História Coffee (yoonmin) - Capítulo 8


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Notas do Autor


Dei uma pausa semana passada, mas agora os capítulos voltarão a ser postados toda quarta-feira. Boa leitura :)

Capítulo 8 - 8. Troca de mensagens


[Sexta-feira, 3 dias até a audiência]

Changkyun e Yoongi olhavam para a tela do computador de Kwon Minhee, embasbacados. Kang Junho teve seu celular hackeado e suas mensagens divulgadas para quem quisesse ver, incluindo um chat do Kakao Talk com Oh Yejun. Jimin entrou na sala da juíza, franzindo o cenho ao ver os dois.

— Jesus Cristo, quem morreu? — Yoongi levantou o olhar, ainda com a expressão aturdida, e fez um gesto chamando Park. Ele contornou a mesa e foi até Yoongi. — O que é isso?

— Conversas daquele Kang Junho — disse Changkyun. — Vazadas. Foi aquele hacker que sempre expõe empresários ricos de novo. Adoro ele.

Yoongi se virou para encarar Jimin. — São as conversas com Yejun mencionadas no relatório. Era pra ser algo divulgado na audiência, de livre e espontânea vontade, mas o hacker deve ter achado interessante o suficiente pra divulgar pro país inteiro.

— De certa forma, é — Changkyun deu espaço para Jimin, indo para o outro lado da mesa, de frente para eles. — Olha.

Jimin se inclinou para o monitor, lendo mensagem por mensagem.

— Eles não falam de forma clara... Poderia ser sobre qualquer coisa. Não nos diz nada no fim das contas — disse, cético. Todos o olharam com descrença. Changkyun balançou a cabeça, exasperado.

Francamente, Park! Não é normal conversar com um assassino. Você acha que Yejun sai tomando soju com os amigos dele normalmente? O que Junho faria junto com ele, maratona de doramas? — disse sarcasticamente. — Mas é claro, faço isso todo dia com meu amigo que é assassino por encomenda.

— Se acalme, Kyun — Yoongi o encarou por cima do monitor. — Nós temos que considerar todas as possibilidades, por mais que eu mesmo não acredite que seja uma coincidência.

Changkyun bufou com irritação. — Vou buscar café, isso tá me dando dor de cabeça.

Jimin o acompanhou com o olhar enquanto ele saía do local. Trocou um olhar levemente assustado com Yoongi.

— O que foi isso?

— Pois é, também nunca vi ele assim. Deve estar estressado também.

Yoongi se afastou da mesa, alongando os braços como um gato e massageando o pescoço. Kwon Minhee se encontrava andando de um lado para o outro, próxima à janela. Se esforçava tanto para raciocinar que quase se podia ver fumaça saindo de sua cabeça. Jimin odiava quando o departamento ficava com aquela atmosfera, porque, por mais que tentasse manter a calma, acabava tão preocupado quanto os demais. Era especialmente ruim dessa vez, pois o caso era bem mais delicado que o normal.

Changkyun voltou com dois copos quentes, um com chá preto e outro com café. Fechou a porta com um clique e se dirigiu até a juíza principal, estendendo o copo com chá. Minhee agradeceu e finalmente parou de andar, para o alívio de Yoongi, que sentia uma agonia excruciante quando Jimin fazia isso na sala deles.

— Então — disse Min — eles provavelmente estavam falando em códigos.

— Parabéns, Sherlock. Isso mesmo — respondeu o secretário, apoiado em outra mesa de Minhee. "Changkyun, pelo amor de Deus...", disse Jimin. — Desculpe, foi só uma brincadeira. Vou parar.

— Ou não estavam falando sobre nada em especial — disse Minhee.

— Eu acho pouco provável. Junho pedir pra encontrar Yejun pessoalmente pra "dizer algo importante" — Yoongi fez aspas com os dedos — um dia antes do assassinato não pode ser só uma coincidência. Ainda mais considerando a reputação dele e seu círculo social.

— Ele é só um playboy festeiro, por que isso seria um parâmetro nesse caso? — Jimin franziu o cenho.

— Ele já foi visto com traficantes, Jimin.

— Gente rica usa drogas. Nada novo nisso.

— O que quero dizer é que ele conhece criminosos. Tem contato com gente assim. Com esse tipo de pessoa no seu histórico, ele com toda a certeza sabia que Yejun era um assassino. As conversas são de horas antes do crime. Não existe outro caminho.

— Então você acha que Junho mandou matar Dowon?

Yoongi hesitou por um momento, percebendo que era quase um veredito. Depois pensou melhor e teve certeza. — Acho.

— Tudo bem, faz sentido — disse Minhee. Ela voltou a andar pela sala, gesticulando enquanto falava. — Eles trocaram pouquíssimas mensagens antes, então não existe possibilidade de serem conhecidos de longa data. Ele pode ter sabido que Yejun matava pessoas por dinheiro. Contatou ele antes, mas hesitou em encomendar o crime. 

— Mas por quê? — indagou Park. — Se ele era cruel o suficiente pra querer a garota morta, poderia muito bem ter contratado Yejun logo de cara.

— Na época das mensagens antigas, uma das empresas dos Kang e outra da Jung Dowon eram fortes concorrentes. Essa empresa dos Kang acabou falindo, mas esse homem deve ser realmente perturbado pra fazer isso só por causa de uma concorrência — disse Changkyun. — Ele com certeza tinha outro motivo.

Silêncio recaiu sobre a sala de Minhee por alguns instantes. Yoongi trabalhava inúmeras teorias em sua cabeça, mas não sentia que era adequado expor a maioria delas. Ele de fato achava que Kang Junho estava diretamente relacionado à morte de Dowon, mas não conseguia achar uma motivação clara ou uma prova concreta. Eles tinham as conversas, que eram vagas e suspeitas ao mesmo tempo. Min não tinha muitas esperanças de provar as ações de Junho sem uma confissão do próprio rapaz.

— Mesmo se ele supostamente for inocente — disse Minhee —, por que divulgar as conversas? Se alguém se deu ao trabalho de invadir a privacidade do Kang poderia ser muito bem por curiosidade, mas não tem porquê vazar se não existe nada incriminatório.

— Talvez não seja a única conversa que eles tiveram, também — Jimin falou. — Não tivemos acesso às ligações dele, ou à outros aparelhos e contas. Isso pode ser ainda mais fundo do que nós cavamos.

Changkyun encarou Park, fingindo surpresa. — Finalmente ouviu a voz da razão, juíz Park!

— Ah, não começa.

Minhee suspirou audivelmente, largando o chá e esfregando os olhos. Se sentia exausta, assim como os outros três ali, e mal podia esperar por um descanso.

— O julgamento vai ser na terça-feira à tarde. Podemos terminar de nos preparar na segunda, então, por favor, vamos dar uma pausa.

— Sim, senhora — Changkyun respondeu, extremamente aliviado. Conferiu seu relógio de pulso. — Em breve estaremos livres.

— Nós podíamos tomar soju juntos hoje — disse Park. — Jackson disse que ele e Jinyoung também vão.

— Desde quando você gosta de sair com outros departamentos? — perguntou Yoongi, arqueando uma sobrancelha.

— Desde quando você visita outros departamentos? Só eu faço isso — comentou Kyun, já saindo da sala de Minhee. Yoongi e Jimin o acompanharam. — Mas topo. Faz séculos que não saio com Jackson e Jinyoung.

— Apoiado — Minhee falou antes de fechar a porta de sua sala.




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