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História Coisas Não Ditas. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Sobre a Teoria da Sedução, último cap será postado entre sexta e sábado. (Provavelmente sábado, mas pode ser sexta.)

Sobre esta fic. É uma ideia que está sendo construída com carinho.

Capítulo 1 - Cap - 1


Hinata tentava inutilmente se concentrar na leitura, um romance ruim, como todos os romances, bufou. O som desritmado do móvel se chocando contra a parede no quarto ao lado a impedia de realizar a maçante leitura. Os olhos de lua focaram no relógio da escrivaninha na parede oposta. Já haviam se passado 47 minutos, estava perto de acabar, logo Sasuke e Sakura bateriam a porta do seu quarto, com a aparência normal de quem acaba de transar por quase uma hora.

No começo aquilo tinha sido muito estranho, mas agora já não sentia nem a rotineira vergonha alheia pelo ato sendo consumado no quarto ao lado, as vezes a Haruno gemia alto demais e aí ela não podia deixar de se envergonhar e não conseguir olhar nos olhos de nenhum deles, pela próxima meia hora seguinte. Se sobressaltou com o som da batida na porta. Tinha finalmente se distraído com o livro.


- Vamos, você ainda tem que se arrumar pro jantar de hoje a noite. – Sasuke estava escorado no batente da porta, com os cabelos negros desgrenhados, consultando o relógio de pulso.

- Sakura? – Indagou, espiando o corredor diante da ausência da rosada.

- Ela foi direto pro carro. Retocar a maquiagem, essas coisas de mulheres.

- Ah.

A Hyuga pegou o livro e o telefone que estava carregando, caminhou com Sasuke para o carro. Céus, o dia estava quente, ainda bem que a noite vinha chegando. Se acomodou no banco de trás, e seguiu a viagem em silêncio, deixando a conversa para o casal. Quando o carro de Sakura estava próximo ela fez a pergunta que os dois sabiam que viria.

- E esse jantar de hoje... – Deixou a frase no ar, enquanto enrolava uma mecha rosa de cabelo no dedo, olhando para a paisagem, tentando não parecer interessada.

- Meus pais vão oferecer para o primeiro ministro, a esposa e os filhos.

- Que inveja de você. – Declarou a Haruno olhando para trás, tentando incluir Hinata na conversa.

- Eu trocaria fácil.

- Um dia nós trocamos.

- Fecho com a Hina, também trocaria com você, é nesses momentos que sinto mais falta do Itachi. – Sakura deu um sorriso sem graça.

– Aqui já está bom.

- Certeza? Dá tempo de te levar lá. – Sakura morava a umas cinco horas de direção, longe pra caralho e nunca os deixava levá-la até lá.

- Certeza. Meu carro está logo ali. - Ela se inclinou beijando Sasuke. - Tchau Hina. - Despediu-se com um pequeno aceno.

 

Sasuke estacionou o carro na garagem, abriu a porta para Hinata e eles entrelaçaram as mãos, seguindo caminho. Na sala de estar Mikoto realizava as últimas mudanças nas peças de porcelana pela mesa. Sorriu satisfeita quando os viu.

- Filho. – Abraçou e beijou Sasuke. – Filha. – Repetiu o gesto com Hinata. - Seu pai está bem animado.

- Falando de mim? – Questionou o homem que entrava.

- Querido. – Mikoto selou os lábios nos dele. – Só coisas boas, claro. – Sasuke rodeou a cintura de Hinata, apoiando o queixo no ombro dela.

- Como vai minha nora favorita? – Hinata riu.

- Se eu não fosse a única, me sentiria lisonjeada.

- Filho. – Cumprimentou, dirigindo-se a Sasuke. – Vão se aprontar, logo está na hora.

- Claro.

Hinata foi com o Uchiha para o segundo andar, observou o olhar dele recair sobre a porta do quarto de Itachi, eternamente fechada, com seu mundo interno intacto. Como se ela prometesse a presença dele a qualquer momento para aquela família. A presença que nunca mais voltaria.

Entraram no quarto austero, Sasuke jogou as roupas no chão tão depressa que Hinata mal teve tempo de assimilar que ele estava apenas de cueca, ela fez o mesmo, eram amigos desde sempre, não se lembrava de um dia ter tido pudor com ele, se banhavam nus nos rios desde sempre. Metade do guarda roupa dele, era na verdade dela, e foi lá que Hinata encontrou seu vestido para noite.
- Me pergunto quando isso vai acabar?

- Por quê?

- Deve ser difícil pra Sakura. Ela obviamente quer que você assuma isso que há entre vocês.

- É isso que te incomoda?

- Não sei. – Suspirou. -Só não sei. Já estamos nisso há muito tempo.

- Está gostando de alguém? – Perguntou com seu rotineiro sorriso ladino, provocando-a.

- Você sabe que não. – Respondeu mais ríspida do que deveria.

- Talvez devesse.

- Talvez.

- Ele não vai voltar Hina...

- É... Não vai, eu sei.

- O que te impede de seguir adiante?

- O Itachi também não vai voltar, mas você continua olhando para aquela porta como se...

- É diferente Hinata! O Itachi está morto, ele não... – A Hyuga comprimiu os lábios. Sasuke soltou o ar se jogando na cama, ela se jogou por cima, enterrando a cabeça em seu peito.

- Eu sei, me desculpe. – A voz saiu abafada.

- Tá tudo bem. – Disse passando a mão pelos cabelos dela.

- Não, eu fui idiota agora. – Ela levantou a cabeça. A mão dele continuava em sua nuca fazendo carinho enquanto ela olhava os penetrantes olhos negros. – Desculpe. – Pediu sincera.

- Meninos vocês já estão... – Mikoto abriu a porta pondo a cabeça para dentro, mas ao ver a cena a fechou rapidamente. – Desculpe, eu não quis atrapalhar. – Pediu do outro lado da porta.

- Tá tudo bem mãe... – Riu do pimentão que a cara de Hinata se transformava.

- Eu diria para vocês usarem proteção, mas não dá tempo... Logo o jantar será...

- MÃÃE!

- Tá bom, tá bom, desci.

Os dois se encararam em silêncio e depois caíram na gargalhada. Hinata rolou para o lado caindo na cama, relaxou um pouco, mas logo voltaram a se arrumar.

- Sério, você deveria mesmo seguir em frente.

- Talvez eu siga.

- Tô cansado de ouvir sempre isso.

- Se eu arrumar alguém... Quem vai ser sua namorada de mentirinha, Sr. Uchiha?

- Pretendentes não faltarão senhorita Hyuga.

- Mas nenhuma tão boa quanto a falida, porém renomada Hyuga Hinata.

- De fato minha cara. Não há como argumentar contra isto.

- Não entendo, seu pai me adorar, mas não poder ouvir falar da Sakura.

- Bom, o nome dos Haruno não tem tanto calão, você está conosco desde sempre. Mas é a questão do Orochimaru, isso complica tudo.

- É acho que esse meu nome vale mais que o dinheiro em si. Mais que eu.

- Hey, nada vale mais que você, garota boba. – Ele tocou o rosto dela, requisitando seu olhar. – Agora vamos, tenho que exibir minha linda namorada falsa num jantar besta. - Hinata sorriu. – Bem melhor. É esse sorriso que eu amo.


°°°°°°

 

Sakura viu o carro se distanciar, sentiu os olhos encherem d’agua. Levou a mão a testa esfregando o rosto. Suspirou. Não era fácil.  Não era nada fácil, apesar de gostar e considerar Hinata uma amiga, nunca seria fácil ver Sasuke sempre indo embora, sempre com ela. No fundo a Haruno sabia que se ele tivesse que escolher algum dia, seria ela. Não acreditava que eles tivessem um envolvimento sexual, algo como um romance. Mas era algo ligado a ele tão profundamente que ela não saberia mensurar, era a Hinata que a lealdade de Sasuke estava ligada. E a de Hinata a ele, então parecia não importar o quão intensamente eles fizessem amor no quarto. Sakura sempre se sentia perdendo.
Andou um pouco mais até o próprio carro, as vezes ela apenas não conseguia não pensar, ela e Hinata eram bonitas de jeitos diferentes. Se perguntou qual beleza ganharia. Parou na frente da academia de luta, e entrou, Naruto estava de costas, lutava com Kiba, ela reconhecia a cabeleira loira e a raposa tatuada nas costas. O reconheceria mesmo sem isso. Naruto era seu amigo, a pessoa para onde ela ia quando tudo ficava meio bosta. Sentou-se num dos cantos acolchoados e abriu um energético. A luta ainda durou mais seis minutos antes de Naruto ir até ela, na barriga ele tinha o selo da besta tatuado.

- Veio treinar? – Perguntou se jogando ao lado dela.

- Hoje não...

- Vai ficar péssima.

- Nada nunca tá bom para você.

- Não exagera. – Ele abriu o próprio energético dando uma golada.

- Sinto falta do seu sorriso. – Ele não respondeu. – Sinto falta de você.

- Não que tenha me visto sorrir tanto assim.

- Naruto!

- Tsc.

- Talvez eu devesse embebedar você mais vezes. É quando você fica feliz e alegra todo mundo, outra pessoa.

- Assassinos não alegram ninguém. – Ela baixou a cabeça deixando a franja encobrir os olhos verdes.

- Você só... Poderia seguir em frente sabe? Você só não precisa ser tão duro com todos... Ou se quiser se abrir...

- Já deu. – Disse se levantando.

- Eu só sinto falta de você... – Sussurrou para si.

Observou Naruto bagunçar os cabelos enquanto voltava para o ringue, queria ajudá-lo, os olhos da Kurama pareciam encara-la com vida da tatuagem. No telefone ela viu o status de Sasuke no Instagran, ele abraçando Hinata com um sorriso, a Hyuga também sorria, o rosto dela grudado no de uma menina loira, Shion, um rapaz passava os braços pelo ombro da loira, Kimimaro. Dois casais felizes, pareciam perfeitos, mas de perto, toda perfeição tem sua falha. E Sakura podia ver a rachadura.


°°°°°°

Sasuke parou o carro na enseada, viu os cabelos rosas balançando ao vento fresco. Ela sorriu quando o viu. Como amava o sorriso da Haruno. A beijou e abraçou, deixando que o cheiro bom dela tomasse conta de si.

- Como foi a noite ontem?

- Um tédio sem você.

- Pareceu bem divertido. – Ela baixou os olhos.

- Hey. – Ele incentivou que ela o olhasse. – Sabe que amo você, sabe o que as coisas tem que parecer.

-  Onde está Hinata?

- A deixei dormindo.

- Na sua cama?

- É ué. – Respondeu como se fosse óbvio, a coisa mais normal do mundo.

- Sasuke! Eu não me acostumo com isso...

- Ciúmes da Hina? Sakura, por favor...

- Não é isso, mas essa situação não faz sentido, eu sou rica. A família de Hinata é só um nome falido, aquela empresa não pode mais ser salva.

- Com um bom investimento...

- O ponto é que eu sou perfeita para você... Não faz sentido seu pai me detestar tanto...

- Depois da morte do Itachi...

- Já fazem cinco anos, por quanto tempo mais? – Perguntou com olhos suplicantes.

- Pouco tempo.

- Isso é mentira...

- Sakura eu...

- Não prometa o que não irá cumprir.

- Eu vou, você sabe. Amo você.

- Ama Hinata também.

- É completamente diferente, você sabe. – Bufou.

- Tenho a impressão que se ela te pedisse para escolher, você não pensaria duas vezes antes de ficar com ela.

- O que? Hinata jamais faria isso.

A resposta foi imediata. A Haruno ficou magoada, porque Sasuke nem se quer se dava conta que não tinha negado a afirmação dela... Sua mente ia se perder em divagações, mas o Uchiha a beijou no pescoço e a rodou.


- Sabe que eu amo você garota. Larga dessa cisma com a Hina. Ela gosta de você, sabia?

- E eu dela. - Afirmou a Haruno.

O Uchiha tomou os lábios femininos com vontade e Sakura se entregou, estava onde amava estar, nos braços de Sasuke, seu amor. Ele selou os lábios quando o beijo cessou e depois se separaram um pouco, ela teria se perdido ali, se seu olhos verdes não tivessem sido atraídos para um ponto distante. Parado atrás do carro de Sasuke outro carro e recostado nele, Fugaku. O sangue dela gelou e Sasuke deve ter visto o pânico em seus olhos. Depois de inquirir sem respostas o que estava acontecendo, seguiu o olhar dela e ele próprio empalideceu.

- Porra. – Xingou. Viu seu pai entrar no carro e dar partida. – Fodeu. - Começou a se mover, mas sentiu as mãos delicadas o segurarem.

- Sasuke e agora?

- Eu não sei...

- Acha que é tão ruim assim?

- Péssimo. – Disse passando a mão pelos cabelos negros. – Péssimo. Eu tenho que ir.

- Me dê notícias. – Ele viu o medo nos olhos dela.

- Sempre. – Selou os lábios nos dela e se dirigiu ao carro.


°°°°°°

Hinata se espreguiçou ocupando toda a cama, sabia que Sasuke tinha ido ver Sakura. Deu graças, por não ter que acordar com ele resmungando, o jantar na noite anterior havia sido um sucesso. Maravilhoso, mas continuava se lembrando da conversa que tinha tido com Sasuke. E do convidado estrangeiro, Toneri... Que havia sido tão gentil... Seguir em frente... Seguir em frente. Repetia para si mesma a palavra.

Fechou os olhos com força... Seguir em frente...  Respirou fundo. Os olhos azuis brilharam em sua mente, o sorriso largo, os cabelos loiros.  Seis anos antes, o grupo mais inesperado se formou, Sasuke e Hinata, se juntaram ao grupo de Itachi, Neji e Tenten. O irmão de Sasuke não tinha facilitado as coisas, sempre o fazia ser merecedor, dois meses depois, um novato no clube de luta, Uzumaki, o que queria ser o melhor... Havia conseguido com sucesso fazer parte deles... Cinco anos atrás, tudo tinha acabado. Restaram apenas cinco. Quebrados em pedaços.

E Hinata nunca mais o tinha visto. O único que tinha conseguido entrar em seu coração, o único... Que a fazia rir daquela forma... O único para ela, em todos os sentidos. Abriu os olhos, tentando afastar as lembranças, sentia tanta falta, dos toques, do sorriso, dos lábios em sua pele. Dele.


- Naruto...


Rolou na cama afundando a cara no travesseiro. Estava fazendo o contrário de superar. Que droga. Tentou pensar em Toneri, mas não obteve sucesso. Estava desistindo de pensar em qualquer outra coisa quando ouviu uma gritaria tomar força, levantou-se rapidamente. Era a voz de Sasuke, mas ele deveria estar na praia com Sakura. Droga! Trocou de roupa e desceu.

- Eu não sou o Itachi! – Vociferou Sasuke.

- Se fosse não me daria tanto desgosto.


- Eu não vou assumir o lugar dele! Não vou fazer o que você quer!

- Claro que não, como faria? Como faria?

- Pois é! Não sou seu filho perfeito, adivinha só. Ele morreu. – O som do tapa ecoou. Sasuke engoliu o gosto amargo da agressão.

- Infelizmente. Infelizmente a vida me levou... – Ele se interrompeu.

- Pode dizer... Te levou o filho errado não é mesmo. – Hinata entrou no escritório em passos lentos. Os olhos de ambos caíram sobre ela.

- O que está...

- Hinata. Eu sei de tudo... Sakura. – Fugaku declarou.

- Isso...- Ela começou. – Foi só um deslize do Sasuke... Ele... Faz isso as vezes... Não vai mais acontecer.

- Hinata, eu aprecio seu caráter e sua lealdade ao meu filho. Não é à toa que prezo pela minha amizade com seu pai, Hyugas sabem ser leais e você, de fato é.

- Senhor. – Ele levantou a mão pedindo que ela se calasse.

- Continuo amando você como a uma filha, mas neste momento...

Sasuke e ele voltaram a uma discussão acalorada, ela não conseguiu se retirar, ficou ali ouvindo tudo. Quando finalmente conseguiu retirar Sasuke do cômodo ele estava arrasado. Entrou no quarto atrás dele, o viu dar um soco na parede, arremessar as coisas no chão. Gritou o nome dele, mas não estava sendo ouvida, então pulou nas costas dele e fez força, não estava de fato tentando prendê-lo. Queria que ele parasse e funcionou, apenas para que ele começasse a chorar.

- Ele quer que eu seja meu irmão, mas eu não posso. – Sentou-se na beirada da cama, afundando o rosto nas mãos. – Não posso.

- Não precisa. – Sentou-se do lado dele.

- É o que ele quer, você era tudo que o mantinha satisfeito.

- Apenas seja você, ele o ama, só pensam muito diferentes.

- Amava mais Itachi, eu deveria ter morrido. – Hinata o abraçou fazendo com que ele se deitasse no colo dela.

- Não, não diga isso... Não diga isso.
 

Quando o Uchiha finalmente se acalmou e dormiu, Mikoto apareceu no quarto a agradecendo infinitamente e avisou que ela precisava ir, pois seu pai queria lhe falar e segundo ele, muito importante. Respirou fundo. Teria que travar a própria luta.


°°°°°°


Chegou na silenciosa casa, Hanabi não estava. Foi ao escritório do seu pai, mas ele não estava lá. O encontrou por fim no jardim, na espreguiçadeira, deitou-se na que estava vaga e ficaram em silêncio por longos minutos.

- Eu contei ao Fugaku. Já tinha descoberto a natureza do seu relacionamento com o Uchiha a muito tempo. – Hinata não pode acreditar, sentiu o sangue ferver.

- Mas o que? Você não...

- Hinata! Ouça! Você me fez de bobo por muito tempo. Eu tomei essa atitude por uma razão.

- E que razão é está? – Perguntou exaltada.

- Você vai se casar... Eu fiz um contrato...

- Você o que? Enlouqueceu? – Se levantou. – Perdeu a sanidade? O que acha que sou? Você não podia ter feito nada disso! Enlouqueceu completamente!

- Me ouça.

- Não tem que o que ouvir. Eu não vou me casar com ninguém, ouviu? Isso não existe, em que século você está?

- Apenas me ouça e tome sua decisão.

- Ótimo, vou ouvir, você já sabe a resposta. – Sentou-se novamente na espreguiçadeira.

- Neji não se mudou de estado para fazer um tratamento referente a uma lesão do acidente, ele foi, pois a doença degenerativa que afetou e matou sua mãe, se manifestou também no seu irmão. – Os olhos dela encheram de lágrimas e o ar lhe faltou.

- O que? Como, você não tinha o direito de esconder isso. Isso... Isso não é verdade, não pode ser verdade.

- Foi uma decisão de Neji. Eu respeitei, assim como esse seu relacionamento falso com Sasuke. – Ela se calou reticente. – Como você sabe eu nos fali, tentando salvar sua mãe e a ajuda que recebi de Fugaku até então foi o necessário para bancar o custo do tratamento de Neji, mas ele piorou... Consideravelmente. - O homem respirou fundo, fechando os olhos.

- Não... – Baixou a cabeça na mão chorando. – Meu irmão não...


- Hanabi não está aqui, passou mal ontem... Descobrimos esta madrugada que ela tem a mesma doença. – Hinata sentiu o desespero. - O gene dela e de Neji diferente do seu, era pré disposto a isso, e Deus sabe como eu orei para que nunca acontecesse.


- Meus dois irmãos? Eu não posso perder meus dois irmãos para essa doença maldita, isso não. Isso não.

- Este casamento garantirá que eles tenham um tratamento de melhor qualidade, até o fim da vida...

- E a cura?

- É quase impossível... Foi assim que fali... Mas esse seu possível noivo pode fazer isso Hinata.

- Eu me caso com Sasuke... Eu me caso com ele... Nosso namoro não era de verdade, mas todo o resto é, ele não negaria...

- Hinata... Nem os Uchihas poderiam custear dois tratamentos desse.

- Quem então... Quem tem mais dinheiro que eles? Esse homem pode fazer isso? Pode salvá-los?

- Pode dar dignidade a eles... Perdi as esperanças sobre a cura...

- Não diga isso! – Ela teria sentido raiva se não fossem as lágrimas que ele derramava. Ela mesma não pode mais conter as dela. – Não diga isso... – Repetiu , mas não soube se ele ouviu o fio de voz.

- Desculpe filha... Desculpe. – Ela deitou ao lado dele e o abraçou.

- Não papai... Não... Tudo bem... – Os braços dele a envolveram.

- Eu deixei o contrato em cima da sua cama, leia por favor... Você não é obrigada a nada filha.

- Eu vou salvar meus irmãos pai... Eu vou, não é possível que a vida seja apenas isto. - a Hyuga respirou fundo. -  Eu me caso.


Notas Finais


Com quem será?
Com quem será?


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