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História Coisas que fazemos por amor : segundo rascunho. - Capítulo 1


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Notas do Autor


se algo estiver errado, me perdoem, to cansada pra caralho, quase caindo de sono aqui, não dormi a noite toda, to toda quebrada, mas é gratificante poder escrever esse projeto
espero que gostem

Capítulo 1 - ' único.


— você não sabe viver sem o meu calor.

o tom foi de brincadeira, mas de fato eu abandonaria sp inteira, pra correr atrás dos seus passos rápidos, fugindo da solidão do interior do meu apartamento apertado, naquele bairro onde a vizinha gritava com a filha, onde as flores daquela árvore pareciam cair em câmera lenta.

mil horas na varanda, centenas de minutos esperando te ver na rua, lá de cima, acenando sorridente. 

era impossível não chorar de tanto rir, quando nossos olhares caminhavam na varanda, olhando pra baixo, vendo todas aquelas crianças, brincando, ralando o joelho na calçada, no meio de tantas risadas e mais gritos, todas desesperadas no pega-pega, pulando amarelinha e corda, espalhando bonecas e carrinhos, massinhas de modelar, esperando o lanche que as mães traziam na porta de casa. 

relembrávamos de nossa infância, enquanto as xícaras de café continuavam se preenchendo em cima daquela mesinha, sentia sua falta toda vez que fechava a porta e voltava para a varanda, você nunca olhou para atrás quando atravessava aquela calçada. 

se houvesse olhado, teria visto, que eu continuava ali, esperando até outro dia. 

— você não sabe viver sem o meu calor. 

— você tem razão, vivo no inferno congelado toda vez que você vai embora. 

eu disse, esperando que não fizesse as malas naquele dia, na sua casa, chorei com as flores mortas que definiram meu futuro, 

fiz as malas também, se você não continuasse aqui por mim, então toda a capital não me faria falta. 

— então vai se mudar por minha causa?

— eu não gosto da capital. 

mentira, sou paulista que ama a Lapa, que ama as casas bagunçadas, que gosta de cada detalhe nas calçadas quebradas, mas ainda sim,

te amava muito mais do que toda aquela cidade.

— então, vamos? 

o sorriso desenhado no seu rosto me deixou com a disposição transbordando, subi naquele ônibus, 
segundos depois me vi
transbordando sono, no seu ombro, 
pelo resto da noite. 



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