História Código de Conduta - Capítulo 16


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura a todos

Capítulo 16 - Tudo de mim


—Cadê o meu papai? – protestava o garoto de cabelos pontiagudos ao ficar frente ao Lincoln preto de Yamcha

—Tem mais o que fazer! Então não toma o meu tempo e entra logo na droga do carro fedelho – disse ríspido

—Eu não vou com você! – Goten fala cruzando os pequenos braços frente ao corpo completamente decidido.

Yamcha rosnou com aquilo e se abaixou a altura do garotinho ao se agachar.

—Escuta aqui, eu to pouco me lixando se gosta ou não de mim, é bom aceitar que seu pai tá comigo e que ele me ama. Fazer essas suas birras de fedelho só vai fazê-lo ficar zangado com você, é isso que quer? – Yamcha fala sério e Goten nega com a cabeça – não é o que queremos, não é? Então mantenha esse seu gêniozinho ruim guardado quando estiver perto de mim, ou posso convencer seu pai a te colocar num colégio interno de vez, e aí só encherá meu saco a cada 15 dias entendeu?

Goten engole sua raiva olhando dentro dos olhos daquele homem odioso.

Yamcha se levanta e passa a mão nos cabelos os bagunçando ainda mais.

—Bom garoto, agora entra na droga do carro – ele fala e Goten o faz. Já dentro do carro Yamcha liga o som alto e Goten tampa os ouvidos irritado – é tão irritante quanto a vadia da sua mãe, como consegue? O maldito sangue ruim.

 

(...) 

 

—Eu...— Vegeta começa

—Já disse pra não falar nada! – Goku se irrita e tenta abrir sua porta que estava bloqueada – MAS QUE MERDA! – grita irritado e se vira pra Vegeta.

A mão alcança a maçaneta da porta dele e a abre.

—Que se tá fazendo idiota? – Vegeta rosna

—O que parece? — Goku se irrita e passa por cima do colo de Vegeta, e sai pela porta dele.

A chuva estava muito forte, ele não conseguia enxergar nada, nem mesmo a direção da pista. As mãos passam no rosto.

—Você queria falar, então vamos falar – Vegeta o empurra nas costas ao sair do carro.

—Que se dane Vegeta! Que eu não quero mais falar merda nenhuma! – Goku se irrita se virando frente a Vegeta.

—VOCÊ É UM IMBECIL SE QUER SABER! – Vegeta grita dando as costas e começando a caminhar.

—EU UM IMBECIL? – Goku grita no meio da chuva – DEIXA EU VER? VOCÊ ME USOU, ME FEZ ACREDITAR EM ALGO REAL E DEPOIS ME CHUTOU... ESPERO QUE ESTEJA MUITO BEM AGORA, PORQUE EU SINCERAMENTE TO NA MERDA!

—ACHA QUE É SÓ VOCÊ, SEU VERME MALDITO? – Vegeta grita ao cruzar os braços e voltar a caminhar – NEM SE DEU AO TRABALHO DE ME PROCURAR, achei que...

—VOCÊ ME CHUTOU! – Goku gritou levantando as mãos gesticulando indignado — EU SOU UM IDIOTA, NÃO UM ADIVINHO, VOCÊ ME MANDOU FICAR LONGE DE VOCÊ E EU DEVIA INTENDER O CONTRÁRIO? ISSO É A COISA MAIS IMBECIL QUE ALGUÉM JÁ ME DISSE E OLHA QUE SOU PSICÓLOGO. – Goku grita e Vegeta o bateu. Ele levou a mão no lugar – AIII! VOCÊ ME BATEU? – pedi incrédulo

E Vegeta bateu contra o peito de Goku agora ainda mais irritado.

—QUER SABER? EU ME IMPORTO, EU MENTI EU... RWNNR ...  EU ODEIO VOCÊ E TODA ESSA SUA MANIA IRRITANTE DE FAZER PARECER QUE TUDO FICARIA BEM QUANDO...  – Vegeta gritava chorando – quando nada ficou bem... e...

Goku segurou seus braços o olhando nos olhos

—Me olha nos olhos e mente pra mim – Goku fala – mente que tudo é melhor quando estamos juntos, mente que nosso encaixe é perfeito, mente que tudo dura apenas uma noite... mente... me faz acreditar em algo real ao menos mais uma vez – Goku pedi  segurando a nuca de Vegeta o puxando contra sua  boca.

As bocas se encaixam e os lábios se sugam e se afastam com os dois se olhando e então Vegeta leva às mãos no pescoço de Goku enlaçando e as bocas voltam a se buscar, dessa vez num beijo mais profundo, mais forte, mais intenso. A língua pede passagem e logo estavam se explorando, sem pressa, se conhecendo, se reconhecendo atingindo o seu próprio ritmo, o ritmo dos dois, Goku choupou levemente e mordeu o lábio levemente de Vegeta o segurando em meio a um sorriso de lado, os olhos fechados faziam apenas o corpo sentir e responder aquele apelo quente. Sim... definitivamente Vegeta conseguia o tirar do sério por completo. As bocas voltam a se encaixar com as línguas ainda se enroscando e se sentindo e separam—se em busca de ar. Goku encostou Vegeta contra o carro e Vegeta desceu o paletó de Goku que estava encharcado. E voltou a segura a nuca do mais alto com força, alguns selinhos e as bocas voltam a se buscar. Goku alcançou as roupas de Vegeta e pouco a pouco foi despindo o moreno de cabelos chamas. Sentiu o corpo quente misturado a água da chuva separou—se tirando a blusa.

Vegeta abriu a porta de trás do carro e puxou Goku deitando por cima dele no banco de trás. Goku apertava a nuca dele e parecia não querer separar aquele beijo forte. Os lábios começaram a ficar doloridos. sentiu os lábios de Vegeta em seu pescoço descendo dando pequenos chupões e mordidas leves enquanto ouvia os gemidos de Goku que estava ofegando. Foi descendo pelo peito dele e parou sobre o mamilo o chupando e deslizando a língua pelo biquinho que estava eriçado já, sorriu ao ver a pele de Goku se arrepiando. Amava todo aquele corpo, bem como as expressões de prazer vindas dele. Continuou os lábios pelo abdômen e deslizava a mão e a língua alternado com pequenas chupadas principalmente nos gominhos, a mão atingiu o membro primeiro sobre a calça sentindo o quanto estava duro, parecia ter vida própria ali dentro e gritava por libertação.

Vegeta se levantou levemente e olhou nos olhos de Goku que o olhava compenetrado. Sentiu a mão dele em sua face e buscou os lábios ao mesmo tempo que Vegeta desabotoava a calça de Goku e abria o cinto e libertando o membro. Com a mão Vegeta começou a massageá-lo lentamente pra cima e pra baixo e ouvia os gemidos sôfregos de Goku em meio aos lábios. Se separou daquele beijo e voltou a baixo olhando nos olhos dele que o olhava fixamente com tamanho desejo que era o bastante para excitar Vegeta. Deslizou a língua por toda extensão do membro parando sobre a glande inchada que escorria tamanha era a excitação eu Goku estava e Vegeta sorriu provocativo ao deslizar a língua ali e dá uma pequena sugada. Ouviu o gemido alto de Goku que fechou os olhos e tombou a cabeça para trás.

Vegeta passou então a dar pequenas sugadas e alternava com as mãos e colocou o pênis então todo na boca o engolindo por completo e começou a mover-se mais forte, sentiu a mão de Goku se agarrar emaranhando seus cabelos e olhou o vendo o observar, apreciando aquilo, e Vegeta podia ver todas as caras e bocas de Goku.

—Você me deixa louco sabia? – Goku fala ofegante – completamento louco

Vegeta sorriu com aquilo

Ouviu os gemidos cada vez mais intensos de Goku

—Ahhh... eu... não consigo... – Goku fala ofegando forte

—Goza – Vegeta sussurra ao dar uma pequena sugada – goza só pra mim

Goku não aguentou aquilo e com um gemido rouco libertou toda a sua essência na boca de Vegeta que engoliu toda. Goku ainda estava atordoado quando sentou—se puxando Vegeta para o seu colo terminando de tirar a calça dele. As mãos agarraram com força a bunda redonda e a boca o buscou forte agora, as mãos subiram pela cintura e pelas costas com leve apertões a medida que Goku deslizou a língua pelo pescoço de Vegeta o chupou a curva do pescoço e do ombro.

—Você é só meu – sussurrou Goku no ouvido de Vegeta

As mãos então tocaram nos machucados na pele de Vegeta que desviou o olhar dele, Goku segurou o queixo de Vegeta o fazendo olhar pra si.

—Não pode amar quem te faz isso – ele fala sério o olhando — não pode ter me trocado por isso.

Vegeta coloca a cabeça contra o peito de Goku que o abraça.

—Me diz tudo... por favor, não faz isso comigo – Goku pedi

—Só... me deixa sentir isso – Vegeta pedi e finalmente olha para Goku que trinca o maxilar frustrado o olhando nos olhos. Mas leva as duas mãos a face de Vegeta e o segura beijando novamente.  

O que eu faria sem a sua boca inteligente

Me atraindo, e você me afastando

Minha cabeça está girando, sério, eu não consigo te decifrar

O que está acontecendo nessa mente linda?

Estou em sua jornada mágica e misteriosa

E eu estou tão tonto, não sei o que me atingiu, mas eu ficarei bem

 

O beijo começa terno e cheio de sentimento, os lábios se tocavam, se comunicavam sem uma única palavra ser expelida, a língua veio como um complemento de amor e paixão entre eles. A sincronia era feita, oras lenta e suave, horas rápida, inquieta e desesperada. As mãos se buscavam com tesão e desejo

 

Porque tudo de mim

Ama tudo de você

Amo as suas curvas e seus contornos

Todas as suas imperfeições perfeitas

Me dê tudo de você

Eu darei tudo de mim para você

Você é o meu fim e o meu começo

Mesmo quando eu perco estou ganhando

Porque eu te dou tudo de mim

E você me dá tudo de você

 

Separam-se para buscar o fôlego desesperadamente, os lábios vermelho intensos dos pequenos chupões perdidos, as testas se encontram fazendo as respirações se chocarem enquanto um segura a nuca do outro, um sentindo a segurança do apego e do sentimento do outro totalmente entregues e despidos de preocupações ou medo. Goku posiciona o membro sobre a entrada de Vegeta que desce lentamente sobre ele até finalmente se encaixarem completamente. Goku segurava na cintura de Vegeta com um abraço e voltam a se beijar, as mãos de Vegeta apertavam os braços de Goku enquanto os lábios deixavam escapar gemidos insistentes.  

Nem sempre as coisas são boas ao serem fortes e arrebatadoras, as vezes o melhor entregue é apreciado, sentido na pele, nos cheiros, nos toques lentos... no provar, degustar e sentir... sentir lendo e intensamente... se amar.

Os movimentos de subida e descida de Vegeta ora eram lentos, ora mais rápido, sentiu Goku mordiscar seu lábio e começar a morde levemente seu queixo, sua maçã do rosto era beijadas e sentidas. Como era diferente aquilo? Goku sempre o deixou marcado, mas Vegeta nunca sentiu a mínima dor com anda daquilo, pelo contrário... as marcas pareciam efeito colateral de se entregarem tão intensamente. Vegeta sentia as chupadas e mordiscada de Goku em seu pescoço descendo, ele não conseguia conter os gemidos, àquela altura era impossível.

—Sou louco por você – Goku sussurra no ouvido de Vegeta que agora se movimentava mais rápido e mais forte

Os corações estavam batendo muito forte e muito rápido

—Sou seu – Vegeta sussurra deixando escapar surpreendendo Goku

Em poucos instantes ambos chegam ao ápice gozando finalmente.

—O que disse? – Goku pergunta ofegante segurando o rosto de Vegeta o encarando

—D-disse que sou seu – hesita Vegeta ao se dar conta que tinha falado

Goku o abraça contra o peito

—Porque me deixou daquele jeito? – pedi o moreno de cabelos pontiagudos

—P-porque foi preciso... foi o melhor pra você – Vegeta fala – por favor não me odeie

—Eu não te odeio – Goku fala e deitando-se puxa Vegeta para si

 

Quantas vezes eu tenho que te dizer

Mesmo chorando você é linda também

O mundo está te castigando, eu estou por perto acompanhando tudo

Você é minha ruína, você é minha musa

Minha pior distração, meu ritmo e minha melodia

Eu não posso parar de cantar, está tocando, em minha mente para você

 

porque deixou isso acontecer? – Goku fala ao deslizar novamente os dedos sobre uma marca em Vegeta que gemeu levemente pela dor

—E—eu...eu não sei...só... deixei... – Vegeta confessa mantendo a cabeça apoiada no peito de Goku e os olhos fitando o banco da frente sentindo-o passar os dedos pelos seus cabelos

—Eu quero ficar com você – Goku fala

—Não pode — Vegeta adianta – por favor não insista nisso – pedi o moreno de cabelos chamas

—Vegeta... – Goku começa

—Você pediu uma noite... eu te dei ela.

—Não faz isso—Goku fala frustrado o puxando a olhar pra ele

—é melhor assim tá bom, nós sabemos que isso não ia dar em nada desde o começo, somos diferentes e queremos coisas diferentes. – Vegeta fala – isso nunca vai dar certo Goku.

Do lado de fora a chuva começava a estiar

—Eu posso te provar o contrário – Goku fala sério o encarando

O telefone que voltava a ter sinal começa a tocar insistentemente

Os dois se encaravam

—Atende essa droga – Vegeta manda e sai de cima de Goku e volta a vestir as roupas que estava encharcada

Goku pegou o smartphone na parte da frente do carro

—Onde você tá? – Yamcha perguntava irritado do outro – acho bom ter uma boa desculpa Goku, ou juro que

—Sofri um acidente com o carro – Goku fala ríspido

—Acidente? – Yamcha se desespera – como assim acidente? você tá bem?

—Eu tô bem, só peguei uma torrencial e o carro saiu da estrada, não tinha sinal e vou precisar do guincho

—Tá – Yamcha fala – onde você tá?

Goku olhava pra Vegeta do lado de fora que terminava de se vestir e fica pensativo em tudo daquela noite, o que ele estava fazendo? Ou melhor o que os dois estavam fazendo? Aquilo estava saindo do controle do que ele era.

—Em algum lugar da noventa e cinco, eu não sei ao certo, estava chovendo muito, algo entre os quilômetros trinta e cento e vinte, sei lá – Goku fala displicente – eu vou procurar uma referência e pedir um guincho, não se preocupe, como está o Goten?

—Tá, me liga qualquer coisa – Yamcha fala —ele jantou e foi dormir perguntando por você pra variar.

—Obrigada por cuidar dele, eu... eu vou sair daqui o quanto antes prometo – Goku fala e encerra a chamada. Ele passa as mãos pelos fios negros e desce ao rosto e começa a se vestir

Ele sai do carro.

—Fique aqui, vou tentar achar onde estamos – Goku fala

—Eu vou com você – Vegeta fala firme.

—Se que sabe – Goku fala um tanto displicente.

Eles começam a caminhar em silencio por um tempo e logo acham a rodovia a frente. Olhando bem a frente tinha um bar de beira de estrada, ambos vão caminhando até lá e assim que entram atraem os olhares do local pra eles.

—Sabe me dizer onde estamos exatamente, eu preciso de um guincho – Goku fala ao barman o mesmo o informa e Goku se afasta fazendo uma ligação.

—Me vê um whisky puro, na verdade deixa a garrafa – Vegeta pedi.

A gravata frouxa e mal amarrada, as roupas ainda molhadas

—Então... vocês...— começa o barman e Vegeta puxa o distintivo.

—Sem perguntas verme — ele intimida – droga de tempestade – rosna e vira o copo fazendo uma careta pelo álcool que desceu queimando e serve mais um copo.

—O que se tá fazendo? – Goku pedi ao voltar à mesa.

—O que parece que eu to fazendo? – Vegeta pergunta ríspido – tá frio, to cansado, to perdido e ainda com você, acho que álcool é bem-vindo.  

Goku o fita irritado, como conseguia ser tão arrogante e cabeça dura? Goku simplesmente não entendia como Vegeta conseguia se manter sempre tão irritantemente controlado, algo tinha que abalar aquele homem, não era possível!

Goku estava ali sofrendo e pensando em como tudo que estava ruim pode piorar, mas Vegeta parecia calmo e sereno, com o mesmo maldito semblante firme.

Vegeta por outro lado sentia o maldito peso do ciúmes, como odiava ainda mais Yamcha, na verdade pensava seriamente que Jiren e Yamcha poderia dividir a mesma bala na cabeça, e de preferência que fosse ele a dispara-la.

—Não deveria beber dessa forma – Goku é enfático.

—Foda-se – Vegeta é seco – o maldito fígado é meu – disse e virou mais uma dose.

—O guincho tá a caminho já, vai levar uns quarenta minutos – Goku fala se sentando e ouviu apenas um rosnado de Vegeta.

Bebida e mais bebida, copo atrás de copo.

Goku olha o relógio.

...

—Merda Vegeta! Porque bebeu tanto? – ele rosna agora tentando arrastar o moreno de cabelos chamas para fora, e Vegeta se negou a soltar a garrafa de whisky.

—Não interessa – Vegeta rosna e vira um gole na boca da garrafa

—Sério, eu juro que quero te intender, mas tá difícil Vegeta — rosna Goku irritado.

—Não intenda, me faz um favor, esquece essa merda toda – Vegeta pedi com a voz embargada pelo álcool.

—Você só pode tá de sacanagem comigo né? – Goku exaspera – isso é o que pra você?

Vegeta para e o olha

—Você pediu pra eu mentir não foi? – Vegeta mente mais uma vez – só fiz o que me pediu – desdenha falsamente o moreno de cabelos chamas provocando uma intensa raiva em Goku.

Goku fica ofegante pela raiva que sobe, sentia seu sangue ferver naquele instante.

—Agora eu sei porque tá todo marcado assim, porque gosta disso, não é? – Goku fala irritado apertando o braço de Vegeta o encarando com raiva, mesmo sabendo que não deveria falar, mas naquele momento estava mais cego de raiva, talvez se arrependesse depois, mas naquele momento ele só queria desabar – talvez faltou disso de mim pra você! É um maldito sádico frio e sem sentimento algum, não é isso? Eu preocupado, mas fez isso porque querer, quer estar com quem te causa dor, porque é disso que gosta, disso e de fuder com quem te o mínimo de sentimento e respeito por você, é filha da mãe Vegeta, merece cada uma dessas marcas – Goku solta o braço de Vegeta e se afasta caminhando a frente de volta ao carro.

Sentiu os olhos arderem pelas lagrimas que vinham, talvez corrompido por raiva de si mesmo por ser tão infeliz nos dizeres como nunca foi em toda a sua vida.  

Vegeta sentia o coração bater forte contra o peito com uma dor tão forte que ele não sabia mensurar naquele instante e da mesma forma não conseguiu conter a raiva e o choro. Virou a garrafa de whisky bebendo mais sentou-se na margem da pista.

 

Passados alguns minutos ele se levanta sentindo o corpo pesado e percebeu que estava bêbado. Mais apenas continuou bebendo e caminhou até o carro. Goku estava afastado com os braços cruzados e calado. Nenhum deles falou mais nada. E o guincho não tardou a chegar e bem que o motorista do guincho tentou puxar assunto naquele instante, mas foi impossível. Nenhum dos dois respondia. No primeiro posto dentro da capital Vegeta desceu. Não ia ficar ali, não ao lado dele.

Olhou para o bar e entrou no mesmo. Não tinha mais preocupação, perturbação, o álcool finalmente tinha feito seu trabalho de forma eficiente.

...

Ele poderia definir aquilo como a maior insanidade da sua vida, o que estava pensando? Ele só queria conversar, mas não deveria fazer isso. Era tarde, mas depois de tocar a campainha a porta se abriu e antes que ele tivesse chance de dar as costas a voz disse:

—Vegeta?! – surpreendeu-se – o que faz aqui? Ainda mais essa hora?

Maldito álcool, ele só precisava conversar só isso, mas que droga estava passando na cabeça dele?

Virou-se para garota e segurando a nuca dela a beijou, ela pensou em parar aquilo, percebeu que ele não estava normal ou sóbrio o bastante, mas por outro lado aquilo definitivamente era uma fantasia e tanto que ela sempre teve, não podia mentir, e estando ali de tão bom grado em sua porta, ela não negaria, não mesmo, principalmente depois de toda a confusão que andava sua cabeça por culpa de uma certa garota de cabelos negros.

O puxou para dentro e sem largar o beijo bateu a porta com o pé e foi tirando a roupa dele à medida que subiram para o quarto. Para Vegeta era algo inédito, mas sua mente definitivamente não estava nos seus melhores encaixe depois de tudo aquilo. Peças pelo chão, e razão que ficou na rua.

Precisou de tão pouco pra o quarto ser tomado pelos gemidos, sem perda de tempo... sexo por sexo...

E depois apagam completamente na cama.

 (...)

 

Goku chegou em casa já era muito tarde e Yamcha viu a roupa que ainda estava um tanto úmida.

—Coitadinho, deve estar congelando – fala ao beijar Goku. Mas esse segura os ombros de Yamcha e o olha nos olhos.

—Você não sabe quando aceitar o não, não é? – ele pergunta o olhando nos olhos.

—Eu amo você, e faria o que for preciso – Yamcha fala sério olhando nos olhos.

Goku o puxou com certa brutalidade e o beijou.

Dessa vez no quarto os gemidos eram de dor misturado ao prazer, sexo por sexo, frustações extravasadas e somente isso. O corpo marcado e ganhando cada vez mais roxos e marcas, até que Yamcha despenca exausto.

Já Goku abre a banheira e deixa encher e se afunda nela fechando os olhos pensando naquela droga de noite.

—Eu só posso tá louco – murmura consigo

 

 (...)

 

Os raios de sol inundavam o quarto, o cheiro forte de café atingiu as narinas o despertando tão lentamente... a cabeça estava pesada e doía tanto. As pupilas se retraíram ao tentar reconhecer o local, forçava-se a se situar e aos poucos foi vendo que não estava no seu quarto.

—onde eu to?— murmurou tão baixinho com a boca pressionada contra o travesseiro.

Estava de bruços e o braço caído para fora da cama.

—Quer café? – a voz era alta e estridente para sua cabeça. Gemeu sentindo a dor — e analgésicos pelo visto...

Se levantou de uma vez se sentando na cama percebendo a sua acompanhante que deslizava a mão sobre ele. Ele não sabia dizer o que passava na sua mente naquele instante, mas sem dúvidas pânico era sem dúvidas a maior delas. Se viu nu, a viu nua...

—Por favor não diga que a gente...—ele começa quase suplicante.

—Claro que sim né Vegeta – ela fala avida – e devo dizer que foi muito bom – ela riu maliciosa.

Ele se levanta puxando o lençol e se enrolando e ela arqueia a sobrancelha o olhando curiosa.

—Não deveria ter aberto a porta, na verdade não deveria ter feito nada disso Bulma! – ele rosna irritado.

—Agora já foi né Vegeta! – ela fala – suas roupas tão ali, toma um banho, tá puro whisky – ela ri se levantando e ele vê o corpo nu branco e vestindo então o roupão para na porta – tem café, te espero lá em baixo.

 

“ótimo, além de ficar com uma garota eu nem ao menos me lembro direito de porra nenhuma, deus me odeia só pode! Ressaca alcoólica e moral, bravo Vegeta, chegou ao fundo do poço”

(...)

 

Aquela reunião com a equipe de investigação foi a mais silenciosa e constrangedora que já aconteceu até aquele momento. Ninguém falava, ninguém se olhava e Yamcha olhava pra todos e fitava cada um.

—Vocês estão bem? – ele pediu curioso.

Mas todos mantiveram silencio apenas consentindo.  

 

Dentro do elevador Vegeta e Bulma trocavam farpas entre amigos.

—Pelo amor de deus esquece essa merda, nunca mais vai acontecer – Vegeta passava a mão no rosto irritado.

—Tá já entendi, mas eu não ligo que se quiser mais vezes, juro – Bulma fala de forma pervertida fazendo Vegeta corar.

—Como é vulgar, como você consegue?

—E gostosa, não parou de dizer isso ontem— ela o provoca deixando Vegeta ainda mais corado.

Vegeta encosta a cabeça contra a parede do elevador e começa a bate-la em notória frustração.

—Deus me odeia – fala um tanto choroso e Bulma ria

—Fica calminho cowboy, eu não sou tão tonta tá bom, só to zuando – Bulma fala abraçando Vegeta por trás e a porta se abre e Goku estava ali parado.

—Atrapalho? – ele perguntou arqueando a sobrancelha e Vegeta não teve reação rápida aquilo – vou de escada – Goku fala e dá as costas.

—Não espera – Vegeta fala, mas a porta se fecha novamente —merda! – rosna

—Não entendi nada, vocês brigaram foi? Goku parece tão zangado hoje. – Bulma fala alheia e inocente.

Vegeta apenas sacode a cabeça e sai no andar do estacionamento buscando o seu carro. Na sua cabeça, nada podia piorar, até o seu celular tocar.

—Alô – ele fala ríspido

—Olá meu pequeno, senti sua falta e por isso resolvi passar o fim de semana contigo – Jiren fala

Vegeta fecha os olhos.  Sim, definitivamente Deus o odiava.

 


Notas Finais


trechos citados pertencem a musica All Of Me - John Legend
link: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=450p7goxZqg


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