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História Coisas para fazer - Capítulo 1


Escrita por: eclipse4u

Notas do Autor


Essa fic é meio antiguinha, trouxe da plataforma do lado, mas eu gosto bastante dela.
E bom, eu nunca vou superar She-ra.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Coisas resolvidas


Nunca foi minha intenção fazer tanta coisa quanto eu havia feito contra Bright Moon. Não. Não só contra Bright Moon mas também contra todas as princesas, inclusive ela. Não é como se meu problema fosse exclusivo com ela, mas por um grande tempo eu fiquei com raiva, porque ela tinha tirado Adora de mim, mas não é como se She-ra e Adora fossem pessoas diferentes, não é como se eu não soubesse que todas as decisões que She-ra tomavam era puramente porque aquela imbecil é sua portadora.

Não me entendam mal, eu não estou com raiva ou algo do tipo, aliás isso passou faz um bom tempo, eu tive que me preocupar com mais nos últimos meses do que ficar com raiva por Adora ter me deixado. Talvez se eu tivesse um mínimo de escrúpulos, teria ido junto a ela na primeira oportunidade.

Porque mesmo que em meio a toda probabilidade da Horda acabar com Etéria e nós morrermos, eu estava feliz de poder fazer isso do lado dela, na verdade estou ainda mais feliz agora porque, bem, nós não fomos dizimados pelo Coração de Etéria junto ao resto do universo, e absolutamente tudo graças a ela, She-ra e Adora, uma com um poder que deixaria o universo aos seus pés, a outra que sempre me tinha aos seus pés. E bem, ambas tão doces que eu tenho vontade de me esganar sempre que lembrava que tentei machucá-las.

Ambas não, perdão, ainda estou me acostumando com a ideia de que She-ra é inteiramente Adora e só uma versão com poder o suficiente pra trazer toda a bondade que ela tem ao mundo, ao universo.

E eu sei que isso parece um relato íntimo de como Adora me tem aos seus pés, talvez seja isso mesmo, porque após dois anos do nosso primeiro beijo e após um ano viajando pelo espaço com o quarteto fantástico ― perdão, quinteto, Entrapta havia vindo conosco, e eu definitivamente não vou considerar Hordak ou Hordak Errado ― eu ainda estava, definitivamente e completamente de joelhos por ela.

Isso me deixava com uma pequena agonia às vezes, não que eu detestasse estar completamente apaixonada por ela, eu já havia feito isso o suficiente para uma só vida, mas após dois anos eu e Adora não havíamos sequer oficializado algo e isso nunca me incomodou antes, só que...

Ah quem eu quero enganar, eu só quero ter a porra de uma desculpa para beijar ela absolutamente toda hora. Não que nós já não o fizéssemos, mas eu ainda tenho o mínimo de vergonha de fazer isso na frente dos outros e bom, Bow e Glimmer não param de encher a porra do meu saco.

Eu aprendi a amá-los sim, mas caralho meus amigos são insuportáveis. E porra me dá medo ser tão melosa quanto eles são, talvez um pouco de vontade sim mas isso eu supero.

Atualmente nós estamos em Andrômeda, uma galáxia que pelo que Entrapta explicou já foi repleta de magia, mas Os Primeiros também estiveram aqui, e pouco tempo depois que eles saíram, a Horda.

Alguns planetas realmente estavam devastados, alguns sequer existiam mais, e agora nós estávamos em um dos quais ainda havia resquício de vida, marítima no entanto, e poucos insetos no solo. Mas eu pude perceber que Melog não havia ficado tão desgastado em andar de um lado para o outro então acho que há algum resquício de magia por aqui, isso obviamente é problema da Princesa Brilhante e She-ra. Bow está enfiado em algum lugar da nave e eu suspeito o mesmo de Entrapta e os Hordak's.

Eu estou observando as duas andarem pela superfície estável enquanto acaricio Melog. Na realidade elas não demoram basicamente nada até estarem de volta e eu consigo perceber um rosto satisfeito em Adora por baixo do capacete espacial. Tenho o impulso de beijá-la mas é óbvio o que me impede ― Não que a ideia de morrer sufocada enquanto beijo ela seja ruim mas...

Ugh, eu estou ficando que nem Bow.

― Boas notícias. ― ouço-a cantarolar, arqueio uma sobrancelha como quem pergunta quais. ― O planeta tem uma quantidade razoável de magia, eu vou dar uma boa impulsionada e nós podemos partir para o próximo, espero eu.

Eu dou um sorriso quase aliviado, já era o quinto daquela galáxia e estava tudo tão calmo que era mortalmente entediante, estava tentada a tirar aquele capacete.

Enquanto Glimmer sentava ao meu lado eu observei Adora se transformar. Ainda ficava mortalmente admirada ao vê-la como She-ra e talvez por isso não conseguisse associá-las por tanto tempo. Também ao falar em She-ra eu penso em como Adora amadureceu durante todo esse tempo, nas duas formas. O Coração de Etéria pareceu deixá-la mil vezes mais forte do que já era ― se é que é possível ― e ela também havia vencido batalhas sem ficar hm, extremamente poderosa de um jeito que pode te cegar.

Eu também havia melhorado minha performance física, não que precisasse, duh, eu já era incrível, mas ainda competia com quem conseguia derrotar mais inimigos com Adora em sua forma normal ― já que definitivamente não conseguiria competir nisso com She-ra, acredite, eu tentei. Mas o ponto era que eu definitivamente havia ficado mais forte.

Vi Adora se afastar um pouco mais de nós, e ela fez aquela coisa de brilhar e fincar a espada no chão, por mais que eu não fosse um ser que dependia de magia, aquele tipo de coisa era impossível de não se sentir, pude reparar que a juba de Melog ficou quase translúcida, pelo jeito era comum quando uma quantidade de magia era liberada de tal forma.

É, eu havia aprendido a reparar e escutar mais ele ― talvez porque ele não parava de tagarelar na minha cabeça quando eu estava prestes a fazer alguma merda, mas isso não vem ao caso.

Quando Adora voltou e nós entramos, ainda como She-ra ela foi até a sala de comando, e após eu tirar meu capacete e conferir se havia mais alguém ali, abracei-a por trás. Pude escutar sua risada nasal e então ela se virou para mim. Os cabelos longos presos daquela forma a deixavam insanamente linda e droga, eu ainda me sentia intimidada por aquela diferença de altura.

― Hey, Adora. ― murmurei, ainda abraçada contra seu peito enquanto sentia suas mão segurarem minha cintura com certa firmeza, um arrepio desceu minha espinha e eu tenho certeza que ela percebeu, mas sabia que se tivesse comentado estava morta.

Vocês não acharam que meu temperamento mudou, certo?

― Hey, Catra. ― ela devolveu no mesmo tom, inclinando-se um pouco mais para deixar um breve selar na minha boca. ― O que acha de passar em mais um planeta hoje, meu bem? ― eu bufei.

Ela, como sempre, estava rindo da minha cara.

― Nem fodendo. ― grunhi, meu rabo se enrolou na cintura dela e eu a puxei pra mais um beijo, um de verdade.

Quando nos separamos ela deu um sorrisinho tímido, eu sorri ousada, por mais que ela ficasse um pouco mais abusada quando estava naquela forma, era Adora.

― Vamos descansar por hoje então, ok? ― sugeriu, eu quase ronronei quando ela me fez cafuné, mas não me daria por vencida tão cedo.

― Desde que você se prontifique para ser meu travesseiro.

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Faziam alguns meses que saímos de Andrômeda, o nosso rumo na realidade havia sido diferente do que tudo que tínhamos imaginado, nós estávamos indo para casa, sim, voltando a Etéria.

Motivos? Eu não faço a mínima ideia, só entendi Entrapta falando algo sobre fazer Darla descansar porque dois anos no espaço cansavam e ela precisava fazer ajustes com coisas que só tinha em Etéria. Bow, Glimmer e Adora concordaram de imediato, eu acho que foi mais por saudades de casa do que por pena de Darla. Não estou os julgando, eu também me sentia assim.

Vocês poderiam inclusive pensar que eu estou me referindo a Fright Zone, mas no ano que ficamos reconstruindo Etéria, talvez eu tivesse aprendido a associar Bright Moon como casa. Isso sim será um eterno "talvez", porque ainda não sabia se talvez fosse o lugar com tanta coisa que eu repudiava até hoje ou haviam sido as pessoas que tivessem me feito sentir em casa.

Eu apostava na segunda opção.

Não estávamos muito distante de Etéria na verdade, eu já conseguia ver o planeta e uma ansiedade tomou conta de mim, talvez pelas coisas que matutavam na minha cabeça e a vontade de finalmente estar em casa.

O desembarque foi mais rápido do que eu esperava, a recepção tão longa que eu fiquei entediada, não me entendam mal, eu curti pra caralho com meus amigos e Adora, mas já haviam sido mais de seis horas parecia que nunca iria acabar, então eu fui para o meu quarto, Melog ― o traidor ― já havia escapado faz tempo e me deixado sozinha no meio daquela confusão, eu reclamei com ele quando me deitei e recebi um resmungo.

Não sei quanto tempo para ser exata, mas em determinado momento a minha porta se abriu, eu vi Adora entrar com aqueles dois metros de altura que She-ra a proporciona ― antes que perguntem, foi coisa da festa, Perfuma estava desesperada para saber se sua roupa havia mudado mesmo que ela tivesse negado.

Eu pude sentir seu peso na lateral de minha cama, Melog apoiou a sua cabeça na minha cintura apenas para ficar olhando-a.

― Desistiu de aguentar todo mundo? ― eu senti sua mão acariciando minha panturrilha, me permiti ronronar.

― Eu gosto, mas sinceramente ficar muito tempo ali é sufocante. ― sussurrei, ela se deitou ao meu lado e eu me aconcheguei contra si.

― Estou feliz que estamos em casa de novo, pareceu uma eternidade. ― confessou, eu acaricei suas costas em resposta, eu conhecia Adora melhor do que ninguém para saber o quão verdadeiro era aquilo. ― Ainda tem muitas coisas que eu quero fazer em Etéria.

Não precisei me obrigar a rir, eu sabia qual era a sensação e estava tomando coragem para fazer uma delas agora, coragem de merda essa, que eu fui juntando por caquinhos durante dois anos.

― Você não é a única que quer fazer coisas por aqui. ― murmurei, e esse foi o meu erro fatal.

― Quer é? Essa é nova, gatinha, agora você vai ter que me contar. ― eu quase a esganei ali mesmo, que porra de apelido de merda. Mas fiz algo melhor, me negar a dar uma resposta.

Mas é claro que ela iria me fazer falar, porque Deuses, Adora não sabe aquietar essa curiosidade dela nem que seja por um minuto e ela iria recorrer a todo tipo de método pra me fazer falar, isso inclui cócegas.

Quando ela me virou para baixo eu já sabia que era uma batalha perdida, fiz questão de deixar o quão injusto era ela na forma de She-ra me torturando, bom ao menos eu tentei falar enquanto ria. Pareceu durar uma eternidade e se você já foi vítima desse tipo de ataque sabe do que eu estou falando, quando ela parou eu ainda mantive meus olhos fechados e tentei regularizar minha respiração, o peso em meu colo diminuiu e a aquela altura eu não fazia ideia de onde Melog havia parar, mas quando abri meus olhos pude ver Adora com os fios que havia deixado crescer, soltos, me olhando com um sorriso pequeno.

Fiz questão de beijá-la quando ela se deitou sobre mim, segurando sua cintura e tomando aqueles três segundos de coragem insanas que rondavam minha mente.

― Você quer saber o que eu quero fazer aqui, certo? ― Ela concordou murmurando contra meu pescoço. ― Estava em algum lugar dos meu planos te pedir em namoro. ― falei, o seu rosto se levantou imediatamente, me encarando com os olhos levemente arregalados, não deixei minha expressão vacilar.

― Catra...

― Você quer namorar comigo, Adora?

Eu ouvi ela fungar e rir, definitivamente minha expressão se desmanchou ali, mas ouvi-la me chamando de "gata idiota" e me beijando enquanto murmurava alguns "sim" contra a minha boca, definitivamente tinha me feito a pessoa mais feliz de toda Etéria.

Só não contem isso pra ela.


Notas Finais


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