História Colapso Dos Deuses Ano 1 - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que tenham coração forte! E não me matem!

Capítulo 13 - Batalha Mortal


Depois de tomar um banho um tanto demorado e dolorido, Dick retornou ao quarto já vestido e se deparou com o clone dormindo. Provavelmente ele também devia estar cansado.

O garoto prodígio caminhou até a cama e se deitou ao lado dele. Queria poder continuar com toda aquela troca de carinho, no entanto, teria de tomar cuidado nas próximas vezes, se Conner exagerar só um pouquinho ele poderia se machucar de verdade. E o pior nem iria ser seu ferimento, porque machucados se curam, mas sim a reação de Superboy. Ele iria se culpar e acabar fazendo alguma besteira, e isso Dick não queria.

Não demorou muito para pegar no sono. Esse dia tinha realmente lhe cansado. Não sabia se chegou a sonhar, mas abriu seus olhos de manhã como se nem houvesse dormido.

Conner ainda dormia e até roncava, seus braços e pernas esparramados, ele cobria quase a cama toda. Dick sorriu ao ver o que ele estava tranquilo.

Se levantou com alguma dificuldade e foi fazer sua higiene bocal. Enquanto escovava seus dentes pensava em como fariam a abordagem ao tal Milton Fine. Acabou por decidir aborda-lo como Dick Grayson, o estudante e não como Robin, o vigilante.

Assim que retornou fez questão de pedir serviço de quarto antes de acordar Conner. Pediu um café da manhã completo para o desjejum, torradas, geleia, morangos, bolo de cenoura alguns e copos de leite. Ele julgava ser o suficiente para saciar a fome de ambos.

Quando finalmente a gentil camareira trouxe a comida, Dick fez questão de lhe dar uma gorjeta de algumas centenas de dólares antes de dispensa-la.

Em seguida tratou de acordar Conner com um beijo. O clone sorriu largamente antes de bocejar.

— Poderia acordar assim todos os dias. — diz ao se espreguiçar.

— Eu digo o mesmo. Daqui uns anos podemos ter uma casa só nossa, todos os dias vão ser assim.

— Seria meu sonho? — Conner tinha uma expressão tranquila, ao menos até se lembrar do que havia acontecido a noite. — Dick, seus machucados!

Superboy levantou a camisa de Dick sem sequer pedir permissão, ele tinha de ter certeza do que vira e se sentiu péssimo ao confirmar.

— Porra! Eu fiz mesmo isso! — fora o primeiro palavrão dito em sua vida, mas expressava bem o que sentia.

— Não é nada demais, já passei por coisas bem piores. — Dick estava sendo sincero e além disso, não queria estragar aquela manhã. No entanto, sua curiosidade fora atiçada. — Mas como você sabia dos hematomas?

— Eu te espiei, não por querer, meus poderes estão surgindo cada vez mais rápido. Ontem enquanto você estava no banheiro minha visão de raio x despertou. — Conner fez uma pausa encarando o chão, depois retomou seu olhar ao garoto prodígio. — Lamento ter invadido sua privacidade, mas foi bom ter acontecido. Eu vi o quanto você esta sentindo dor. Você não ia me contar não é mesmo?

Dick foi pego de surpresa com tudo isso, ele esperava de fato deixar o incidente de lado e seguir em frente, mas para o clone significava muito mais.

— Agradeço por sua honestidade Conner, de verdade. Eu também deveria ter sido sincero quanto aos machucados. Se vamos ter um relacionamento não podemos mentir um para o outro. — dessa vez Dick é quem fez uma pausa. — Dito isso, não quero você se culpando ou preocupando sem necessidade. Se você passar dos limites eu vou ser o primeiro a dizer.

— Você não esta mentindo. Então vou confiar em seu julgamento.  Amo você Dick, só quero te ver feliz.

— Também amo você Kon. Mas precisa prometer não usar seus poderes em mim. Preciso que confie em mim.

— É claro que confio! Ainda não controlo direito. Mas prometo me esforçar.

— Estamos bem? — perguntou o garoto prodígio aproximando seus rostos.

— Sempre! —respondeu antes de juntarem seus lábios.

— Ótimo, não podemos desperdiçar esse delicioso e caro café da manhã. Teremos um dia cheio. — Dick disse ao se separarem.

— Detesto desperdícios.

Eles riram disso e então passaram a comer e Dick se sentiu feliz por conseguir resolver a situação sem que uma briga se desenrolasse. Depois de ambos satisfeitos foi a vez do clone tomar um banho. E enquanto isso Dick tratou de se trocar, ele ponderou se deveria ou não  levar o sinto de utilidades, no fim acabou colocando-o em sua mochila.

 

Quando Conner saiu do banheiro trajava somente sua toalha e seus cabelos ainda estavam molhados. Dick ruborizou só de imaginar o que estava prestes a acontecer.

— Se importa se eu me trocar aqui?

— C-claro que não. — ele responde sem nem piscar.

Conner então foi até sua própria mala para escolher as roupas que usaria.

— Vamos como civis, certo? — ele pergunta ainda de costas.

— Isso...civis... — ele mal conseguia responder.

O clone então deixou sua toalha cair como se fosse extremamente normal, pegou uma boxer preta e a vestiu devagar, o mesmo vale para a calça, ele parecia não ter pressa alguma. Quando chegou a vez da camisa ele se virou, mantinha um sorriso travesso no rosto.

— Como eu te espiei, acho que é justo você me espiar também. — Conner agora vestido foi em direção a Dick e roubou um beijo. — Temos de ir certo?

— Preciso de uns minutos... não posso andar no momento...

Dick estava morrendo de vergonha, mas ao mesmo tempo ficava cada vez mais admirado com o corpo do clone. Ele não sabia nem de onde isso havia surgido, ate conhece-lo jamais tinha sequer se sentido atraído por outro garoto, na verdade nunca imaginou se apaixonar tanto por alguém, mas cada momento próximo a ele só aumentava o que sentia.

— Acho que não sou só eu que não sabe lidar com uma ereção. — Conner diz enquanto fitava a cintura do menor.

— Não fica olhando, não tá ajudando! — Dick desvia o olhar, suas bochechas queimavam.

— Não precisa ter vergonha, pelas informações que tenho sobre reprodução é normal os machos terem ereções com seus pares. — Conner queria tranquiliza-lo, embora ele mesmo estivesse sentindo vergonha, mas tudo que ganhou foi uma risada em resposta.

— Conner, você é péssimo nisso! — Dick ainda gargalhava — Mas deu certo, passou.

Conner deu de ombros e eles então partiram. Teriam de encontrar o diretor da força tarefa no pentágono, haviam muitas perguntas a serem feitas. Foram de táxi até lá, o clone tirou varias fotos durante o trajeto, ele havia descoberto que gostava de registrar os momentos, principalmente aqueles ao lado do garoto prodígio.

Ao chegarem a enorme instalação de defesa nacional se impressionaram com a quantidade de pessoas que haviam ali, de funcionários e militares a visitantes de escolas e turistas. Eles andaram em meio a multidão até encontrarem a sala de Milton Fine, ela esta sendo vigiada por dois guardas e uma secretaria arrogante que nem sequer quis marcar um horário de visita para eles.

— O que faremos agora? — perguntou Conner.

— Vamos dar umas voltas, talvez o tour de visitas. Se não conseguirmos falar com ele, teremos de voltar mais tarde como heróis ou então segui-lo até em casa. — respondeu dando de ombros.

— Não poderia invadir o banco de dado ou algo assim?

— Poderia, mas a segurança é alta demais, uma equipe iria nos rastrear e prender em questão de minutos. Além disso, Bruce não nos mandaria aqui para um trabalho assim.

— Não sei o que podemos fazer então, achei que o trabalho de detetive fosse mais emocionante. — o clone confessou.

— Na maior parte do tempo é bem parado, exige muita paciência e observação. Já passei semanas em tocaias, a ação vem sô depois. — Dick sorriu, se lembrou das primeiras missões ao lado do cavaleiro das trevas, ele também era impaciente, beirando a irritante. — Alias, tem algo que você pode fazer. Use seus poderes, confirme se ele está mesmo lá.

— Não sei se consigo, mas posso tentar.

Conner se concentrou na porta e por um tempo nada aconteceu, mas depois sua visão passou através dela e focou no homem no escritório.

— Ele está mesmo lá. Falando no telefone.

— Consegue ouvi-lo?

— Vou descobrir.

A audição de Superboy se aguçou, teve bastante dificuldade em focar apenas na voz de Milton.

“ Tudo está indo conforme o planejado. A primeira operação será em Gotham City dentro de um mês. O índice de criminosos modificados lá é perturbador.”

Ele ainda continuou falando, mas Conner não mais ouvia, um ruído insuportável tomou conta de seus ouvidos, chegava a ser uma frequência supersônica. Superboy caiu de joelhos, seus ouvidos sangravam.

— Conner! O que está acontecendo?

Dick estava assustado e sem entender o que acontecia, as pessoas em volta começaram a parar para olhar. Os guardas de Milton foram até eles checar o que o corria e com todo essa comoção o próprio diretor foi até eles. Tudo aconteceu tão rápido que o garoto prodígio nem entendeu como acabou no carro dele junto de Conner em direção ao hospital.

— Quais seus nomes? — ele pergunta sem desviar os olhos da rua.

— Eu sou Dick Grayson e meu amigo se chama Conner Kent.  — respondeu de imediato, ele estava muito mais preocupado em vigiar Conner do que em responder as perguntas de Milton.

—  Kent é? Como o jornalista?

— Sim, são primos. Você conhece Clark?

— Só pelas matérias, escreve bem, mas é muito ingênuo na minha opinião.

— Ele imagina que o mundo pode ser um lugar melhor e que as pessoas podem ser boas se lhes derem a chance. — Dick responde estranhando o rumo da conversa, eles foram ali obter informações, mas era ele quem estava sendo interrogado.

— Ora, na prática o mundo é um lugar cruel, ser otimista não muda isso.

— Eu acho que faz toda a diferença senhor Fine, esperança em um mundo melhor motiva muitas pessoas a seguirem em frente.

— Ou a se acomodarem esperando que alguém resolva seus problemas.

— É por isso que você está a frente dessa nova força tarefa? Por que quer ser você a resolver o problema dos metahumanos para a população?

— Você tem relações com Bruce Wayne certo? Creio que seja por isso que veio até mim. Minha secretária confirmou que vocês estavam lá para me ver. Qual seu interesse nisso garoto?

—   Você está fugindo da minha pergunta. — Dick sabia que não podia se alterar, mas também não iria o deixar dizer o que quisesse. E não teria como fugir dali tão cedo de toda forma, acabaram entrando num engarrafamento que parecia se arrastar por alguns quilômetros. Se não fosse pela expressão de Conner ter se aliviado, provavelmente já estaria correndo dali e usando seu equipamento para fugir do transito, mas por hora acariciar a cabeça do clone era tudo que podia fazer. — Meu interesse em tudo isso se deve ao fato de eu ter interesse em carreira militar, além disso Bruce me informou que vocês entraram em contato com o senhor Fox em busca de um contrato para os uniformes militares. — por sorte Dick se adaptava bem as situações.

— Se tem interesse em carreira militar então entende que pessoas que não se pode deixar essas pessoas soltas por aí sem supervisão, o numero de vitimas civis só aumenta a cada ano. Os supostos heróis só agem depois dos incidentes ao invés de os prevenir. As prisões convencionais se provaram falhas por mais de uma vez, sua cidade testemunhou isso muito recentemente. Eu só estou pensando no bem da população comum, eles merecem segurança, não concorda?  — ele voltou seus olhos a Dick pelo retrovisor, parecia curioso quanto a resposta.

— É claro que merecem, mas nem todos os metahumanos são pessoas ruins. Não ´certo trata-los assim!

— Se eu pensasse mesmo assim não perderia meu tempo com anúncios ou em tentativa de colaboração com a liga, muito pelo contrário. Da noite para o dia não restaria um único metahumano nesse país. — ele parecia querer convencer Dick disso e estava quase conseguindo. — Não deveria falar disso com você, mas já que você é assistente do Batman e está junto do clone do homem de aço, vou abrir uma exceção. — Dick tremeu ao ouvir isso.

— Estamos mesmo indo para um hospital? — ele perguntou já pronto para agir, mas as portas do veículo travaram nesse momento e Milton sorriu.

 — Não se preocupe em fugir, ainda não terminamos nossa conversa. — ele diz tranquilamente. — E não, não estou os levando a um hospital, afinal o que ele tem é só uma dor de cabeça num nível Kryptoniano, mas ele merece por ficar ouvindo conversas dos outros. Ao contrario dos outros membros do governo, eu fiz meu dever de casa e pode ter certeza, se a liga da justiça fosse minha inimiga já teria caído.

— Se sabia quem nós éramos por que não nos prendeu ou nos entregou a seu departamento? Qual o sentido disso?  

— Tem algo que eu quero mostrar a vocês, E também mostrar que o melhor para todos é que trabalhemos juntos. — Ele voltou o olhar para frente agora — Quanto a sua dúvida do que vai acontecer aos metahumanos, é bem simples. Depois de presos seus poderes serão estudados e catalogados. Após avaliação psicológica aqueles que forem julgados estáveis terão a opção de se juntar a força tarefa ou a vida comum. Você tem de entender que armas não podem ficar soltas pelo o país.

— Você armou tudo isso só para tentar me convencer que está certo? Vai me desculpar então se eu estiver receoso em acredita em você. — Dick se matinha cético, ninguém podia culpa-lo, toda a situação estava estranha demais.

— Longe disso. Trouxe aqui por causa dele. — as travas foram liberadas nesse momento. — Superboy deve acordar em alguns minutos, até lá se mantenham afastados. Se puderem é claro. Eu só vou até aqui. — Nada disso parecia fazer sentido para Dick, mas ele não iria esperar outra oportunidade para sair dali.

Com o máximo de cuidado que pode e tirou Conner do carro e saiu de lá apressado. Foi direto da rua parada até o acostamento. Tentou acordar o clone, mas não teve sucesso. Então focou em tentar decifrar as frases finais de Milton Fine.

No entanto, nem precisou de muito para descobrir do que se tratava. Ao longe no céu uma imensa esfera de chamas descia em direção a terra. Pela rota iria cair direto na Casa Branca. Esse seria o maior desastre possível nesta situação, o país entraria m lei marcial após algo desse nível, ou algo ainda pior.

No entanto a esperança cruzou os céus em azul e vermelho e desviou a rota de colisão para o Canal Washington. Uma enorme explosão ocorreu, fogo e água se misturavam criando uma neblina de vapor que cobriram todos os arredores. Por alguns segundos depois nada aconteceu. Mas então um urro ecoou, alto o bastante para chegar até onde Dick e Conner estavam.

— Supermaaaaaaaaaaam!  

O garoto prodígio deixou Conner no acostamento e correu até o carro de Milton Fine, precisava descobrir como ele sabia que isso iria ocorrer. E principalmente o motivo de tê-los levado até ali. Se ele sabia que isso se tornaria uma zona em de guerra em poucos minutos depois. Contudo, quando chegou ao carro já estava vazio.

O primeiro estrondo ocorreu logo após. Tudo tremeu, vidros explodiram para todos os lados e alguns carros saíram voando. Dick foi atingido por alguns cacos de enquanto corria de volta a Conner, que com tudo isso havia acordado assustado.

— Eu trouxe nossos uniformes, precisamos ajudar a tirar os civis daqui. — Foi a primeira coisa que Dick disse.

— Você se machucou! — Conner se preocupou primeiro com o sangue que escorria do ombro e bochecha do menor.

— Não é hora para se protetor. Foram só arranhões. Se vista. — Dick disse isso num tom de ordem incontestável, o qual ele ovia muito de Bruce.

— Certo. — Conner não ousou dizer nada além disso.

Eles correram até atrás de uma loja enquanto os estrondos continuavam a ecoar, vários tremores ocorriam e a cada segundo mudavam a origem, todo o terreno começava a ficar instável.  Enquanto isso as pessoas gritavam e corriam tentando fugir deste lugar, algumas caíram e quase oram pisoteadas. Dick e Conner vestiram os uniformes o mais rápido que puderam, dessa vez pouco se importaram com troca de roupas na frente do outro. Algo muito mais importante ocorria ali.

Eles fizeram exatamente o que o protocolo da Liga mandava nessa situação, guiara as pessoas para longe dali enquanto a batalha ocorria pela cidade. Tiveram de resgatar muitos de carros ou destroços. A medida que o tempo passava mais heróis chegavam para ajudar e isso incluía s bombeiros e médicos. Mas a situação só piorava.

Dick já havia lido relatos das batalhas contra Apocalipse, mas ver pessoalmente era insano. Ele sabia que a criatura se igualava em força com Superman, mas dessa vez a luta parecia desigual demais. Ele se sentiu obrigado a pegar seu binóculo e só confirmou o que temia. Não foi fácil conseguir acertar o lugar onde a besta estava, afinal a cada novo golpe alguém era arremessado a quilômetros de distância. Quando enfim conseguiu focar a visão, viu Superman no chão recebendo socos da criatura e o mais assustador, Clark sangrava. O lanterna verde Hal Jordan apareceu juto da Mulher Maravilha para ajudar, mas só conseguiram afastar a luta alguns metros para dar tempo do homem de aço se recuperar.

“ Batman? Pode me ouvir? ” Dick usou seu comunicador.

“ Estou a caminho Robin.”

“ Não venha! ” Dick não sabia o motivo, mas tinha um mal pressentimento dessa batalha. Suas pernas começavam a tremer.

“ Vocês vão precisar d toda ajuda! ”

“ Você tem um filho Bruce. Fique longe daqui! Pense em algum plano, mas até lá não deixe mais ninguém vir para cá. ”

Depois disso ele fechou as comunicações. O que ele iria fazer em seguida herói jamais deveria sequer pensar. Ele só queria pegar Conner e fugir dali. E isso só se intensificou quando os estrondos pararam por alguns segundos, o suficiente para ele conseguir ver o crânio do homem de aço sendo esmagado contra o chão. O segundo após isso foi sentido por todos que viram a cena, de perto ou de longe.

Por alguns segundos ninguém sequer ousou se mexer. Ao menos até Diana ter uma explosão de fúria e partir para cima do monstro. Depois disso todo o caos reiniciou e a cada segundo a paisagem se transformava mais em um enorme cânion.   

Dick torcia para que Superboy não tivesse visto isso, mas Conner era aquele que estava mais focado na briga. O clone gritou com toda sua força, ele estava prestes a saltar para a briga quando o menor segurou sua mão.

— Não vai. — Dick implorou sabendo que seria negado.

— Eu preciso!

Conner sequer olhou para trás. Saltou com toda sua força, isso até mesmo jogou Dick alguns metros para trás. Assim que conseguiu se levantar o garoto prodígio o seguiu usando sua corda, mesmo sabendo que era a pior ideia que já teve na vida.

As cenas da luta eram terríveis. Diana foi a próxima a cair, ela estava lutando muito bem, ao menos até a fera finalmente acertar um golpe que atravessou o estomago da amazona, em seguida ele a arremessou como se não passasse de um pedaço de brinquedo quebrado. Hal Jordan foi o próximo, por mais construtos que fizesse nenhum era capaz de parar a criatura. No fim ele teve seu braço quebrado e enquanto Apocalipse ainda o segurava foi batido no chão de um lado para o outro até seu corpo não passar de um saco de ossos e pele destruída.  

Quando Superboy finalmente se aproximou da criatura muitos Javelins também estavam aparecendo, mas a besta Kryptoniana só se interessou pelo garoto com S no peito. Ela partiu para cima dele com tamanha força que Conner não resistiu ao primeiro golpe. Ele foi partido ao meio tão fácil quanto uma folha de papel e depois jogado fora com muito decepção por conta do monstro.

O mundo de Dick acabou ali, duas vezes. Ao olhar para cima viu o Batwing no céu. Seus olhos encheram de lágrimas. Porque ele sabia que seria o fim de todos que ele amava mais uma vez, e não só isso, dessa vez nem ele iria sair vivo para poder pegar o assassino.

Suas ultimas ações foram ir até a parte superior de Superboy. Vê-lo assim doía tanto que Dick mal conseguia andar. Quando enfim o alcançou Conner ainda estava consciente.

— Eu...falhei...

Foram as ultimas palavras dele em sua curta vida. O coração de Dick foi feito em pedaços. Ele chorava tanto que nem se importava mais com tudo que ocorria a sua volta. Um a um os heróis estavam caindo. Até mesmo o homem morcego se tornou uma das vítimas. Quando chegou a vez da criatura ir até o garoto prodígio, ele sequer resistiu. Havia aceitado sua morte. Só torcia para não doer quando ocorresse.

Mas ele não teve essa sorte. Quando seu crânio foi esmagado no chão tudo parecia ocorrer mais devagar. Ele deixou este mundo sentindo tanta dor que o fez desejar jamais ter nascido.  


Notas Finais


Fiquem tranquilos, ainda não acabou.


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