História Cocaine Heart - Technicolour Beat Vol. II - Capítulo 7


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Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpa a demora, genteeeee! Mas enfim, aqui estamos.

Capítulo 7 - As Cartas


Fanfic / Fanfiction Cocaine Heart - Technicolour Beat Vol. II - Capítulo 7 - As Cartas

Logo percebi que tudo estava se perdendo sozinho. Mesmo com a minha volta. Noah podia até me temer, mas eu sabia que ele tinha controle sobre mim.

— Tem certeza? Nada? – disse me encarando.

— Igual a você. – sussurrei, nossos rostos perto um do outro.

— Querida Alice, eu não tenho nada a perder, você tem tudo.

Engasguei. Ele tinha razão, já que me deixei me apegar. Me apaixonei por Nick, me aproximei de Andressa e Jack.

Eles eram meu tudo, e Noah realmente não tinha nada. Joseph não o amava suficiente, além do mais ficaria bem melhor sem o companheiro.

Shawn e Jay não queriam o garoto em suas vidas. Noah não tinha nada.

— O que você quer? – respirei fundo e segurei as lágrimas, após perceber que havia perdido uma batalha.

— Se ainda quiser trabalhar para mim, há algo que quero que faça. – riu e se afastou de mim. Senti que Nick não entendia a minha atitude, mas nem ousei olha-lo.

— Me fala. – sentei. Tremia por dentro.

— Bom, Alice, você me fez perder muito dinheiro quando contou à Manson meus planos. Agora tenho mais um inimigo.

— Quer fazer as pazes, é? – ri.

— Quero que você roube o dinheiro que me fez perder. Não quero saber como ou quando! Mas eu quero o dinheiro.

Travei. Estava chocada.

— O que? – Nick praticamente agrediu Noah com expressões.

— Você também fez parte disso, Nick. – ele continuou. — Eu não quero saber. Toda aquela cocaína ia me trazer muito dinheiro, mas não, vocês decidiram contar à Manson meu plano. E como percebi que sua amiguinha, ou melhor...

— Vai se foder! – meu acompanhante gritou.

— Nick. – sussurrei. Ele se calou.

— Viu? Ela sabe que tem muito a perder e é melhor se redimir. Se vira! Eu quero aquele dinheiro e tem que ser de Manson, nem adianta tira-lo de outro lugar.

— E por que você acha que vamos voltar a trabalhar para você?

— Porque Alice, sua querida Alice, ela não quer ver outras pessoas sofrendo por causa dela. – eu estava calada, mas vi que Nick não conseguia se controlar.

— Você... – nem o deixei terminar.

— Nick! Já chega. Eu vou roubar a droga!

Noah riu.

— Não há droga nenhuma. – sussurrou. Eu o encarei e me levantei, completamente confusa.

— O que?

— Alice, para de ser burra. – riu. — Eu combinei tudo com Manson, antes mesmo do incêndio. Queria ver se você trairia a minha confiança e o fez.

— Estava me enganando? – choque.

— Você é fácil de ser manipulada. Até achei engraçado. – estava completamente feliz. — Nunca vou confiar em você de novo. Não tem droga nenhuma.

Nick também havia travado.

— Já para o resto do grupo, sempre há uma segunda chance. Jack, Andressa, Madison, Tommy, e até você, Nick. – riu baixo.

— Cala a boca. – meu acompanhante respondeu.

Eu estava tão chocada que saí da sala, os deixando para trás.

— Alice! – ouvi. Apenas continuei andando, até chegar ao carro.

...

— Alice. Está tudo bem? – Nick se aproximava lentamente.

— Ele me usou. Ele estava me usando. – sussurrava.

— Esquece isso.

Me virei com raiva nos olhos, o olhei com ódio, mas não dele.

— Esquecer? Eu vou destruir Noah!

— Talvez seja hora de parar.

— Nick me leva ao galpão. – foi tudo que disse.

— O que?

— Ao invés de tentar me convencer a deixar Noah em paz, me leva ao galpão daquela noite.

E ele o fez. Em silêncio, entendendo a minha raiva.

...

— O que quer? – Madison disse ao ver Nick entrando no local. — Mandou uma mensagem pra todo mundo. Era pra te esperar aqui?

— Eu mandei a mensagem. – a surpreendi.

— Você? – riu, depois se jogou no sofá. Ela parecia melhor também.

— O que quer, Alice? – Andressa se meteu.

— Noah estava me usando. Ele me enganou! – encarei todos.

— Me conta uma novidade. – Jack riu.

— Ele tinha combinado com Manson. Foi tudo planejado, Noah queria ver se eu o trairia. Depois mandou me matar.

— Ele confessou. – Nick disse.

— O que? Ele não pode ser frio a esse ponto! – Tommy se levantou da cadeira de madeira que estava excluída no canto da sala.

— E daí? – Jack gritou. — Você escolheu trair ele. Vocês estavam errados. – riu.

— O que? – encarei meu amigo.

— Eu não quero mais saber disso, Alice. Estou pensando em voltar a trabalhar para ele.

— Está louco? – Nick foi em direção do amigo.

— Eu quero destruir ele e você quer voltar a ser o cachorrinho...

— Cala a boca! – Jack gritou para mim, me interrompendo. — Hannah está morta por sua causa, ele só queria te afetar. Andressa e Benjamin terminaram, Tommy está na merda, Madison foi estuprada e o pai de Nick morto! – parou de gritar, todos encaravam ele. — Olha pra você. Inteira. Tudo isso aconteceu depois que você chegou.

— A culpa é minha? – sussurrei e deixei uma lágrima cair.

— Talvez. – ele se aproximou. — Então para. Já chega. – saiu.

— Jack! – Andressa gritou, mas ele ignorou.

Tudo estava se perdendo.

— Ele está certo. – falei. — Olha para vocês! – falei e fui saindo, os deixando ali chocados. Eu sabia que Nick viria atrás, mas não podia deixá-lo fazer isso.

Nunca mais.

— Alice espera. – segurou em meu braço antes de eu conseguir chegar perto do carro.

— Nick, eu não vou falar mais nada. Eu destruí vocês e todos ali concordam, só não falaram nada.

— Você não me destruiu.

— Chega. Eu estou parando. Você e Jack estão super certos. – ri. — Acabou, Nick.

— Do que exatamente está falando? – me olhou.

— Da gente, de Noah. De tudo.

— Mas...

— Acabou. – saí andando e o deixei. Acho que estava chocado demais para correr atrás de mim.

Acabou eu e Nick, “ruiva”, Madison e até mesmo Jack. Eles nunca mais me veriam.

...

Antes que aquela menina entrasse no dormitório, eu joguei tudo em minha mala.

— Ouvi que vai embora. – uma voz masculina disse.

— Benjamin. – ri. Já o reconhecia pela voz. — Acabou isso também. – sussurrei.

— Isso o que?

— Você tentando jogar em dois times. Ajudando Noah, me ajudando. – me virei para ele.

— Está diferente.

— Talvez eu devesse estar. Olha, o que você ganha com isso? Eu e Noah somos inimigos. Quero matar ele. Então...

— Eu nunca disse que gosto dele, mas eu preciso sobreviver.

— Benjamin, isso não é sobrevivência, é covardia. E acabou também.

— Então o que? Vai embora?

— Não te interessa, e se alguém perguntar, nunca mais vou voltar.

— Mesmo, Alice? – me olhou.

— Mesmo. – fechei a mala. Acabou.

Naquela noite mesmo eu me vi na secretaria da Universidade, Benjamin me dera uma carona e fora embora. Do jeito que pedi.

— Quero desfazer a matrícula. Meu quarto está livre. – falei à senhora que atendia.

— Senhorita Wonders...

— Eu agradeço, a Universidade é ótima, mas descobri que não é para mim. Eu vou embora, a taxa de multa pode mandar para meu pai.

— Mas...

— Obrigada. – simplesmente saí.

...

Andava pelas ruas escuras da Flórida, puxando apenas uma mala. Pesada. Andava em direção à um lugar conhecido.

Com medo sempre, mas a coragem e raiva me dominavam. Foi ai que parei na porta e nem precisei bater.

— O que veio fazer aqui? – Ty disse.



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