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História Cluedo: Quem é o Assassino? - Capítulo 8


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Notas do Autor


Boa Leitura, apreciem.

Capítulo 8 - Capitulo VII - Sra. Reed


Fanfic / Fanfiction Cluedo: Quem é o Assassino? - Capítulo 8 - Capitulo VII - Sra. Reed

Capitulo VII: Srta. Reed.

 

Ember estava na mesa com Sr. Green e Srta. White. Ela mostrava algumas pistas da sua investigação, a psicológica, e perita criminal, vinha investigando fazia tempo a vida dupla de Victor e seus esquemas criminosos.

– Foi eu sair da festa, e alguém mata aquele desgraçado! Eu ia prende-lo e fazer pagar por tudo o que fez. -  Ember diz.

– Todos assim queríamos, Srta. Reed, mas cá estamos, resolvendo quem matou ele, e por que, mesmo que todos tenham motivos. – Sr. Green diz.

– Até vocês,  o Coronel, os empregados, e esposa. – Srta. Reed diz.

– Incluindo você. – Srta. White diz, Reed sorri de lado. Nada diz. Ela volta a seus arquivos.

– Yan Chang Tanaka era o assistente dele. Depois do acidente do meu marido. – Ela diz, seu marido era próximo de Victor antes, antes de quase ser morto, ela tinha certeza que era a mão suja de Victor.

– O que ele sabia?

– Segundo meu marido, o Sr. Reed, se nada mudou, todos os arquivos são guardados em  livros falsos na biblioteca, por isso não achamos nada no escritório, a cena do crime.

– Precisamos de um mandato. – Sr. Green diz.

– Sim, mas veja, bem, nesse fim de mundo, quem vai pedir um mandato, estão todos presos na cidade, sem sair ou entrar, uma suspeita foi encontrada morta, e creio que foi assinada para encobrir outra pessoa. Melanie era amante e nada ganharia com a morte dele. – Ember diz.

– O filho bastardo? – Srta. White pergunta.

– Talvez tenha sido ele, mas ele teve amparo invisível de Victor a vida toda, o que ele ganharia a mais do que já tem? – Ember o fita.

– E as amantes? Srta. Antonella? Ou a amiga do casal, Srta. Eva? – Green volta a falar.

– Antonella sim, Eva? – Ela para e pensa. – Ela sempre foi próximo, e não duvido algo ter acontecido, o marido dela pode ter sido assassinado? Não seria chocante. – Ember diz, notando a semelhança consigo, a diferença, seu marido sobreviveu, da Srta. Eva não.

– Tenho essa lista de suspeitos, quero que o convoque a casa dos Hamspshire, quero avaliar seus comportamentos na cena do crime. – Srta Reed fala por fim.

 

...

Madeleine abre a porta da casa com um mandato quase sendo esfregado na face.

– O que é isto? Não podem trazer supostos criminosos para minha casa, com minha filha aqui.... – Maddie diz, ela está horrorizada.

– Eu sei, mas se quer logo saber quem matou seu marido, é o único jeito. – Srta Reed diz. – Todos virão aqui, todos os principais suspeitos. Quero os empregados mais próximos aqui também.

– Tudo bem. – Madeleine diz. Quando a mulher some, e Sra. Hamspshire fecha a porta, a onde de pânico lhe assola, quem o matara? Quem o odiaria tanto assim? Ela pondera, teme, suas mãos soam frio. Oh, Victor, o que tanto fizera para merecer isso?

 

Quando a noite chega, todos estão na sala de visita dos Hamspshire. Callum está batucando a mesa com os dedos, ele foi escoltado até lá. Eva está ali também apreensiva. Antonella parece indiferente, Tanaka silencioso. Scarlett irritada. James não entende, na porta, Sr. Green e Srta. White, nada dizem, silenciosos apenas observam.

Srta. Reed adentra o cômodo, o ar de superioridade, como se ela soubesse a verdade de todos, Madeleine entra logo atrás.

– Posso saber por que estou aqui? – Scarlet se levanta, perguntando.

– Por que matou sua madrasta. – Reed diz, o silencio paira no recipiente, e todos voltam-se para a jovem. Ela nada diz; - Não é coincidência, que sua volta trouxe a morte de sua madrasta Melanie, que também era amante de Victor, além do incêndio criminoso do qual você assistiu na calçada.

– Aquela porca roubou de meu pai! – Scarlet grita em fúria indo em direção a perita, Sr. Green intervém.

– Nos sabemos disse, acreditamos em cada palavra do seu depoimento aquele dia; sua madrasta merecia mais que a morte. – Reed diz. Madeleine está horrorizada. Ela desvia o olhar.

– Não aceita, não é, seu marido é pior homem da face da terra, nojento e asqueroso, ele só te usou. – Scarlet para Madeleine sem pena, apenas com ódio.

– Pelo menos ele ia bem na cama. – Antonella diz, deixando Madeleine pálida e desesperada, logo notando a outra amante em sua casa.

– Uma vergonha, um homem como ele, ter traído uma mulher como Madeleine por tão pouco. – Callum diz, ele fala com aquele jeito nojento dele, ele olha para todas as mulheres faminto.

– Por favor, sejam respeitosos com a viúva. – Reed pede. – Reuni todos aqui para ver quem matou Victor, tenho certezas convictas de que foi um de vocês, todos aqui tem um motivo para serem presos. E se ninguém confessar até a meia noite. Todos irão a julgamento como suspeitos. Incluindo você, Sra. Hamspshire.

– Como eu? Jamais faria mal algum a Victor! – Ela diz quase chorando ofendida.

– Enganada, usada, rejeitada, desrespeitada constantemente, ou você é muito tola, ou finge muito bem. – Reed diz; Maddie olha horrorizada, as lagrimas caindo, ela cobre a boca e se senta em um cadeira longe; Eva se levanta e se aproxima.

– Todos vocês foram vistos com Victor na noite do baile. Foram as ultimas pessoas o verem vivo ele aquela noite. – Srta. White diz.

– Nos vamos investigar a casa. – Reed avisa. – Se comportem. – Ela se retira, ela vai logo para a biblioteca. Tanaka se levanta. Ele segue a mulher a distancia, todos estão vagando pela casa, Antonella vai para o quarto do casal, ela abre gavetas, abre o closet, ela quer entender por que ele escolheu Madeleine, por que ela deixava-se viver com ele.

Eva e Madeleine estão na cozinha; Callum entra, daquele jeito de sempre. Eva está furiosa com tudo isso, ela queria ter matado ele, que tivesse sido mais eficiente... que....

– O que você quer, Sr. Smith? – Eva pergunta.

– Isso é tudo é ridículo, ele merecia morrer, mas deixar a viúva passar por isso. – Ele diz, com um sorriso, um canalha;

– Estou bem. – Maddie diz, Eva passa as mãos em seus ombros para lhe acalmar. Scarlet entra na cozinha os vendo. Ela se aproxima de Madeleine e bate na mesa com ambas as mãos assustando a mulher.

– O que é isso!? – Eva se assusta.

– Já que estou aqui, deixa eu dizer o que seu maridinho fez. – Scarlet diz, a fúria no olhar, o ódio nas palavras.

– Por favor não... – Eva pede, mas a outra ignora.

– Ele fodia com minha mãe, nas costas do meu pai, ele dava dinheiro para aquela desgraçada, eu os peguei no flagra ainda menina, e eles me trancafiaram num hospício! – Ela grita a ultima parte. – Sabe o que ele fazia lá? – As lagrimas escorrem pelas bochechas de Madeleine, ela soluça a nega com a cabeça. – Ele sentava numa cadeira, e me assistia ser abusada sexualmente, como uma boneca, eu dopada e amarrada. Ele assistindo. – Scarlet deixa escapar uma lagrima de dor com a lembrança.

– Sabe o quanto eu chorei, a tanta dor que eu senti a culpa, o ódio, a vontade de morrer durante anos que eu senti. Presa, confinada, sendo dopada, abusada. – Scarlet fala com dor, é possível sentir em cada palavra as dores. Madeleine está chorando e balançado a cabeça em negação. Eu o mataria um milhão de vezes se necessário.

– Ele matou meu marido. Ele roubou nosso dinheiro e matou meu marido. – Eva diz de repente, Madeleine olha para a amiga, tristeza em seu olhar. Madeleine se levanta gritando e chorando.

– Me tirem daqui! Não podem me deixar aqui! Victor....- Ela grita, desesperada chorando, ela não vai aguentar essas pessoas dizendo coisas ruins sobre seu marido.

– Ele era um fraco Madeleine, querida. – Callum diz se aproximando, ela se afasta gritando novamente, caindo no chão ao tropeçar.

– Se afaste Sr. Smith! – Sr. Green diz. – Sra. Hamspshire! A sra. Está bem?

– Como estria bem!? Meu marido morreu, e todos o odeiam, todos dizem coisas horríveis sobre ele, meus amigos mentiram para mim.... – Ela chora desesperada ao chão.

– Por que ele é uma pessoa horrível! – Scarlet diz. Ela sente raiva, essa mulher é tola, apaixonada e se recusa a ver a verdade.  – Ele nunca te amou, provavelmente.

– Victor me amava! – Ela grita. – Ele me amava! – Ela repte. – Me amou....

– Poxa, você tem certeza, ele escrevia poemas para mim, oh, Verona, de Veneza, nada se compara a pureza, amo-te, amo-te. – Verona desce as escadas, soberba, feliz com a sofrida mulher.

– Por favor. – Sr. Green pede.

– Por favor, o que ninguém vai confessar um crime. Vocês sabem disso, vão nos levar logo para a delegacia ou não? – Verona diz, ela odeia tudo isso ela não vai confessar, e nenhum dos outros.

– Prenda-os! Prenda-os! – Madeleine implora. – Prenda-os!

 

No andar de cima, White verificava a casa, cada canto procurando algo. Já Reed olhava a biblioteca, notando livros faltando.

– Deixe-me adivinhar, Sr. Tanaka, você os queimou. – Reed fala ao notar o homem ali presente.

– O fiz pelo bem de Madeleine e Annabelle. – Tanaka diz simplório.

– Entendo. Ele cometeu muitos crimes, você vê, Sr. Tanaka, era o que eu precisava para prende-lo, mas alguém o matou. – Ember fita o homem. – E ele está morto, não é? – Ela pergunta, estreitando os olhos. Ele podia ter fingido, para se livrar de uma futura prisão, e seu braço direito sabia, e nada dissera a esposa, pois talvez ela desce com a língua nos dentes.

– Você viu o corpo dele no necrotério, não? – Tanaka questiona.

– Nunca se sabe. Sr. Tanaka. – Ela diz. ­ – Eram muitas provas para destruir, Madeleine o deixou levar os livros.

– Ela confiava em seu marido, e em mim. – Tanaka diz. Reed assente, pobre mulher confidente. Eles ouvem a gritaria do andar de baixo e descem juntos para saber o que acontece. Scarlet grita injurias e Verona ri, Callum fala atrocidades e Eva não é vista. Madeleine ao chão grita e chora, ela reza e implora a Deus que a salve-a.

– Victor era um bom marido e um bom pai!

– Ele nunca foi bom pai. – James diz, o filho bastardo. – E você não foi a primeira. – Ele diz. Madeleine chora desesperadamente soluçando e se afogando. Sr. Green tenta acalmá-la e pedir que parem.

– Por mais que eu deseje que a Srta. Berckley entenda que seu marido não era um bom cidadão. Isso nada vai ajudar. – Reed diz. – Já são quase sete horas. Espero que os empregados tenham feito o jantar, estou faminta, vocês ainda tem cinco horas para decidir confessar.

 

O jantar fica pronto as oito, Madeleine se abstém para jantar com a filha no quarto da mesma. Na mesa, sentam-se Eva, James, Verona Antonella, Scarlet, Callum Smith e o Sr. Tanaka, mais os detetives White e Green, e Ember Reed.

– Todos temos motivos para odiar Victor, mas culpas Madeleine e jogar isso nela, não vai adiantar. – Reed fala, e é verdade, ninguém diz nada.

Sem que ninguém visse, o mordomo atendera alguém a porta, ele vai até o quarto de Annabelle, para entregar uma carta. Tudo o que ocorre em seguida, é quase que num flash. OS empregados, tiram seus aventais e deixam na cozinha, todas a mesa observam sem entender. Pela porta dos fundos. Sra. Peacock sai com Annabelle e uma maleta. Eles ouvem o som do carro partir. Reed se levanta desconfiada.

Uma fumaça escura começa a pairar no teto. O cheiro do queimado surge; a casa pegava fogo, cortinas, riquezas, uma historia de gerações. Tudo sendo consumido pelas chamas da dor, tristeza e luto, O fogo se lastrava rápido, na mansão velha e antiga.

– Todos para fora! – Reed diz, todo se levantam as pressas e saem, Eva está desesperada, não vira Annabelle, e temia o pior.

– Ela está lá dentro. – White diz vendo Madeleine na janela.

– Eu vou buscá-la! – Green diz.

– Deixe-a. – Reed diz.

– Onde está o Tanaka.....? – Antonelle diz olhando em volta, a rua estava sendo iluminada pelas chamas que se alastravam, todos saiam para rua para ver, a historia casa dos Hamspshire pegar fogo. Eles vêem um carro partindo pelos fundos, indo adentro do matagal atrás da mansão.

– E lá se vai, Sr. Tanaka, e a viúva. – Reed diz, ela imaginou algo do tipo.

– Foi ela que o matou? – Callum diz rindo.

– Sim, e não. – Reed suspira. – Pode ter sido ela, ou ele fingiu sua morte. Ainda pode ser um de vocês. – Ela diz, todos ali se aquietam.

– Ou você. – Antonella diz sorrindo. – Não é? – O silencio paira, o barulho das chamas e a sinfonia da rua, a historia dos Hamspshire morre; eles, tudo. Uma historia, um mistério, e um assassinato.

Poderia ter Tanaka matado ele? Para conseguir um modo de encobrir seus próprios crimes? Queimando todos os arquivos? Teria ele um caso com Madeleine? Teria Madeleine matado o marido e fugido com Tanaka? Ou ele apenas ajudava a mulher a se livrar do marido? Teria Victor forjado sua morte, com ajuda de Tanaka, e agora avisava sua amada Esposa? Ou quem sabe o filho bastardo, querendo que tudo ficasse para ele? Por inveja da família que o pai teve ao abandoná-lo? Para fazer sofrer essa outra família do pai?

Ember para e vê os suspeitos se dissipando para suas casas, quando os bombeiros vêem, ela não tem mais um caso. Ela pensa nas possibilidades, como num jogo de tabuleiro, como num detetive, armas, locais, tudo. E tudo é incerto. Pode ter sido qualquer um, mas Por quais motivos, por ­lguém? Por vingança? Por amor? Por ódio? Qualquer um poderia ser, ela sorri, olhando para as mãos, as imagina cobertas de sangue?

Teria sido Eva amiga próxima do casal? Depois de tudo o que Victor teria feito a ela e a família dela? Scarlet teria todos os motivos para fazer, e não se sentiria culpada, ela nem mesmo negara matar a madrasta, mas negou-se admitir na morte de Victor.... Poderia ter sido Callum e sua obsessão por Madeleine na tentativa de finalmente a tê-la? Teria sido Verona querendo deixar Madeleine sofrendo pela morte do marido? “Se eu não o terei, você também não o terá”

Muitas possibilidades, White e Green estão estáticos vendo o trabalho dos bombeiros, todo um longo caso por água abaixo, ela pondera antes de falar, se aproxima dos colegas e diz:

– Caso eu fosse matá-lo, o que eu não disse que faria, eu teria várias razões se lhe interessa saber, – Ela olha para Green e para White. – Uma série de problemas que me aconteceram têm ligação com ele, - Ela diz pensativa. – Primeiro o acidente que quase matou meu marido foi indiretamente culpa de Victor Hamspshire, já que Ethan sabia demais sobre alguns esquemas ilegais que envolviam esse maldito, então foi uma tentativa de queima de arquivo, fora que ele poderia ter me matado também mas esse de longe é o menor dos meus problemas com ele. O pior não foi o que ele fez a mim e sim a Erina, foi esse abutre cretino, ordinário e desprezível quem ordenou o ataque de imprensa que minha irmã sofreu, isso porque o estuprador dela era da família desse verme, ênfase em era aliás, toda a pressão midiática e distorção de fatos que levaram a minha irmã mais velha ao suicídio e minha mãe a loucura foram culpa dele. ­ – Ela relembra o momento traumático. ­–  Eu tenho razões mais que suficientes para ter o querido morto, o baile seria uma ótima oportunidade para isso, usar uma corda para enforcá-lo seria no salão de festas seria quase poético se me permite dizer, vê-lo sem ar com o pescoço quase se quebrando seria no mínimo justo, já que foi assim que encontrei minha irmã quando ela tirou a própria vida. – Ela diz. Green e White nada dizem.

Mas todos naquele baile tinham direito e motivos para querê-lo morto, caso ele não tenha fingindo a sua morte. – Ember suspira, respira, expira. Ela olha em volta, para os detetives. – Creio que o caso será arquivado. Não há mais nada que possamos fazer.

– Você teria essa coragem, Sra. Reed? matá-lo?

– Quem não teria? Todos teriam, ele era odioso, qualquer um o faria. Até mesmo você. Por que você o mataria?

 


Notas Finais


Ps: a pergunta final é para o leitor kk

deixem-me saber suas opiniões, as mesmas são sempre bem-vindas!

Muito obrigado por acompanhar essa historia! <3

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