? - Naruto perguntou. 

- É que quando viemos pra Kage, as coisas eram bem diferentes. - Sakura respondeu - Não podíamos ir pro quarto uma da outra. Se nos pegassem, era advertência na certa, então nos escondíamos aqui. Com o tempo conseguimos fazer mudarem essa regrinha chata e desnecessária, então paramos de conservar esse lugar. 

- Tá vendo? É isso que eu não entendo. - Naruto falou, em tom de indignação - Vocês conseguiram fazer milagre nessa escola. Mudaram essa e sei lá mais quantas regras chatas, e agora é assim que o pessoal retribui... Tacando comida e desmoralizando vocês. 

- Nem me fale! - Ino concordou - De um segundo pro outro, eu passei da garota mais popular pra garota mais odiada da escola. 

- Fizeram isso por pura inveja. - Hinata acrescentou - A maioria das pessoas não odeia a gente, mas ali naquele motim, tinha um monte de gente implicante que já tentou nos sabotar antes. 

- Mas dessa vez foi pior. - Sakura soltou o ar - Eles usaram uma situação com o diretor, que é a maior autoridade da escola. Eu devia ter planejado alguma coisa ao invés de ir lá fazer aquele barraco... Acabei prejudicando todos vocês. 

- Pára com isso, Sakura-chan. - por que "Sakura-chan", Naruto? Nem eu chamo ela assim - Qualquer um no seu lugar teria explodido. 

- Foi uma grande decepção saber que o Kakashi sensei é um stalker... - ela falou com uma certa tristeza, o que me deixou preocupado e intrigado - Ele não parecia esse tipo de pessoa. 

- Eles nunca parecem. - falei praticamente por cima dela, e ela me olhou. 

- É... - ela soltou o ar - Tem razão. Mas eu confesso que tô um pouco triste. - era só o que faltava. 

- Triste? Por que triste? - perguntei, franzindo o cenho. 

- É difícil pra mim conceber que ele seja assim. Ele sempre foi legal, até me ajudou com o lance da Hina... É difícil acreditar. - essa resposta dela fez a minha cabeça formigar. 

- Tá dizendo que não acredita que ele seja mau caráter, mesmo depois do que você viu? - fiquei indignado com a possibilidade. 

- Não é isso. - ela me olhou meio surpresa, acho que pela minha reação - Só foi um baque pra mim, só isso. Você acha que uma pessoa é uma coisa e de repente descobre que é outra... 

- Me parece que você tá tentando achar um motivo pra acreditar que ele não seja tão ruim. - comecei a ficar meio puto. 

- Nada a ver, Sasuke. Você tá viajando. - ela pareceu mais impaciente também. 

- Será que tô mesmo? - ela estreitou os olhos pra mim. Pronto, já estávamos nos estranhando de novo. 

- Galera, acho que a chuva já parou. - Sai, que até então tinha ficado calado, decidiu falar na hora mais oportuna, como sempre. 

- É, também acho. - Ino se levantou - Vamos. 

- Mas ainda tá ch... Ai! - Naruto levou um tapão da Ino na cabeça. Hinata se levantou também. 

- Vamo logo. - Sai levantou o idiota do Naruto pela camisa e todos saíram dali, deixando eu e a Sakura sozinhos. 

Ela se virou de barriga pra cima e deitou no sofá, parecendo decidida a me ignorar, como se eu fosse deixar. A saia do uniforme dela era curta, então a calcinha preta dela apareceu. Essa garota faz de propósito, não faz...? 

- Ele te comeu tão bem assim? - tá, fui grosso pra caralho, mas falei logo o que tava perturbando minha mente. 

- Quê? - ela me olhou indignada. 

- Eu tô achando que você ainda quer alguma coisa com ele. 

- Deixa de ser idiota, Sasuke. - ela realmente me olhou como se eu fosse um imbecil. 

- Eu sou o idiota? É você que ainda quer ir atrás de um psicopata. 

- Eu não quero ir atrás de ninguém! - ela aumentou a voz e se sentou. 

- Sakura, me diz a verdade. - me levantei e me sentei do lado dela no sofá - Você se apaixonou por ele? 

- Não. - ela respondeu tranquilamente e sem pensar, o que eu achei bom. 

- Ainda se sente atraída por ele?

- Agora eu só consigo enxergar ele de forma ruim, Sasuke. Mas por que tá me perguntando tudo isso? 

- Só quero saber qual é a sua. - me recostei no sofá, olhando pra frente, mas pude perceber que ela não parou de olhar pra mim. 

- Eu também queria saber qual é a sua. 

- Como assim? - voltei a olhar pra ela. 

- Eu soube que você e a Karin terminaram... - ela falou meio receosa. 

- E? 

- Como você tá com isso? Ficou triste...?

- Claro que fiquei. 

- E por que? 

- Era minha namorada. - falei como se fosse óbvio, mas não parecia claro pra ela. 

- Então você ainda gosta dela, né...? 

- Independente disso. É triste terminar uma relação. 

- Ainda mais quando você ainda gosta da pessoa... - ela parou de olhar pra mim, parecendo meio pra baixo - Deve ser mais triste ainda. 

- É, deve ser bem doloroso mesmo. 

- Não fala "deve ser". - ela revirou os olhos - Você sabe exatamente como é. 

- Sei? 

- Não sabe? - ela olhou pra mim com expectativa. 

- Por que você acha que eu sei? 

- Porque você ainda gosta da sua ex. 

- Quem disse isso? 

- Você. 

- Eu? Quando eu disse isso? 

- Agora. 

- Agora quando, Sakura? 

- Você disse que gosta dela, mas independente disso, só terminar uma relação já é triste. 

- Você tá pondo palavras na minha boca. 

- Não tô não.  

- Por que tá querendo acreditar que eu ainda gosto da minha ex? 

- Eu só quero acreditar na verdade, só isso. 

- Qual é a verdade? 

- Que você ainda gosta da Karin. 

- Sakura, você tá inventando coisa na sua cabeça. 

- Se você ainda gosta dela é só falar, Sasuke. 

- E se você gosta de mim é só falar... - ela ia abrir a boca pra retrucar mas ficou muda e desviou o olhar. Percebi ela meio corada e sorri com isso, da forma mais discreta que eu pude. 

- Você gosta da Karin ou não? - percebam como ela tenta desconversar. 

- Gosto, como amiga. Tenho carinho por ela, só isso. Não gosto dela de uma forma romântica. 

- Ah... - ela esboçou um sorriso tentando disfarçar - E por acaso você tá gostando de alguém...?

- Tô sim. - comecei a sorrir sem me conter. 

- Tá mesmo? - ela olhou pra mim parecendo meio aborrecida ou preocupada. Não é possível que ela não esteja entendendo. 

- Sim. 

- De quem? - nada sutil ela. 

- Por que quer saber? - óbvio que eu vou maltratar um pouquinho. 

- Só tô curiosa... - ela ficou sem jeito. 

- Pra ser sincero, é uma garota meio chata. Sei que vai me dar trabalho. 

- Chata...? - ela arqueou uma sombrancelha. 

- Sim. Muito marrenta e folgada. Gosta de ficar jogando comigo. 

- Se ela é tão chata então porque você tá gostando dela? 

- Porque ela é linda... - comecei a falar mais devagar, olhando pra ela - Sabe como me tirar do sério, e gosta de fazer isso. Cada vez que ela passa eu sinto um frio na barriga e uma excitação só pela possibilidade de interagir com ela. Eu queria que ela fosse minha, só minha. 

- Você é bem possessivo com ela, não é...? - eu não tinha certeza se ela sabia que era dela que eu tava falando ou não. 

- Sou. Não queria ser, mas sou. Queria colocar ela dentro de uma caixinha de ouro e trancar, pra que ninguém tocasse e ela nunca escapasse de mim. 

- Sasuke... - ela me olhou de um jeito como nunca antes, e tinha uma certa agonia na voz - Como é que a gente sabe que tá gostando de alguém? 

- A gente simplesmente sabe, só isso. - dei de ombros, e ficamos nos olhando um tempo. O intervalo entre as nossas falas ficou mais longo. 

- Eu nunca me apaixonei, Sasuke...

- Nem eu. Como já te falei. 

- Você tá apaixonado agora, por essa garota? - demorei um pouco pra responder - Não sabe ainda...? 

- Eu sei...

- E então? 

- Sim... Sim, eu tô apaixonado. Tô perdidamente apaixonado por ela... - me perdi nos olhos verdes dela, e então tive ainda mais certeza do que eu tava falando. 

- Caramba... - ela riu frouxo - Ela é uma garota de sorte. 

- Sério? - com certeza eu fiz uma cara de bobo nessa hora - Por que? 

- Ah, sei lá... - ela ficou extremamente tímida. Nunca tinha visto ela assim - Um cara como você apaixonado por ela... 

- O que é que tem...? 

- É que... Ah, sei lá... - ela se levantou e deu alguns passos, depois se virou e ficou de frente pra mim - É lisonjeiro. 

- Ainda não entendi... - eu tava louco pra ouvir ela falar mais. Me levantei também e me aproximei dela. 

- Eu ficaria lisonjeada se estivesse no lugar dela...

- Por que? - olhei ela nos olhos. 

- É estranho responder isso. - ela riu sem graça. Ficava desviando o olhar o tempo todo. 

- Responde, Sakura. Eu quero saber. 

- Tá bom, mas não ri de mim...

- Fala logo, Sakura... Por favor. 

- É que... - ela olhou pra mim - Sabe Sasuke, eu acho você, tipo... Muito atraente e tals...

- Uhum. E o que mais? - sorri. Ela realmente estava com dificuldade pra falar tudo que queria. 

- Você é super bonito e tudo mais... Sei lá... 

- "Sei lá"? Sakura, pode dizer o que quer dizer. É só soltar as palavras, não é tão difícil. 

- É difícil sim. - ela me olhou aflita, então eu acariciei de leve o rosto dela. 

- Então deixa que eu falo primeiro, tá bom...? 

- Tá bem... - ela sussurrou. 

- Sakura, às vezes, quando você tá perto, eu mal consigo agir naturalmente... Fico o tempo todo pensando numa forma de te impressionar, de fazer você me querer tanto quanto eu te quero...

- Sasuke...

- Shh... Deixa eu terminar. - segurei o rosto dela. Tentei parecer confiante, mas a verdade é que eu tava tremendo - Antes de te conhecer, eu não sabia o que era sentir ciúmes, não sabia o que era perder o controle, não sabia o significado de paixão. Eu nunca fui muito bom em lidar com emoções, então sempre evitei ao máximo sentir qualquer coisa...

- Eu sei como é isso... 

- Fica quieta um pouco, deixa eu falar. 

- Tá bom. - ela soltou uma risada rápida. 

- Como eu ia dizendo... Eu sempre corri de qualquer sentimento forte, mas com você eu não consegui evitar. Você me deixa louco, Sakura... Tira minha concentração, meu sossego, me faz perder a cabeça... - ela me calou com um beijo repentino. Na hora eu agarrei a cintura dela com uma mão e os cabelos com a outra, e correspondi. Ela parecia tão sedenta... Nossa, que beijo gostoso!

- Sasuke-kun... - ela afastou a boca da minha, mas continuamos agarrados com a respiração ofegante - Você gosta de mim, não gosta? 

- Claro, porra! - dei um beijo rápido nela - Não sacou ainda? 

- Eu só queria ter certeza, e queria ouvir você falar. 

- Eu tô apaixonado por você, Sakura! - fitei os olhos dela com necessidade, e ela me olhava do mesmo jeito - Por isso terminei com a Karin... Por sua causa! 

- Por mim...? - os olhos dela encheram de água. Meu coração tava disparado. 

- Sim... - dei outro beijo rápido enquanto segurava o rosto dela - Eu não podia mais fingir que era só atração, que era só um jogo... 

- Sasuke, eu... 

- Eu quero você só pra mim! - interrompi, falando a maior verdade que o meu coração conhecia naquela hora - Você aceita, Sakura? Aceita ser só minha? 

- Você tá... - ela me olhava com surpresa e comoção ao mesmo tempo - Tá me pedindo em namoro...? 

- Sim, tô te pedindo em namoro. - falei decidido - Você aceita ser minha mulher? 

- Isso é muito repentino, Sasuke-kun...

- Não é tão repentino assim... Eu me apaixonei por você desde o dia em que te conheci, agora eu percebo isso. No fundo a gente sabia aonde isso ia dar, Sakura. 

- Eu não sabia, eu não sei! Isso tudo é novo pra mim...

- Não sente a mesma coisa...? - olhei pra ela confuso, já me afastando. 

- Não é isso! - ela impediu que eu me afastasse mais, me puxando pra perto - Eu só não tenho ideia de como lidar com esse sentimento. Eu nunca gostei de ninguém, nunca me relacionei de verdade com ninguém. Eu não sei ser "a namorada".

- Você não precisa saber, só precisa querer. Você quer? - ela me olhava com uma carinha de criança perdida. 

- E se não der certo?

- Só depende da gente, Sakura. - acariciei o rosto dela - Não tenha medo...

- Você vai precisar ser paciente comigo. 

- E você comigo. - ela desviou o olhar, parecendo pensativa. Depois cobriu o rosto com as mãos e soltou uma risada rápida. 

- Ai, tá bom. - ela me olhou - Eu aceito. 

- Aceita...? - dei uma congelada. 

- Sim, aceito ser sua namorada! - ela sorriu com os olhos marejados. Eu continuei sério, com o coração à mil. 

- Quero saber o que você sente por mim, Sakura. Agora é sua vez de falar. - ela ficou com o rostinho vermelho. 

- Eu... Gosto de você. Tipo, muito. 

- Ah é? - puxei ela pela cintura e ficamos com os rostos colados. 

- É a primeira vez que eu sinto isso... Quero ser sua, Sasuke-kun. Só sua. - nossa, essas palavras soaram como música pros meus ouvidos!

- Me mostra. 

- Mostrar? - segurei ela com mais força, já louco pra sentir o corpo dela. 

- É... Quero que você me mostre o quanto me quer. 

- Espera... - ela riu - Tá tentando me dominar, Sasuke? 

- Tá dando certo? - Sorri malicioso.

- Ah, nunca. - ela riu mais ainda e me afastou, dando um tapinha na minha cara. Mordi os lábios e encarei ela, ainda sorrindo. 

- Então é assim que vai ser? - ela deu outro, também sorrindo e mordendo os lábios - Eu também posso faze... - ela me cortou com outro tapa - Você gosta de fazer isso comigo, não gosta? 

- Uhum. - ela sorria como uma criança travessa. Já rolaram esses tapinhas entre a gente antes, mas agora é muito melhor... Agora ela é minha mulher. Me dá mais prazer ainda ser dominado por ela. 

- Vem cá... - ela bateu de novo e minha respiração começou a ficar diferente - Você tá me excitando, sabia...? - ela tirou a saia e a blusa bem rápido e jogou em mim. Quando tentei tocar nela, ela saiu correndo e foi pra trás do sofá, ainda rindo. Ela tirou o sutiã e me exibiu aqueles seios lindos, com as tetas rosadas e arrepiadas. Pra me deixar ainda mais louco, ela começou a massagear e brincar com eles, olhando de um jeito bem safado pra mim. 

- Coloca o pau pra fora, Sasuke-kun... - ela falou como um gemido - Quero olhar pra ele. 

Obedeci sem pensar. Abri o zíper da calça e deixei meu pau duro saltar pra fora. Meus lábios estavam separados, e eu já tava babando olhando pra ela... Como pode ser tão gostosa? Chega a me dar raiva. Se isso não é paixão, não sei o que é. Essa mulher me tira do sério de um jeito absurdo. 

Fiquei parado brincando com o meu pau, enquanto ela se sentava devagar no sofá. Ela me olhava como se fosse me devorar, mordendo os lábios. Se sentou e tirou a calcinha, abrindo bem as pernas em seguida. Já devem imaginar o que rolou... Ela começou a brincar com a bocetinha, fazendo um showzinho pra eu assistir de camarote. Eu tava me masturbando também, e senti meu pau ficar ainda mais duro e molhado. Eu podia ficar olhando ela bater uma o dia inteiro, e ainda dar meu pau de presente pra ela usar como quiser. 

- Vem... - ela disse gemendo, mas ainda num tom autoritário. Tirei a camisa e a calça e fui até lá, me ajoelhando no meio das pernas dela e vendo tudo mais de perto - Quero que faça uma coisa pra mim. 

- O que você quiser... - minha voz tava diferente, mais suave e trêmula. É assim que eu fico perto dela. 

- Me faz gozar com a sua boca... - puta que pariu - Pode fazer isso? 

- Seria uma honra. - comecei a alisar as coxas dela e aproximei o rosto. Pude sentir o cheirinho gostoso e natural da boceta dela e isso me entorpeceu ainda mais. 

- Se não fizer direito vai ter o pior castigo de todos. 

- Qual castigo? - ela não respondeu, apenas sorriu maliciosa. Eu aproximei meus lábios até eles tocarem na boceta dela. O corpo dela reagiu na hora, e eu sorri por dentro. Comecei a lamber com a ponta da língua, e sem perceber, acelerei o ritmo. O gosto era tão delicioso que eu só pensava em me esbaldar.

- Ai, não. Não assim. - ela me parou e segurou meu rosto. Baixou o tronco e aproximou os lábios dos meus - Vou te mostrar. Coloca a língua pra fora. - obedeci, e ela deu uma lambida na minha língua inteira, de baixo pra cima - Assim... - ela lambeu mais algumas vezes - Devagar... Sentindo tudinho, cada partezinha... É mais gostoso assim. 

Segurei o rosto dela pra parar o "beijo" e voltei a direcionar a boca pra bocetinha molhada dela. Fiz do jeitinho que ela me mostrou... Lambi de baixo pra cima bem devagar sentindo o buraquinho, até subir pros lábios. Ela gemeu e começou a mexer o quadril, então eu soube que faria ela gozar pra mim se continuasse. Olhei pra cima e ela tava de olhos fechados, deixando a cabeça cair pra trás. As mãos dela apertavam o sofá, e ela gemia cada vez mais alto. Comecei a sugar o grelinho dela enquanto minha língua brincava. Eu já tava louco pra ela gozar logo e eu poder foder ela gostoso, sujando meu pau todo. 

- S-Sa... - ela gemeu com a voz falha - S-Sasu... Sasuke-k-kun... Isso... E-Eu to quase... - não parei e nem mudei o ritmo. Continuei chupando como tava e ela se contorcia cada vez mais. Meu pau tava pulsando só por eu deixar ela assim - V-Vou gozar... Vou gozar!! 

Ela gritou erguendo o quadril e eu senti a boceta dela se contrair nos meus lábios. O líquido saiu dela, e eu suguei tudo que pude. Minha boca e meu queixo estavam encharcados, meu maxilar doía um pouco, mas eu nunca tinha sentido tanto prazer na vida.

A Sakura ficou ofegante no sofá, com as bochechas avermelhadas e o corpo um pouco trêmulo... Foi a visão do próprio paraíso pra mim. Me levantei, chamando a atenção dela, que olhou pra mim na hora. 

- Qual seria o castigo se eu não tivesse conseguido? - perguntei, sem conter minha curiosidade. 

- Eu teria pedido pra outro. - ela riu. 

- Pra outro...? - estreitei os olhos. 

- Sim. - ela estaria blefando? Não tinha como saber. Se eu aprendi algo sobre a Sakura, foi que com ela tudo é imprevisível. É arriscado ser namorado dela? Sim. Isso importa pra mim? Não. Eu só quero estar com ela, e quero estar pronto pra ela. 

- Me deixa foder sua bocetinha agora... - falei com a voz arrastada, já me debruçando, mas ela me parou com o pé. 

- Vai ter que segurar o gozo até eu mandar. 

- E se eu não conseguir? - o que é bem provável. 

- O que você acha...? - ela falou de forma sugestiva, arqueando uma sobrancelha. 

- Vai querer fazer cuckold comigo agora, é? - desafiei - Não curto. 

- Como você sabe que não curte? Nunca fizeram com você... - fiquei sem resposta. Ela tá certa. Não tem como definir se gosta ou não de alguma coisa enquanto não experimentar, ainda mais se tratando de mim, que sempre fui muito mente aberta pra essas coisas. 

- Não quero experimentar isso com você, Sakura... - falei sério. Do jeito que sou possessivo com ela, não imagino como isso funcionaria. 

- Então é melhor se segurar, Sasuke. - ela se levantou e me empurrou no sofá, ficando de frente pra mim. Num movimento rápido, ela tirou minha cueca e sentou no meu colo. Colocou os braços cada um de um lado dos meus ombros e começou a se esfregar. Só de sentir a boceta dela roçando no meu pau já me subiu um calafrio na espinha. Nós estávamos revirando os olhos, ofegantes com a boca aberta. Apertei a bunda dela com força, dando um tapa em seguida. 

- Senta logo, Sakura... - eu já não tava aguentando mais. 

- Não tô com pressa. - ela sorriu. Não posso negar que adoro esse sadismo delicioso dela. 

- Vai, anda! - falei mais alto e mais ofegante - Quero entrar em você! 

- Também quero você dentro de mim! - ela parecia estar na mesma urgência que eu, e devagar, encaixou a cabeça do meu pau na entradinha dela, mas não sentou. 

Os olhos dela ficaram um pouco saltados e os lábios se separaram mais. Ela me olhou de um jeito totalmente novo, dava pra sentir que tinham muitas emoções acontecendo dentro dela, assim como dentro de mim. Naquela hora, eu só conseguia pensar no cara sortudo que eu era, por ter a garota dos meus sonhos tão entregue à mim daquele jeito. Eu nem sabia que era capaz de sentir algo tão forte assim. 

Finalmente a espera acabou, quando devagar, ela foi baixando o quadril, deixando meu pau entrar. Nós dois gememos enquanto isso acontecia, mirando o olhar um do outro. Senti o calor da boceta dela apertar meu pau e pirei. 

- Ahhh, Sakura! - gemi, quase rouco - Eu tô dentro de você...

- Isso é tão bom... - ela gemeu também, enquanto cavalgava devagar em cima de mim - Eu nunca me senti tão excitada assim, Sasuke-kun... Só você faz isso comigo... Só você consegue! - caralho, essa era a melhor coisa que ela podia me dizer naquele momento. 

- Só você me deixa assim também, Sakura... Por isso eu tô tão louco por você. - envolvi os braços nas costas dela e trouxe o corpo dela mais pra perto. 

- E eu por você! - ela me abraçou forte. Segurei o quadril dela com ambas as mãos e comecei a marcar o ritmo, metendo mais forte. Tinha tanta coisa acontecendo comigo por dentro e por fora... Parecia que eu ia explodir a qualquer momento. 

- Eu não vou conseguir segurar muito tempo, Sakura! - falei com a voz trêmula e mais ofegante, já fazendo um esforço danado pra não deixar a porra sair. 

- Aguenta mais um pouco, Sasuke-kun... - ela falou como uma súplica - Só mais um pouco. 

- Não dá... Você é muito gostosa, porra! 

- Você fode tão gostoso, Sasuke! - é assim que ela espera que eu consiga segurar??

- Eu vou acabar gozando dentro, Sakura! - falei mais alto, enquanto metia mais forte - Não vou conseguir segurar mais!

- Pode porrar dentro de mim... - ela me olhou com mais fervor - Eu não ligo. 

- Sakura... - eu meio que desacreditei. 

- Quero tudo de você!! - ela segurou meu rosto com força e me beijou. Na hora, simplesmente veio sem que eu pudesse evitar... Soltei um jato forte de porra bem quente dentro dela. Aquele orgasmo durou mais do que o normal, foi tão delicioso! Nós dois gritamos juntos. 

- Nossa... Você é incrível! - falei exausto, enquanto tocava o rosto dela. 

- Isso tudo, Sasuke-kun... - ela me olhava com comoção também - É a melhor sensação que já tive na vida. 

- Comigo também é assim, Sakura... Eu te quero tanto!

- E você me tem! - ela me beijou rápido, depois acabou escorrendo uma lágrima do olho dela. Meu coração foi preenchido de verdade pela primeira vez. 

Ficamos mais um tempo ali, bastante tempo, nem sei quanto. Só nos abraçamos e ficamos ali colados, com a sensação de ter nossos corpos fundidos um no outro. 


Hinata

Saímos do porão no meio da chuva pra deixar o casalzinho a sós. Eles nem são casados e já vivem brigando, então deve ser amor de verdade, né? Por isso decidimos deixar eles a sós pra se resolverem de uma vez. 

Fomos correndo e chegamos no prédio principal ensopados. Tinham algumas faxineiras limpando a sujeira de comida que tinham feito. Pensar que as pobrezinhas tem que ter esse trabalho todo só porque o pessoal dessa escola não vale nada. Bando de hipócritas mal amados!

Estávamos apressados, sujos e com frio, mas algo me chamou a atenção. Um idiota jogador de basquete passou no meio de onde uma faxineira estava limpando, sujando tudo com os pés imundos. Pra completar, ainda derrubou de propósito o cesto de lixo e tudo se espalhou. Na hora me subiu um ódio e eu fui correndo pra lá. 

- Hey!! - gritei furiosa, e o idiotinha me olhou com cara de nojo - Você não viu ela limpando aqui?! Recolhe isso agora! 

- Como é? - ele riu da minha cara. Olhei pra faxineira e vi que ela parecia aflita, então toquei rapidamente no ombro dela e sorri, pra mostrar que ela não precisava se preocupar. Depois voltei a olhar pra ele com todo o meu ódio. 

- Eu gaguejei? - perguntei, e ouvi o pessoal agitando atrás de mim, rindo da cara dele. Logo eles se aproximaram também. 

- Olha só... - ele cruzou os braços e nos olhou com desdém - É o bando de vagabundos mais famosinho da Kage. 

- Isso pra nós é elogio. - devolvi o mesmo desdém dele. Imbecil. 

- Chega aqui pra eu te fazer um elogio, vadiazinha. - ele disse isso apertando o pau e mandando um beijinho de longe... É, bem nojento. Na hora o Naruto foi até ele puto da vida. 

- Quem você chamou de "vadiazinha", seu filho da puta?! - meu loirinho disse, agarrando a camisa dele - Eu vou te arrebentar! 

- Sai fora! - o cara tentou empurrar o Naruto mas foi em vão. Logo o otário foi pro chão. Então eu me aproximei com um sorrisinho no rosto e cruzei os braços olhando pra ele. 

- Você vai recolher toda essa bagunça e pedir desculpas pra moça, entendeu? - falei bem simples. 

- E se eu não tiver afim de fazer isso? - mesmo caído ele ainda continuava atrevido.

- Aí você vai acabar apanhando muito. - respondi. 

- De quem? - ele forçou uma risada - Dos seus coleguinhas? Você pagou um boquete pra eles te obedecerem, é? - foi ele terminar a frase pra levar um chute no saco. De quem? Da Ino, que apareceu do meu lado.

- Vai fazer o que eu mandei agora? - dei mais uma chance. 

- Eu vou é quebrar sua cara se você continuar me ench... - ele não conseguiu terminar a frase, porque o Naruto deu um pisão na barriga dele, o que fez ele gritar e quase vomitar. 

- Não se preocupem, por favor. - a faxineira se aproximou agoniada - Eu limpo isso, já tô acostumada. 

- De jeito nenhum! - protestei - Esse babaca tem que aprender uma lição. 

- Isso pode me causar problemas... - ela parecia realmente preocupada - Se o inspetor souber que um aluno se machucou por minha causa...

- Não foi por sua causa. - interrompi - Não se preocupa, tá? - voltei a olhar pro escroto caído no chão - Você teve sua chance. 

Eu e a Ino nos afastamos minimamente e os meninos entenderam o recado. Notei que alguns alunos que passavam por acaso, acabaram parando pra olhar... Hoje é dia de espetáculo mesmo. O Naruto levantou o cara. Ele tava bem pra se defender, mas era ruim de briga, então acabou levando um soco que o derrubou de novo. O Sai então, com a maior cara de paisagem do mundo, se aproximou bem simples, pegou na gola da camisa dele, arrastou ele pra perto do lixo que ele mesmo derrubou, e jogou ele lá no meio da sujeira. O cara levantou, mas levou uma rasteira do Sai. Toda vez que ele tentava sair, os meninos impediam. A insistência foi tanta que o cara se rendeu. 

- Tá bom, tá bom, tá bom!! - ele gritou - Desculpa...

- "Desculpa" pelo que? - Sai perguntou como um adulto dando bronca numa criança levada. 

- Desculpa ter sujado o chão... - o cara respondeu de cabeça baixa. 

- E o que mais? - Sai continuou. 

- Desculpa ter desrespeitado a garota e chamado ela de "vadia"... Eu não faço mais isso, mas me deixa em paz, beleza? - gosto assim. Os meninos soltaram e ele saiu dali apressado, humilhado do jeito que merecia. 

- Por Kami... - a faxineira estava de olhos arregalados com a mão na boca - Vocês são loucos? 

- Magina. - Ino respondeu rindo. 

- Bom... Muito obrigada mesmo. - ela sorriu com comoção e eu sorri de volta. 

- Não foi nada. - respondi. 

Saímos dali sob o olhar de gratidão da faxineira e de espanto dos alunos que assistiram. Nem demos bola, só seguimos nosso caminho. Cada um foi pro próprio quarto tomar um banho, já que tava todo mundo sujo. 

Quando anoiteceu, eu fui pro quarto da Saky depois de tirar um cochilo. Quando entrei, a Ino já tava lá, folheando uma revista na cama, mas sozinha. 

- Ué, a Sakura ainda não voltou? - perguntei, fechando a porta e me sentando na cama em seguida. 

- Não. Acredita? - Ino respondeu rindo - Deve tá transando muito aquela cachorra. 

- Será que se acertaram? 

- Espero que sim. Tá na hora já. 

- E você e o Sai, amiga? Como estão? - ela sorriu feito boba e jogou a revista de lado. 

- Ai amiga... - ela juntou as mãos e ergueu os ombros, olhando pra cima sorrindo com os olhos brilhando. 

- Fala logo! 

- Vou esperar a Sakurita chegar pra contar pra vocês duas a novidade. - ela disse, bem convencida. 

- Chata. - reclamei, me deitando. Ela deitou do meu lado e ficamos lá.

Depois de uma meia horinha, a Sakura abriu a porta, dando o maior susto na gente. Ela fechou fazendo a mesma cara de boba da Ino e sorrindo. Correu pra cama e pulou em cima da gente. 

- Aii!! - Ino deu um gritinho, empurrando a Sakura pro lado, que acabou ficando no meio de nós duas na cama - Sai daqui, imunda. A gente já tomou banho. 

- A cama é minha, se eu quiser ficar imunda aqui eu fico. - Sakura respondeu rindo. Nós três sentamos depois. 

- Conta como foi! - cobrei, já impaciente e com expectativa. 

- Ah, foi perfeito, maravilhoso... - a rosadinha respondeu, radiante. Eu e a Ino sorrimos. 

- Vocês se entenderam de uma vez?? - perguntei. 

- Sim, Hina! A gente tá namorando!! - ela falou mais alto, toda empolgada. Nós demos um grito na hora e abraçamos ela. 

- Ah amiga! Até que enfim. Tô tão feliz por vocês! - falei, quase chorando de emoção. 

- Eu também! - Ino completou - Já tava na hora de vocês se assumirem, sério. 

- Olha só quem fala, né querida? - Sakura debochou.

- Ah, eu posso falar... - Ino disse, desviando o olhar e sorrindo. 

- Peraí... - Sakura saltou os olhos já começando a entender, assim como eu. 

- É isso mesmo, gente. - Ino continuou - Eu e o Sai estamos oficialmente juntos também! - pronto, outra notícia que nos fez vibrar. Praticamente nos esmagamos no abraço em grupo. 

- Que lindas! Minhas rainhas namorando! - sorri contente. É tão bom ver elas assim tão felizes. 

- E você e o Naruto? Como estão indo? - Saky perguntou e as duas me lançaram olhares curiosos. 

- Ah, bem. - dei de ombros. 

- Ele já te pediu em namoro? - Ino perguntou. 

- Não... - respondi desanimada, percebendo como me sinto com a situação - A gente só tá junto. 

- Tipo amizade colorida? - Ino ergueu uma sobrancelha. 

- É, mais ou menos. - eu nem sabia responder isso. 

- Vocês ficam grudados direto, e ele já demonstrou que gosta de você. - Sakura falou - Daqui a pouco vocês oficializam também. 

- Você acha mesmo? - perguntei, e ela sorriu. 

- Claro! 

- Vocês tem tipo um lance de dominação, não é? - Ino questionou e eu assenti - E como você lida com isso, amiga? Você curte mesmo?

- Sim, eu gosto muito, de verdade. - respondi convicta, lembrando de como o Naruto me faz sentir - É excitante, eu nunca sei qual vai ser o próximo passo dele, sempre acabo ficando entregue... É muito bom. 

- Mas vocês combinaram de não ficar com mais ninguém, né? - dessa vez foi a Sakura quem perguntou. 

- Na verdade não. - soltei o ar - Ele disse que não precisamos ser exclusivos. Mas também disse outras coisas...

- Que outras coisas? - Ino estreitou os olhos. 

- Ah, não sei explicar... - levei as mãos ao rosto rapidamente - Eu sei que ele me quer só pra ele, mas...

- Mas...? - não completei a frase, então a Ino deu um empurrãozinho. 

- É complicado. - foi o que eu consegui responder. 

- Hm. - Ino franziu o cenho - Sei lá, tô achando muito estranho isso aí. 

- Como assim? - Sakura olhou pra ela e eu também. 

- Se ele gosta de você, por que não te assume logo? - ela respondeu como se fosse óbvio, olhando pra mim, e realmente fazia sentido. 

- Amiga, independente de qual nome tenha essa relação, se é namoro ou não, o que importa é o que eles significam um pro outro. - Sakura respondeu, me fazendo sorrir - Talvez pro Naruto, a forma como ele se relaciona com a Hina agora seja a melhor demonstração de amor que ele possa dar. 

- Quando conhecemos o Naruto, ele era namorado daquela escrota da Samui. - Ino não se convenceu - Se ele tinha coragem de sair por aí de mãos dadas com uma garota daquelas, por que não assume a Hinatinha como namorada? Ah, sei lá... Eu não manjo muito dessas coisas de dominação como vocês porque não é minha praia, mas acho que ele devia deixar as coisas bem certinhas. 

- Não existe uma definição do que é "certinho" exatamente, só do que é tradicional. Não é porque uma coisa sai um pouco do contexto que as pessoas julgam como "normal", que significa que seja errado. - Sakura rebateu. 

- Isso é verdade, amiga. - Ino continuou. Fiquei lá observando elas discutirem - Mas se o Naruto não desse bola pro contexto tradicional de uma relação, ele nunca teria sido namorado de ninguém. 

- É, pode ser... - Sakura levou as mãos ao queixo. Elas iam começar a falar de novo mas eu cortei. 

- Gente, pára. - falei, e elas olharam pra mim - Eu só quero deixar as coisas fluírem naturalmente, não quero forçar barra nenhuma. Enquanto eu sentir que o Naruto gosta de mim e me respeita, por mim tudo bem. Aos poucos as coisas vão tomando forma sozinhas. 

- Ah meu amor, desculpa. - Ino deu um beijinho rápido na minha bochecha - Não vou mais ficar dando palpite. Só me preocupo porque sei o quanto você tá apaixonada pelo Narutinho. Eu nunca te vi assim por homem nenhum, e queria que tudo desse certo pra você. 

- Eu também. - Sakura disse, acariciando meu cabelo - Sabe que estamos aqui sempre, pra te apoiar no que for. 

- Eu sei. - sorri - Amo vocês. Mas não se preocupem... O Naruto-kun não vai me magoar. Ele não é assim. 

- Você sabe das coisas, Hina. - Sakura me abraçou, mas eu afastei ela. 

- Saky, sua roupa tá fedendo. - falei, colocando os dedinhos no nariz, e ela abriu a boca, incrédula. 

- O corpo deve tá fedendo também. - Ino disse fazendo cara de nojo e a Saky olhou pra ela - Vai tomar banho, porca. 

- A única porca aqui é você. - Sakura deu uma travesseirada na Ino e eu ri - Ino porca! 

- Não vem com esse apelidinho ridículo de novo não. - Ino devolveu a travesseirada - Nossa, fazem anos que você não me chama disso. Que bosta. 

- Bosta era aquele apelido de que você me chamava. - Sakura revirou os olhos - "Testa de marquise". Nada criativo, sem falar que nem faz sentido. 

- Você já viu sua testa? - Ino debochou - Metade do seu cabelo vai só na franja pra dar conta de cobrir isso aí. 

- Você só sabe falar da minha testa, né? - Sakura ergueu o peito, convencida - Por que não fala do meu abdômen tanquinho que você queria ter igual? 

- Eu já sou magra, meu amor. - Ino jogou os cabelos pra trás, se achando também - Tô maravilhosa. Sou a top model do grupo. 

- Ah tá! - Sakura riu - Você é a porca do grupo. 

- Esse apelidinho é um lixo. - Ino ainda sorria convencida. 

- É melhor do que o que você inventou. - Sakura rebateu. 

- Os dois são toscos. - falei simples, e as duas me olharam erguendo as sobrancelhas - E vocês já estão cansadas de saber que a mais gostosa do grupo sou eu. 

- Como é? - Ino riu. 

- A mais safada do grupo talvez. - Sakura disse, rindo também.

- Você é a maior puta que eu conheço, Saky. - falei, e ela me deu a mesma travesseirada que tinha dado na Ino - Ai! Vaca!

- Pra tu largar de ser convencida. - Ino disse, rindo da minha cara. 

- Aceitem a verdade. Olha só tudo isso... - fiquei de joelhos no colchão pra me exibir.

- Sou mais eu. - Sakura disse, se exibindo também. 

- Amiga, você não me engana. - falei sorrindo e passando as mãos pelos seios - Eu sei que você queria ter metade desses peitões aqui. 

- Não tenho peito, mas pelo menos tenho bunda. - ela levantou a saia e empinou - E você com esse cu seco? 

- Putz! - Ino só dava risada. 

- Verdade, olha só. - ri e dei um tapão na bunda dela - Mó rabão. 

Nós rimos e a Saky foi pro chuveiro. Quando ela voltou, ficamos as três ali deitadas, como sempre. Elas pegaram no sono rápido,  mas eu fiquei acordada olhando pro teto, pensando no Naruto-kun. Eu já tinha pensado sobre até onde ia levar nosso lance do jeito que tava, mas depois daquela conversa, fiquei ainda mais com a pulga atrás da orelha. Eu gosto dele de verdade, e cedo ou tarde eu sei que vou querer um pouco mais. A pergunta é... Será que ele vai me dar? 

No outro dia, estávamos as três no corredor esperando o início das aulas. Ainda tinham muitos buchichos sobre tudo que tinha acontecido, e as pessoas ficavam olhando. Isso tinha me incomodado bastante no dia anterior, mas depois nem liguei. Logo os meninos apareceram com as mochilas nas costas também. O Sai chegou cumprimentando a Ino com um beijo, mas o Sasuke e a Sakura foram mais discretos, só sorriram um pro outro e se olharam. Naruto cumprimentou nós três do mesmo jeito, como sempre fazia. 

- Parece que ainda estamos na boca desse pessoal. - Sai comentou. 

- Sempre estivemos, mas agora eles declararam guerra. - Sakura respondeu.

- Eles que se fodam. - Sasuke falou, com aquele mesmo ar sério de indiferença de sempre. 

- Alô? Oi!! - Naruto atendeu o celular com empolgação, o que chamou minha atenção na hora - Eu tô aqui no corredor... Não, aí é a área do ensino médio, você tem que vir pra outra... Tá bom. - ele desligou.

- Quem era? - perguntei, meio receosa. 

- Era um amigo meu. - Naruto respondeu tranquilamente, sorrindo - Ele vai estudar aqui, começa hoje. 

- Ah é, eu lembro que você comentou. - Sai disse, com uma expressão de simpatia. 

- Sim. Ele tá meio perdido no prédio. - ele parecia bem tranquilo. Provavelmente estava falando a verdade. 

- Ele vai estudar na nossa sala? - Sakura perguntou sorrindo. 

- Não, ele só tem dezesseis. Ainda tá no ensino médio. - Naruto respondeu, depois olhou pra mim - Dormiu bem? 

- Ah... - fiquei feliz e um pouco sem jeito - Dormi sim. E você? 

- Não, tive uma noite péssima. Hoje você vai dormir comigo. - ele falou naquele tom autoritário e afável que eu gosto tanto. 

- Tá bem. - respondi, tentando não sorrir. 

Ficamos ali jogando conversa fora, ainda sob a mira dos olhares dos outros alunos. Esse pessoal realmente não tem mais o que fazer. Depois de uns minutos, um cara apareceu correndo na nossa direção, e o Naruto sorriu na hora. Tinha cara de adolescente mesmo, mas nossa, era gatinho. Ele e o Naruto se cumprimentaram com um sinal de mão e se abraçaram, em seguida, olharam na nossa direção. 

- Esse é o meu amigo que vai estudar aqui. - Naruto disse olhando pra mim e pras meninas. 

- Eaí cara, há quanto tempo... - Sai apertou a mão dele sorrindo. 

- Bastante tempo mesmo. Vocês não mudaram nada. - o garoto respondeu rindo. 

- Você também não. - Sasuke disse, apertando a mão dele também. 

- Ah, porra nenhuma. Eu cresci, pô. - o garoto disse, depois olhou pra nós curioso - Vocês eu ainda não conheço. 

- Ah, eu apresento vocês. - Naruto disse, apontando pra uma de nós de cada vez - Essa é a Ino. 

- Oi. - a loira sorriu e cumprimentou, e os olhos do menino brilharam - Prazer. 

- Uau... Que linda! - ele disse meio bobão, e ela riu. 

- Obrigada, bebê. - ela disse, sem nem notar a cara feia que o Sai fez. 

- Essa aqui é a Sakura. - Naruto continuou. 

- Eaí, tudo bem? - a rosada disse bem simpática, e ele ficou secando. Parece até que nunca viu mulher. Bom, pensando bem, não deve ter visto mesmo. 

- Nossa, que cabelo legal. No prédio do ensino médio não tem nenhuma garota de cabelo colorido. - ele disse, depois pegou na mão dela pra dar um beijo, mas o Sasuke pegou o pulso dele e fez ele largar. O garoto ficou emburradinho na hora mas não falou nada. 

- E essa aqui é a Hinata. - Naruto me apresentou, e eu cumprimentei com um aperto de mão. 

- Olá. - falei sorrindo, e ele sorriu de volta. 

- Você é a mais bonita de todas! - ele falou e eu fiquei surpresa, mas feliz com o elogio.

- Muito obrigada. - agradeci. 

- Você tem namorado? - sério que ele tá perguntando isso? Que fofo. 

- Eu... - olhei brevemente pro Naruto, mas ele tava com cara de nada - Não, sou solteira. 

- Ah, então eu tenho uma chance! - que bonitinho.

- Ah, cai na real, até parece. - Naruto riu da cara dele depois olhou pra mim - Não liga não, Hinata. Ele é meio idiota mesmo. - ele voltou a olhar pra nós três - Gente, esse é o Konohamaru. Ele me enche o saco desde que era pirralho e agora vai estudar aqui. 

- Espero que goste da Kage. - falei sorrindo. 

- Já gostei! É enorme e tem várias gatinhas. - ele respondeu empolgado - Agora tenho que ir pra não me atrasar logo no meu primeiro dia. 

- Beleza. Vai lá. - Naruto deu outro abraço nele. 

- Cara, me apresenta pra umas gatinhas depois. Você já deve ter conhecido várias aqui. - Konohamaru disse, e Naruto riu. 

- Apresento sim, embora duvido que você consiga alguma coisa com elas, seu virgem. - ele bagunçou o cabelo dele e o garoto saiu apressado, acenando pra gente. Senti um embrulho no estômago com essa resposta do Naruto. Olhei pras meninas e elas estavam me olhando também, com uma expressão que dizia que elas tinham sacado. 

Respirei fundo e decidi nem ficar esquentando com isso, afinal não éramos exclusivos, e se eu entrasse nessa pilha poderia me ferrar. Só acho estranho o Naruto já ter conhecido outras garotas em tão pouco tempo que ele tá aqui. 

- Vamos indo? - Sakura disse sorrindo - Quero que entremos todos juntos, pra esse povinho ver que não nos abalamos com o que nos fizeram. 

Nós assentimos e fomos. Se seguiu o momento mais maneiro que tivemos até ali... Nós seis andamos lado a lado no corredor, nós na frente e os meninos colados atrás, desfilando plenos. Pareceu até cena de filme, as pessoas paravam pra olhar, tinham olhares de inveja e admiração. Foi o primeiro momento badass do Clube dos Perdidos. Entramos na sala e sentamos juntos num canto. Dava pra ouvir os comentários das pessoas, mas nem ligamos. 


As aulas acabaram mais cedo, ainda bem. Percebi que até alguns professores estavam torcendo o nariz pra gente. Ficamos famosos mesmo. Fui pro meu quarto e tomei meu banho, vesti uma roupa fresca e confortável. Apesar das chuvas, tava muito calor. Me perfumei e passei uma maquiagem bem leve. Não tinha nenhum trabalho pra colocar em dia, então estava livre. Saí do quarto com a excitação de encontrar o Naruto-kun, tava morrendo de vontade de passar um tempo com ele. Estava andando tranquila pelo pátio quando uma voz masculina me parou. 

- Oi... - quando olhei vi um cara bem gato, cabelo comprido e loiro de olhos claros que eu não conhecia - Hinata, né? 

- Isso. E você é...? - estreitei os olhos, confusa. 

- Deidara. Prazer. - ele chegou perto e a gente se cumprimentou com um beijo no rosto - Eu tava lá ontem quando fizeram aquela baixaria com você e os seus amigos. Foi bem desnecessário. 

- Pois é. - soltei o ar. 

- Eu achei bem legal o jeito como vocês defenderam sua amiga. 

- Obrigada. Eu nunca te vi antes. Você é novo na Kage? 

- Não, tô aqui faz tempo. Repeti uns anos e fiquei preso no ensino médio, só entrei esse ano pros cursos preparatórios, que é onde você tá agora, né? 

- Sim, isso mesmo. 

- Poxa, pena eu não ter ficado na mesma sala que você. - ele tinha um ar confiante e maduro, mas meio adolescente e trapaceiro ao mesmo tempo. 

- Pena por que? - fazendo a sonsa. 

- Deixa eu perguntar uma coisa... - ele deu um passo na minha direção - Você é comprometida? 

- Mais ou menos. 

- Mais ou menos? 

- É... Digamos que eu não tô disponível. 

- Que chato saber disso... Mas mesmo assim a gente pode dar uma volta qualquer dia. Eu não conheço muita gente aqui. 

- Ah, pode ser. - dei de ombros - Tenho que ir agora. Foi um prazer. 

- Idem. Até mais. - ele deu outro beijo no meu rosto pra se despedir, um tanto longo demais, depois eu girei os calcanhares e saí. 

Eu sei que eu e o Naruto-kun ainda não estamos num relacionamento tão sério, mas eu não queria que ele pensasse que não tô nem aí. Não quero dar margem pra outros caras se aproximarem muito, como se eu não estivesse saindo com ninguém. Quero que o Naruto-kun saiba que pra mim ele é mais importante, ainda mais depois do que ele fez por mim, nunca vou esquecer. Ele não teria ido até lá me ver se não gostasse de verdade de mim, eu sei disso. Mesmo ele não me exigindo exclusividade, eu quero dar, assim ele vai entender que pra mim ele basta, porque o que sinto é real. 

Segui meu caminho em direção ao dormitório masculino pra ver se ele estava no quarto. Quando cheguei, bati algumas vezes na porta mas ele não atendeu, então eu abri. Vi que o quarto tava vazio, dei de ombros e fui procurar em outro lugar. Passei pelo jardim, pelo refeitório, ginásio, e nada. Então fui pra biblioteca, que era o último lugar onde ele poderia estar. Pensei em ligar, mas quando saquei o celular vi que tava quase sem bateria... Eu sempre esqueço de carregar essa porcaria. Decidi não gastar a última porcentagem que tinha. 

Cheguei na biblioteca e avistei ele de longe, procurando um livro numa estante. Fiquei ali paradinha um tempo, olhando pra ele... Acabei sorrindo feito uma boba, óbvio. Ele sorriu e puxou um livro, devia estar procurando há um tempo. Folheou algumas páginas, depois foi na direção das mesas, com o livro ainda aberto. Tinha uma mesa vazia e eu comecei a andar até lá, já louca pra dar uns beijos nele. Estava dando passos apressados, mas parei abruptamente, desfazendo o sorriso na hora... Ao invés dele sentar na mesa vazia onde eu pensei, ele sentou em outra, ao lado de uma garota. Eles sorriram se olhando e começaram a conversar. Ficavam rindo enquanto ele mostrava alguma coisa no livro. Reparei que ela jogava charme e ele ficava tocando nela... No ombro, no braço, até tirou a franja dela de cima do olho, tipo, íntimo mesmo. Ele olhava bem nos olhos dela, sorria, e ela correspondia... Estavam flertando. 

Meu coração disparou e meu estômago começou a se contorcer, até doeu minha barriga. Comecei a buscar ar e engolir um choro que queria vir. Fui totalmente invadida pela sensação horrível que é o ciúme, numa proporção gigantesca. Além disso, me senti mal porque a garota era extremamente linda... Branca, olhos castanhos bem brilhantes, tinha um piercing logo abaixo do lábio, usava uma make com delineador e sombra, tinha cabelos lisos azuis curtos acima do ombro, e a fisionomia dela não era a de uma adolescentezinha qualquer... Tinha um ar mais "mulher", talvez fosse um pouco mais velha. 

Eles não tiravam os olhos um do outro, então o Naruto nem me viu ali, ainda bem. Respirei fundo várias vezes. Eu sabia que devia sair dali, que tinha que me preservar, que não podia me expôr, mas eu não consegui ir embora e parar de observar aquela cena. Eu queria ver até onde ele iria. Podia ser só coisa da minha cabeça, talvez ele nem estivesse dando em cima dela de verdade, sei lá... Comecei a me apegar nesses pensamentos pra me sentir um pouco melhor. Comecei a me convencer de que aquela garota, independente de quem fosse, não era tão importante pro Naruto-kun quanto eu. 

No meio disso tudo, me veio a ideia de ligar pra ele naquela hora. Meu celular tava quase desligando, mas ainda dava pra fazer a ligação. Respirei fundo uma última vez e disquei pra ele, já me esforçando pra não deixar minha voz sair embargada e ansiosa pra ver o que ele ia dizer. A ligação começou a chamar, e ele pegou o celular. Fiquei com um frio na barriga já pronta pro "alô", mas não aconteceu... Ele olhou, viu quem era e desligou. Guardou o celular e voltou a se concentrar na garota. Separei os lábios, desacreditada. Meu coração, que já tava acelerado, parecia que ia saltar de dentro de mim. Meu estômago embulhou e um nó se formou na minha garganta. Senti meu rosto esquentar e meus olhos encherem de água... Então eu realmente não passo de uma brincadeira pra ele? Cresci com o meu pai me dizendo o quanto sou inútil e que homem nenhum valoriza uma garota como eu. Pro meu pai, só tem valor as pessoas que sabem fazer dinheiro. Por essas e outras que eu nunca me apeguei às críticas maldosas dele em relação à mim, mas agora, vendo o que eu estou vendo, sentindo o que eu estou sentindo, todas as palavras cruéis do meu pai me vieram à cabeça, palavras que agora fazem um sentido perturbador e doloroso pra mim. Eu já surtei por culpa do meu pai, ele sempre foi a única pessoa que conseguiu alcançar minha parte mais frágil e despertar meu pior lado, mas agora... Agora percebi que existe outra pessoa capaz disso. A dor no estômago, o tremor nos joelhos e lábios, a palpitação, falta de ar, a vontade quase incontrolável de chorar e um tormento na mente... Todas as sensações de quando eu surtei antes, voltando pro meu corpo agora. E no meio disso tudo, eu ainda consigo pensar... Isso é só por ver o Naruto-kun interessado em outra? Só isso foi suficiente pra  ativar o gatilho na minha mente? Esse sentimento é mais forte do que imaginava mesmo. Realmente a paixão é uma doença mental. 

Fiquei ali parada, tentando me manter firme. Percebi que algumas pessoas que passavam por mim olhavam, meio curiosas ou preocupadas... Provavelmente minha expressão denunciava meu estado. Continuei olhando estática, até que eles se levantaram. O Naruto ainda segurava o livro que tinha pegado e os dois foram pro meio das estantes, as que ficavam fora do meu campo de visão. Segui eles, andando praticamente no piloto automático. Vi onde eles foram e fiquei atrás da estante do lado. Separei alguns livros pra abrir uma fresta. Eles estavam bem de frente pra mim. Eu podia ver eles, mas eles não me viram. 

Eles ficaram de frente um pro outro, bem próximos. Estavam rindo, pareciam estar se divertindo. O Naruto abriu o livro e colocou na frente dos rostos deles, como se quisesse tampar. Meu punho se fechou de raiva, e senti meu peito doer ainda mais... Eu tava por um fio. Eu sentia que ia surtar, mas simplesmente não conseguia sair dali. Eu precisava ver. Ele tirou o livro da frente e guardou na estante. Ficou olhando pra ela com aquela expressão de desejo, do mesmo jeito que olha pra mim. Ela mordeu o lábio e virou o rosto sorrindo. Ele pegou no queixo dela e fez ela voltar a olhar pra ele... Então ele tocou na cintura dela e puxou ela pra perto. As sensações que eu tava tendo se multiplicaram, comecei a sentir ânsia de vômito também. Quando eles ficaram com os rostos praticamente colados, ele baixou o rosto indo na direção dela. Meu coração batia tão forte e rápido que dava pra ver pela minha roupa. A pior coisa que já senti na vida estava de volta, e dessa vez era por causa do Naruto-kun... Ele aproximou a boca da dela e a beijou. Deu pra ver as línguas deles se tocarem, eu quase vomitei! 

Todos os meus músculos se contraíram, tanto, que até doíam. Me senti a pior, aquela rejeição foi demais pra eu lidar na hora. Me senti dentro de um pesadelo, desses em que você quer gritar e não consegue. Sem que eu percebesse, minhas emoções assumiram o controle do meu corpo... Meu lado racional apagou. 


Naruto

Eu tava na biblioteca com a Konan quando meu celular tocou. Quando olhei, vi que era a Hinata e decidi não atender na hora. Eu ligaria pra ela depois. Planejava passar a noite com ela, então durante o dia, queria aproveitar pra adiantar umas coisas. 

- Quem era? - Konan me perguntou, curiosa. 

- Era uma amiga minha. - claro que a Hinata é bem mais do que isso. 

- Por que não atendeu? 

- Depois eu vejo o que ela quer. - respondi, depois voltei a sorrir pra ela - E então, vai aceitar meu convite? 

- Ainda não entendi por que você fez o convite. - ela disse sorrindo, jogando charme. 

- Ué, como assim? 

- Naruto, você não me engana. Tá querendo fazer ciúme pra alguém? - ela estreitou os olhos. 

- Não é isso. - não era bem isso mesmo. 

Levantei com o livro pra guardar e ela veio junto. Eu aprecio muito a companhia dela, de verdade. Eu conheci a Konan há um tempão atrás num rolê, acabamos nos pegando, e desde então viramos amigos. Ela estuda na Kage há uns anos, já tá fazendo curso superior e se forma esse ano. Foi a família dela que indicou essa instituição pros meus pais me colocarem. Ela é um pouco mais velha do que eu, já tem 26, então é mais madura e experiente do que a maioria das garotas que eu conheci. Ela quem me ensinou vários lances de dominação e me fez explorar esse meu lado. Descobri que era minha praia e curto bastante. 

Eu chamei ela pra sair, mas não pra fazer ciúmes em ninguém. Foi porque eu preciso entender o que tá rolando comigo. Da última vez que achei que era compatível com alguém, acabei entrando num relacionamento que foi um fiasco, e não quero repetir o mesmo erro. Na verdade, eu nem queria me apaixonar, mas a Hinata complica muito isso pra mim. Preciso ficar perto de alguma garota que não seja ela, e ver se consigo parar de fazer meu mundo inteirinho girar em torno dela. Sabe quando você sente que tá ficando dependente emocionalmente de alguém e fica com medo da enrascada? Como a Konan é uma amiga em quem eu confio, posso ficar tranquilo, porque sei que ela não vai me odiar por isso. Ela não esquenta a cabeça com nada. 

Vim pra biblioteca pra adiantar uns trabalhos e acabei trombando a Konan. Ela me ajudou com a matéria, até me deu a dica de um livro pra eu usar de referência. Fomos pras estantes de trás pra guardar o livro, já que ele tinha sido colocado no lugar errado e eu penei pra achar. Se eu pegar referência da internet é nota zero na certa. Os professores daqui são bem rígidos quanto à isso, dizem que o conteúdo da internet não é confiável. 

- Anda, vamo. - falei arrastado, insistindo com ela. 

- Ah não, Naruto. Tenho mais o que fazer. 

- Só tô te chamando pra dar uma volta comigo. O que é que tem? 

- Eu conheci um cara. 

- E daí? - dei de ombros. 

- Daí que tá ficando sério e eu não quero sair com ninguém. 

- Não tem medo de que fique sério demais?

- Ah, eu não. Tô cansada de ficar me aventurando, quero sossegar. 

- Tá bom, tá bom. Mas esse cara não tá aqui agora, tá? 

- Naruto... - ela falou em tom de advertência. 

- Olha só, ninguém vai nos ver. - abri o livro e coloquei ele na nossa frente - Viu? 

- Você é muito retardado, Naruto. 

- E você adora. - falei com a voz mais grave, já guardando o livro na estante. 

- Eu sei bem onde isso vai dar. - ela revirou os olhos sorrindo, e eu puxei ela pela cintura. 

- Você já sabe que não vai conseguir resistir ao meu charme, né? - brinquei. 

- Seu tonto. - ela desviou o olhar, ainda sorrindo. Então eu toquei no queixo dela e virei o rosto dela pra mim. 

Vi a oportunidade e beijei ela. Foi um beijo bom, mas bem comum. Não me subiu tesão nenhum, nem mesmo vontade de me aprofundar nele, o que era novidade. O tempo todo eu só conseguia pensar em como beijar a Hinata é melhor... Em como os lábios dela são mais macios, como é delicioso o gosto da língua dela e em como ela é delicada. Foi nela que eu pensei, então dá pra imaginar o quanto me assustei com o que aconteceu a seguir. 

Do nada, voou um livro em cima da gente. Até doeu, acertou bem na minha testa. Eu e a Konan nos separamos na hora, assustados. Olhei pra frente e vi que tinha sido a Hinata. 

- Hinata! - arregalei os olhos. Dava pra ver ela respirando rápido, o rosto tava vermelho e os olhos carregados de lágrimas - O que tá fazendo?? 

- Eu?? O que é que VOCÊ tá fazendo?! - a voz dela tava até mais grossa, eu nunca tinha visto ela daquele jeito. A Konan se virou irada e saiu dali pisando duro, o que eu achei bom. 

- O quê...? Mas... - fiquei meio perdido e sem reação. 

- Eu te odeio!!! Te odeio!! Te odeio!! - ela gritou e logo várias pessoas apareceram em volta. Ela tava descontrolada, levava as mãos pra cabeça e puxava um pouco o couro cabeludo, e o olhar... Dava até pra ver as veias saltadas em volta dos olhos dela, eu nunca tinha visto algo assim. 

- Calma, Hinata! - tentei tocar nela, mas ela repeliu. As pessoas olhavam chocadas. 

A responsável pela organização da biblioteca se aproximou com cara de indignação e olhou pra Hinata, falando como uma verdadeira mejera. 

- O que pensa que está fazendo, mocinha?? - a velhota falou - Aqui não é lugar pra baderna! 

- Cala essa maldita boca, sua velha mal comida... - Hinata falou com a voz arrastada, olhando pra bibliotecária de um jeito sinistro. Alguns alunos que estavam lá riram. 

- O quê?! - a mulher ficou incrédula - Segurança! 

Um segurança da escola apareceu depois que ela chamou, e se aproximou pra tentar segurar a Hinata, mas o cara acabou levando um tapa seguido de uma unhada na cara. Ele ficou puto, e foi pra cima dela com violência, mas nem encostou porque eu dei um puxão nele pela camisa e empurrei. Alguns livros até caíram. 

Quando olhei de novo, a Hinata tinha saído correndo e eu fui atrás dela. 

- Hinata, pára!! - gritei, ainda correndo. Ela tava só um pouco na minha frente, e corria agoniada, dava pra ver ela passando a mão pelo pescoço como se estivesse engasgando. 

- Me deixa!! - ela gritou com a voz embargada, sem olhar pra mim. Eu ficava cada vez mais aflito. Não era pra ela ter visto aquele beijo! Não era! 

- Pára de correr, fala comigo! - apertei o passo e logo alcancei ela. Os corredores estavam vazios dessa vez, ainda bem. Agarrei ela por trás, prendendo os movimentos dos braços - Hinata, por favor se acalma!

- ME SOLTA!! - ela gritava insanamente, se mexendo pra tentar se livrar dos meus braços. Segurei ela com toda minha força... Não podia deixar ela escapar. 

- Calma! - meu coração batia cada vez mais rápido e minha respiração tava descompassada. Eu senti que aquilo seria o início de um caminho que tiraria ela de mim, e a sensação foi desesperadora - Calma... Calma, Hinata... Por favor... 

- Me solta... - ela não gritou dessa vez, apenas falou chorando, já se mexendo bem menos até finalmente parar - Eu sabia... Eu devia saber...

- Hinata, aquilo que você viu... - eu ainda segurava os braços dela, mas com menos força. Ela chorava de um jeito dolorido, e aquilo me deu um nó no peito. 

- Meu pai tinha razão... - ela falou em meio aos soluços - Meu pai tinha razão sobre tudo! Ele sempre dizia que eu era uma inútil e que nunca nenhum cara ia me querer, nem me amar... 

- Não! - interrompi, abraçando ela com mais força - Isso não é verdade, Hinata! 

- Vai lá ficar com ela, Naruto!! Me deixa em paz... - ela tentou se soltar de mim mas não deixei. 

- Hinata, ela... - eu não soube o que dizer pra amenizar as coisas. Nunca imaginei que ela ficaria desse jeito só por me ver com outra garota. Ela parecia mal de um jeito totalmente fora do eixo, e eu queria fazer com que ela parasse de se sentir assim - Ela é só uma amiga... 

- MENTIROSO!! - ela gritou e começou a se debater de novo - Você é só mais um verme que usa as pessoas pra se divertir! Me solta! 

- Não! - agarrei ela com toda a força e fechei os olhos. Senti que se deixasse ela sair de perto de mim naquela hora, de alguma forma eu estaria perdendo ela, e então lágrimas discretas começaram a escorrer no meu rosto. 

- Solta!! - ela gritava, fora de si. 

- Não! Não vou te soltar, Hinata! - eu me esforçava, mas parecia que ela escorregava cada vez mais... 

- Você nunca mais vai colocar a mão em mim!! Nunca mais! - ela estava tão decidida a ficar longe de mim, que nem mesmo com toda a minha força eu conseguia manter ela perto...

- Não diz isso... Você entendeu tudo errado, Hinata! - e cada vez mais ela se afastava... 

- Fica... - e mais... - Longe... - e cada vez ela ficava mais afastada... - De mim!! - de mim... 

Ela deu um pisão no meu pé e se desvencilhou dos meu braços. O golpe doeu, em ambos os sentidos. Ela saiu correndo e eu voltei a seguir ela, mas dessa vez mais lento, já que eu o meu pé tava fodido. Por que eu fui inventar de beijar outra garota, ainda mais aqui dentro?? De um dia pro outro, de um segundo pro outro, eu afastei a última pessoa que eu poderia querer longe de mim. 

A Hinata foi pra direção dos dormitórios, e por sorte, o pessoal tava ali. Os dois casais estavam nos corredores do dormitório feminino e se assustaram assim que a Hinata apareceu correndo. 

- Hina! - Sakura parou ela - O que aconteceu??

- Eu... Eu... - a voz da Hinata saiu quase inaudível, e ela parecia se esforçar pra respirar - E-Eu tô... Sem... Ar...

- Ah, meu Deus! - Ino pegou na mão dela, e ela e a Sakura se olharam aflitas como se já soubessem o que tava acontecendo. 

- Não acredito... - Sakura soltou o ar, abrindo um pouco a blusa da Hinata - Isso de novo não! 

- O que ela tem?? - Sai perguntou se aproximando, com os olhos saltados. 

- Ela tá sem ar. Temos que levar ela pra enfermaria! - isso foi o Sasuke quem disse, parecendo preocupado também. 

- Hinata... - falei quase sem forças, ainda com os olhos molhados e uma aflição estampada. 

- Ela tá surtando. - Ino explicou - Fazia anos que ela não tinha isso. Não se preocupem, a gente sabe como cuidar dela. 

- Me deixem ajudar... - falei, segurando o choro ao ver a Hinata ainda tentando respirar. Aquele momento foi agoniante demais. 

- Naruto, o que aconteceu? - Sakura perguntou - Alguma coisa aconteceu pra deixar ela assim... Alguma coisa ativou o gatilho. 

- Ela... É que... - agora era eu quem tava ficando sem ar, em ter que responder essa pergunta. 

- Fala logo. - Sasuke mandou, impaciente. 

- É que ela viu... Puta merda... - tive que respirar fundo. A parte mais dolorida nisso, era saber que ela tava daquele jeito por minha culpa - Ela me viu com outra garota.

- O quê?! - Ino me olhou desacreditada - Você tava com outra?? Aqui no prédio?! 

- Não acredito nisso!! - Sakura me olhou furiosa, depois se levantou - Sai, por favor, leva ela pro meu quarto. 

- Eu levo ela... - me aproximei, mas a Ino me olhou com raiva e me afastou com o braço, enquanto abraçava a Hinata. 

- Não! Não... - Ino me disse, indo pro quarto junto com o Sai carregando a Hinata. Fiquei olhando agoniado enquanto ela sumia da minha visão... Era como se estivessem arrancando uma parte do meu corpo. 

- Seu idiota. - Sasuke falou, acenando a cabeça negativamente. 

- Porra, moleque! - Sakura gritou furiosa, me empurrando - Tem noção do quanto machucou ela?! 

- Eu não queria isso! - gritei - Mas por que ela ficou assim...? Eu... Não entendo...

- Não entende porque não conhece a Hinata. - Sakura disse ainda com raiva, mas meio melancólica também - Você não tem ideia do que ela já passou. Ela é muito frágil, Naruto.

- Eu não quis magoar ela, eu juro! Eu gosto dela! - falei com a respiração acelerada e levantando a voz, num desespero pra fazer eles me entenderem. 

- Mas magoou! - Sakura gritou.

- Eu quero cuidar dela... - falei indo em direção ao quarto, mas a Sakura me empurrou, não me deixando nem passar por ela. 

- Não! - ela soltou o ar e falou de forma mais branda - Naruto, se quer mesmo ajudar a Hina, o melhor que você faz é... 

- Nem pensar. - interrompi, já sentindo um nó na garganta - Nem termina a frase, Sakura-chan...

- Você tem que se afastar. - ela falou por cima de mim - Não tá fazendo bem pra ela.

- Não... - as lágrimas voltaram e minha voz saiu trêmula.

- Fica longe da Hinata. - ela olhou pra mim com seriedade, falando em tom de ameaça - Não encosta um dedo nela. 

Depois de dizer isso, ela girou os calcanhares e foi pro quarto. Sasuke ficou lá comigo, em silêncio, mas eu sabia que essa era uma forma de apoio da parte dele.  

Fiquei estático digerindo o que tava acontecendo. Me veio uma sensação de vazio horrível, e minha cabeça começou a girar. Realmente, se por minha culpa a Hinata chegou a ter uma crise dessas, é porque eu não tô fazendo bem pra ela como eu pensava. 

Talvez seja melhor mesmo, mas... Ficar longe dela...? Como eu faço isso? 

Não consigo...

Não consigo!




Notas Finais


E foi isso bbs, espero que tenham gostado. Bem dramático, né? Fortes emoções!
Vimos que a nossa princesa do Byakugan tem problemas psicológicos e que os sentimentos dos perdidos um pelo outro são algo fora do normal! Garanto que essa conexão entre os seis só vai aumentar.
O que acham?
Deixem seus gloriosos comentários 💜
Bjinhooooos nas bocas 😘❤


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