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História Cold Coffee - Capítulo 15


Escrita por: MFMorningstar

Notas do Autor


Olá!!! Capítulo novo, espero que gostem!

Boa Leitura!!!

Capítulo 15 - - The Pool -


Passo facilmente pelo segurança da porta da boate. Annie havia convidado a todos do nosso grupo para uma “noite da diversão”. Não sou muito de gostar dessas baladas, mas com os amigos é tolerável e se torna até engraçado. E já que é um sábado de noite, não teria algo muito importante para fazer em casa.

O local era escuro se não fosse pelas luzes neons, a música tocava alto, algum tipo de eletrônica da moda, haviam várias pessoas dançando, se pegando ou bebendo perto do bar. Ando em direção a área VIP, era mais um lugar que gostávamos de nos reunir por possuir várias mesas e nenhuma pista de dança, mas ainda assim, por ser um meio “andar” mais alto e “separado” por uma cerca, dava para observar a pista de dança.

Subindo os poucos degraus, me direciono até meus amigos que estavam sentados conversando e rindo. Meus olhos percorrem todos, Daisy, Lys, Rosa, Leigh, Livie, Annie, e por último, param em Moon, que estava esplendida com um de seus vestidos de couro preto que batiam na metade de suas cochas e uma bota de cano alto também preta que ia até um pouco acima dos joelhos. Uma perfeita deusa do rock.

— E aí! – Digo assim que paro na frente deles.

— Cast! – Annie me cumprimenta me dando um abraço enquanto segura seu coquetel, ela claramente já estava um pouco alterada por conta da bebida.

— Senta. – Diz Rosa que estava ao lado esquerdo de Moon e a única cadeira da mesa que estava sobrando, era do lado direito da loira.

Daisy e Livie estavam nas outras cadeiras, enquanto Annie, Leigh e Lys conversavam de pé. Por mais que Leigh e Lys fossem mais na deles, Annie conseguia fazer qualquer um se sentir a vontade e se soltar mais do que o “normal”.

— E aí, Tiel. – Sussurra Moon para mim assim que me sento ao seu lado.

— Princesa. – Dou um aceno de cabeça para ela.

— E esses sussurros aí. – Provoca Rosalya se inclinando para frente.

— Não tem sussurros nenhum. – Digo sério, e minha amiga parece não acreditar.

— Eu amo essa música! – Grita Annie que logo pega na mão das meninas e começa a arrastá-las até a “saída” da área VIP em direção a pista de dança.

Sentado na mesa, dava para ver um pouco da pista, mas opto por me levantar e escorar na cerca, tendo assim, uma visão privilegiada das meninas. Elas pulavam e dançavam animadamente. Percebo que alguns caras tentavam falar com elas, mas a união delas era tão impressionante que afastava qualquer tentativa de um “penetra”.

Os cabelos de Moon balançavam enquanto ela pulava. Era óbvio a diferença das meninas do meu grupo para as outras da balada. As outras dançavam de jeitos vulgares e para “atrair” os homens, já as meninas não, elas dançavam para se divertir, aproveitar a vida, não se importavam se estavam dançando mal ou bem, apenas queriam um momento para elas mesmas.

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Meus amigos já haviam ido para suas respectivas direções, sobrando apenas Moon e eu. Ela iria chamar um táxi se não fosse meu intrometimento a perguntando se ela queria ir comigo, afinal eu havia ido na balada de moto sem intuito de beber.

— Está bem. Eu aceito a carona. – Diz ela depois que eu havia a lembrado que seria o mesmo trajeto e não teria motivos para chamar um táxi.

Quando chegamos até minha moto, a entrego um capacete reserva e subo na moto. Moon rapidamente sobe na garupa. Percebendo a timidez dela, pego suas mãos e coloco por baixo da minha jaqueta de couro em minha cintura.

— É melhor assim. Se não acabo sendo “amarrado” pela jaqueta. – Explico e logo sinto que as mãos dela estavam menos “tímidas”.

— Okay... – Sussurra ela.

Depois que arranco com a moto, o caminho se torna rápido, Moon me segurava com força, mas não com medo, era como se ela precisasse garantir que eu fosse real. As ruas tomavam uma cor diferente, tons completamente opostos aos dias em que eu volto para casa sozinho em minha moto, era como se tudo tivesse um tom mais alaranjado, mais vivo.

— Não foi tão ruim, né? – Brinco com ela depois que saímos de cima da moto no estacionamento do prédio.

— Para ser honesta, de todos os caras que eu já subi na moto, você foi o melhor dirigindo. Me trouxe uma segurança. – Ela sorri, e eu concordo com a cabeça. Entretanto, uma dúvida eu tinha...

— Quantos caras que você já andou de moto? – Pergunto sem nem perceber que a minha dúvida havia saído da minha mente, sendo expressa por palavras audíveis.

— Provavelmente um número parecido com quantas garotas você já saiu. – Ela ri me dando uma piscadela.

— Certo.

Depois que entramos no elevador, um pensamento me surge. A dúvida me consome me fazendo permanecer o “caminho” todo em silêncio. Moon percebendo que eu não estava falando, prefere respeitar minha quietude. Assim que o elevador chega ao andar dela, eu finalmente decido perguntar o que estava invadindo minha mente:

— Você gostaria de reencontrar o Dragon? – Indago antes que ela colocasse o pé para fora do elevador.

Moon se vira para me olhar com um sorriso sincero.

— Claro. – Ela diz voltando para ao meu lado.

Honestamente nunca me senti tão nervoso na minha vida, ainda mais sem motivo algum, não tem nada demais em convidar alguém para ver seu cachorro, mas na realidade, eu sei que no fundo isso foi apenas uma desculpa esfarrapada para poder conversar mais com a garota mais irritante do mundo.

O elevador chega no último andar e assim que abro a porta, Dragon corre em nossa direção, mais especificamente, na direção de Moon. Confesso que isso me deixa levemente chateado, já que ele é meu cachorro e aparentemente prefere mais a companhia da Moon do que a minha, mas consigo compreender ele.

— Que garotão lindo você é! – Diz ela se abaixando e acariciando as “bochechas” do meu cachorro que abanava o rabo contente.

— Vamos entrar. – Proponho.

Logo Moon se levanta e corre para dentro sendo seguida por Dragon. Era como se ela brincasse com meu cachorro, ele latia e pulava para todos os lados, rolava no chão, colocava uma pata na coxa dela e depois pulava no sofá para depois sair correndo novamente até ela. Dragon agia como se fosse um filhote, e eu achava isso engraçado, ao julgar o tamanho do meu cachorro com esse comportamento, claramente ele parecia quase que desengonçado.

— Ele realmente te adora. – Admito olhando para ela que passa seus olhos do meu cachorro para mim.

— E eu o adoro. Para ser sincera, seu cachorro é o cachorro mais fofo e incrível que eu já conheci. – Ela sorri e depois volta a acariciar a cabeça dele. – Não é, garoto?

— Vou pedir comida chinesa. Você pode se sentar lá na área externa que eu já vou. – Falo para Moon, e com um aceno de cabeça, ela se dirige a área externa.

+____+__*__+____+

Passo pela porta da sala indo até a área externa. Moon estava agachada falando com meu cachorro. Confesso que os gestos dela com Dragon são admiráveis e fofos, ela fala com ele como se ele fosse realmente responder e/ou como se fosse um amigo dela.

— Já pedi. – Aviso me aproximando deles.

Moon fica reta e olha para mim. Estávamos a alguns passos de distância, mas o ar parecia quente, era uma sensação estranha de conforto e de... lar. Antes que eu pudesse puxar algum assunto, Moon se desiquilibra na borda da piscina quando meu cachorro inesperadamente a “empurra”, era mais uma chamada de atenção, mas pelo local e surpresa, foi o suficiente para que a garota loira acabasse caindo na piscina.

— Acho que agora você deve odiar meu cachorro. – Não conseguindo me segurar, começo a rir.

— Muito engraçadinho. – Ela ironiza me dando um olhar mortal. – Agora vê se me ajuda a sair!

Ainda rindo, me aproximo da borda estendendo minha mão para a ajudar sair, mas quando estou prestes a puxá-la, ela faz o mesmo. A surpresa de seu movimento me faz acabar caindo dentro da piscina junto com ela.

— Agora sim. – Ela começa rir, e eu a olho com raiva.

— É assim agora, é? – Arqueio uma das minhas sobrancelhas chegando perto dela.

— Quem mandou rir de mim. – Provoca a garota a minha frente.

— Você não deveria ter feito isso. – Digo em um tom ameaçador que apenas faz ela rir mais ainda.

Antes que ela fugisse de mim, a seguro por trás puxando a nós dois para baixo da água. Ela tenta me fazer a soltar, mas por conta da densidade da água, não consegue ter “força” suficiente para me bater. Logo voltamos para a superfície.

— Você é um idiota. – Diz ela me fazendo rir.

— Mas um idiota que você gosta. – Arqueio minha sobrancelha e dou um sorriso malicioso.

— E um tremendo convencido... – Sussurra ela por conta da proximidade.

Pela primeira vez depois de voltar a superfície, percebo que inconscientemente havíamos nos aproximado um do outro ficando a mínimos centímetros de distância. Coloco minha mão direita em sua bochecha e sinto as mãos dela levemente em meu peito. Antes que eu acabasse a dando um beijo, Moon vira seu rosto para o lado e se afasta.

— Acho que devemos sair da piscina antes que o entregador chegue. – Concordo com a cabeça.

As roupas grudadas pela água se tornam mais desconfortáveis do que nunca, então tiro minha jaqueta e camisa para tentar “minimizar” o desconforto. Entretanto, quando me viro para ela, percebo seus olhos percorrerem todo o meu torso, estavam mais escuros e suas bochechas vermelhas.

— Eu te empresto uma toalha e uma camisa. – Digo cortando seu “transe” com um sorriso convencido.

Perceber o jeito que ela me olhou é quase que uma vitória, afinal, não sou o único que sente uma certa atração. A levo até meu quarto onde vou até o banheiro pegando uma toalha para ela. Antes que eu pudesse pegar uma para me secar, a campainha toca. É um som até estranho, já que geralmente as pessoas batem na porta.

— Pode pegar qualquer camisa do closet. – Digo entregando a toalha até ela e me dirigindo até a porta.

Pago o entregador, e depois, coloco a comida em cima da mesinha de centro para me dirigir de volta ao meu quarto. A porta estava entreaberta e quando me aproximo para abri-la acabo ficando “paralisado” com a cena a minha frente.

Moon estava de costas, completamente nua se não fosse o fato de estar ainda com uma calcinha preta colada em seu corpo por estar molhada da piscina. Podia ver todos os contornos do seu corpo e até da sua bunda, que era realmente grande, mas não exageradamente. Moon veste a camisa que havia pegado, e antes que ela se virasse para onde estou, me prontifico de deixar minha “presença” clara.

— Posso entrar? – Pergunto como se tivesse acabado de chegar e não como se estivesse a observando a algum tempo. Pensando nisso, agora percebo o quão pervertido e tarado eu estou parecendo. Por que eu fiquei olhando? Qual o meu problema?!

— Pode sim. – Ela diz, e eu entro agindo “normalmente”.

— Uau... – Sussurro assim que percebo a camisa que ela escolheu.

Era uma camisa vermelha, mas não qualquer camisa, era dá minha banda preferida na minha adolescência, e não só isso, a camisa em si era a que eu usava bem dizer sempre. Moon me encara nervosa, provavelmente pela expressão em meu rosto.

— Se quiser eu pego outra, eu só... – A interrompo.

— Pode ficar. Te caiu bem. – Afirmo percebendo que realmente a camisa dava um charme a loira a minha frente.

Ver Moon assim, usando uma camisa que era tão importante para mim, me faz imaginar como seria se tivéssemos nos conhecido naquela época. Será que teria alguma possibilidade de termos ficado juntos?

— Vou esperar você lá fora. – Diz ela cortando meus pensamentos e saindo do quarto para me dar privacidade para trocar de roupa.

Mesmo que a presença dela não esteja mais no quarto, a única coisa que consigo pensar é nela, seja quando acabei a observando discretamente naquele momento ou depois que ela já estava “coberta” pela minha camisa. Realmente, cada momento que passo mais ao lado dela é como se meus pensamentos mais impuros surgissem dando ideias que nunca poderão acontecer.

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O resto da noite até a despedida passa rápido, nos sentamos a beira da piscina comendo e conversando sobre coisas aleatórias, nos conhecendo um pouco melhor, sejam as bandas que gostamos ou sobre as viagens que já fizemos.

Foi um encerramento de noite bom, as estrelas e a lua iluminando o céu, uma boa comida, uma boa companhia, até Dragon parecia mais tranquilo que o normal, ele havia deitado a cabeça na perna da Moon e ficado por lá, apenas nos ouvindo conversar.

Ficar perto dela é como sentir que nada pudesse dar errado, como se você só precisasse existir, sem se preocupar com as aparências. Moon já havia voltado para seu apartamento, com a promessa de me devolver amanhã a camisa emprestada, então a única coisa que havia restado do que passamos foram as lembranças.

Não tenho como negar, qualquer roupa, qualquer modo que ela estiver, seja molhada ou não, Moon continua sendo a mulher mais linda que eu já vi. Mulher mais linda... mais...

Por que ela me faz ter esses pensamentos? Eu não tenho isso desde que... desde que...

Um rosto me vem a mente, o rosto de uma garota, alguém que eu não me lembrava a tempos, mas isso não importa, tudo o que eu menos quero é me lembrar...

Dela...


Notas Finais


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