História Coincidência ou Destino - Capítulo 24


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Categorias Felipe Z. "Felps", Rafael "CellBit" Lange
Personagens Felps, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellbit, Cellbito, Cellbits, Cellps, Drama, Felipe Z, Felipe Zaghetti, Felps, Rafael Lange, Romance, Youtubers
Visualizações 123
Palavras 1.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - .A minha infância.


Fanfic / Fanfiction Coincidência ou Destino - Capítulo 24 - .A minha infância.

Pov Felipe

- O que... - falei baixo para mim próprio enquanto encarava o nada durante míseros minutos. 

Minha mente estava confusa e bastante povoada pelos meus pensamentos. 

Porque você me deixou aqui sozinho?

Porque você teve que ir? 

Porque eu não posso ficar com você só para mim? 

Porque eu não consigo me irritar com você? 

Porque quando estou com você eu me comporto de um jeito diferente e mais meigo? 

Porque você é uma pessoa especial?

Porque apenas você consegue me fazer sentir assim? 

Depois de processar algumas das perguntas que eu estava fazendo na minha cabeça, eu me lembrei da nossa transa, dos seus gemidos, do seu corpo esbelto e branquelo, dos nossos corpos se chocando e arrepios nos percorrerem, dos seus lábios, do sabor dos mesmos, da sua feição, das nossas respirações descompassadas, do desejo e paixão que eu senti apenas em uma transa com uma certa pessoinha que mudou a minha vida em basicamente 2 semanas. 

Aquele momento havia sido um sonho realizado. Fazer amor com a pessoa pela qual mais me apaixonei na vida inteira, que em tão pouco tempo nos apaixonámos e que quando um de nós se vai embora parece que passa tanto tempo em que estamos distantes um do outro. 

Nunca senti tanto amor e desejo por alguém. Cada vez que o vejo me apetece beijá-lo para sempre, cada vez que vejo o seu sorriso um outro também surge no meu rosto, cada vez que vejo aquela pessoa feliz isso me contagia. 

Amor de verdade é o que eu estou sentindo por você Rafael Lange Severino.

Assim que acordei das minhas reflexões amorosas senti um sorriso apaixonado desenhado nos meus lábios e logo sorri ainda mais com isso.

Me voltei para o quarto e fechei a porta atrás de mim, me encostei na mesma e suspirei ainda sorrindo e de olhos "trancados". Saí da porta e fui até à minha cama, me deitei sobre a mesma e reparei que o cheiro de Rafael havia lá ficado. 

- Como eu amo o seu cheiro... - falo para mim mesmo enquanto saboreio aquele odor que me faz ir às nuvens e voltar para a terra num istante.

Me ajeitei nas cobertas e acabei adormecendo pensando no loiro mais bonito e querido do mundo que me pertence.

Só a mim...  

Pov Rafael

Não faz merda. 

Não faz merda. 

Não faz merda. 

Vai correr tudo bem. 

Está tudo bem. 

A todo o tempo ficava batendo os polegares no volante, por conta dos nervos que estavam me estressando. Quando entrei no carro estava mais confiante, agora estou mais duvidoso da minha confiança que outra coisa. 

Essa segurança e determinação absoluta que eu estava sentindo no começo se transformou em insegurança e medo. Por um momento me lembrei do que a minha mãe já falecida costumava dizer: "Sempre que estiver nervoso ou com medo pense na pessoa que mais te faz sentir em segurança e desvie todos os outros pensamentos."

- Ok... - fiz uma pausa para respirar fundo. - Uma pessoa que me passe segurança. Uma pessoa que me passe segurança. Uma pessoa que me passe segurança. - ficava repetindo isso baixinho. 

▶Felipe◀

Esse simples nome que significa tanto para mim passou pela minha mente e fiquei fixado, pensando nele. Recordei dos momentos felizes e carinhosos que passámos juntos em umas únicas 2 semanas desde que nos conhecemos. 

Da primeira vez que ele me seduziu, onde ocorreu o nosso primeiro beijo.

Daquela vez na festa do Whindersson e do Calango, onde eu pedi pela nossa primeira vez.

De quando Fê levou um tiro e foi parar no hospital, onde ocorreu o nosso segundo beijo, um dos momentos mais carinhosos que tivemos. 

Da primeira vez em que ele gritou comigo, mas que acabou com o melhor e mais sentimental beijo que já demos. 

Da nossa primeira transa, onde se passou o momento da pegada e prazer extremos. 

Essas últimas três coisas apenas hoje. O melhor dia da minha vida até agora.  

Cheguei por fim no parque abandonado e se bem me lembro, era nesse mesmo lugar onde eu e o Luba costumávamos brincar juntos. Amigos desde pequenos e agora que penso bem... E se isso tudo acabar? E se tudo isso mudar após esta conversa por causa de um assunto que diz respeito à minha irmã? MERDA! Estou nervoso de novo. 

Saí do carro e tentei pensar em Felipe mais uma vez. Fui até um dos bancos onde Lubisco e eu passámos dos melhores momentos juntos e me sentei nele, esperando ele chegar. 

Vejo um outro carro estacionar perto do parque sem ser o meu. Observo atentamente e vejo uma baleia loira sair do mesmo. 

Ele me encara e solta um sorriso, eu retribuo e Luba vem até mim. O loiro estava vestido com um tenis vermelho, uma camiseta verde e uma calça jeans rasgada azul clara. 

- Oi Cellbit! - Luba disse sorrindo à sua maneira e se senta do meu lado. 

- Oi Lubisco! Tudo bom? - falo sorrindo e fazendo um "cumprimento de homem" com ele. (Mó: Aqui não existe homem. Só bixa, mas pronto. ;-; ) 

- Tudo e você? - perguntou vidrado em mim.  

- Também. - falo mentindo e ele faz uma cara confusa enquanto me olha nos olhos. - O que foi? - pergunto nervoso. 

- Isso pergunto eu. O que foi, cara? Aconteceu alguma coisa? - pergunta preocupado. Sempre gostei do seu jeito de se preocupar com todos os seus amigos, até mesmo com os menos próximos. 

- Como eu tinha falado... Nós precisamos conversar. Conversar de um assunto sério e que diz respeito a você com outra pessoa. - falo e o loiro me olha assustado. 

- Como assim? Estou ficando assustado. Fala logo, Cell. - falou com a testa franzida. 

- Bem, vou começar... - suspirei e comecei. - A minha irmã envolveu-se com o Gusta na festa do Whind e do Calango e eles agora encontravam-se todos os dias. Sempre que ela chegava a casa estava feliz e eu via o seu olhar apaixonado. A Camila realmente estava gostando dele. - ouço o Lucas engolir seco, mas continuo. - Hoje eu estava na casa de "um amigo" e recebi uma mensagem dela, falando que ela estava muito mal e triste e que ter se envolvido com o Gustavo tinha sido um erro. Cheguei em casa e a Cam estava chorando, me contou que havia visto o Gusta... - faço suspense. - Te beijando. - falo por fim. 

Uma coisa muito estranha aconteceu após eu acabar de explicar a situação. O Luba fechou os olhos fortemente, juntando as sobrancelhas e direcionou a cabeça para cima num movimento brusco, parecia que estava sofrendo internamente. Em seguida abriu os olhos novamente e direcionou a sua cabeça para baixo em mais um movimento repentino. Conseguia escutar a sua respiração acelerada enquanto o mesmo encarava o chão piscando os olhos repetidamente sem parar. Assim que parou de fechar e abrir os olhos e a sua respiração voltou ao normal, ele tornou a me encarar, os seus olhos verdes estavam pretos, mas logo voltaram ao seu verde. 

Eu o encarava o tempo todo com cara de quem está pensando: O que acabou de acontecer aqui? É o exorcista isso? . E eu realmente estava pensando isso, minha mente estava mais uma vez uma bagunça. 

Luba abanou a cabeça de um lado para o outro e eu inclinei a cabeça para o lado, confuso. 

- Eai? Pode se explicar. - falo como se nada tivesse acontecido. 

- Sabe que mais... - falou e se levantou do banco de um jeito rude. - Eu tô pouco me fodendo para a sua irmã mesmo. Ainda bem que eu beijei o Gusta, só mesmo para saber que mais tarde ela teria visto e teria ficado magoada e sofrendo. - diz com um sorriso maldoso nos lábios. 

Me levanto e me aproximo dele. 

- Esse não é o Luba que eu conheço. Não é o Luba com quem brincava todos os dias à tarde nesse parque. - falo apontando para a nossa volta. 

Ele olha em volta e volta a me encarar daquele jeito. 

- O que tá acontecendo com voc..  - Luba me interrompe partindo o banco onde havíamos passado várias memórias. - O que... - falo olhando basicamente toda a nossa infância destruída. 

- A nossa infância não significou nem significa nada para mim, Rafael. - disse e riu sinicamente. 

- Mas quem é você? - falo deixando lágrimas escorrerem pelo meu rosto. - Porque você está fazendo isso? - pegunto me agachando do lado dos pedaços do banco, pegando em alguns e os apertando contra mim. 

- Nunca fomos amigos e vou continuar com o Gusta sim. E não quero saber da sua irmã e nem da sua felicidade para nada. Adeus. - disse e deu de costas para mim, indo embora com o seu carro em seguida. 

- Porquê... - falo baixo entre os soluços. 

Solto os bocados de madeira brutamente e me deito para trás com as mãos no rosto enquanto me desfaço em lágrimas confusas e infelizes. Naquele parque apenas se ouvia o ranjer de alguns brinquedos já enferrujados e o meu choro constante e abafado. 

Retirei as mãos da minha face e olhei levemente para o lado. De longe consegui ver um vulto qualquer que desapareceu logo depois, preferi pensar que havia sido apenas coisa da minha cabeça. 

Fiquei naquele parque durante uma hora. Chorando, recordando dos meus melhores momentos com o Luba, observando os brinquedos que já não funcionavam mais e pensando em que mal eu fiz para ter perdido o meu melhor amigo e ter perdido uma das coisas que mais me trazia recordações felizes. 






Depois de uma hora de sofrimento interno e externo voltei para o carro e fui conduzindo até casa. 



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