História Cobiça da Alma - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Genderbender, Luud-chan, Naruto, Sasuhina, Sasuhinayaoi, Yaoi
Visualizações 274
Palavras 3.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boooooooa noite, amores! ^3^

Isso aqui é o meu projeto do Nano, junto com "Too Close", que é o desafio de 50 mil palavras em um mês. Resolvi ressuscitar outra fanfic de 2013/4 pra terminar, porque sinceramente, acho que isso aqui é uma das melhores coisas que já escrevi lol. E é meio estranho, porque é yaoi e eu NUNCA escrevi yaoi na minha vida KKKKKKKKKKKKKK. Então vamos lá.

Considerações importantes:
- O Naruto é mulher aqui, então o nome será "Naruko".
- Obviamente a Hinata é um rapaz, mas não há mudanças no nome, porque o nome é unisex.
- Como a fanfic se passa no século 18, a linguagem é formal (ao menos tentei), então pode soar meio estranho algumas coisas.
- É uma songfic, todo capítulo começará com o trecho de uma música. E já que aqui no SS não tem como colocar hiperlink ou link nas notas iniciais, vou apenas dizer o nome da música e o cantor, e se vocês quiserem, pesquisem e escutem, ok? :)
- É isso. Qualquer coisa digo depois.

Boa leitura!

Música: Hurricane - Panic at the disco!

Capítulo 1 - Vaidade


Fanfic / Fanfiction Cobiça da Alma - Capítulo 1 - Vaidade

 

"Eu liderei a revolução no meu quarto, e libertei todos os zíperes.

Nós dissemos sem mais guerras, sem mais roupas! Me dê paz!

Oh, beije-me"

Hinata Hyuuga conteve um suspiro ao ouvir Lady Haruno falar sobre quanto gastara em mais uma leva de vestidos vindos da capital. Achava aqueles jantares da nobreza excessivamente entediantes e chatos. Se não fosse por seu pai, provavelmente teria fugido para qualquer lugar, desde que não tivesse que ficar ali. Em suma, não tinha nada interessante para fazer, além de ouvir eventuais fofocas da corte e conversar sobre negócios e vestidos.

Enfiou um pedaço de pato assado na boca e mastigou vagarosamente, voltando os olhos para Lady Sakura que estava sentada do outro lado da mesa. Ela era sua prometida, uma condessa que seria sua esposa em breve. Ela desviou os olhos dos dele, envergonhada, quando percebeu que ele a encarava.

Sakura Haruno era uma moça bonita, tinha os cabelos rosados e longos, que escorriam por seus ombros magros escondidos sob seu vestido azul claro. Os olhos claros como esmeralda geralmente estavam repletos de ternura e compreensão. Era magra e pequena — uma dama delicada. Uma mulher ideal para um futuro duque.

Mas não para Hinata. Gostava dela, mas não era uma mulher que o atraia para o casamento. Todavia, como a maioria das crianças que nasciam com privilégios, casamentos não passavam de acordos comerciais ou políticos, para juntar famílias e acumular ainda mais dinheiro. Teriam um ou dois filhos — ao menos um precisava ser homem — para possuírem um herdeiro e depois, tanto faz. Infidelidade era algo completamente normal. Raros eram os casais que se uniam por amor verdadeiro.

E não era como se o rapaz tivesse escolha. Era filho de um duque e um dia herdaria tudo que era do pai e precisava de uma boa esposa para passar isso em diante.

Engoliu o resto da refeição com ajuda do vinho doce, que desceu queimando por sua garganta de uma maneira agradável e quente. As pernas estavam dormentes, não aguentava mais ficar sentado. Queria sair dali, por Deus!

Pareceu que suas preces foram atendidas, porque seu primo e amigo Neji entrou respeitosamente na sala de jantar, foi anunciado pelo mordomo:

— Conde Neji Hyuuga.

— Obrigado — dirigiu-se ao mordomo e voltou-se para a família sentada a mesa. — Perdão, parece que cheguei em um momento inconveniente. Vossa alteza, tia, Condessa Haruno, Lady Haruno.

— Não se preocupe, sobrinho — a mãe de Hinata, Hikari, levantou-se para cumprimentar o sobrinho. — Pode se juntar a nós.

— Terei que recusar. — Sorriu dócil depois de beijar-lhe a mão. — Vim ter com o garoto Hinata.

Ele tinha essa péssima mania de chamá-lo de garoto, mesmo que já tivesse 25 anos. O moreno esperou que o primo continuasse, ah! Que ele o tirasse dali, que o tirasse dali!

— É uma pena que não possa se juntar a nós — o Duque de Helstings¹ disse depois de bebericar o vinho. — Tenho curiosidade, sobre o que pretende falar com o meu filho? Creio que seja importante para fazê-lo vir a essa hora.

Neji desviou o olhar para Hinata e depois para o Duque novamente antes de responder:

— Negócios. Uma pequena emenda que venho tratando com o garoto. Mas preciso da presença dele agora. Espero que não seja um problema.

O silêncio pairou entre eles e Hinata ocultou um sorriso com a taça. Aah... doces negócios.

— Tudo bem, parece importante — Hikari murmurou com suavidade e olhou para Lady Haruno. — Condessa, a senhora se importaria se meu filho partisse agora?

— Não se preocupe, Vossa Alteza. Foi um prazer jantar com Sir Hinata. Um rapaz adorável, não é mesmo, Sakura?

— Sim! — Sakura concordou efusivamente e olhou para o futuro marido. — Foi muito bom jantar com o senhor.

— O prazer foi meu, Lady Haruno, Sakura — replicou cordialmente e levantou da mesa depois de limpar os lábios com um guardanapo. — Até mais, mãe, pai.

— Boa noite — Neji desejou antes de se retirar com o rapaz mais novo em seu encalço. — É garoto, parece que acabei de te salvar de mais um entediante jantar. — Riu baixinho.

— Poderia agradecê-lo por isso, primo. Se o senhor não falasse isso tão alto — reclamou quando atravessaram a porta que o mordomo tinha aberto. — Seus comentários deveriam ser ditos fora da casa.

— Você está se referindo aos mexericos, garoto? — perguntou em um tom zombeteiro e sua risada zombeteira quase assustou Hinata. Quase. — Independente do lugar, vão falar e você sabe disso.

— Absolutamente. Mas não vejo com bons olhos os criados ficarem falando sobre isso. Eventualmente podem chegar aos conhecimentos de Lady Haruno e sua filha. E acredite, posso não amá-la, mas também não quero ferir seus sentimentos — explicou assim que entrou na carruagem.

— Que gentil da sua parte. Você é um garoto bom — declarou com sinceridade e tirou um charuto do bolso, acendendo-o em seguida.

Hinata suspirou.

— Eu já tenho 25 anos. Não acha que já está na hora de parar de me chamar de “garoto”? Há tempos que não sou um. — Desviou os olhos para a janela.

— Não importa quantos anos tenha, 30,40,50. Mesmo quando for um Duque, que isso importa? — murmurou com desdém, assoprando a fumaça espessa do charuto. — Sempre será meu primo mais novo, meu garoto, rapaz.

O herdeiro do ducado sorriu. Ele estava certo. Não deveria estar incomodando com esse tipo de coisa. Neji era uma das pessoas que mais o conhecia, mais do que sua própria mãe.

— A propósito, onde estamos indo? No calor do momento, esqueci-me de perguntar. Negócios, uh?

— Aonde mais seria, garoto? No bordel, é claro. Homens precisam relaxar de vez em quando.

Hinata limitou-se a sorrir. Apreciava a companhia do primo, era um homem de fortes convicções, e bem, também apreciava a companhia das mulheres — a maioria delas, uma em especial, que por acaso era sua melhor amiga —, mas em geral, nenhuma delas lhe chamava atenção. Não tinha nada de especial.

A carruagem parou em frente a um lugar menos movimentado, mas a música poderia ser ouvida se andasse para mais perto da porta. A melodia do piano soava enquanto uma moça de pouco mais de vinte anos cantarola uma música qualquer, o cheiro de tabaco espreitou para fora do recinto — nada fora do usual.

— Olha só quem apareceu! — um homem levantou da mesa de jogo para cumprimentar Neji. — Sir Hinata — cumprimentou-o respeitosamente.

Hinata cumprimentou-o e conversaram por um instante, depois recusou um convite de jogo, não era o que queria naquela noite. Procurou com o olhar a mulher pelo recinto, mas fora ela quem o encontrara primeiro.

— Não imaginei que viria hoje — Naruko murmurou quando ele se aproximou o suficiente. — Não tinha um daqueles jantares com sua futura esposa?

— Neji...

— Te salvou. Entendi — completou com um sorriso malicioso. — Desde quando você deixou de ser um bom garoto? — perguntou enquanto andava na direção de um sofá que era afastado do barulho, no canto de uma parede.

— Bons garotos não frequentam bordéis, Naruko — replicou com simplicidade e sentou-se ao lado dela, ajudando-a a acender o cigarro em seguida.

— Engano o seu — discordou com sua voz doce e zombeteira. — Independente do caráter, qualquer homem da sociedade frequenta bordéis. Sabe por quê? — Ela não esperou que ele respondesse, continuou: — Porque nós fazemos coisas que suas esposas requintadas jamais irão fazer.

— Penso que você deveria ter mais vergonha ao falar disso — opinou, não sendo sincero de todo. — Você ainda é uma mulher.

— E bastarda de um Duque, o que é pior que ser uma prostituta — provocou depois de dar uma risada. Hinata não poderia discordar dela. — Não que eu me arrependa, não tenho paciência para pianos, costura, eu gosto de sexo.

Ele tentou imaginar Naruko costurando ou tocando piano, não conseguiu. Ela era boa em outro tipo de coisa. Aah...

— Isso não soa tão vulgar vindo de você — comentou com as sobrancelhas arqueadas, servindo-se com brandy, ela o acompanhou.

— Claro que não, garoto Hinata — zombou.

Por algum motivo desconhecido, o olhar de Hinata voltou-se para a porta. O ar gelado entrou junto com o recém-chegado. Diferente dos demais ocupantes, trajava roupas mais simples, um sobretudo cinza cobrindo todo o seu corpo. Percebeu que era um homem alto, talvez da mesma idade que ele ou menos, não saberia dizer. Tinha o cabelo preto, cortado de uma maneira estranha, os traços do seu rosto eram estoicos e severos, as sobrancelhas franzidas e os lábios finos e rosados apertados em uma linha reta.

Os olhos escuros perfuraram os perolados de Hinata, mas ele não hesitou, sustentou o seu olhar com fervor.

— Uuuh, parece que Sasuke chegou — Naruko disse, assoprando a fumaça para longe.

— Sasuke? — Hinata indagou sem olhá-la. — Cliente novo? Nunca o vi por aqui.

Ela riu, em alto e bom som. Naquele momento, Hinata não tinha entendido o motivo, mas esperou por uma resposta de qualquer modo.

— Não, imagina. Ele veio da França, ele trabalha aqui.

— Trabalha? Com as apostas?

— Interessado? — Observou a reação dele com divertimento, recebendo um olhar interrogativo de Sasuke ainda do outro lado do recinto.

 Depende — replicou e dessa vez encarou-a. — Seria melhor se você parasse de ser tão misteriosa e falasse sobre o que exatamente isso se trata. — Apertou os olhos, desconfiado.

— Você está mandando? — perguntou sarcástica, em uma entonação que não era aceitável para uma mulher naquela sociedade. — Como eu disse, ele trabalha aqui — repetiu de forma misteriosa. — Posso apresentá-lo se você quiser.

O filho do Duque pensou. Não entendia o que tinha despertado seu interesse, não era do tipo que ficava examinando os frequentadores de um bordel. Ao menos ali era um lugar livre de mexericos, ninguém via ninguém. Mas com esse homem, tinha sido diferente. Assim que entrara, sua presença tinha sido tão forte que chamou atenção dele.

— Não estou mandando, você sabe disso — segurou o queixo dela, ainda desconfiado. — Mas você está fazendo aquela expressão de quem sabe demais e não quer compartilhar.

— Fique ai. — Naruko afastou-se dele e andou até Sasuke, para depois sussurrar algo em seu ouvido e olhar para Hinata. Ele observou tudo em um silêncio curioso.

Jurou ter visto o que seria a dica de um sorriso atravessar o rosto do rapaz, mas não poderia afirmar com certeza absoluta, fora apenas por um instante. Viu-o assentir e depois entrar em um corredor mal iluminado. Naruko voltou para o seu lado.

— Espere cinco minutos. Você vai gostar. Ele é bom em tudo que faz — afirmou com convicção. — Se soubesse que você se interessava por esse tipo de coisa, teria lhe convidado antes.

— Que coisa? — perguntou em toda sua inocência de um homem de vinte e cinco anos, arrancando outra risada dela.

— Espere e verá. Vamos tomar mais um copo de brandy. Provavelmente você vai precisar. — Encheu o copo e fez companhia para ele durante cinco minutos inteiros.

Hinata não conseguia se lembrar de quando tinha bebido tanto em tão pouco tempo. Seus lábios estavam um pouco dormentes e sua garganta queimava de uma forma dolorosamente prazerosa. Arrancou alguns beijos de Naruko, mas ela recusara qualquer investida a mais, dizendo que precisava esperar.

Depois disso, ela o levou até o corredor que o rapaz chamado Sasuke tinha entrado pouco tempo atrás. Ele parou em frente à porta, confuso, mas não hesitante ou amedrontado. Ela deu duas batidas na porta e olhou-o diretamente nos olhos, com um sorriso que fez arrepios percorrerem toda sua espinha, antes de voltar para o salão de jogos.

— Entre. — A voz ecoou porta afora e Hinata colocou a mão na maçaneta, para depois abri-la devagar e entrar.

Era um quarto diferente de todos que já tinha visto naquele recinto. Era limpo e possuía um cheiro agradável de flores silvestres, os lençóis de seda vermelha estavam perfeitamente alinhados na cama grande de casal, velas perfumadas iluminavam o ambiente, dando um ar misterioso e erótico.

Ele piscou algumas vezes, procurando o dono da voz.

— Aqui.

Hinata olhou para o canto da parede, Sasuke estava sentado em uma poltrona confortavelmente enquanto fumava um cigarro de forma despreocupada. Trajava um simples robe de linho branco, toda roupa que usava antes tinha simplesmente desaparecido. Observou-o por um instante, em silêncio.

— Você é bonito — Sasuke disse, quebrando o silêncio. Foi uma das coisas mais estranhas que o rapaz Hyuuga tinha escutado. Não o fato de ser bonito, mas tal coisa ter vindo de um homem. — Talvez o mais bonito com quem eu já estive.

— Você... Quem é você? — perguntou e andou alguns passos na direção dele.

O coração batia descontrolado em seu peito, uma ansiedade crescente tomava conta de si. Que tipo de sensação era aquela? Que tipo de sentimento era aquele? Não sabia. Era a coisa mais estranha e agradável que tinha sentido em toda sua vida. Esperou por uma resposta — uma que demorou a vir — e continuou em pé, no meio do quarto.

— Eu sou Sasuke. Naruko deve ter lhe dito — começou e levantou da poltrona, Hinata assentiu cuidadosamente.

— Você trabalha aqui.

— Sim — confirmou com um leve aceno de cabeça. — Eu cheguei da França recentemente e agora ficarei aqui. As pessoas de lá deixaram de me interessar — explicou com a voz monótona e serviu-se com uma taça de vinho, levando-a aos lábios como se beijasse um amante.

— Entendo. — Engoliu a saliva, sentindo a boca ficar seca de repente, sem motivo aparente. — Então, o que você faz? Aqui...

Dessa vez a resposta veio rápida e pesada de sentimentos:

— Sou um prisioneiro do prazer, Sir Hinata. — Seu nome soou como uma doce canção, outro arrepio percorreu a espinha de Hinata e ele esperou por algo que não sabia. — Um prisioneiro eterno e voluntário.

O roupão deslizou para o chão, revelando o corpo viril e nu de Sasuke. Hinata sobressaltou-se no começo e recuou para a porta, mas a voz do outro o fez parar.

— Você pode fugir agora, mas você vai voltar. — Isso o fez parar momentaneamente, os dedos crispados em volta da maçaneta, até que se virou apenas para se afogar na imensidão do ónix. — Um homem sabe dos seus próprios limites, mas você ainda não descobriu isso, sei disso apenas de olhar para você.

Ele se virou para a cama e bebeu o resto do vinho em um gole só, ficou em silêncio. Hinata largou a maçaneta, impressionado ao notar que as costas de Sasuke eram cobertas por diversos desenhos, sendo que o mais atrativo deles era uma enorme serpente que começava no final do pescoço e ia até o começo de sua coxa.

— Impressionado? — Sasuke perguntou sem olhá-lo.

O Hyuuga se manteve em silêncio e ficou parado. Observou cada contorno do exótico desenho, verdadeiramente impressionado. Era a primeira vez que contemplava algo do gênero e era simplesmente divino.

— Pode tocar se você quiser.

Dessa vez Hinata se aproximou dele, Sasuke não virou, continuou parado de costas, aguardando qualquer reação. O herdeiro tinha se aproximado o suficiente para tocá-lo e quando começou, fez isso com cuidado. O polegar traçou o contorno redondo no começo do pescoço de Sasuke, analisando as marcas com curiosidade, não se importando com sua nudez.

Os músculos das costas de Sasuke eram definidos e fortes, contraiam-se a cada toque de Hinata, de uma maneira totalmente nova para ele. Era a primeira vez que tocava um homem — mesmo que ainda não fosse com desejo — e isso era estranho e ao mesmo tempo... Não saberia dizer. Mas seus olhos tempestuosos estavam fixos nas costas tatuadas do outro, traçando cada contorno do desenho de serpente, encantado, enfeitiçado.

— O que significam? — perguntou sem tirar os dedos da pele de Sasuke.

— Não posso te dizer agora — limitou-se a dizer, a voz soando arrastada e rouca.

— É bonito — murmurou bem baixinho, sem dar-se conta das próprias palavras. — Muito bonito. — Os dedos ásperos pelo manuseio das rédeas e pela esgrima percorreram o restante do desenho, descendo por sua coluna e parando exatamente ali.

— E pecaminoso — acrescentou quase em um sussurro. — A alma do homem é cobiçosa.

Sasuke segurou a mão grande e áspera de Hinata e arrastou-a devagar até sua barriga, fazendo-o traçar os seus músculos tensos e trabalhados. Dessa vez ele não recuou, deixou que o desconhecido o guiasse através do seu próprio corpo, fascinado por sua anatomia.

Hinata atreveu-se a se aproximar mais, o suficiente para que seu queixo ficasse encostado nas costas de Sasuke, não sabia que raios estava fazendo, mas agora que tinha começado, iria até o fim.

Ele é bom em tudo que faz. A voz de Naruko ecoou em sua mente, parecendo longínqua, como se tal frase nunca tivesse sido pronunciada.

— A alma de um homem é cobiçosa, o que você mais deseja? — Sasuke perguntou e dessa vez virou-se para o Hyuuga e levantou os olhos para encará-lo.

Hinata não tinha resposta para essa pergunta. Quando ele parava para pensar... Não fazia questão alguma do dinheiro do seu pai, não existia uma mulher que amasse ou que preenchesse o vazio que parecia habitar sua alma. Não existia simplesmente nada que habitasse o vazio que o representava.

Ele era uma casca vazia.

Sem sentido, sem nada. E ele sempre soube disso, mas não tinha motivo algum para admiti-lo. Não sabia o que procurava, não sabia o que necessitava. Talvez, algo que desse sentido para sua vida?

— Eu não sei — foi sua resposta calma e comedida, estava sendo sincero. — Eu não sei o que mais desejo, Sasuke. E você? O que mais deseja?

Os olhos dele pareceram arder como fogo e dessa vez, Hinata realmente o viu sorrir. Não um meio sorriso, e também não um sorriso cheio de dentes brancos e leitosos, mais um sorriso que desenhava seus lábios de maneira perfeita. Os dedos de Sasuke subiram por seus braços de uma maneira febril, causando-lhe sensações esquisitas, mas ele não o afastou, deixou que chegassem ao seu pescoço, onde pararam.

— Há sete coisas que alimentam a alma de um homem, Sir Hinata. Mas tem duas coisas em especial que a minha consome. — Parou e fez com que Hinata sentasse na cama, ele esperava em expectativa. Aquilo era loucura, uma verdadeira loucura. — Vaidade e Luxúria.

— E são coisas que eu posso lhe dar? — O tom de sua voz era tão calmo, que Sasuke se perguntou como alguém podia ter tanto autocontrole sobre si mesmo. Aproximou-se o suficiente para que o hálito doce do álcool soprasse-lhe a face.

— Absolutamente. Se estiver disposto.

Ele pareceu pensar, mas sua mente estava longe, embaçada por uma névoa densa de sentimentos e de dúvidas que, provavelmente, nunca seriam respondidas. Só poderia arriscar, então disse:

— Vá em frente.

— Eu sou um homem vaidoso — alertou.

— Eu também.

 


Notas Finais


¹ ¹ Os títulos Conde/Visconde/Barão/Duque são acompanhados do nome da terra que geralmente eles são donos. No caso, inventei um nome qualquer ai, KKKKKKKKKKK. E é importante lembrar que, Duque é o título mais alto entre estes, apenas abaixo de Rei/Rainha/Príncipe/Princesa. E o pronome de tratamento é "Vossa Alteza" mesmo.

A fanfic terá 07 capítulos + Epílogo, os capítulos são bem grandinhos até. Espero que gostem dela.

Se alguém leu e quer que eu continue, por favor, me deem um sinal de vida. :)) Obrigadíssima para quem leu até o final, irei agradecer de coração se me deixarem um comentário. Miiiil beijos e até o próximo! ♡


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