História Cold Little Heart - Capítulo 12


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Carosella, Farosella, Fogaça, Henrique Fogaça, Masterchef, Masterchef Brasil, Paola Carosella
Visualizações 220
Palavras 1.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi gente, finge que não demorei kkkkkk eu jurava que ia conseguir postar antes da final, mas nem deu né como vocês puderam ver. eu culpo o bloqueio que eu tive, mas vocês podem culpar a minha irresponsabilidade e preguiça também.

A FIC ESTÁ ACABANDO. até que enfim né. as enrolações vão acabar.
por favor, escuta a música que é muito lindinha e é muito o momento deles (depois presta atenção na letra).

o capítulo não tá NOSSA QUE CAPÍTULO, mas é né.
enfim, OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS ANTERIORES!!!!!!!!!!
ps: mudei a capa da fic DE NOVO. fogo no rabo o nome.

Capítulo 12 - Doze


Fanfic / Fanfiction Cold Little Heart - Capítulo 12 - Doze

Com as notícias correndo a respeito do divórcio de Henrique Fogaça e o sucesso do programa de Paola Carosella, as redes sociais não pararam. Mesmo com alguns comentários atingindo ela e sua família, Paola, pela primeira vez, decidiu não se pronunciar a respeito dos boatos que começaram a surgir. Sua diretora até propôs a ideia de um programa especial unindo os ex-jurados do Mastechef e sua apresentadora, mas a ideia foi deixada de lado durante um tempo quando a audiência continuou a subir.

Em mais um fim de programa, Paola estava em seu camarim pronta para ir embora. Sua filha estava com o padrasto que havia chego recentemente para que pudessem comemorar juntos o sucesso, como uma família. Alguém bateu em seu camarim e, por um momento, uma memória a atingiu como vinha acontecendo ultimamente. Lembrou-se das vezes em que Henrique aparecia em seu camarim para pedir ajuda com os textos. Todavia, não era ele. Jason segurava um buquê de flores com uma mão e segurava a mão de Francesca com a outra. A criança correu para os braços da mãe que a agarrou em um abraço forte — mesmo tendo a visto algumas horas antes.

— A Fran quer te fazer um convite — disse Jason.

— Vamos jantar fora, mamãe?

Não costumavam fazer isso. Paola preferia cozinhar em casa com a ajuda de ambos, mas como era uma comemoração e a filha parecia estar muito animada com isso, resolveu aceitar. Com um aceno positivo de cabeça, ela pegou a Fran no colo e agradeceu pelas flores que foram colocadas em um jarro na bancada em frente ao espelho. Ela fez a jura de que no outro dia iria regá-las, mesmo sabendo que em uma semana elas já estariam mortas pela falta de luz do sol. Saíram da emissora despedindo-se das pessoas que cruzavam seu caminho e foram ao carro no estacionamento.

A expressão de Paola não era agradável, mas ela tentava forçar um sorriso para cada comentário de Jason. Em um momento ele se cansou e lhe perguntou que estava tudo bem.

— Estou com dor de cabeça— respondeu Paola, enquanto Jason dirigia ainda sem destino.  — Mas vai ficar tudo bem. Vocês já pensaram onde para onde vamos? Posso sugeri um restaurante muito bom, chama-se Arturito... — ela sorriu e viu Jason sorrir sem tirar os olhos do trânsito.

— Vamos no restaurante do tio Henrique!

Paola engoliu em seco.

— Nós estávamos entre Jacquin e Fogaça — Jason dizia com seu português carregado de sotaque. — E, como o Fogaça abriu um novo, Fran decidiu por nós que iriamos jantar lá. Eu até disse que preferia mil vezes o tal do Arturito, mas sabe como ela é.

Carosella tentou dar uma risadinha. Era uma das piores ideias que podiam ter tido, principalmente pelo fato de que ela não o havia agradecido pela panqueca de doce de leite e muito menos conversado a respeito do recado de perdão dele. Talvez não tivesse o que conversar, mas ela ainda pensava que podia ter dito alguma coisa.  Fazia tanto tempo que não se falavam que qualquer coisa lhe parecia ser o suficiente. Ela tentava afastar esse pensamento todas as vezes em que insistia em surgir.

Quando chegaram, Paola não o viu em nenhum lugar, o que agradeceu mentalmente. Sentaram-se confortavelmente sem ter que esperar por nada, porque Jason e Fran haviam feito uma reserva. Paola só queria pedir, comer e ir embora o mais rápido possível porque sabia que, sempre que podia, Henrique se revezava entre os seus estabelecimentos. Antes de terminar a noite no Cão Véio, ele ficava no Sal. Como se profetizasse, o homem tatuado apareceu atrás do vidro, que dividia as mesas da cozinha, dando gritos para seus funcionários. Enquanto colocava o dolma, Henrique conversava com um dos garçons.

— Caralho, acho que nem vai dar tempo de ir para o Cão Véio hoje — ele comentou. — Tá cheio hoje e eu ainda quero ir ver a criançada.

— Cê chegou a ver quem tá aí? — perguntou um dos garçons. Henrique balançou a cabeça negativamente, sem demostrar muito interesse para as fofocas do homem. — Paola Carosella.

Henrique Fogaça ergueu o olhar pelo local. Tinha entrado pelos fundos, não havia nem olhado a fila que começava a se formar na entrada e muito menos os rostos dos que já eram atendidos. Em meio a tanta gente, a encontrou. Usava óculos e seus cachos estavam soltos. Ela ria de alguma coisa que o velho havia falado. A criança estava entretida demais com um jogo de tablet em suas mãos. Pensou um, duas, três vezes antes de mandar o garçom ir trabalhar e andar até a mesa deles. Com a aproximação, Paola prendeu a respiração tentando não demonstrar qualquer reação indiferente a ele. Jason o cumprimentou com um aperto de mão, elogiando o local e a comida. Nunca havia estado lá, realmente. Paola já, devido aos encontros da produção do Masterchef que revezavam em cada restaurante dos jurados e chefes convidados.  

Francesca largou o aparelho eletrônico e sorriu para o homem. Henrique curvou-se em sua direção quando a garotinha pediu para cochichar algo em seu ouvido.

— A sua panqueca estava igual à da minha mãe, mas não conta para ela.

— Pode deixar que não contarei.

Sem nenhum comentário constrangedor ou qualquer atitude que colocasse Paola em uma posição ruim, Henrique se afastou deles dizendo para que aproveitassem o ambiente e a comida. Paola sabia que Henrique Fogaça tinha quatro categorias de olhares: um que comia a com os olhos despindo-a mentalmente; outro como se estivesse encantado encarando-a por minutos; um de quando a constrangia achando engraçado e o último era um olhar triste de todas as vezes em que Paola dava um jeito de se afastar dele.  Mas não houve nenhum desses. Ele só lhe lançou um olhar indiferente, como se fosse apenas mais uma cliente.

— Você quer ir embora? Parece incomodada.

O que incomodava Paola não era a comida — nunca seria.

— Só estou com dor de cabeça.

— Vocês brigaram? — questionou Jason, segurando a risada. — Poderia ter nos dito antes. Evitaria todo esse constrangimento — ele sorriu, elevando o olhar para o homem que os encarava de longe, mas logo parou voltando a se concentrar na cozinha. Jason havia percebido que eles não haviam trocado nenhuma palavra, o que era estranho vindo de ambos.

Eles jantaram e depois Fran sentou-se no balcão, vendo Henrique cozinhando. Ele a fez uma sobremesa, enquanto Paola e Jason terminavam o prato e conversavam sobre coisas banais. Com o olhar passando sobre o ombro do marido, Paola ficou encarando a filha e o homem que cozinhava. Agradeceu mentalmente quando Jason pagou a conta e eles levantaram para ir embora. Quando foi pegar Francesca, Paola abriu um sorriso fraco para Henrique enquanto a filha acenava incansavelmente para ele. Ele só fez um balanço com a cabeça e acenou para a criança, voltando a cozinhar logo em seguida. Eles haviam virado completos desconhecidos e parecia que, daquela vez, não tinha mais volta.

Paola lembrou-se de suas palavras em uma de suas brigas:

— A gente se desconhece. Você vê?

Isso não saiu de sua cabeça mesmo depois de chegarem em casa. Fran dormiu durante o caminho de volta e, por isso, Paola a carregou no colo e a colocou na cama. Dando um beijo de boa noite na filha, a cobriu e tirou os fios de cabelo de seu rosto. Ao retornar à sala, viu Jason tirando o casaco e colocando-o na cadeira. Sua expressão tinha mudado, parecia mais incomodado do que Paola.

 

— Está tudo bem com você? Anda meio avoada — perguntou Jason em inglês colocando as chaves em cima da mesa de centro. Paola sentou-se no sofá, tirando os saltos altos, mas parou para olhá-lo; não era só isso que o incomodava nela.

— Só estou com dor de cabeça.

Ele suspirou.

— Essa vem sendo a sua desculpa ultimamente — ele rebateu, finalmente a confrontando.

— O que houve, Jason?

— Está tudo bem entre nós, Paola?

O problema não era ele, era ela. E essa era a desculpa mais clichê que alguém poderia receber. Paola não estava estressada com o programa novo — havia sido uma das melhores escolhas que havia feito para si mesma —, tampouco sentia-se sobrecarregada. Conseguiu lidar bem com sua vontade incessante de cozinhar e com seus compromissos com a emissora. Havia feito isso antes e tinha que fazer agora. O que lhe dava dor de cabeça tinha nome e sobrenome, mas ela não podia falar em voz alta. Mais uma vez estava sentindo como se tivesse feito a escolha errada, como se faltasse algo e nunca mais pudesse ter.

Quando percebeu que demorava a dar uma resposta, ela só balançou a cabeça negativamente. Jason respirou fundo, sentando-se no sofá ao seu lado.  Carosella era do tipo de mulher que guardava tudo para si, engasgava-se com seus sentimentos e engolia suas tristezas e descontentamentos. Chorava, é claro. Não tinha como não chorar com certas coisas. Contudo, aprendeu a não explanar seus conflitos internos para todo mundo, o que a deixou um pouco mais reservada do que já era. Nem mesmo Lowe conseguia saber o que se passava em sua cabeça, mas ele sempre tentou e nunca desistiu.

— Você pode me falar tudo, Paola. Não te prometo que não ficarei triste, mas você tem que falar — ele disse, segurando sua mão e a apertando.  — Viver infeliz é uma merda e se você não está bem, tem que me dizer para eu saber se posso fazer algo para mudar isso.  

De todos os anos em que estiveram juntos, aquele havia sido o que ela mais se sentia incompleta. Por tantas vezes o havia escolhido ao invés do outro que não sabia se o que estava pensando em fazer era o certo, mas ela precisava pelo menos tentar. Não estava tão feliz quanto antes, isso era fato. Ela só queria ter feito a coisa certa e fez, mas isso não lhe foi suficiente por muito tempo. Amava Jason com todo o seu coração e guardava momentos bons com ele que levaria para toda a vida, mas realmente não estava feliz. Lowe era o amor para a sua vida, mas não era o amor da vida dela.

— Eu menti para você, Jason — ela finalmente disse. — E não acho que posso continuar fazendo isso. 


Notas Finais


gostou? não gostou? comenta!
eu escrevi o Jason muito fofinho nessa fic, porque acho que ele é realmente muito fofinho.
EU VOU ESCREVER O PRÓXIMO CAPÍTULO AGORAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!! só dizendo isso, porque eu sei que eu demoro.
comentário aleatório que sempre faço: a final foi uma bosta, mas o vídeo dos bastidores do fogaça compensou TUDO. nem liguei pra quem ganhou mesmo kkkkk


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