História Cold Heart - Capítulo 46


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Dominador, Drama, Lobisomens, Sadomasoquismo, Violencia
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Palavras 1.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Mistério, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu sei, eu sei, demorei! Estou em uma viajem, como lhes disse antes. Eu ando o dia todo e chego em casa morta com farofa. Cansativo, extremamente,mas, não esqueci de meu robe e nem de vocês. Meus queridos leitores, espero que gostem. Sem previsão para o próximo capítulo, mas, tentarei de tudo posta-lo o quanto antes. Beijos, tudo de bom. Amo a todos.

Capítulo 46 - Segredos.


Fanfic / Fanfiction Cold Heart - Capítulo 46 - Segredos.

Demorou no chuveiro, lavou os cabelos lentamente fazendo com que as lágrimas, que pareciam gelo a pele, cessarem depois de um longo tempo as derrubando junto à água quente do chuveiro. Nunca achou que passaria por algo assim, onde, ela era ameaçada, abusada, espancada e estuprada.

 

 

E tudo isso, feito por um lobisomem.

 

 

Isso parecia o fim, e nada que pudesse fazer iria apagar as lembranças de todos aqueles dias com ele. Todas as coisas que fizera com ela, cada palavra suja, cada toque... 

 

 

Era impossível esquecer-se. 

 

Ainda sentia dor. 

 

 

Dor na bunda, dor nos seios, dor no coração. 

 

 

Passou a odiar seus sorrisos, odiar seus olhos, odiar sua voz de comando.

 

 

Passou a odiá-lo.

 

 

Obrigou-se a secar o rosto e o corpo, logo vestiu-se com uma blusa dele por mais que preferisse nunca mais sentir seu cheiro novamente. Não havia levado pijamas ao entrar no banheiro, e não queria atiça-lo andando apenas de toalha a sua frente. O queria mais longe possível, arrumaria um jeito de afastá-lo assim que fosse para casa no dia seguinte. 

 

 

Lembrou-se que Erick havia relinchado algo sobre a noite de lua cheia, que a estupraria e, que assim, Lucy seria dele, algo como "marcada" por ele. Não entedia a língua dos lobos, tudo parecia complicado demais e, sinceramente, não gostaria de entender. Só queria estar fora disso. Saiu do banheiro tremendo sobre as pernas, sentindo o desconforto em sua bunda por conta da penetração e, também, pelos tapas dados por Erick. 

 

 

Erick descansava pacificamente com a cabeça sobre os travesseiros cobertos por ceda branca, tranquilo, com seu rosto virado para o lado. 

 

 

Segurou as barras da camisa que ela usava e a puxou ainda mais para baixo, tentando cobrir as pernas nuas. Não precisava de tanto, já que a camisa lhe cobria até metade das coxas, estava nervosa e precisava se agarrar a algo que não fosse o pescoço de Erick. 

 

 

Na ponta do pé, chegou ao seu lado parando até mesmo de respirar. Inclinou-se em sua direção e observou de perto seu rosto extremamente atraente. 

 

 

E se acertasse-o nos olhos com os dedos? 

 

 

Mas, seus olhos eram tão lindos... 

 

 

Chega! Ela o odiava, lembro-se.

 

 

Não seria tão tola com alguém que a fizera tão mal e, ainda pior, a ameaçava de maltratar a família também. Seria isso, furaria seus olhos com os dedos, pegaria a mochila e iria até a cozinha. Ele não chegaria tão longe com os olhos machucados, daria tempo de afastá-lo com uma faca em mãos. Ou simplesmente ligaria...

 

 

Deu um grito e caiu de bunda ao chão, quase voltou a gritar com a dor que sentiu. Ele virou-se e a encarou. O sono e o rosto cansado haviam sumido, dando lugar a uma expressão que parecia ter sido esculpida em pedra. Erick se levantou e andou em direção a ela fazendo com que Lucy se arrastasse pelo chão dolorosamente para longe dele a cada passo que dava.

 

 

- No que estava pensando, mocinha? - Falou vendo que Lucy não poderia mais afastar-se, pois, a parede já se encontrava colada as suas costas. Viu o rosto da menina ficar pálido e quis dizer a ela que nada que faria a ele, seria suficiente. 

 

 

Ela ainda seria dele. 

Um humano jamais conseguiria derrotar um Lobo.

Lucy jamais conseguiria derrota-lo.

 

 

Aliás, oque a menina planejava fazer? Beliscar seus braços? Puxar seus cabelos? 

 

 

Ele já a havia escutado desde sua saída do banheiro, seus passos silenciosos nas pontas dos pés e sua respiração contida. Estava curioso para saber oque ela faria, e oque, realmente a deixava tão nervosa.

Provavelmente planejava algo, e seu rosto pálido de medo só reforçou esta ideia. 

 

 

- Só estava lhe observando, já que você vive fazendo isso comigo achei interessante fazer também. - Falou com a voz falsamente confiante. - Desculpe, mas, agora você sabe o quanto é ruim ser observado. - Falou colando as mãos no chão assim que, para seu total alívio, ele sorriu. Levantou-se maneando para os lados se concentrando para não esborrachar-se no chão. 

 

 

Sentia-se uma criança aprendendo a andar quando ele estava por perto. 

 

 

Erick a agarrou pelos quadris e a colocou gentilmente na cama, ignorando seu grito de protesto. Viu seu rostinho contorcer-se de dor ao encostar a bunda na cama, ele sorriu malicioso sabendo que sua punição havia sido suficiente. Ficaria mais orgulhoso de si caso ela aprendesse a obedecê-lo sem questionar, caso não, iria vir as punições. 

 

 

Iria aprender por bem ou por mal. 

 

 

A puxou pelos braços para arruma-la a cama vendo um pouco da camisa dele, levantar-se até a altura dos quadris mostrando a pele brilhosa e deliciosa por baixo, coberta apenas por uma cueca sua que Lucy havia encontrado no banheiro junto a camisa. Ela chorara no banho, sabia disso. A havia ouvido minutos depois de entrar no banheiro, gemidos baixos e soluços contidos. Passou a mão por suas coxas nuas e a viu arrepiar-se contra seu toque. 

 

 

Ela parecia receosa de afastá-lo. Isso era bom, havia aprendido com as punições que lhe dera. Sorriu levemente para seu rostinho emburrado e retirou levemente suas mãos das lindas coxas de Lucy, a desafiando a fazer algo para afastá-lo, oque não havia feito. Isso o fez explodir em ego e orgulho de si, iria domá-la e a teria para si. 

 

 

Já a tinha, ela era dele. 

 

 

A embrulhou até o pescoço e demorou os lábios em sua testa enrugada. Deitou-se a cama e a puxou para seu peito grande, a fazendo encostar a bochecha nele, sentindo-se arder com o simples toque que lhe dera por volta das costas e subindo ao pescoço. 

 

 

Descobrira que Erick era como uma rosa. Lindo, exuberante e, ao tocar-la com todo carinho, era espetado por seus espinhos que mal percebíamos ali, ter. Claro que Erick era bem pior que simples espinhos, mas, a beleza era semelhante à uma rosa. Por incrível que parecesse. 

 

 

Amanhã ela iria embora e tudo ficaria bem.

 

 

Nada ficou bem naquela manhã, acordou ouvindo um barulho horrendo vindo da porta da frente e, logo depois, ouviu algo ser jogado contra parede aos gritos masculinos de alguém que parecia conhecido a ela. Levou um susto tão grande que caiu da cama batendo a cabeça ao chão. Lucy até tentou se agarrar em algo antes que deslizasse pela cama, mas, percebeu que Erick já não estava mais lá. Levantou-se do chão frio e esfregou o lado da cabeça onde formava-se um pequeno inchaço. Com as mãos tremendo, agarrou os cobertores e foi, lentamente descendo as escadas enquanto pensava nas coisas que poderiam estar ocorrendo lá em baixo, talvez fosse até mesmo a polícia. 

 

 

Descobriu algo que a fez largar os lençóis e correr pelas escadas quase tropeçando nos degraus. 

 

 

Era Ethan, e Erick, iria matá-lo. 

 

 

Gritou ao ver seu irmão acertar o rosto de Erick com um soco bruto que mal pareceu fazer qualquer dano a ele, pois, Erick nem mesmo moveu-se, pensou até ter ouvido ossos estalarem. Como Ethan teria tal chance contra ele? Gritou seu nome quando viu que iria por sua vida em risco ao acerta-lo novamente. Estranhou o fato de que Erick não fazia nada para se defender e, nem mesmo, para atacar. 

 

 

Ethan a viu e empurrou Erick para o lado fortemente agarrando a irmã que já havia se jogado em seu colo. Pensara em tantas coisas, coisas que o homem a teria feito e sentia vontade de chorar junto à ela por não ter vindo antes, por não ter percebido seu tom de voz aos telefonemas pouco feitos. Era tão leve ao seu colo, revivera o momento em que eram pequenos, brincando e rindo sobre uma árvore que Lucy insistia poder ver estrelas cadentes todas as noites. Um ano, um maldito ano inteiro que não a via, no seu aniversário de 17 anos, mandou muitos livros, mas, mesmo assim, sentia o estrago de não estar presente. Lucy não era uma menina que se comprava com presentes, sempre soube disso. 

 

 

Erick não a merecia.

 

 

Lucy não merecia viver com um desgraçado que a trataria como objeto. 

 

 

- Ethan! - Ela sussurrou desesperada olhando para o lobo doentio que encarava seu irmão profundamente com a expressão ameaçadora. Ethan o encarava tão ameaçadora quanto. Lucy colou as mãos em seu rosto, sussurrando enquanto chorava fortemente - Ele irá matá-lo, vá embora, fuja! Por favor, me escute. - Falou puxando sua cabeça para olhá-la mais Ethan não conseguia tirar os olhos do desgraçado que pretendia desonrar sua irmã. Quase riu ao ver que Lucy o esperava fugir. Colocou a irmã atrás de si, que com o cheiro de Erick tinha e usava a camisa do desgraçado oque, provavelmente, ele a havia obrigado a isso. 

 

 

Seus olhos já estavam turvos só de pensar em enfiar as presas nele. 

 

 

Erick forçou tanto o maxilar que chegou a doer, forçou um sorriso de lado encarando o almofadinha vermelho de raiva. 

 

 

- Ora, que surpresa. - Falou com a voz disfarçada de divertimento. Viu Ethan Willians rosnar para ele, sorriu de verdade desta vez. - Acredito que sua irmã saiba sobre o seu clã, é claro. - Agora tudo estava ficando divertido vendo que o homem empalideceu e agarrou mais forte a irmã atrás de si. 

 

 

Lucy encarou Ethan já com as lágrimas controladas e com a expressão confusa.

 

 

- Oque ele quer dizer, Ethan? -


Notas Finais


OPAAA MKKKKK muitos segredos serão descobertos! Espero que tenham gostado, me deixem saber caso sim! Ou, se não, gostaria de saber também. Suas opniões valem ouro!


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