História Codinome Beija-Flor (Limantha) - Capítulo 78


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Categorias Malhação
Tags Limantha
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Palavras 886
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 78 - Sou eu assim sem você


Lica — Point of View.


Saí do quarto, ainda contrariada, mas com a certeza de que, se Michel e Katarine estavam ali, é porque estavam arrependidos. Cheguei na sala, K1 estava abraçada a MB. Os dois estavam em silêncio, eles se levantaram rápido e ficaram me olhando e eu, alternando o olhar entre os dois.

- Que cara de velório é essa de vocês dois?

Eles se entreolharam, assustados. Deixei escapar um sorriso divertido.

- É...

MB gaguejava.

- Então, Lica. Nós viemos conversar com você.

Katarine disse, construindo uma frase completa e com sentido.

- Bom, estou aqui, podem falar.

- Fácil assim?

- Ué, K1. Como você esperava que fosse ser?

- Eu pensei que você não fosse querer nos receber, muito menos olhar na cara e menos ainda falar com a gente.

- É. Como você sabe disso?

- Ah, te conheço né, Lica? – Ela respondeu, convicta.

- É. Nesse ponto vocês me conhecem. – Respondi, irônica.

- Olha, Lica. Eu nem sei por onde começar. Não sei mesmo. – MB se manifestou andando de um lado pro outro visivelmente nervoso. – Queria chegar aqui, te dizer um monte de frases feitas e bonitas, que falam sobre perdão e o quanto eu me sinto culpado e arrependido, mas não achei nenhuma que englobasse todos esses itens.

Sorri, sem acreditar que estava ouvindo aquilo. MB sempre assim, inacreditavelmente único.

- E eu falei pra ele, Lica. Eu disse que alguma coisa nessa história tava errada. Mas aí, depois daquele dia na cabana, que a gente conversou...

- Você acreditou que eu tinha mesmo me cansado da Samantha, K1? Mesmo depois de tudo que eu passei ao seu lado, naquela viagem?

- Você sempre se saiu bem nas peças de teatro, Lica. Lembra daquela vez que a sua peça era comédia e você ganhou como melhor drama?

Sorri, ao lembrar daquele dia.

Katarine sempre assim, inesquecível.

- Eu sei que falei muita coisa pra vocês naquele dia, mas eu não podia arriscar a vida da Samantha. Eu esperava que vocês acreditassem na situação, mas não que...

- Virassem as costas e te acusassem de coisas fortes e injustas? – MB completou.

- É. Eu sei que, por vários anos da minha vida, eu me mostrei mimada, egoísta, brinquei e enganei as pessoas com que me "relacionei", mas eu sempre deixei claro que não queria me prender a ninguém. Nunca fui injusta e nem sem escrúpulos, MB.

Ele abaixou a cabeça sem nada dizer. Eu prossegui.

- Naquele momento, sendo vítima das ameaças do meu pai, ter ouvido você me comparar a ele e dizer que eu nunca tive escrúpulos. Ou que eu sempre tive um coração de gelo que não sabe amar e nem dar amor, foi uma das coisas que mais me doeu na vida, Michel. Não sei se você tem noção do quanto eu estava e me sentia sozinha.

- Eu sei, Lica. Você não sabe o quanto eu me arrependo de cada palavra, de cada acusação que eu fiz. Eu me deixei levar por uma fase sua que já não existia mais. Depois que você conheceu a Samantha, você, realmente, mudou. E mudou muito.

- Naquele dia, eu só queria e precisava de um abraço de vocês. Mas, quando eu mais precisei que vocês me apoiassem, eu fiquei sozinha.

- Você não vai nos perdoar nunca, né? – Katarine perguntou, magoada. – Acho que, por te conhecer, eu tenho essa sensação.

- Não, K1. Eu não vou.

Vi os dois abaixarem a cabeça. Uma lágrima densa caiu dos olhos de MB, caiu e molhou o sapato. Em silêncio, eu o acompanhei abaixando rápido e limpando a lágrima. Quis gargalhar, mas segurei. Katarine tocou o ombro de MB e apontou a porta. Eu continuava parada, impassível. Quando eles deram os primeiros passos em direção à porta,

Completei:

- Eu não vou perdoar nunca, porque eu já perdoei agora seus idiotas!

Em câmera lenta, eu vi os dois se virarem, rápidos, trôpegos. K1, que antes tocava MB com cuidado e ternura, o empurrou. MB, que se apoiava em K1, a puxou. Os dois vieram, entre trombadas e tropeções, em minha direção. Me abraçaram e apertaram muito. Entre lágrimas e sorrisos, juramos esquecer aquele episódio, mas sem deixar de aprender a lição que ele nos trouxe.

Confie e acredite em teus amigos.

Nos verdadeiros amigos. Preserve, perdoe e conserve. Cultive verdadeiras amizades porque, apesar das brigas, diferenças e desencontros,

"A amizade é o amor que nunca morre."



“Avião sem asa,

fogueira sem brasa,

sou eu assim sem você.

Futebol sem bola,

Piu-piu sem Frajola,

sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim

se o meu desejo não tem fim.

Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes

vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho,

Bochecha sem Claudinho,

sou eu assim sem você.

Circo sem palhaço,

namoro sem amasso,

sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar,

Tô louca pra te ter nas mãos.

Deitar no teu abraço,

Retomar o pedaço que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você

e a solidão é o meu pior castigo.

Eu conto as horas pra poder te ver

mas o relógio tá de mal comigo

Por quê?

Por quê?

Neném sem chupeta,

Romeu sem Julieta,

sou eu assim sem você.

Carro sem estrada,

queijo sem goiabada,

sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim

se o meu desejo não tem fim.

Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes vão poder

falar por mim

Eu não existo longe de você

e a solidão é o meu pior castigo.

Eu conto as horas pra poder te ver

mas o relógio tá de mal comigo.”

Sou Eu Assim Sem Você — Adriana Calcanhoto



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