História Code Failure - Capítulo 1


Escrita por: e ddpparty

Postado
Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Eren Jaeger, Levi Ackerman "Rivaille"
Tags Attack On Titan, Ddpparty Week, Destopia, Distopia, Eren Jaeger, Ereri, Futuro Distopico, Levi Ackerman, One-shot, Riren, Shingeki No Kyojin
Visualizações 120
Palavras 1.600
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Steampunk, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ERERI IRMÃO

Foi inspirado em: Godzilla, Shingeki no kyojin, Imagine Dragons, Guardiões da Galáxia e um vídeo do cadê a chave

Capítulo 1 - Error


Fanfic / Fanfiction Code Failure - Capítulo 1 - Error

7834 D.A (Depois de Anterminun) - Aproximadamente vinte mil anos D.C - 07:45 PM - Capital Sina - Portão D - Noroeste da cidadela


Levi subiu a máscara de gás quando avistou o portão de chumbo da cidadela. Acelerou a motocicleta – um modelo antigo de sistema de levitação usado pela Polícia Militar, mas ainda assim útil após certos ajustes – e derrapou no marfim cuidadosamente escovado, fazendo os dois outros veículos de levitação anti-gravitacional frearem na última hora, lhe dando mais tempo. O portão ia se fechando conforme solicitado pelo protocolo de segurança e isolamento, mas era tão pesado que talvez ele conseguisse chegar até lá.

Talvez. Essa era sua parte favorita.

Apertou o trambolho de metal embaixo do braço e girou o acelerador no limite, afetando levemente a flotação da moto, mas sem realmente dificultar o percurso. Haviam mais seis guardas da Polícia Militar atrás de si, o que não era lá grande coisa. Eles não eram lá grande coisa. O problema real seria se ficasse preso na cidadela, o que aconteceria caso o maldito portão fechasse.

Por isso, não se importou em perder altitude, insistindo na aceleração mesmo que não houvesse mais velocidades a serem atingidas. Seria por conta da sorte.

Anos antes, Levi era capitão da única equipe que realmente prestava dentro das três cidadelas: A Exploração.

Cerca de dez mil anos antes daquele momento, a humanidade vivia pacífica, espalhada pelo sistema solar em prosperidade. Tecnologia de ponta, água e recursos naturais em abundância, projetos em visitar outras galáxias eram até mesmo cogitados.

Até a chegada de Anterminun.

Anterminun foi um projeto criado pela colônia de Júpiter. Um robô de inteligência avançada, capaz de explorar e conquistar o restante do universo e trazer informações de volta para a raça humana.

E ele foi. Nos primeiros três séculos, os relatórios vinham sem falta, até a Base Comum Interplanetária De Exploração Universal perder o contato com o A-01.

Foram  mais de três mil anos sem notícias, até a conexão ser restabelecida.

Mas não era mais só o A-01.

Com ele como imperador supremo, criou-se uma nova raça – se é que pedaços de lata misturados a matéria orgânica podiam ser chamados daquele jeito – super inteligente, com organização e poder imbatíveis.

E como o primeiro deles foi programado para fazer, eles conquistavam.

A humanidade, que já ultrapassava os quinze trilhões de indivíduos, teve que se recolher no já abandonado Planeta Terra, em toda sua inicial insignificância.

Haviam mais de cinco bilhões de Anterminuns, tantos que as classes iam até o final do alfabeto e voltavam.

A contagem de anos foi zerada e reiniciada no primeiro dia da humanidade de volta à Terra, e desde então, se passaram mais de sete mil anos de luta contra os Anterminuns.

Levi nasceu pouco mais de quinhentos anos depois do êxodo. Sua família antigamente habitava Netuno, e pelo contato quase nulo com a radiação solar, sua pele era clara como papel, os olhos de um cinza distante que lembrava muito as nuvens que recobriam a atmosfera.

Sem nunca ter pisado em Netuno, Levi sentia falta do planeta. E por isso se inscreveu para a Tropa de Exploração: Queria ajudar a humanidade a retomar o sistema solar, queria dar a seus futuros filhos a oportunidade de nascer em seu verdadeiro berço.

Com pouco mais de cem anos, Levi alcançou o cargo mais alto, e em 6900, organizou ao lado de mais de um milhão de homens com os melhores armamentos disponíveis, a retomada de Marte, antigo centro principal da BACEU. A operação foi bem sucedida e todos os classe E foram exterminados do local.

Bem, todos era um pouquinho esperançoso demais.

Levi recomendou que os soldados restantes fossem partindo em formação de quadrantes, enquanto ele e somente ele ficaria para vistoriar o perímetro mais uma vez, só por precaução.

E ele ouviu um ruído.

As espadas de plasma saíram pela frente da armadura nos braços, cortando o ar. Os passos calmos seguiram silenciosamente em direção a decadente base marciana, até uma pilastra.

E atrás dela, um Anterminun classe E, ferido. Uma das coisas que diferenciam os humanos dos Anterminuns era a cor do sangue. Eles eram compostos por trinta por cento de matéria orgânica, mas o sangue era óleo lubrificante, num negro esverdeado, reflexivo como um espelho.

E era o que escorria do olho direito dele.

A espada direita parou exatos dois centímetros antes do pescoço da máquina, porque algo realmente intrigou Levi.

Ele chorava. Chorava de soluçar, abraçava o próprio corpo e tremia, óleo escorrendo por todo o rosto.

Levi estava longe de ser o mais sensível e empático dos humanos, mas algo dentro de si tremulou.

Ele tinha olhos grandes e verdes, marcados por sensores infravermelhos que piscavam como se falhassem. Ele estava perdendo sangue e ia morrer.

Desde a academia, Levi sempre ouvia os Anterminuns associados com máquinas mortíferas e insensíveis que não poupam a vida para conquistar.

A descrição não batia. Levi via medo, desespero e dor. Via o choro sofrido de quem não sabe se morrerá pela fraqueza do próprio corpo ou pela força de outra pessoa.

E recolheu as espadas.

Andou até um cadáver, apertou os botões no pescoço e tirou o reservatório de Óleo do corpo.

Não acreditava na própria atitude, mas o fez mesmo assim. Usou o plasma da arma em seu pulso para cauterizar o envolto do olho quebrado, estancando o sangramento. Encheu o reservatório dele com o óleo e se afastou, com medo de si mesmo.

Talvez tivesse dado ao E7-51854 – como dizia em seu tanque de óleo – força para cortar o seu pescoço fora.

Ouviu o zumbido típico de engrenagens, os olhos verdes se apagando, e um segundo depois, acendendo outra vez, mesmo que desfocados e com diversos dados correndo por eles.

Ele estava bem. Certo?

– Protocolo de reintegração: Classe E, sétima leva, indivíduo número cinquenta e um mil oitocentos e cinquenta e quatro, décima quinta nave, terceira matriz. Missão: Guardar a base marciana. Status: Sensores atualizados, cerne otimizado, energia em cinquenta e seis porcento, nível seguro de óleo, giroscópios estabilizados, sistema de navegação conectado a rede. Pronto para reiniciar funcionamento normal.

Piscou os olhos duas ou três vezes, os abrindo em seguida. Sem o medo estampado, eles eram ainda mais bonitos. Como dois vitrais, reluzentes. O rosto tinha aparência jovem, e na verdade, ele mal parecia ter alcançado quinhentos anos humanos. Uma criança.

Só de olhar para ele, Levi soube que tinha feito o certo.

– Pirralho?

E só então ele percebeu a presença do capitão. A postura mudou e ele entrou na defensiva, se afastando do humano.

Tinha sido ensinado a temer e exterminar, sem dar tempo de reação.

Mas o programa tinha reiniciado.

Anterminuns eram leais a seus criadores, exceto por uma falha no código. A-01 se virou contra os humanos após reiniciar e assim tinha se seguido. Todos os que se seguiram eram leais a ele, por ordem, já que ele era o criador.

Mas E-51854 reiniciou após ter sido salvo por um humano.

Levi era seu criador.

– As ordens de vossa majestade – e colocou a mão em junho na frente da onde seria o coração, mas nele havia uma bomba por onde o óleo era filtrado e continuava a correr. Levi achou o comprimento muito engraçado, se fosse falar com sinceridade.

– Primeiramente, não me chame de Vossa Majestade. Meu nome é Levi.

– E o que seria um nome, se me permite a pergunta?

– Você não tem uma classe e um número de série? Humanos têm nomes. O meu é Levi, e é assim que você deve me chamar.

– Eu posso ter um nome, se me permite a pergunta?

– Por favor pare de pedir autorização, pirralho, está começando a irritar – fez um som com a língua, se aproximando ao perceber que ele não lhe faria mal.

– Desculpe. Posso ter um nome então?

Nome… Como dar um nome a ele? 51845. Se trocasse os números por letras…

– Eren. Seu nome é Eren.

Levi, na época morava na cidadela de Rose, ala sul. Pelo cargo, deveria morar na capital, Sina, mas era muito agitado e barulhento, um inferno de lugar.

E pior ainda: Era infestado de oficiais da Polícia Militar. Uns filhos da puta, sinceramente. Bando de insuportáveis inúteis, passavam o dia comendo como mortos de fome e depois sumiam, deixando os problemas em cima da Tropa Estacionária. Pobres coitados, além de cuidarem das barreiras em volta das três cidadelas, ainda tinham que lidar com aqueles porcos.

Por isso, preferia a tranquilidade de Rose.

Levou Eren escondido em sua nave até o apartamento, e assim foi até ele dar o primeiro defeito.

Por isso tinha sido abandonado na base marciana: tinha a saúde fraca. Suas peças sempre davam defeito, e então, Levi teve que começar a roubá-las do acervo das Estacionárias.

Ele sabia que não iria dar certo por muito tempo, e sabia também que estava sempre certo.

Quando foi pego, saiu com a nave através das fronteiras, no descampado que era o solo da terra. O ar era tóxico e ali não crescia uma mísera planta, então, sempre tinha que invadir os subsolos e as cidadelas para roubar as peças para Eren, comprar comida e outras coisas.

Na terceira vez, percebeu que não dava para ficar saindo com a nave gigantesca que agora servia como casa, então roubou a moto. Vivia de consertá-la também, parecia a porra de um mecânico.

Odiava se sujar dos milhares de líquidos – porque caralho, nem ele que era humano produzia tantos fluidos – que Eren produzia, mas fazia porque… Nem sabia. Era como uma obrigação, mas ele não se sentia obrigado a cumprir, fazia porque queria.

Ajustou a máscara de gás e assistiu o portão de chumbo se fechando.

Obrigação, ah tá. Ninguém se arrisca por obrigação.

Levi fazia porque se importava com Eren, porque tinha aprendido, depois de tanto se fazer insensível, que ele era tão humano quanto si mesmo, que ele merecia amor e atenção.

Fazia porque o amava.






Notas Finais


diz se isso não ficou foda demais tô chorando de orgulho


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