História Coincidências - Capítulo 4


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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Mycroft Holmes, Sherlock Holmes
Tags Johnlock, Mystrade
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Palavras 2.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - IV


  - não vou brigar com você. Vai embora daqui. Vaza. - me virei e quando ia abrir a porta...

- covarde! -me virei e o olhei.

- não me provoca.

- é isso que você é Watson um covarde que se acha melhor só porque é o craque do time.

- vai embora Moran .

- ou o que?

- ou eu vou ligar para a polícia.

- ahh liga então! Liga ! Covarde!

- sai Moran.

- e o seu namoradinho? Huuu ele é tão bonitinho. E é tão bom bater nele sabia? Ouvir ele gritar de dor a cada chute.

Eu não aguentei ouvir ele falar daquele jeito do Sherlock. Me aproximei e ele foi caminhando para trás, mas eu o alcansei e o segurei pela gola da camisa e o empurrei até ele bater de costas em uma árvore. - cala essa boca. Nunca mais fala do Sherlock. Você esta me ouvindo?

- ou o que? - ele disse sorrindo.

- ou eu vou te bater tanto que você não vai saber nem o seu nome. Seu babaca.

- não tenho medo de você Watson.

- pois devia.

- Será? Ou você devia ter da gente?

- da gente? - eu fiquei surpreso e o soltei, droga!!! Era uma silada,  Moran seu covarde!

- e ai Watson ? - disse um garoto.

- Watson. - disse outro.

E assim sucessivamente até ter um círculo em minha volta. A guangue do Moran toda. Isso iria doer.

- não é mais tão machão Johnsinho?

- vocês são covardes. Queria ver um só me enfrentar pra ver quem ganha. A é você ja fez isso né Moran? AHH é eu te dei uma surra.

- seu idiota. - ele ia me dar um soco se eu não me abaixasse. Agi rapido esmurrando seu rosto e ele caiu. Eu iria perder, mas cairia batendo.

Outro deles vieram me bater, mas eu desviei e o soquei no maxilar.

- você vai ver seu desgraçado. - um dos garotos chutou minha perna por trás. Que dor ! Eu caí e outros vieram e me chutaram na barriga, na cabeça... Eu não aguentava mais, foi quando eles pararam.

- isso é por se meter com a gente seu filho da mãe. Da próxima a gente não vai parar. - disse Moran antes de sair.

Eu não conseguia me levantar. Tudo doía. Eu me encostei na árvore e tentei novamente me levantar, sem sucesso. Minha cabeça estava girando.

- John?!! Meu filho o que aconteceu? -vi minha mãe parar o carro e correr ao meu encontro. - meu amor? Fala comigo! Vem eu vou te levar para o hospital.

- mãe... - eu não conseguia falar mais nada. Eu apaguei. Ouvia minha mãe me chamar. Ouvi meu nome varias vezes, mas não conseguia abrir meus olhos. Eu não conseguia me mexer.

Não sei exatamente quanto tempo fiquei assim, se foi horas ou dias não sei. Só sei que ouvi minha mãe me pedindo para acordar. Meu pai também. Espera o meu pai está aqui? Legal. Ouvi o Greg. Todos falavam a mesma coisa: "acorde".

Por um tempo as vozes ficaram distorcidas. Até que eu me sentia no controle do meu corpo novamente e abri meus olhos e nossa! Como era claro.

Quando meus olhos se acostumaram com a luz eu consegui ver minha mãe sentada e dormindo em uma poltrona ao meu lado. Ela parecia exausta .

- mãe? - eu falei, mas minha boca estava seca.

Ela abriu os olhos devagar olhando para mim.

- meu filho. Você está bem? Meu Deus John você acordou! Ohh meu filho lindo eu achei que ia te perder.

- me da água.

- claro aqui. - ela me deu na boca.

- obrigado.

- como você está? Está com dores?

- minha cabeça está doendo. Mas nada demais. É muito grave mãe?

- não graças a Deus, o mais grave foi uma pancada forte que você levou na cabeça. E você vai voltar a jogar futebol se é isso que você quer saber.

- que bom...

- o que aconteceu John? Quem fez isso?

- foi a gangue do Moran.

- aquele garoto de novo? Ele vai ver. Vai pagar pelo que fez. Todos eles.

- mãe? Quanto tempo eu estou aqui?

- fazem dois dias meu filho. Hoje é quinta-feira.

- nossa eu apaguei dois dias?

- sim. Todos vieram aqui te ver... o Greg, o Anderson, aquela menina a meiguinha que você se da bem...Moly? Seu pai. O Steven, Sherlock e até a Mary.

- o Sherlock veio?

- sim ele disse que vocês se falaram na cafeteria e você foi para casa. Coitadinho estava tão preocupado. O Greg também. Nossa filho! Todos ficamos tão preocupados.

- eu levei uma surra. Aqueles covardes me pegaram pelas costas.

- eles vão pagar filho.

- Susan eu trouxe um para você...- disse meu pai com um copo de café em cada mão. - John? Meu filho! Você acordou. Acordou meu amor. Que susto você nos deu rapaz. - disse ele deixando os cafés na mesa e vindo com os olho cheios d'água me abraçar. - tive tanto medo de te perder meu filho.

- eu estou bem agora pai. Não se preocupem. - disse tentando me levantar e abraça-los. Foi difícil, mas eu consegui.

-meu filho... - disse meu pai beijando minha cabeça. - eu te amo tanto.

- também te amo. Também amo os dois.

- o que aconteceu? Quem fez isso com você?

- foi uma ganguesinha que adora pegar os outros na covardia Richard. Já mecheram com o Greg, bateram no Sherlock e agora no John .

- quem é Sherlock? - perguntou meu pai.

- é o filho do Steven. - meu pai continuou a encarando. - Steven, eu te falei Richard. Meu noivo.

- ahh lembrei... Esses covardes vão se ver comigo. Vou ir naquela escola e exigir do diretor que expulse esses bandidinhos e vou processar até a avó desses bastardos.

- pai...

- ele tem razão. - disse uma voz forte atrás de meu pai. Steven. - não vão mais tocar nos meninos. É bom te ver acordado de novo parceiro. - ele sorriu para mim.

-é bom te ver também.

- Steven esse é o Richard. Pai do John . E Richard esse é o Steven meu noivo.

- é um prazer te conhecer Steven. Só não queria te conhecer dessa forma com meu filhinho assim, mas ok.

- é. O prazer é meu. - disse o homem envergonhado.

- ok. Isso é constrangedor. Sogrão, tio Richard e tia Susan oi para todos vocês. Como vão? E você moleque? Como você faz uma coisa dessas comigo? Como que eu ia ficar sem você seu desgraçado. Não conta para o Myc sogrão. Eu amo ele, mas o John é meu amigão.

- ok Greg ok.

- oi Greg. Eu sei que você não vive sem mim.

- convencido .

- Steven? E o Sherlock ?

- nossa! Vocês viram isso não é? Eu aqui todo preocupado e esse desnaturado querendo saber do Sherlock. E ainda diz que não está apaixonado.

- cala essa boca. - eu o olhei.

Então ele se deu conta do que disse.

- apaixonado? - perguntou minha mãe.

- tirou as palavras da minha boca Susan. Minha ex querida esposa. Com todo o respeito é claro. Mas que história é essa de Apaixonado? Sherlock?

- espera aí? Pelo Sherlock? Meu Sherlock ? - perguntou Steven

- se o senhor conhece mais alguém com esse nome. - disse Greg.

- não estou apaixonado por ninguém está bem? O Greg que fica vendo coisas onde não tem.

- sério? Eu? Você que fica vendo o garoto em tudo que é canto.

- foi uma vez. E eu achei que fosse ele.

- eu não sabia que você era gay filho. - disse meu pai me olhando com carinho. - você sabia Su? -perguntou para minha mãe.

- não. Não sabia. Meu filho por que você não contou nada?

- Greg eu vou te matar.

- nossa, eu quero muito conhecer esse Sherlock. - disse meu pai.

- me conhecer? Por que o senhor quer me conhecer senhor Watson ? - Sherlock disse entrando no quarto com as mãos nos bolsos do sobretudo preto. As manchas pretas em seu rosto e olhos ainda eram visíveis.

- Sherlock. - disse Steven. -filho, você chegou agora?

- é óbvio pai. Ahh e oi john? Bom ver você consciente.

- é bom te ver também.

Nesse momento meu pai voltou para a mesinha e pegou os cafés alcançou um para minha mãe e o outro ele tomou rápido.

- ok eu vou indo acho que o John precisa desçançar um pouco não acham? Talvez só um ficasse. - disse meu pai.

- acho uma boa.

- o senhor não me respondeu senhor Watson por que tanta curiosidade por mim?

- é que só do dia que cheguei até agora ja ouvi seu nome muitas vezes. Vamos? Alguém quer carona? Su você vai ficar?

- eu vou trabalhar um pouco.

- ahh é, voce é a poderosa chefona aqui do hospital. Legal. Eu vou indo então. Gregory você quer carona?

- quero sim tio Richard.

- Sherlock você pode ficar aqui com o John?

Sherlock me olhou e olhou para seu pai.

- se o John quiser.

- eu... eu... Não quero atrapalhar.

- não, imagina eu fico então.

- ótimo então filho. Eu vou indo.

- pode deixar que eu levo ele em casa depois amor.

- ok. Se cuida e tenta descançar um pouco parceiro.

- pode deixar.

- digo o mesmo filhão. Qualquer coisa me liga. Depois eu volto ok?

- tá bem pai.

- filhote mamãe vai ficar na sala dela qualquer coisa manda me chamar.

- ta bem.

- tchau amigão se cuida. E foi mal por aquilo.

- tudo bem.

Quando restou só Sherlock no quarto comigo ele me olhou.

- como você aguenta ser tão paparicado?

- eu levei uma surra. Tenho direito de ser paparicado.

- carente.

- você sentiu minha falta admite...

- não senti não. Você é um chato Watson .

- mentira.

- claro que é verdade. Irritante.

- não é porque você está falando que vai se convencer.

Ele riu e se sentou no lado da cama. - John?

- oi?

- você disse que ja tinha ouvido falar de mim.

- sim. Que que tem?

- o que você ouviu?

- por que isso agora?

- me fala.

- Sherlock...

- John?

- que você era um babaca egoísta ... e egocêntrico, mas um verdadeiro gênio.

- e você acha isso verdade?

- não . Quer dizer a parte do gênio sim, mas o resto não.

- por que você me ajudou... mesmo sabendo que eu era um idiota?

- por que eu não vi o Sherlock Holmes babaca e sim o Sherlock Holmes que precisava da minha ajuda.

- e por minha causa você apanhou. - ele abaixou a cabeça.

- eii não foi sua culpa... -eu disse tocando sua mão. - tudo que acoteceu é recalque do Moran. Ele nunca esqueceu a surra que dei nele.

O silêncio tomou conta do quarto e eu resolvi intervir.

- e você já tinha ouvido falar de mim?

- quem nunca ouviu falar de você ,craque do time?

- eu não sei. - disse rindo.

- me lembro quando o Colégio todo comentou que você e a Mary Morstan estavam namorando. As meninas quase enlouqueceram.

Eu sorri.

- lembro quando ouvi que vocês tinham terminado também. Vi muita gente comemorar. - ele riu debochando.

-ela me traiu. - não consegui conter o amargo.

- com quem?

- com o amigo do pai dela.

- nossa.

-foi melhor assim.

- eu nunca gostei dela...

- por que?

- ela me chama de maníaco.

- chama?

- sim.

- eu não gosto dela também.

- ahh fica quieto quando vocês transavam você gostava dela.

- não, ta bem? Me apaixonei, ela era bonita e gentil comigo. Depois ela mudou.

- John pelo amor de Deus.

- é sério.

- por que as pessoas só pensam em sexo?

- não sei.

- não se faça de desentendido.

- não eu não sei. Até por que eu sou virgem.

- o que? - Sherlock me olhou fixamente.

- isso aí. Sou virgem. Não é porque eu sou jogador do time e tinha uma namorada bonita que eu transava com ela.

- você está brincando?

- não.

- como?

- eu nunca transei com ninguém...

- eu sei o que é ser virgem John, só não entendo como você pode ser.

- eu quero que seja com alguém especial.

-Mary não era?

- não.

- e quem é especial? - ele perguntou me olhando atentamente.

- por que essa curiosidade?

- só curiosidade.

- tem alguém ... mas não quer nada comigo eu acho.

- e quem é?

- você não é o cara da dedução?

- eu deduzo, mas não conheço as pessoas que você conhece. Deve ser alguém próximo a você. Provavelmente.

- bom, no momento certo você vai saber.

- é... Acho melhor você descansar agora jogador.

- eu dormi dois dias.

- você estava inconciente. É diferente.

- não quero dormir.

- John...

Ouvimos uma batida na porta e olhamos. A porta se abriu devagar.

-oii meninos... só passei para ver como você estava meu bebê... Esta bem?

- mãeee! Bebê não! - eu gritei.

Sherlock nada disse só sorriu largamente e se levantou.

- ahhh filho você é meu bebezinho.

- ahhh Sherlock você viu isso? É assim que ela vai te tratar daqui a algum tempo.

- ahhh vou, você vai ser meu outro bebezinho.

- ahh essa eu passo.

- ahh mãe ele é um grande carente...Eu aceito dividir minha mãe com esse chato, mas só com o Sherlock.

- falando nisso... vocês estão preparados para conhecer Mycroft?

- seu pai me falou que ele não aceitou muito bem nossa relação.

- meu irmão era mais apegado em nossa mãe. Ele nunca se recuperou direito da morte dela.

- o irmão do Sherlock é o namorado do Greg mãe.

- eu sei... o Steven me falou...

- se preparem... Ele é insuportável.

- Sherlock...

- John é verdade...

- e vocês dois? - perguntou minha mãe.

- o que que tem? - perguntou Sherlock .

- mãe...

- vocês são amigos agora?

Sherlock me olhou corado e eu retribui.

- sim, somos amigos mãe.

- somos? - Sherlock perguntou me olhando.

- sim nós somos. - disse firme e coeso.

- bom, filho eu conversei com alguns colegas e amanhã o senhor vai ter alta de manhã.

- que ótimo.

- e vamos ter um ótimo jantar em família.

- ahh mãe eu convidei o Greg.

- ótimo filho. Sherlock você quer vir comigo? Eu vou em casa tomar um banho o Richard ja esta voltando.

- eu acho que sim... - ele disse me olhando.

- tudo bem... pode ir.

- ok.

- beijinhos amor. Mamãe volta logo. Vamos querido?

- sim.

- até amanhã Sherlock .

- até John.

-obrigado por vir.

Sherlock me olhou e sorriu. Nesse momento eu tive todas as provas de que aquilo que mais temia era real. Eu estava apaixonado pelo Sherlock.

Ele foi embora com minha mãe e eu não conseguia acreditar em tudo que tinha acontecido nos ultimos dias. Eu fechei meus olhos e tentei respirar fundo. Eu precisava de ar.

Vi a porta abrir e meu pai entrar com uma caixa de chocolates. - não conta para sua mãe, não somos mais casados, mas ainda tenho medo dela.

- preciso de ajuda pai. - eu disse o encarando e ele ficou sério.

- que foi? - ele se sentou onde sherlock estava antes.

- o que o Greg disse, pai. Eu acho que é verdade.



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