1. Spirit Fanfics >
  2. Coexistir >
  3. Seres pequeninos

História Coexistir - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Eu ia postar só amanhã, mas como eu não tinha muito o que fazer, estou fazendo isso hoje qq

Boa leitura~

Capítulo 28 - Seres pequeninos


Fanfic / Fanfiction Coexistir - Capítulo 28 - Seres pequeninos

Esperar Arthur terminar de se trocar foi como estar mergulhado no tédio, esperando que alguma coisa acontecesse. Eu tinha me oferecido para ajudá-lo, mas a recusa veio prontamente. Pisquei os olhos depois de passar alguns segundos com eles focados em meu próprio joelho, para então desviá-los em direção à escada, não demorando em avistar um inglês rabugento descendo os degraus com cautela, segurando um par de botas pretas. Parando no pé da escada, ele tocou a região da lombar, soltando um xingo, e caminhou em direção ao sofá maior, sentando-se com dificuldade.

— Pode me ajudar? — Pediu ele ao me mostrar as botas, mantendo o cenho franzido. Eu balancei a cabeça, saindo de onde estava e ajoelhando-me à sua frente.

Arthur tinha acordado daquele jeito. Ele simplesmente estava irritado com alguma coisa e não sabia explicar o que era quando eu perguntava o que acontecia. Ajeitei a barra da perna do macacão preto, para assim poder puxar os cadarços e apertar o cano curto da bota, questionando se o aperto não o incomodava, e fazendo o laço. Eu poderia aderir ao clichê “são os hormônios”, mas sabia que as coisas não iam bem por esse caminho. Algo poderia ter acontecido ou ele poderia estar simplesmente sem paciência para as coisas que a sua mudança corporal estava lhe causando. Terminando de dar o nó nos cadarços, apoiei a mão no joelho e coloquei-me de pé.

— Está tudo bem, Arthie? — Questionei enquanto dobrava as mangas de minha camisa azul, mantendo meu olhar direcionado ao inglês, insistindo por uma resposta. A pergunta pareceu deixá-lo mais irritadiço, balançando a cabeça diversas vezes em negação, em um claro recado para que o deixasse em paz em relação ao seu temperamento.

Dei suavemente de ombros, segurando sua mão para que ele pudesse se levantar do sofá.

— Está com a lista? — Arthur passou os dedos pela gola de sua camisa branca listrada, parecendo querer deixá-la mais folgada.

— Sim. Vai querer adicionar mais alguma coisa? — Ele balançou a cabeça em negativo e não disse mais nada, indo na direção da porta.

Enquanto andava Arthur fazia algumas pausas, remexendo os pés como se estivesse incomodado com os mesmos. Peguei as chaves enquanto ele abria a porta e ia para o lado de fora, suspirando ao ficar sob os raios mornos do sol. Hoje estava um pouco mais quente do que ontem, mas havia previsão de chuva para daqui alguns dias. Quando coloquei minhas coisas dentro do bolso da calça, novamente me deparei com as sobrancelhas grossas franzidas e os olhos verdes voltados para mim.

— Aconteceu algo? — A pergunta foi feita após eu encará-lo por alguns segundos. Quando respondi que não, o avistei manear com a cabeça e estender a palma. — Vamos logo, então.

Seus dedos entrelaçaram aos meus quando segurei sua mão, ficando ao seu lado. Reparei nos cantos de sua boca que se curvaram ligeiramente para cima, em um singelo sorrisinho. Isso me fez pensar que talvez meu namorado estivesse um pouco carente, mas isso era uma hipótese impossível diante do tanto que passei a mimá-lo de um tempo para cá.

Durante o tempo que passamos sentados um ao lado do outro no ônibus, ficamos divididos entre ler algo informativo e assistir vídeos de bebês e animais que apareciam no feed de Arthur, permanecendo assim próximos um do outro. Eu gostava de como a risada dele soava e de como ele estava aparentando estar mais calmo do que minutos atrás, ficando descontraído com as coisas que víamos, mas isso logo mudou quando eu anunciei que teríamos que descer. O cenho tornou-se mais uma vez franzido.

O inglês reclamou mais uma vez dos pés quando descemos para a calçada, remexendo os mesmos um pouco antes de andarmos em direção ao mercado. Senti a mão de Arthur repousar em meu ombro enquanto eu puxava um dos carrinhos, me levando a virar-me para ele.

— Eu tenho que fazer xixi. — Cochichou como se me contasse um segredo.

— Quer que eu vá com você? — Perguntei em um tom de inocência, apenas para vê-lo revirar os olhos e negar com a cabeça.

— Posso ir sozinho — Ele moveu o corpo para o lado, insinuando que iria para o lado oposto, mas rapidamente voltou-se para mim. — O que você vai comprar primeiro?

— Molho. — Respondi ao puxar o carrinho para mim. — Podemos nos encontrar lá. — E dito isso Arthur foi direto para o banheiro.

Permaneci parado observando-o caminhar, saindo de onde estava assim que ele sumiu do meu campo de visão.

Fazer as compras do mês na maioria das vezes conseguia ser bem chato, uma vez que eu tinha que escolher tudo com cuidado para que não acabasse estragando na despensa, porém agora a quantidade das coisas compradas parecia ter triplicado e acabava duas vezes mais rápido. A verdade era que, com Arthur morando comigo, cozinhar passou a ter um prazer a mais, seja ele me ajudando com coisas pequenas ou ficando sentado à mesa comentando sobre as coisas que fez durante o dia — por mais que ele dormisse uma grande parte do tempo. Ter a companhia dele para qualquer que fosse a tarefa era realmente aconchegante.

Escolhendo e deixando as embalagens de molho dentro do carrinho, ergui a cabeça para olhar o outro lado do corredor, avistando Arthur andando em seus passos lentos e despreocupados por enfim ter se aliviado. Contudo, quando prestei atenção, reparei que ele trazia alguma coisa consigo, esticando um sorriso acanhado ao aproximar-se mais de mim.

— Em minha defesa — Começou a dizer ao deixar o livro que segurava junto aos molhos. — Eu tenho motivos para querer ler isso.

— Arthur, tem um homem seminu na capa! — Comentei ao olhar para a mesma, desviando os olhos até meu namorado.

— É um romance erótico, claro que vai ter um homem quase pelado na capa — Me respondeu parecendo incrédulo com a minha ingenuidade em relação ao livro e seu conteúdo. — Como eu disse, tenho motivos para querer ler isso. — Desviou o olhar para os lados.

Peguei o papel com a lista de compras do bolso da calça, abrindo-o e lendo o próximo item.

— Qual seria o motivo? — Fiz a pergunta ao ficar ligeiramente perto de Arthur. — A nossa falta de sexo?

A reação de arregalar os olhos e mover a cabeça para todos os lados fez com que eu segurasse o riso, acabando por soltá-lo quando vi as bochechas rubras e ele bater em meu ombro.

— Isso não tem... Eu nem sei se nós podemos... — O inglês continuou a falar de maneira desconsertada, olhando o corredor para saber se ninguém iria escutar aquela conversa. — Só estou comprando porque não achei esse livro em canto algum da internet, então vou ter que lê-lo legalmente.

— Tudo bem, eu estava apenas brincando, seu pervertido. — O tranquilizei de acordo com que empurrava o carrinho de compras, em seguida pedindo para que ele ficasse com a lista e me dissesse o que precisávamos.

Era notável o quanto Arthur ainda estava envergonhado com o que eu disse, permanecendo com o rubor nas maçãs do rosto e comprimindo os lábios quando seus olhos alcançavam a minha figura. No meio do caminho, eu cheguei a virar o livro ao contrário, para não ter que ficar encarando a imagem presente na capa; quando deixei o objeto virado, escutei o inglês comentando que não gostava homens muito musculosos e sarados, tendo preferência por homens “magricelas que nem você, Francis” — aquilo tinha sido dito de propósito, e pude constatar isso quando o encarei pelo canto do olho a sorrir.

Antes de prosseguirmos com a listagem, optamos em ir escolher um pacote de fraldas para quando as crianças nascessem. Era comum que gêmeos nascessem prematuros, mas não era nenhuma regra. Arthur estava tomando os devidos cuidados para evitar isso, porém nós não sabíamos como as coisas viriam a acontecer, acabando por decidir levar dois pacotes pequenos — um de prematuro e outro de recém-nascido. O inglês, assim que deixou os pacotes dentro do carrinho, informou que iria até o corredor ao lado, para pegar o algodão e uma tesoura pequena, pedindo para que eu continuasse no mesmo lugar — mesmo que não tivesse feito qualquer menção de me mexer.

As compras poderiam ser resumidas em nós escolhendo os produtos que levaríamos e Arthur começando a reclamar de dor nos pés, alegando inclusive ter vontade de tirar a roupa que usava por estar sentindo a mesma agarrada em suas pernas que começavam a ficar inchadas. A única coisa que o fez voltar a ficar com o humor melhor foi quando os bebês começaram a chutar — anunciando que tinham acordado —, menos quando o faziam com muita força.

— Voltem a dormir — Disse Arthur em um tom autoritário ao passar a mão pela barriga volumosa, fazendo movimentos circulares sobre a mesma ao caminhar junto a mim para a fila do caixa. — Se eu pudesse tirar essa barriga por pelo menos dois minutos, meu Deus... — Sonhou acordado ao soltar o ar pela boca.

— Você está perto de conseguir isso, Arthie. — Apoiei meu braço no carrinho cheio, ficando assim virado para ele. — Dois meses, não é?

— Ainda é muito tempo...! — Resmungou ao apoiar uma das mãos nas costas e outra sobre a barriga redonda.

Cogitei respondê-lo e dizer que este tempo não demoraria a passar, entretanto descartei a ideia ao notar pontas de dedos baterem discretamente em meu braço. Tratava-se de um senhor de feições gentis, com as sobrancelhas minimamente arqueadas e brancas iguais ao pouco cabelo que tinha na cabeça. Senti Arthur ficar mais rente a mim, querendo olhar para aquele que chamou minha atenção.

— São gêmeos? — Perguntou o homem ao apontar brevemente para meu namorado, para assim afastar a mão.

— Sim, um casal. — Arthur foi quem respondeu, parecendo meio tímido e receoso por estar falando com um desconhecido. Ele realmente não era o tipo de pessoa que fazia amizades facilmente.

O senhor voltou-se ligeiramente para o outro lado, para fitar a pessoa que estava na frente e voltando a nos encarar.

— Eu tive duas meninas. — Ele comentou, fazendo-me reparar que seu sotaque era diferente do de Arthur. Parecia irlandês. — Engravidei por insistência do meu ex-marido, e ele não gostou de saber que seria pai de mulher, não. — Torceu o rosto em desaprovação, deixando suas rugas mais evidentes.

Um pequeno sussurro de meu companheiro chegou aos meus ouvidos, enquanto eu somente levantava as sobrancelhas. O quão arcaico e sexista esse tipo de atitude poderia ser considerado? Não havia como adivinhar com que gênero uma criança nasceria durante o ato que ela foi feita. Claramente, havia casais que desejavam ter filhos de determinado sexo, mas ao ponto de tomar essa atitude era um tanto quanto demais. Sequer consegui sentir-me surpreso quando o senhor à minha frente revelou que teve que cuidar sozinho das filhas, pelo ex-marido tê-lo largado após a descoberta.

Não sabia o que realmente o levou a contar sobre isso para nós, mas ele parecia, agora, fazê-lo com menos mágoas, diferente de como deve ter sido no passado.

— Há casos de gêmeos na sua família?

— Sim, os meus filhos. — A risada tornou-se audível segundos depois da resposta dada por Arthur, que foi acompanhado pelo homem mais velho. Aquela era uma situação inusitada que nunca achei que presenciaria.

— Vocês conseguirão se adaptar — O homem velho informava com um sorriso. — Será uma loucura, mas será uma loucura deliciosa.

Arthur pareceu bem conversando com o senhor, às vezes esquecendo-se da minha presença ao seu lado, ficando completamente entretido no que falava. E eu não sabia que ele era capaz de falar tanto.

Com todas as compras guardadas, cortei algumas rodelas de banana, adicionando-as dentro da tigela com leite e farelo de aveia. Quando destranquei e abri a porta, Arthur entrou em casa em uma velocidade quase semelhante à de uma pessoa decepcionada com o mundo exterior, indo ao banheiro mais uma vez e tirando o macacão que o incomodava — após me pedir ajuda para tirar suas botas, obviamente. Ele parecia confortável o suficiente comigo para andar pela casa apenas de camisa e roupa íntima. Se eu não conhecesse o mínimo sobre ele, diria que estava fazendo aquilo apenas para se exibir. Pegando uma colher, me dirigi para a sala, onde o inglês encontrava-se sentado ao sofá e com os pés dentro de uma bacia com água quente.

Como não era de se causar surpresa, ele já estava lendo o livro comprado, com uma expressão de que começava a ficar sem paciência para a narrativa.

Monsieur — Entreguei o recipiente para Arthur, que a segurou depois de fechar o livro e deixá-lo ao lado do celular que cronometrava os minutos. — Como estão os pés?

— Um pouco melhores. — Colocou a colher dentro da boca, deixando-a dentro do pote e segurando o mesmo com a mão destra, para com a canhota desligar o cronômetro que anunciava que os três minutos da bacia quente tinham passado, mergulhando os pés dentro da bacia ao lado, suspirando com o toque da água fria. Levou o dedo indicador aos lábios, engolindo o leite. — As coisas para a massagem estão ali. — Apontou para o lado, balançando as sobrancelhas.

— Certo. É bom ter um escravo, não é? — Comentei brincando ao retornar para a cozinha e pegar uma cadeira para poder me sentar. Da sala, escutei o inglês responder que era uma maravilha.

Deixei a cadeira de frente para Arthur, com espaço suficiente para que ele pudesse esticar as pernas, após pegar a toalha e o tubo de creme. Quando um minuto se passou, os pés foram colocados sobre meu colo, sendo enxugados com cuidado; minha companhia retornou a dar atenção para sua aveia com banana, mantendo-se em silêncio ao mastigar o pouco que conseguia.

— O que está achando do livro? — Eu perguntei ao despejar um pouco de creme na mão, espalhando em minha palma e iniciando a massagem, começando pelos dedos. Arthur suspirou em alívio.

— A narrativa é uma porcaria e... — Pausou a frase para poder levar a colher novamente à boca. — E em cinco capítulos eu descobri que a protagonista tem corrimento, porque toda vez que ela vê o cara, ela diz que a calcinha dela fica molhada. — Ele engoliu para poder soltar uma risada quando balancei a cabeça para os lados.

O inglês me ofereceu um pouco de sua aveia, mas eu apenas neguei, pressionando suavemente seu pé.

— Se bem que, apesar dela parecer uma retardada — Arthur continuava a referir-se à protagonista do livro. — A descrição dela faz com que eu me lembre da Françoise Hardy, quando ela era mais nova.

— Françoise Hardy como protagonista de um livro erótico — Levantei a sobrancelha esquerda, lançando um olhar para frente. — Isso é uma coisa bem estranha de se imaginar.

Avistei um sorriso que desapareceu quando mais aveia e banana foram ingeridas. A colher repousou mais uma vez solitária dentro da vasilha, para que a mão repousasse sobre a barriga. Dava para ver as pequenas ondulações que passava sob o tecido da camisa listrada, mostrando que os bebês mexiam-se mais uma vez, mas depois pararam. Eles pareciam passar o dia inteiro dormindo, para quando chegasse a noite não permitirem que Arthur descansasse e o fizesse resmungar bastante na cama, impedindo-o de pregar os olhos. Isso me fazia pensar se eles seriam crianças muito energéticas, mesmo que isso não seja algo a ser considerado.

Era bonito, e engraçado algumas vezes, vê-lo conversando com os bebês, mantendo seu olhar voltando para a barriga e encarando-a como se estivesse de frente para os dois. “Alfred, você tem que aprender a me chutar menos. Como a sua irmã sem nome”, ele dizia isso tanto para chamar a atenção do menino quanto a minha, que ainda não tinha chegado a uma conclusão sobre qual nome ela teria. No demais, era incrível como ele aprendeu a diferenciar quem estava se mexendo, sempre se referindo pelo nome — Alfred — ou por um apelido — “docinho” e “querida”. Passei a massagear o outro pé, ainda mantendo meu foco em Arthur.

— Não, filha, não me chute aí — Pediu ao tocar o baixo-ventre. — Não quero passar por aquela vergonha de novo. — Assim que o disse, apertou o cenho, parecendo irritado. Ela tinha novamente chutado no mesmo lugar.

Assistir aquela cena transmitia a sensação de como era estranho estar diante dela. Em uma hora como essa, por ser meu dia de folga, eu estaria limpando os móveis ou apenas desistido de encontrar algo para fazer e ter ido dormir. Tanta coisa tinha mudado e virado de cabeça para baixa desde que eu soube que aqueles seres pequeninos estavam ali dentro, sendo gerados calmamente, sem nenhuma preocupação com o que acontecia aqui fora. Tanta coisa tinha acontecido e eu me apaixonei tanto durante esse tempo que veio e se foi. Era uma sensação de estranheza que não era ruim; era uma sensação que poderia ser comparada a que Rapunzel sentiu ao ver o mundo quando enfim deixou a torre em que estava confinada — incomum, porém mágico e magnífico.

Arthur ainda mantinha a mão a tocar o ventre e as ondulações tornando-se novamente visíveis. Ele parecia ter desistido de continuar pedindo para que não chutassem o pé de sua barriga. Pisquei meus olhos ao mirar o seu rosto, avistando seu olhar baixo.

— Vamos chamá-la de Madeleine — Minha sugestão o fez igualmente me olhar e os movimentos de sua mão cessar.

— A versão francesa? — Maneei em afirmativo. Os orbes verdes tornaram a mirar o ventre rotundo. — Veja só, filha, seu pai enfim te deu um nome! — As sobrancelhas grossas foram arqueadas enquanto a voz continha um falso tom enérgico.

Soltei o ar pelo nariz, encerrando a massagem que já passava do um minuto recomendado, para assim deixar os pés de Arthur apoiados em almofadas. Colocando o livro e o celular mais ao lado, para que eu pudesse sentar-me ao sofá e deitar minha cabeça sobre o ombro de meu companheiro.

— Agora você pode começar a dizer: “Madeleine, pare de me chutar, eu quero dormir” — Ergui meus olhos em direção a Arthur, que apenas fingiu não me escutar ao dar mais uma colherada no seu farelo de aveia.

Delicadamente repousei a mão sobre o ventre do inglês, o acariciando devagar. Eu ainda não estava acostumado a essa situação. Desde o início nos mantínhamos afastados, então tocar e acarinhar ainda era algo novo, principalmente quando feitos com mais intimidade. Eu nunca fui acanhado, mas passar as mãos nas coxas de Arthur ou beijá-lo causava-se um leve rubor, uma pequena timidez.

Eu estava descobrindo coisas novas, e não sabia que reação ter diante delas.

— Ei, Francis — A voz de Arthur chamou por mim. Ergui mais uma vez o olhar, fitando-o como ele me fitava. Existia um sorriso curvado em sua boca. — Eu te amo. — Declarou baixo, sem desviar os olhos ou ruborizar.

Era inacreditável como aquelas palavras me faziam feliz.

— Eu também te amo. — Não houve beijo ou palavras, apenas retornei a me aconchegar contra seu corpo, mantendo minha cabeça em seu ombro.


Notas Finais


Glossário:

Françoise (Madeleine) Hardy: É uma cantora e compositora francesa, bastante popular principalmente durante os anos 1960, quando foi uma das maiores representantes do Yé-Yé francês.

✨Bônus✨
O nome "Madeleine" é o variante francês para "Madalena" e por isso pode ser traduzido como "habitante de Magdala". Magdala era o nome de uma aldeia junto ao Mar de Galiléia, e em hebraico esse nome pode ser traduzido como "torre" - alguns etimologistas acreditam que esse termo possa ser estendido como "Torre de Deus -, por isso a comparação que eu fiz com a Rapunzel.
Além disso, Madeleine é o nome de um bolinho francês que possui o formato de concha.

Assim como eu, Arthur é romancehotfóbico - nós desprezamos histórias eróticas que romantizam abuso ou que usam traumas psicológicos para encobrir atitudes abusivas 😔👌

Prometo que amanhã eu respondo os comentários do capítulo anterior 💕 E o próximo capítulo já está quase finalizado :v

Espero que tenham gostado. Desculpem qualquer erro!

Inté ❤❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...