História Colapso Dos Deuses - Capítulo 12


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ter poderes as vezes pode ser ruim

Capítulo 12 - Problemas


— Não acredito que fizeram algo assim! — Barry exclamou furioso.

— Barry, acalme-se. Precisamos esperar que Clark volte da casa branca com a resposta do presidente. — Diana se colocou a frente dele.

— Mais urgente que isso. Ontem, Amanda Waller em pessoa me fez uma visita depois de que vocês foram embora. — Bruce fez uma pausa. — Nem ela sabia desse projeto e ela está preocupada com o rumo que isso pode tomar.

— E quem é essa tal Amanda? — Wally perguntou confuso.

— Ela é uma importante agente do governo. Atua geralmente por baixo dos panos e está relacionada principalmente a meta-humanos. Tem ligações com o Cadmus e comanda a Força Tarefa X, mais conhecida como esquadrão suicida. — Conner explicou até demais, todos o encaravam surpresos. — Que foi? Os genomorfos me passaram esse tipo de informação. — Barry e Wally deram de ombros e voltaram sua atenção para Bruce.

— Exato. Se nem mesmo ela tinha ideia disso, então alguma coisa está muito errada. — continuou o cavaleiro das trevas. — Superman foi até a Casa Branca para conversar com o presidente, quando ele chegar descobriremos as reais intensões desse projeto.

— Se eles estiverem do nosso lado seria de grande ajuda, afinal diminuiriam os riscos a civis em nossos confrontos. — Jhon Stewart afirmou.

— Não acho que seja o caso. Mesmo que de início trabalhem ao nosso lado, mesmo que nossa cooperação funcione, um dia eles se voltarão para nós. Nenhum de nós tem um distintivo ou permissão de combate ao crime, a maioria de nós esconde suas identidades. — o caçador de marte parecia bem preocupado. — E quando esse dia chegar? O que faremos? Entraremos em guerra com aqueles que devemos proteger?

— Nós deveríamos ir direto até o presidente e fazê-lo desfazer isso. É a melhor opção. — dessa vez foi Shayera Hawk a dizer.

— Não. Não podemos. — rebateu Bruce.

— O que? Por que não? — perguntou ela sem entender.

— Batman está certo. Interferir na política ou em questões militares não faz parte das nossas obrigações. Temos poder demais para isso. — completou Hal Jordan.

— Então o que vamos fazer? — Kara perguntou cruzando os braços.

— Depois que Clark chegar nós tomaremos uma decisão. Até lá avisem o restante dos membros sobre isso. Seja qual for o rumo que tomaremos, deve ser uma decisão de todos. — Diana disse para encerrar as discussões.

Depois disso os heróis se dispersaram na grande sala da justiça, todos os grupos estavam debatendo e pensando no que iria acontecer depois disso. Mas o clone só queria saber como da noite para o dia isso tinha acontecido.

Algo tão importante não passaria despercebido, não tem como esconderem um projeto assim, não de todos da liga e principalmente do próprio governo.

— O que acha que está acontecendo Dick?

— Eu não sei Conner. Não tenho a menor ideia. — ele não parecia nada bem, o que deixava o clone completamente devastado.

Conner queria consola-lo, mas não teve a chance. Clark entrou na sala junto de um homem sem rosto com um sobretudo azul e um chapéu. Questão, ele achava. Todos se reuniram novamente aguardando o comunicado que mudaria o rumo de toda a Liga.

— Qual a resposta do presidente? — Bruce perguntou de imediato.

O homem de aço tomou um grande ar e não parecia nada feliz.

— Ele está ciente dessa força tarefa. E disse que quer que nós cooperemos. — mesmo com essa resposta ele não parecia feliz. — No entanto, ele deseja que nós também cooperemos em assuntos militares. — isso instaurou um clima tenso na sala, Conner não conseguia dizer o que todos pensavam, mas tinha certeza que não gostaram nada disso.

— Eles querem que nos tornemos cães do governo? É isso? — bradou Barry.

— Mais que isso. Eu sei dizer quando estão nos ameaçando. Isso que ele disse literalmente quer dizer que se não cooperamos com eles, vão se voltar contra nós. — continuou Diana.

Questão que até então se manteve calado levantou a mão como se pedisse a sua vez de falar.

— Vocês percebem a situação em que estamos? O governo se volta contra meta-humanos, os meta-humanos se voltam contra o governo, todos lutam entre si. Mas quem ganha? Quem vai se beneficiar com todo esse caos? Quem vai sobrar para comemorar após isso? — ele se movia de um jeito perturbador, seu tom de voz dava até medo. — Não se prendam ao que está na superfície meus amigos, procurem o que vem das sombras.

Questão deu as costas e saiu. Ele não parecia muito interessado em uma resposta.

— Isso foi perturbador. — Barry e Wally disseram juntos.

— Deixando de lado a tendência dramática. Questão está certo. Alguém está manipulando isso. E agora está na hora de investigarmos a fundo. — disse Bruce.

E isso resume o motivo de Dick e Conner estarem em Washington interrogando a única pessoa que ele jamais queria ver novamente, Lex Luthor. E pensar que havia acordado tão animado, o dia parecia tão promissor, agora tudo parece a ponto de desmoronar.

A ida até a sala da justiça fora tensa, a conversa dentro dela mais ainda e agora estava olhando para o cara que literalmente o criou em um laboratório com seu próprio DNA.

— Posso saber o motivo de não terem mandado os adultos para essa conversa? — ele pergunta num tom debochado.

— Porque você não é tão importante assim Luthor. — Dick rebateu. — Agora nos diga o que sabe sobre essa força tarefa.

— Eu já disse que não sei de nada, afinal, estou aqui a algum tempo. Não tenho como adivinhar o que vocês fazem do lado de fora desse lugar.

Conner estava tão concentrado em ouvir que conseguiu escutar até mesmo as batidas do coração de Luthor e  soube na hora, ele estava escondendo algo.

— Ele está mentindo.

— Como tem certeza Superboy? —  Lex parecia extremamente curioso.

— Eu posso ouvir as batidas do seu coração.

— Impressionante. Pelo que vejo seus poderes estão se desenvolvendo muito bem. Fascinante!

— Então Luthor, que tal nos contar o que sabe? Seria melhor do que se o Batman em pessoa viesse o interrogar. — tentou Dick.

— Certo garoto prodigio. Vou lhe entregar algo por ter trago meu projeto de ciências com você. — ele disse encarando Conner como uma mera experiência, o clone sentiu vontade de frita-lo com a visão de calor. — A alguns anos em um incidente entre a Liga da justiça e o ser de inteligência artificial, Brainiac, eu me fundi com a maquina em um ser supremo e Tecnorganico. Nunca senti tanto poder, isso é claro até o Flash o destruir quase que por completo com a força da aceleração.

— Não queremos ouvir sua história Luthor. Vá direto ao ponto. — pediu Dick.

— É esse o ponto. Desde então eu fiz muito para conseguir trazer Brainiac de volta e me fundir a ele. Falhei inúmeras vezes nisso. E é aí que os clones entram. Quero esse tipo de poder de novo, mesmo que não diretamente em mim.

— Luthor, direto ao ponto. — o garoto prodigio interrompeu novamente.

— Você não recebeu muita educação do morcego. — ele fingiu estar chateado. — Eu sempre tentei enfrentar a Liga da Justiça diretamente, esse foi o meu erro. Dessa vez, não sou só eu que estão enfrentando e muito menos travaremos uma batalha. Não, transformaremos vocês nos inimigos. E quando não houver mais liga da justiça, aí sim o mundo será nosso. — sua expressão beirava insanidade, mas ele não mentiu em momento algum.

— Nós? E onde a força tarefa se encontra nisso tudo? — Dick o encarava de forma intensa.

— Eu já lhe entreguei o suficiente. Não seria divertido se descobrissem tudo agora. Mas não vai demorar, os ventos da mudança estão soprando e até os deuses podem morrer.

Depois disso Luthor simplesmente ignorou todas as outras perguntas, então acabaram desistindo desse interrogatório unilateral. Tiveram uma longa conversa com Bruce sobre isso e ele acabou os mandando ficar em Washington por mais alguns dias para investigarem outras pistas.

Depois de saírem da prisão tiveram de ir até um lugar isolado para colocar os trajes civis. Em seguida rumaram para um hotel, algo bem caro por sinal, aparentemente Dick teria de aparecer em alguns lugares em que a imprensa o notasse, deve ser extremamente chato ser um super-herói rico. Ao menos era o que Superboy pensava.

Conner quase teve um infarto quando o garoto prodígio pediu uma cama de casal. Simplesmente não estava pronto para isso, ficou bem mais calmo quando ele enfatizou que só queria dormissem, abraçados. Afinal, se tratando de controle, o clone ainda tinha muito o que aprender até poder ter algo físico com seu garoto prodigio.

Dick se jogou na cama assim que entraram no quarto. Conner sentiu vontade de fazer o mesmo, mas não sabia como agir.

— Preciso de um banho! Esse dia está me deixando louco. Conversar com o Luthor foi um grande erro. Só nos trouxe mais perguntas, aposto que Batman conseguiria algo dele. — esbravejou Dick na cama.

— Eu concordo com você, não deveríamos ser nós dois a vir aqui.

— Bruce achou que se você viesse iria conseguir fazer Luthor dizer algo, bem, ele disse até muita coisa, só nada de útil. — Dick transbordava frustação.

— E agora o que vamos fazer? Já que vamos ficar aqui por mais alguns dias.

— Amanha nós vamos investigar o suposto líder e desenvolvedor da força tarefa. Milton Fine.

— Então teremos um dia cheio amanhã também. E eu que pensei que poderíamos ter um tempo tranquilo só para nós dois...

— Eu que o diga. Agora Bruce nem quer ficar longe de Gotham por causa do Damian, ele com certeza vai me passar muito mais missões longe de casa. E tudo que eu queria é poder passar um tempo com meu namorado!

Conner por alguns instantes se surpreendeu com suas palavras, Dick acabara de se referir a eles como namorados, embora nenhum dos dois houvesse feito o pedido ainda.

— O que você acabou de dizer?

— Que quero passar um tempo com você?

— Não...sobre sermos namorados... — a palavra ainda era nova para o clone, mas ele gostou do som dela.

— Ah... — ele ruborizou. — Bem, creio que é assim que podemos nos definir. Embora eu queira te pedir apropriadamente assim que tudo isso acabar. Já pensei em tudo, um jantar, um passeio de balão e enquanto observamos a cidade eu vou pedir e dizer o quanto gosto de você. É só questão de toda essa confusão acabar...

— Dick, não se preocupe com isso...vou amar ser pedido em namora dessa forma, mesmo achando que seria eu a propor. Mas até lá não me importo nem um pouco em me considerar seu namorado, garoto prodigio. — disse ao se deitar ao lado dele e fixar seus olhares.

— Meu clone, meu Superboy, meu namorado...quero você só para mim Conner. — ele disse acariciando o rosto do maior.

— Eu digo o mesmo Dick. Desde que coloquei mês olhos em você meu coração é seu. E olha que tecnicamente é desde quando nasci. — Conner colocou a mão sobre a dele.

— Eu ainda fico pensando no que poderia ocorrer se não tivéssemos ido até o Cadmus. Não gosto nem de pensar nisso. — agora sua feição era de pura preocupação.

— Mas graças a vocês eu estou livre. Vocês não só me mostraram a lua como prometeram, mas me deram liberdade de escolher meu próprio caminho. Jamais poderei agradecer o bastante, não só a você, mas a Wally e Kaldur também.

— Eu sei como pode me agradecer... — Dick disse quase num sussurro.

— Como?

— Me beijando até eu esquecer de toda essa confusão.

— Vai ser um prazer, meu namorado.

Conner o beijou com calma, queria apreciar cada momento de contato com ele, não podiam se dar ao luxo de fazer isso muitas vezes. Depois de alguns minutos assim Dick trocou as posições e subiu sobre o clone e tornou a troca de carinho algo mais lascivo, ele não parava de mexer seu corpo e nessa posição Superboy estava completamente entregue.

O clone descobriu que contato físico desperta muita excitação, por mais que isso fosse bom, sentia que quanto mais excitado, menos controle tinha. E isso se tornou claro quando ouviu Dick gemer e era de dor. Quando abriu seus olhos viu que estava apertando a cintura dele com mais forca do que deveria.

 — Ai, vai com calma Superboy...vai acabar me quebrando assim.

Conner se odiou assim que Dick abriu os olhos e ele viu a expressão de dor do menor e ele havia causado isso.

— Me desculpe Dick! Não quis te machucar! Não vai mais acontecer!

— Está tudo bem Conner, tenho de me lembrar da sua forca nessas horas. Não foi nada tão grave. — Dick tentou sorrir. — E para falar a verdade, preciso mesmo de um banho! — ele disse cheirando suas próprias axilas.

— É, você está fedendo um bocado. — Conner tentou brincar. — Mas sério Dick, se eu exagerar de novo, você tem de me avisar, não quero te machucar, nem hoje nem nunca!

— Já disse que está tudo bem Kon-El. — o garoto prodígio lhe deu mais um beijo antes de sair de cima de seu corpo.

Dick foi até sua mala e pegou um par de roupas e depois foi para o banheiro sem dar tempo do clone responder. E ele ficou lá, na cama sem saber o que fazer. Precisava ligar para Clark depois, ele já devia ter passado por isso e aprendido a lidar com essa coisa da força em momentos íntimos.

Acabou por ficar encarando a porta do banheiro por algum tempo, imaginando o que o parceiro do Batman estaria fazendo. Se concentrou tanto nisso que acabou mesmo conseguindo ver através da porta, não, de toda a parede. Ele viu Dick encarando o espelho, lavando o rosto e depois tirando suas roupas, Conner sabia que não deveria ficar bisbilhotando assim, mas não pôde evitar.

Dick tirou primeiro a camisa junto de sua blusa de frio, o clone não sabia se foi proposital, mas foi bem mais lento que alguém tiraria normalmente. Logo em seguida removeu a calça bem devagar, Conner estava achando tudo extremamente sexy até descobrir o motivo da demora. Sua cintura estava com duas marcas roxas enormes, pelo espelho pôde ver que ele sentia dor até mesmo por se mover.

Conner se amaldiçoou por isso. Sentiu vontade de cravar um pedaço de Kryptonita em seu coração. O pior de tudo, é que não podia simplesmente derrubar a porta e lhe dizer o quanto era insano por se envolver consigo. Teria de esperar ele sair para poder fazer isso. E Conner iria obriga-lo a ir a um hospital, não iria deixa-lo machucado desse jeito!

  Conner já estava se preparando para se levantar, mas por alguma razão seus olhos estavam começando a pesar. E só conseguia pensar que essa cama parecia muito macia e que tudo iria ficar melhor depois de uma noite de sono.


Notas Finais


Até mais!


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