História Coffee... and you, please. - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Adrien Agreste, Adrinette, Marinette Dupain-cheng
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Palavras 3.186
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


heeeeeeeeeeey!!

algo bem soft p madrugada de vcsss
bom enem p noix hj

espero que gostem!
boa leitura!
perdão por qlqr errinho!~~ <3

Capítulo 1 - Único; café.


Correr contra o relógio já havia virado rotina para mim, mas nesse fodido dia eu não estava correndo, estava praticamente voando!

Meu despertador atrasou, rodei escada abaixo e agora, não conseguia sequer mover meu braço sem sentir uma dor horrível e latejante. Meu cabelo se recusava a ficar em uma trança, obrigando-me a usá-lo solto. Meu "terninho" social estava sujo, o que culminou no uso de um vestido que — graças a minha tão linda sorte — agora possuía uma belíssima mancha sobre a parte do seio, já que ao sair de uma padaria local, trombei com um garoto e boa parte do meu café caiu sobre mim.

Realmente, hoje está longe de ser meu dia!

Fiquei felicíssima ao pisar na grande Gabriel sem ter sido atropelada ou esmagada, afinal, era só isso o que me falta para que o dia fique perfeito! Meu nome em uma manchete gritante onde se pode ler “Secretária de Adrien Agreste é atropelada frontalmente a empresa após andar sete quarteirões e ter o vestido manchado por café quente do Starbucks”.

Soltei um suspiro enquanto andava pelos corredores, tomando cuidado para que ninguém esbarrasse no meu braço. Porra, ainda sentia a dor, e seria meu fim se alguém me tocasse ali. Me encostei no elevador, e soltei um murmuro descontente pelo metal gelado em minha pele, além da única certeza daquele dia cinzento: hora de encarar a personificação da luxuria que é Adrien Agreste, meu chefe, em poucas palavras. Lindo, prodígio e formidável. Fala quatro línguas diferentes, e é um ex-modelo da marca. A única coisa que o estraga é ser estupidamente grosso e ignorante quando quer, principalmente ao estar irritado.

Algo que ele certamente deve estar. Ele odeia atrasos.

E eu sou o atraso em pessoa.

Sai do elevador, colocando meu melhor sorriso na cara e minha melhor postura. Fiz questão de endireitar a coluna, elevar o queixo e me ajeitar nos saltos. Fui até Tikki, a secretaria do setor e — com um sorriso ainda maior — encosto-me no balcão. Ela sorri de volta.

— Como ele está? — Pergunto, por mais que eu já soubesse a resposta. Ela respirou fundo, e ali já tive uma espécie de certeza.

Deus, é hoje que perco meu emprego.

A padaria dos meus pais que me aguarde, e eu que lute sem o trabalho dessa multinacional todo quinto dia na minha conta.

— Irritado e possesso com você. — Ela murmura, mantendo uma parte de sua atenção no iMac em sua frente. Okay, nada de novo em Paris. — Parece que ele tem algum compromisso importante agora, e você o atrasou.

Compromisso importante? Agora? Bem, não me lembro... vejamos... Nathalie me enviou algo ontem? Uh... talvez... PORRA!

— Merda! A reunião em Genebra! — Praguejo. A merda da viagem é hoje, e eu ao menos trouxe uma mala! É hoje que eu perco esse emprego, de verdade! Caralho, Adrien vai me matar! Eu que lute hoje!

Sai em disparada em direção à sua sala, só tendo tempo de jogar minha bolsa e alguns papéis sobre minha mesa. Para minha sorte, trouxe comigo um café para ele. Espero que isso o acalme. Pelo menos um pouco.

O que é uma missão — quase — impossível.

Belo modo de se pedir desculpas por quase foder uma agenda, com um café do Starbucks! Céus, por que não aceitei o emprego na livraria dos Lavillant? Com certeza eu estaria quieta vendo senhorinhas em algum canto, lendo livros antigos e tomando um chá, e não com um braço dolorido prestes a enfrentar meu chefe, que deve estar espumando de ódio como em um desenho animado graças ao meu atraso.

Dei duas leves batidas na porta e entrei, suas orbes verdes — e belas — me encaram com um pouco de ira. Ele estava em pé, e cruzou os braços. Engoli em seco, estava realmente fodida! 

Porém... não posso não dizer. Adrien fica um puto pecado quando está irritado, ainda mais usando o terno sem o paletó. Digo... eu não deveria analisar meu chefe, mas o que posso fazer se é mais forte que eu, huh?!

— Bom dia, senhor! Perdão pelo atraso. — Murmurei, com o meu melhor tom sério. Ele não me interrompeu, esperou que eu continuasse, ainda com seu olhar sério e nada supérfluo. Me aproximei com cuidado, com se eu estivesse chegando perto de uma pantera irritada que poderia me comer viva ou despedaçar meu pobre corpo. — Eu tive... Alguns problemas pessoais, mas não vem ao caso. Trouxe café!

Ele me encarou parecendo incrédulo por instantes, e depois pegou a clássica embalagem do Starbucks que eu havia lhe estendido. Ele tomou um gole, colocando-o sobre a mesa em seguida. Continuei em pé.

Que isso tenha melhorado o humor dele, que isso tenha melhorado o humor del-

— Você realmente acha que vai resolver toda a porra desse atraso e as consequências dele com um café, Cheng? — Ele me pergunta, em um tom extremamente calmo.

Uh... oh....

Porra! Eu realmente perdi meu emprego.

Palmas, Marinette. Falhou miseravelmente na missão de “transformar-se em escargot”. Vai ser para sempre a lesma nojenta com esses atrasos.

— Não, senhor Agreste. — Murmurei, evitando encara-lo. Mordi meu lábio, olhando para os vidros que dão uma visão panorâmica de Paris. Pensei, por instantes, no que dizer. — Mas... Eu posso fazer algumas ligações e garantir o voo e que chegueis a Genebra a tempo.

— Eu já cuidei disso, Cheng. — Ele disse, andando até à mesa. Observo-o discretamente. Puta merda, que bunda, meus senhores! Pegou seu casaco, jogando sobre a camisa social branca que usava, em seguida, agarrando seu laptop e uma pasta. Continuei parada, esperando que ele me mandasse embora logo. Ele simplesmente saiu andando, porém, para perto da porta. Surpreendi-me quando ele me chama. — Não vai me acompanhar?

Ah, mas!

— Eu...não perdi o emprego? — Perguntei, levemente assustada. Já havia ouvido por alto que ele dispensava suas secretarias pelo menor erro. Ele bufou.

— Não vou conseguir uma secretaria que saiba minha agenda como você em dez minutos. — Ele me respondeu, parecendo estar a dizer o óbvio. Senti vontade de bater minha cara naquela mesa. — Então por enquanto não. Você não perdeu seu emprego, agora vamos.

Ele se virou, andando na frente como quase sempre. Me segurei para não comemorar com alguma dança escrota, já que não estava em minha sala e muito menos na minha casa. Consegui alcança-lo em instantes, acompanhando seus passos como uma fiel escudeira. Parei em minha mesa, pegando minha bolsa, o laptop e o tablet onde ficava toda a agenda e seus compromissos. Olhei de soslaio para Tikki, que levanta as mãos, fazendo dois “joinhas”. Segurei a risada, e voltei a acompanha-lo.

Entramos no elevador, e ele ao menos me encarou. Apenas ficou ao meu lado, mantendo sua postura de executivo. Fico olhando para frente, também sem o olhar.

— Você precisa de um vestido novo, — Adrien acaba com o silencio, mas ainda continua sem me olhar, mordi o lábio inferior. — Pedi para que Felicite providenciasse um. Está na recepção. Pegue-o antes de irmos.

Assenti com um menear de cabeça. Volto a morder meu lábio inferior, mentalmente me perguntando como ele consegue ser tão observador e ligeiro para resolver "problemas". Seria esse o jeito dos executivos ricos? Bem, posso dizer que o invejei por instantes. Pudera eu resolver meus problemas assim.

— Ai...

Soltei, ao escorregar sem nem mesmo saber como e colidir com a parede. Meu braço doeu para um caralho. Adrien me olhou, seu rosto um tanto preocupado pela primeira vez desde que entramos ali.

Ele não disse nada, afinal, a porta de abriu antes que ele pudesse se pronunciar.

Descemos no térreo, e nos separamos. Eu fui até a recepção, enquanto ele se dirigiu a um dos corredores que levam para alguma área da empresa que eu nunca havia tido tempo para explorar. Dei de ombros, enquanto pegava uma pequena bolsa com o logo da empresa onde está a roupa provisória. Resolvi esperá-lo ali, e logo ele apareceu, com semblante sério enquanto andava a passos largos e mantinha o iPhone brilhante ao lado da orelha. Acompanhei-o novamente.

Assim que pisamos na calçada, ele pareceu terminar a ligação, enfiando o celular no bolso do paletó com certa força. Continuei muda, e ele também não fez questão de dizer algo. Ficamos parados por alguns instantes, até que um carro é estacionado. Adrien saiu andando, logo entrando e se sentando no banco de trás. Me sentei ao seu lado, mas não muito perto. Seu motorista parece já saber o endereço, visto que sequer abriu a boca para dizer algo que não fosse um “Bom dia”, algo que fora totalmente ignorado pelo Agreste.

Prendi um “babaca” na minha garganta, e puxei o tablet. Parece que terei uma agenda cheia hoje.

[~~]

Posso admitir que minha primeira experiencia em um avião particular havia sido divertida, tirando o fato que eu tive que trocar de roupa no banheiro do jatinho, e eu fiquei com uma vergonha enorme de fechar a porta e acabar trancada. Por sorte, ninguém a abriu ou errou a porta, ou com certeza eu teria passado vergonha ou tido um colapso.

Tomei até mesmo alguns minutos para me observar no espelho do banheiro, e céus! Tikki tem um bom gosto enorme! O vestido havia caído como uma luva no meu corpo, e até mesmo o destacava. Retoquei minha maquiagem antes de voltar para o assento. A viagem continuou normalmente, e pousamos a tempo em Genebra.

Como eu previa, o dia fora cheio. Um verdadeiro corre-corre, analises, marcar isso e aquilo, agendar tal coisa, fazer tal ligação. Quase fiquei doida, meus pés doíam e eu mesma não me aguentava mais quando eram sete da noite, só queria voltar para Paris e ter o resto da noite para dormir e descansar.

Mas a vida não é tão fácil, e a sorte não estava do meu lado.

Tivemos um jantar de negócios rotineiro, e Adrien requisitou minha presença, não só como sua assistente, mas como sua acompanhante. Não posso dizer que não gostei do jantar, porque gostei, mesmo que fosse algo a trabalho. A comida era deliciosa, e o papo não fora completamente chato e entediante. Eu havia gostado até mais do que o normal, admito.

O único problema foi que nossa viagem de volta havia sido adiada para o dia seguinte, e no momento, eu estou “hospedada” no apartamento de Adrien, já que ele se recusara a me deixar dormir em um hotel com a desculpa de que acabaríamos mais atrasados no outro dia.

— Por aqui. — Murmurou, enquanto andava na frente, guiando o caminho. Acabamos de sair do elevador, e íamos em direção ao tal apartamento. Estávamos em um corredor seleto, onde uma das três únicas portas existentes dava em seu apartamento. Fiquei olhando para os arredores enquanto ele abria a porta. — Fique à vontade.

Entrou na frente, e eu lhe segui. Parou perto da porta para fecha-la, enquanto eu observava. Uau! É um apartamento ridiculamente enorme para um cara só, ou pelo menos, é o que eu acho. Com certeza, caberia boa parte da minha família aqui.

A decoração era toda feita em tons escuros, além da estrutura da casa possuir inúmeras janelas que, assim como seu escritório em Paris, iam do teto ao chão, permitindo uma encantadora visão da cidade. A sala é a primeira a ser perceptível com nitidez: enorme, com um sofá que mais parece uma cama de tão grande, e que parecia fodidamente macio. Senti uma enorme vontade de me jogar nele, e comprovar se realmente é confortável como me parece.

Prendi a vontade dentro de mim, não estou na minha casa. Precisava ter, pelo menos, um pouco de ética.

— Vem, vou te mostrar onde fica o quarto de hospedes. — Murmurou, num tom monótono e lá fomos nós novamente. Segui-o, subindo as baixas escadas que levavam para o segundo andar.

Havia algumas portas, no máximo cinco, e depois de alguns instantes, chegamos na que ele tanto procurava. Depois de abri-la, me da passagem, e novamente sou surpreendida com um cômodo moderno, decorado de maneira estratégica e muito elegante.

Além do mais, aquele “quarto de hospedes” conseguia ser muitíssimo melhor do que o meu quarto no meu apartamentinho, no quesito luxo.

— É uma suíte. — Adrien murmura, antes de suspirar. — Acho que deva ter tudo o que você precisa para essa noite. E antes que você toque nesse assunto, pedi que arrumassem algumas roupas da nova coleção para você. Devem estar em alguma sacola ou bolsa dentro do guarda-roupas.

— Ah, claro! — Disse, em resposta, lhe encarando. — Obrigada.

— Vou pedir algo para comer, quer algo específico? — Perguntou, e eu neguei com a cabeça. — Tudo bem, como eu já disse, fique à vontade.

Saiu, fechando a porta atrás de si. Fui até ela, trancando-a antes de me jogar sobre a cama. Soltei um suspiro.

— Aish... — Resmunguei ao me virar. Meu braço dói. As mangas do vestido esconderam o hematoma que deveria estar ali. Me levantei e caminhei até o banheiro, retirando o vestido pelo caminho. Quando parei em frente ao espelho, vi o roxo extremamente perceptível em meu braço.

Um tombo tão ridículo que me marcou tanto, incrível!

Revirei os olhos. Talvez... ele tivesse alguma pomada? Bem, é algo a perguntar depois. No momento, tudo o que queria era um banho. Me enfiei embaixo do chuveiro, virei o registro e me apaixonei perdidamente pela ducha quentinha e aconchegante. A água escorria bem pelo meu corpo, abraçando-o e retirando todo o cheiro do perfume que eu havia usado no dia. Me senti mais leve, limpa e solta para o resto da noite.

Observei os frascos na prateleira acoplada no mármore da parede. Havia cremes, shampoos e condicionadores. Escolhi a olho, sem me importar muito, e não me arrependi. O cheiro era delicioso! Quando terminei de lavar-me, sai e me enrolei na toalha disposta no cabideiro. Me olhei no espelho novamente, abrindo as gavetas em busca de uma escova de dentes e de um secador.

Quando voltei para o quarto, abri o guarda-roupas e vi a sacola disposta ali. Peguei apenas uma calcinha e uma blusa larga. Eu não estava com fome, e provavelmente iria dormir a noite toda.

E de fato, eu havia dormido, por no máximo três horas. Quando acordei, era o começo da madrugada. Meu braço doía, e eu estava faminta.

Soltei um bocejo, me sentei na cama e conferi o relógio. Uma e meia da manhã.

Minha barriga roncou.

— Eu deveria ter comido... — Murmurei, enquanto me levantava.

Andei até a porta, parei ao roçar minhas coxas uma na outra e perceber que havia largado o short dentro da bolsa. Bem, Adrien deve estar dormindo.

Soltei outro bocejo enquanto destrancava a porta. Caminhei pelo corredor. Felizmente, as luzes estavam acessas. Não demorei para acabar na cozinha, e vejo uma das encomendas feita por ele perfeitamente embrulhada sobre o balcão. Abri com cuidado a embalagem, retirando os isopores da sacola marrom. Lambi os beiços ao perceber as batatas fritas suculentas e gordurosas, começando a comer sem pensar duas vezes em minha dieta inexistente.

— Caramba, isso tá muito bom... — Disse, não esperando uma resposta.

— Fico um tanto feliz por ter agradado teu paladar, senhorita Cheng.

Saltei, e olhei para a porta da cozinha. Adrien estava sob o arco, com os braços cruzados e usando apenas uma samba canção, além de uma camiseta solta em um tom escuro de azul.

— Apenas Marinette, por favor. Não precisamos de tal formalidade a uma da manhã.

Muito menos quando estou exibindo minha bunda em sua frente.

— Como preferir. — Se aproximou. Desviou-se de mim, indo até a geladeira.

— Desculpe se te acordei, não era minha intenção.

— Você não me acordou, fique despreocupada. — Aproximou-se do balcão, colocando a garrafa de vinho sobre o mármore. — Ainda não dormi.

— Deveria.

— Você também.

— No meu caso, eu dormi. — Pisquei para ele. — Mas acordei graças a fome e ao meu braço.

— O que aconteceu? — Tocou-me a pele com delicadeza, parecendo analisar o hematoma.

— Cai da cama pela manhã. — Dei de ombros. — Nada muito grave.

— Se não fosse tão grave, não teria esse roxo.

— Touche.

— Tem certeza que não torceu?

Olhei-o com tédio.

— Sim, ou não estaria conseguindo mexe-lo. — Me encostei no balcão. — E... por que está se importando?

Ele revirou os olhos.

— Me importo com meus funcionários.

— Nunca se importou.

— Nunca é tarde para se mudar hábitos ruins. — Ele suspirou. — Bem, posso te ajudar com isso. Devo ter alguma pomada no quarto.

— Por que tem pomada para hematoma em casa?

Ele me olhou, e soltou uma risadinha.

— Não sei, Marinette. — Seu sorriso virou a mais pura ironia. — Talvez... porque eu pratique esgrima, e as vezes chego com alguns hematomas.

Ok, me senti uma idiota.

— Ah. — Dei de ombros, ignorando minha falta de saber. Fingi desinteresse. — Quer que eu te acompanhe? Não vai precisar ir e voltar duas vezes.

— Se quiser, não me importo. Andar faz bem para a saúde.

— Acho que teria que andar umas vinte vezes nesse apartamento para que sua saúde fosse beneficiada. — Acompanhei-o para fora da cozinha, rumo ao quarto.

— Fico com minhas caminhadas matinais, então. A vista é mais chamativa.

— E eu... com minha cama. É mais calma.

— Ao ponto de quase quebrar seu braço?

— Isso... foi um acidente.

— Eu chamaria de desatenção.

Entramos no quarto, e eu o segui até o banheiro da suíte. Porra! Era ainda maior do que o do quarto de hospedes! Me encostei no balcão onde a pia estava acoplada enquanto ele mexia nas gavetas, tentando achar a pomada ou qualquer outro medicamento que ajudasse. Quando achou, aproximou-se de mim.

— Vira. — Fiz como ele disse, e ele segurou meu braço. — Fica tranquila, não dói.

— Eu sei. — Dei de ombros. — É anestésica?

— Algo assim. — Espalhou-a em meu braço com delicadeza. — O efeito é rápido.

— Obrigada. — Olhei-o e sorri. — Sério...

— Não há de que.

Guardou e embalagem na gaveta da pia assim que terminou. Ficamos em silencio por instantes. Acho que nenhum de nós sabia como continuar o momento. O que eu devia dizer? Apenas sair andando?

Me virei e o encarei por instantes.

— Eu... acho que vou indo então?

— É... digo... se quiser. — Deu de ombros. — Quer... que eu te acompanhe?

— Se quiser.

— Ainda com fome? Posso preparar algo.

— Está sendo gentil, algum motivo para isso?

Ele bufou.

— Estou tentando ser agradável.

— Poderia ser assim todos os dias.

— Poderia deixar isso na caixa de sugestões.

— Lembrarei disso amanhã. Deixarei grudado em um post-it na sua mesa.

— Obrigado, vai me facilitar a vida.

Acabamos rindo.

— Está tendo êxito em sua missão. — Murmurei, enquanto ele me acompanhava até o quarto. — Está conseguindo ser agradável.

— Fico feliz por isso.

Novamente, ficamos em silencio quando paramos na porta do quarto de hospedes.

— Que horas voltaremos para Paris amanhã? — Perguntei.

— Pela manhã, onze.

— Vou tentar não me atrasar.

— Bem, lembre-se que caso você se atrase, não vai conseguir me comprar com café. — Piscou para mim.

— É mesmo? Fique sabendo que consigo fazer um capuchino melhor que o do Starbucks.

— Duvido.

Revirei os olhos com um sorrisinho de canto.

— No dia que eu me atrasar eu te provo, então. — Foi a minha vez de piscar para alguém. — Boa noite, senhor Agreste.

Antes de me virar, ele me segurou pelo pulso com delicadeza. Olhei-o.

— Só Adrien está bom.

Novamente, sorri.

— Então... tenha uma boa noite, Adrien.

— Você também, Marinette.


Notas Finais


AUSHAUSHAUSH desenterrei essa do fundo do bau q

curto umas coisinhas fofas as vezes, sla q

espero que tenham gostado!
obrigada por lerem!
comentariox sempre bem vindox!
fé na regra de três hj rapaziada q
beijãoooooooo!~~ <3


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