História Codinome Beija-Flor (Limantha) - Capítulo 79


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Categorias Malhação
Tags Limantha
Visualizações 576
Palavras 888
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 79 - Skap


Samantha — Point of View.


Enquanto estava no quarto, recebi outra ligação. Caminhei até a sala com a missão de retornar a ligação. Antes, precisava falar com Lica. Estava preocupada em como ela lidaria com os amigos, mas percebi que estava tudo bem, quando ouvi as risadas vindas da sala. Os três estavam amontoados no sofá conversando e rindo. Me juntei a eles, mas não consegui disfarçar a expressão preocupada por muito tempo.

- Que foi, Sam? Tá tensa, amor.

Me afastei de seus braços. Olhei para MB e K1 com o olhar, elas me incentivavam a falar.

- Eu não sei bem como te contar isso, mas seu pai está sendo acusado de latrocínio, receptação, estelionato, lavagem de dinheiro, além de sequestro e cárcere privado.

Latrocínio - roubo seguido de morte.  

Receptação - receptar algo ou produtos roubados

Estelionato - obter para si vantagem ilícita por meio de erro ou ardil.

Lavagem de dinheiro - dar fachada de dignidade a dinheiro de origem ilegal.

Sequestro e cárcere privado - Privar alguém de sua liberdade, mediante sequestro ou cárcere privado é punivel com reclusão, de 1 a 3 anos. Podendo ser aumentada de 2 a 5 anos se a vítima é ascendente, descendente ou cônjuge do agente

O silêncio que se seguiu foi de surpresa. Apreensão e tensão.

- Uou! – Lica exclamou, surpresa. – Eu sempre soube que meu pai foi desonesto, corrupto, mas...

- Eu sei que, apesar de tudo, ele continua sendo seu pai, Lica. Mas ele tem que pagar pelos crimes que cometeu.

- Eu sei, Sam. Eu acho justo que ele pague por cada um. Eu só fico chateada.

Lica não completou a frase. Suas lágrimas magoadas tomaram conta de todo seu rosto. Ela não completou a frase, mas o silêncio disse por si só. MB e K1 se juntaram ao abraço. Com muita dificuldade, Lica ainda perguntou:

- E minha mãe?

- Ainda não descobriram nenhuma ligação dela com todos esses crimes. E, como a polícia não conseguiu pega-la em flagrante naquela dia, na casa da serra, ela alegou estar no cabeleireiro. E, pelas investigações, ela – de fato – tinha um horário marcado naquele mesmo dia e horário.

- Mas e o pessoal do salão, ninguém os interrogou? – MB perguntou, curioso.

- Sim. E eles confirmaram que ela estava lá.

- Minha mãe sempre foi uma coitada. Acho que ela não teria coragem de participar de tantas coisas ilegais. Ela fazia as vontades do meu pai, porque em troca ganhava mais dinheiro para gastar e esbanjar com as amigas.

- Você tem a gente agora, Lica. Força! – Katarine afirmou, reafirmando.

Nos apertamos em um abraço confortante. Reconfortante. Precisávamos unir nossas forças para manter aquela chama acesa, a chama da esperança. Esperança de Lica. MB e K1 logo se despediram, foram levar Mateus na sorveteria. Anderson voltou para seu apartamento, acho que foi combinado, mas, de qualquer forma, voltamos a ficar a sós. Lica ainda estava calada e pensativa. A chuva começava a bater no vidro da janela, sentei no sofá e a puxei para meu colo. Eu passava a mão e acariciava seus cabelos. Ela me olhava e sorria, nos comunicávamos por gestos e olhares. O silêncio era quebrado pelas gotículas de chuva e elas pareciam lavar o barulho da dor. Eu me sentia, novamente, rodeada pelos muros do nosso mundo. Aquele nosso velho e perfeito mundo. Abaixei a cabeça e rocei meu nariz no seu, ela sorriu e me iluminou. Lica levantou a cabeça e roçou sua boca na minha. Ela sorriu e me arrepiou. O frio da chuva sendo substituído pelo calor do amor..

 

●●●

  

Lica — Point of View.

 

A chuva, depois de muito tempo, voltava a cair. Ali, nos braços de Samantha, eu me sentia capaz de enfrentar qualquer tempestade. Mas, dessa vez, ela tinha um ritmo diferente. Era chuva calma, tranquila. Eu olhava em seus olhos e sentia encontrar a minha alma, é a minha alma ali, dentro dela. Depois de tantos outros, tantos anos. Depois de tanta dor e sofrimento mais uma vez, "Eu tiro um arco-íris da cartola e refaço colo pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior.  Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem e nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço"

E ali, nos braços dela, eu encontrei a felicidade plena, pura. Eu sentia o vento bater suave, refrescante, sentia e pensava:

"Que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços."

- Você me faz parecer menos só, Sam. Menos sozinha.

- Você me fez acreditar de novo no amor, Lica.

- E eu me apaixono por você todos os dias.

  


“Quando você pinta tinta, dessa tela cinza

Quando você passa doce, dessa fruta passa

Quando você entra mãe-benta, amor aos pedaços

Quando você chega nega fulô

Boneca de piche

Flor de azeviche

Você me faz parecer menos só

Menos sozinho

Você me faz parecer menos pó

Menos pozinho


Quando você fala bala, no meu velho oeste

Quando você dança lança flecha, estilingue

Quando você olha molha meu olho que não crê

Quando você pousa mariposa morna, lisa

O sangue encharca a camisa

Você me faz parecer menos só

Menos sozinho

Você me faz parecer menos pó

Menos pozinho


Quando você diz, o que ninguém diz

Quando você quer, o que ninguém quis

Quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz

Quando você arde, alardeia sua teia cheia de ardis

Quando você faz a minha carne triste, quase feliz.”

Skap — Zeca Baleiro.



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