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História CODE V - Taekook . Vkook - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Hey


Boa leitura, dlçs

Capítulo 8 - Capítulo 06


                  10.04.2020 


As letras grandes e elegantes num vermelho neon escritas na fachada da boate indica que o lugar não é para os puritanos, tanto pelo fato de o "C" ter chifres e o "V" ter um rabo afiado quanto pelo nome ser a coisa mais debochada, visto que é usada por Kim Taehyung. 

"CODE V"


"Palhaçada" - O Jeon pensara consigo mesmo fazendo uma expressão de desagrado, ajeitando a gola da camisa social branca. Isso com certeza é uma afronta aos homens que o querem atrás das grades, e provavelmente foram os três caras presos que falaram o significado do código ao "revelarem" que foram enviados pela A.R.G.U.S., numa prova de que são fiéis ao chefão. 


Olhou para a fila grande no lado de fora do lugar e verificou a hora antes de rumar para trás da última pessoa, se apoiando numa perna sem vontade alguma de estar ali. A última coisa que precisa é de barulho. 


- Ei! Você! - Olhou ao redor, parando no segurança que olhava pra si e fez um sinal pra se aproximar - Pode entrar, você é V.I.P - Franziu as sobrancelhas mas não questionou, o V deve ter feito isso pra ele ao abrir a boate - Divirta- se - As palavras secas e nada alegres lhe desejaram, fazendo- o se questionar se esse segurança é um dos únicos que não apoiaram a ideia de uma boate na cidade mas teve que aceitar o emprego por ser desempregado. Ou talvez ele só esteja num dia ruim. 


O interior do estabelecimento é de um tamanho que cabe muita gente, mas também deixa todos bem apertadinhos pra fazer o calor e o aperto se transformar em vontade de beber, subindo o lucro no bar e aumentando a quantidade de dinheiro no bolso do dono. Deu uma boa olhada ao redor antes de avistar o bar e caminhar na direção dele, precisa de espaço e nesse meio não existe isso, só existe um monte de gente se encoxando, se beijando e quase transando, sentindo a luxúria subir a cabeça. 


- Uma margarita, por favor - Pediu para o barman e se sentou num banco, puxou o celular e pôs no Instagram vendo muita gente postar foto marcando o lugar. Desesperados por atenção. Quis olhar ao redor mas não pode, não pode ver o Taehyung, tem que ser visto; então só vai aproveitar por enquanto - E pode caprichar no limão e sal - Pediu e olhou para o barman a tempo suficiente de ver os olhos mirarem para algo atrás de si, ou melhor, alguém. 


- Tá transando com garotos comprometidos, Jeon? Não sabia que você era tão sujo assim... - A frase dita lentamente no pé do próprio ouvido lhe fez arrepiar, causando sensações intensas da pontinha do pé até o último fio de cabelo. 


(...) 


- O que você tá fazendo aqui?? - A senhora de fios loiros e pele enrugada perguntou ao ver a figura baixa na frente da porta com o olhar baixo e um boné na cabeça - Eu te expulsei da minha casa e deixei bem claro que não te queria aqui de novo! - Vociferou e ia fechar a porta, quando um pé se meteu no espaço pequeno e impediu a mulher de fechar a madeira. 


- Mãe, olha pra mim...mãe! - Bufou com as mãos nos bolsos; puxou essa teimosia dela - Nesse meio tempo eu...fui atrás de um emprego honesto, igual você falou e consegui um dinheiro pra te ajudar nas dívidas - O Park falou vendo a progenitora parar de tentar lhe expulsar, abrindo a porta com um olhar desgostoso. 


- Você, Park Jimin, era um garotinho sonhador que eu vi crescer e se tornar esse lixo - Ela  varreu os olhos pelo corpo do filho que veste roupas simples pra reforçar a mentira - Um drogado que faz tudo por dinheiro, até mesmo transar com o próprio primo...não se tornaria um homem de verdade do nada - Estendeu a mão e moveu os dedos pedindo pelo dinheiro - Passa esse dinheiro pra cá e se manda daqui, só aparece com mais grana. 


O pequeno Park entregou o bolo de dinheiro pra mulher e a olhou por alguns segundos, se perguntando quando se perdeu dos braços da progenitora e indo embora quando a porta se bateu no batente, fazendo a mulher sumir da vista de seus olhos. 


(...) 


- Como sabe que ele é comprometido? - O Jeon perguntou vendo o dono da boate pedir um cosmopolitan pro garçom, que não pensou duas vezes ao largar um drink que estava fazendo pra preparar o do chefe - Pelo que eu me lembre, não falei com você sobre o cara com quem eu ia transar. 


Observou o avermelhado se sentar num banco e em seguida lhe encarar, com uma das mãos tatuadas apoiando o queixo enquanto o cotovelo se apoia na beirada do balcão. Despreocupado e relaxado. 


- Talvez eu tenha falado com ele depois de ele ter saído sem nem um amasso na roupa, mas ninguém precisa saber - Respondeu cauteloso, sorrindo ao ver que o Jeon soltou um sorrisinho somado de um revirar de olhos. 


- Você tá parecendo um perseguidor. O que aconteceu? Ninguém mais te quer? - Foi debochado, vendo as mãos tatuadas pegarem a taça que lhe foi servida - Parece que eu sou a última pessoa do mundo que pode transar. 


- Todos nessa festa me desejam, mas com eles é ruim - Se aproximou, olhou ao redor e sussurrou palavras que causaram uma risada no agente - Eles agem igual na década de 50, como se eu tivesse que agir, e quando são homens eles ficam me tratando como uma mulher - Fez uma careta, tomando um gole do líquido vermelho. 


- Acho que eles estão incorporando o personagem demais - Respondeu - É por isso que eu sou bem seletivo com quem vou ir pra cama - Tomou um gole da margarita, fazendo uma careta ao sentir o gosto bom misturado com o sal - Tá muito bom... - Sussurrou arqueado as sobrancelhas. 


- Aquele negócio de "melhor se arrepender do que passar vontade" é uma mentira e tanto! Você já se arrependeu de alguma coisa? - Perguntou incrédulo - Aquela coisa fica se repetindo várias e várias vezes na mente, torturando - Soltou as palavras lentamente, como se estivesse contando uma estória de terror. 


O Jeon não aguentou e acabou por se engasgar, fazendo o líquido vazar pelo nariz enquanto tenta esconder essa cena vergonhosa com uma risada sem graça. O silêncio prevaleceu no lugar, os dois homens ficaram olhando ao redor sem ter o que falar, observando as pessoas dançando, se drogando, bebendo e se pegando como se fosse o último dia na terra. 


- Eles estão desesperados - Jungkook sussurrou tomando um último gole da margarita - Parece que estavam amarrados. 


- Ficaram muito tempo fingindo que o mundo atualizado não existia, agora querem aproveitar - O avermelhado explicou - Eu aprecio os anos passados, Jungkook, mas quem vive apenas de uma coisa acaba por ficar insano. 


- Acho que você provou isso por conta própria - Brincou o fotógrafo, surpreso com a resposta que lhe fora dada. 


- Talvez. 


Arqueou as sobrancelhas e pegou o cosmopolitan do outro, tomando um gole e sentindo o gosto cítrico escorrer para dentro dos lábios, o gosto bom lhe fazendo tomar mais um gole antes de devolver. 


- Quer dançar? - Decidiu perguntar atraindo a atenção do mais velho, que franziu as sobrancelhas. 


- Somos dois homens, você pode ser jovem mas eu já tenho 31 anos - Balançou as mãos despreocudamente - Pode ir se divertir, eu fico...por aqui, te desejando - Flertou ouvindo a risada do mais novo por entre a música. 


- Eu tenho 30 anos, não acho que seja tanta diferença assim e acho que podemos nos divertir...juntos - Abriu um sorrisinho sugestivo vendo o ruivo virar a taça antes de se levantar, lhe acompanhando na pista de dança. 


Não, não enlouqueceu, apenas decidiu trabalhar na linha de frente em que vai flertar com o Kim diretamente, até que irão pra cama e depois, talvez, continuarão com conversas e transas até que terá toda a atenção do mafioso, pra em seguida lhe tirar daquela cidade e lhe prender. 


- Já que insiste... 


(...) 


Os corpos movimentavam- se com toda a sensualidade que ofereciam, a música chamada No Guindance contribuía, visto que a letra não é nada pura. 


- Bem que você poderia me cansar de outra forma... - V sussurrou no pé do ouvido do fotógrafo, agarrando a cintura com força enquanto dançam próximos, os joelhos entre as pernas massageando as intimidades indiretamente por cima da calça. 


- Por enquanto eu me contento em tirar teu fôlego - A resposta veio segundos depois, o rosto se afastando pra em seguida se aproximar num encostar de lábios singelo, até que aprofundaram com a língua e não demorou pra que estivessem iguais aos outros presentes na boate, quase transando, desejosos. 


Estava claro que ambos queriam toques, mais toques, mais sussurros, gemidos e contato. Os quadris de chocavam e as mãos deslizavam pelo corpo um do outro, causando inúmeras sensações. 


Se afastaram minimamente pra andar até um canto escondido, a escuridão impedindo de conseguirem avistar os rostos um do outro, mas não poderiam se importar menos ao voltar para a dança sensual de línguas. Não era uma briga por espaço, era uma dança em que queriam sentir cada canto da boca do outro; o contato mais íntimo que teriam por enquanto por opção, unicamente, do fotógrafo, que pensava seriamente em mudar de ideia. 


- Eu... - Sussurrara o agente sentindo os lábios deslizarem até o pescoço, deixando selares e marcas que no dia seguinte ficará mais forte - ...acho melhor a gente parar...por aqui - Agarrou os fios avermelhados ao sentir dedos brincarem com seus mamilos por cima da camisa social branca. Não aguenta mais, se o mafioso continuar a brincar desse jeito consigo vai ter que ceder, e não quer ceder. 


- Eu não vou te obrigar a ir pra cama comigo, mas posso te fazer querer ir... - A voz rouca sussurrou abafada no pescoço do agente, que arfou. 


- Você é uma péssima influência - Sussurrou de volta, escutando uma risada fraca em concordância. 


- Talvez - Arfou quando o Kim deixou uma última lambida antes de se afastar e olhar pra lado, para o meio da multidão; curioso, o Jeon também olhou notando a presença dos três mosqueteiros que pareciam badboys famosos entrando na boate - Tenho que ir, amor, mas fique á vontade na minha boate... - Puxou o fotógrafo pelo pescoço e lhe deu um beijo molhado - ...só não se divirta demais - Piscou um olho e se afastou com a expressão séria, os passos fazendo o quadril se mover deliciosamente, o terno vermelho marcando a cintura masculina do mafioso, que se aproximou dos três homens parados e começou a falar algo, aparentemente brigando com eles. 


Se recompôs e rumou para o meio da multidão, se aproximando do avermelhado e vendo os três pares de olhos lhe encararem, disfarçando a surpresa. 


- Passa lá em casa amanhã á noite - Sussurrou no ouvido do mafioso e se retirou da boate sem pagar o drink que bebeu. 


(...) 


11.04.2020 


Não havia dormido. Passara a noite em claro assistindo séries e pensando no porquê de ter feito a burrice de convidar Kim Taehyung para o apartamento, é como se tivesse alucinado pelos toques dele. Mas agora não pode voltar atrás, não pode simplesmente mandar uma mensagem desmarcando o encontro pra sexo - um pouquinho de doce é bom, muito já é cansativo. 


Lembrou do momento em que Park Jimin, Jung Hoseok e Min Yoongi entraram na boate. Por que aconteceu aquela briga? Eles fizeram algo de errado? O Kim descobriu alguma coisa? Se for alguma dessas opções precisa se afastar, não sabe o que ele pode ter descoberto e não sabe se o próprio nome está no meio. 


Após pensar muito o sono lhe atingiu e decidiu dormir com a televisão ligada, mas não se importa tanto em perder a série que passava, primeiro que ela não prendeu a atenção dele, segundo que após alguns episódios a série vai pausar por ela mesma perguntando se ele ainda quer assistir. A resposta é claramente "não". 


O sono deve ter sido pesado e muito bom, pois só acordou depois do almoço e faltando três horas para o apartamento ser presenteado com a presença vislumbre de Kim Taehyung, que não lhe mandara mensagens o dia inteiro causando um resquício de preocupação em sua mente, porém tentou não grilar tanto com o assunto, em vez disso, começou a se preparar para a possível transa sem vontade alguma. Não está excitado, não está com vontade de ficar excitado, e não quer transar, "mas o esforço vale a pena" - Repete a mesma frase na própria mente várias e várias vezes tentando convencer a si mesmo. No final sabe que não vai conseguir resistir ao "charme" do V, nunca conseguiu nas vezes passadas; é como se as palavras, o modo de falar, até mesmo a respiração fosse sexy, tentadora e capaz de fazer um virgem que não quer transar querer fazer atos obscenos com ele. 


Não julga. 


Aos poucos foi se arrumando e tentando entrar num clima sensual, porém não conseguia mesmo lembrando de músicas sensuais na mente ou de vezes que se excitou, até mesmo do beijo na noite passada. Tentativas falhas. Ajeitou as coisas e escondeu o que poderia lhe entregar, não precisando aparar as coisas "lá embaixo" por fazer isso constantemente pois prefere ficar "lisinho". Quando terminou de se arrumar, esperou sentado no sofá assistindo uma série qualquer e comendo algumas uvas pra se distrair. Se sentia um virgem.  Toda vez que aparecia uma cena mais quente se perguntava se ainda sabia transar visto que faz anos que não vai pra cama com alguém, e ficou um pouquinho mais nervoso ao ouvir três batidas na porta e uma voz rouca sussurrar "toc-toc" numa piada sem graça, mas bem a cara do mafioso. 


Lentamente a passos nervosos andou até a porta e a abriu tentando entrar no clima, vendo o homem com uma camisa social vermelha, uma calça e um sapato, ambos sociais e pretos. Sexy. 


- Olá, meu amor - V cumprimentou com o costumeiro sorriso cafajeste e um cigarro apagado nos lábios - Como está?



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