História Cold (Paulícia) - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel, Lucas Santos
Personagens Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Firmino Gonçalves, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais, Valéria Ferreira
Tags Carrossel, Darkfic, Lufer, Marilina, Paulicia, Romance
Visualizações 403
Palavras 1.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não postei no sábado porque eu ainda tava pensando no que escrever nesse cap, e se eu me apressasse o capítulo não ficaria bom.

Mas parece que esse capítulo me odeia, não tava saindo de jeito nenhum! Primeiro pq a inspiração pra escrever não vinha, e quando finalmente veio, o Spirit bugou e apagou tudo. Enfim, espero que gostem pelo menos ♡

Boa leitura 💮

Capítulo 40 - Sentimento vingativo


Paulo Guerra

Abri um sorriso e voltei a olhar ela. Mas antes mesmo que eu pudesse beijá-la, minha mãe adentra o quarto sem mesmo bater, fazendo com que eu me afastasse. 

- Oh, desculpem - disse, abrindo um sorrisinho. - Ia chamar vocês pra tomar café. 

- A gente já vai, mãe - ela assentiu e se retirou do quarto em seguida.

Soltei um risinho ao ver Alícia extremamente corada. Dei-lhe um selinho demorado e me levantei da cama, caminhando até o banheiro. 

[...]

Minha mãe estava quieta, quieta até demais. Cara fechada, suspiros constantes... O clima estava pesado naquela pequena cozinha em que tomávamos café, mas ninguém ousou se pronunciar. 

Eu tinha certeza que ela mais uma vez pensava naquilo, e que provavelmente tentava se decidir se iria ou não na polícia, mas eu resolvi não questionar. Pois como Alícia disse, eu deveria esperar ela esfriar a cabeça. O provoema é que eu não tinha certeza se isso realmente aconteceria. 

- Então, estão namorado? - minha mãe pergunta, tentando quebrar o silêncio incômodo.

Pra falar a verdade, nem eu sabia a resposta. Mas na minha opinião, nós dois não precisaríamos de pedidos clichês pra começar algo sério. Éramos mais do que isso. 

- Mais ou menos isso... - respondi. - A gente tá vendo se vai dar certo. 

Alícia me encarou confusa e eu apenas dei de ombros. Nem eu tinha entendido realmente o que tinha falado, mas pelo menos isso evitou mais perguntas. 

- Entendi - sorriu. - Depois da sua declaração em cima do palco ela tinha mesmo que jogar o orgulho de lado. 

Alícia sorriu envergonhada, colocando uma pedaço de bolo na boca. Soltei uma risadinha e segurei sua mão por debaixo da mesa.

- Que pena que eu perdi toda a sua infância e da Marce... - minha mãe voltou a falar. - Agora vocês dois já estão crescidos, estão começando a namorar... Nunca vou perdoar seu pai pelo que ele me fez. 

- Mãe, agora não! Que saco, você só sabe falar disso! - ela me encarou com uma expressão nada amigável e eu me calei a partir dalí, afinal, não queria discutir na frente de Alícia.

Eu entendia que ela estava nervosa com tudo isso e que eu não deveria falar com ela dessa forma, mas essa era a única coisa sobre qual ela falava desde que nos encontramos. Eu tenho a impressão de que o sentimento vingativo que ela tem pelo meu pai possa ser maior do que sua preocupação conosco.


Depois de mais alguns longos minutos, eu e Alícia finalmente terminamos o café da manhã. Minha mãe ainda não tinha nem tocado na comida, o que me preocupou um pouco. 

- Me desculpa pelo que rolou lá - pedi, adentrando o quarto logo atrás de Alícia. - Minha mãe não conhece a palavra limites.

- Tá tudo bem, ela só tava desabafando - se sentou na cama. - Mas e você, está realmente feliz agora? Quer dizer... A volta da sua mãe te fez mesmo bem? - soltei um suspiro e me sentei ao seu lado.

Essa era mais uma das coisas que me incomodava bastante e consumia grande parte dos meus pensamentos. Eu passei toda a minha curta vida imaginando como seria maravilhoso viver com a minha mãe, que eu acho que acabei criando expectativas demais em relação a isso. É frustrante encarar uma realidade totalmente distinta da qual você tinha imaginado. 

- Pra ser sincero, eu pensei que fosse diferente... - confessei. - Eu não sei se essas atitudes da minha mãe são momentâneas e se talvez a gente viva algum momento mais feliz no futuro, mas por enquanto está sendo bastante desgastante a convivência com ela. 

- Ela te consome, não é? Você e a Marcelina são as únicas pessoas que ela têm, e por isso ela desconta todas as frustrações delas em vocês. Isso acaba te consumindo.

- Eu acho que é isso. Seja lá o que for, que termine logo. 


Alícia Gusman 

- Por isso que eu digo que você é a única coisa boa no meio de tanto caos - Paulo dizia, mexendo nos meus cabelos. - Eu odeio ser clichê, mas as palavras nunca me parecem o suficiente pra expressar o quão importante você é na minha vida. 

- Mas o que foi que eu fiz de tão importante na sua vida?! 

- Caralho, você simplesmente salvou ela! Eu estava em um dos piores momentos da minha vida, estava a ponto de cometer loucuras! Mas daí você chegou, e eu senti que eu precisava ficar um pouco mais de tempo com você - sorriu. 

Abri um sorriso envergonhado e ligeiramente me levantei da cama, caminhando até a penteadeira da Marcelina. Atravéz do espelho, encarei Paulo, que provavelmente esperava que eu fizesse algo que explicasse o meu ato recente. 

- O que foi? - perguntou.

- Sei lá, só fiquei com vergonha. Foi bonitinho o que você falou - ele riu e caminhou até mim, me abraçando por trás. 

- Vamos dar uma volta? Te compro um sorvete. 

- Eu não trouxe nada pra cá e não quero ir na sorveteria de vestido.

- Vai com a minha blusa e um short da Marcelina - deu de ombros. 

Hesitei por alguns segundos, mas logo respondi:

- Tudo bem. Mas só pra mim ir até a minha casa trocar de roupa - ele assentiu e depositou um selinho no meu pescoço antes de me soltar. 

- Eu acho que os shorts da Marcelina vão ficar largos em você... - disse, procurando alguma coisa no guarda-roupa da irmã. - Mas deve ter algum por aqui que dê em você. 

Depois de alguns segundos procurando, ele tira um short jeans escuro do armário e me entrega, se jogando na cama em seguida. O encarei na esperança de que ele entendesse o recado e saísse do quarto, mas ele nada fez. 

- Não vai sair? - questionei.

- Eu já te vi nua, Alícia. De calcinha não vai fazer diferença - revirei os olhos.

- Você não me viu completamente nua, mas isso não importa! Sai, por favorzinho! 

- Me deixa ficar, eu juro que eu não vou olhar! - ri ironicamente.

- Se você não vai olhar, por que quer tanto ficar? 

- Porque sim! - bufei. 

- Então deixa que eu vou no banheiro mesmo - peguei o short e caminhei até a porta do quarto, mas Paulo puxa meu braço antes que eu pudesse sair.

- Calma, sua marrenta! - disse, rindo alto. - Eu saio, não precisa ficar bravinha. 

Antes que eu pudesse responder, ele abre a porta e se retira, ainda rindo. Revirei os meus olhos e tratei de me trocar. 

Alguns minutos depois, chamo Paulo de volta pro quarto. Ele me olha, e confesso que não me senti bem. O short tinha mesmo ficado um pouco largo em mim, já que Marcelina tinha um corpo bem maior que o meu. 

- Ficou legal - disse e eu o encarei com deboche. - É sério, juro!

- Tá, não importa. Vamos logo - me virei de costas e caminhei até a cama, onde estava a minha bolsa.

- Eu sei que você não gosta do seu corpo e que sente vergonha dele, mas de mim você não precisa ter. Você pode não achar, mas eu acho o seu corpo lindo do jeito que é, e eu não tô dizendo isso só porque a gente tá junto. Espero que um dia você se ame como eu te amo. 

- Eu não quero conversar sobre isso - falei, ainda de costas pra ele. -  Vamos logo. 


Juliana Gouvêa

Abri meus olhos com dificuldade devido ao sol que adentrava o quarto de Murilo através das cortinas. Nem me atrevi a olhar o horário, já deveria passar do meio-dia e eu precisava estar em casa há muito tempo.

Me soltei dos braços dele, que despertava aos poucos, e levantei da cama, vestindo um roupão branco logo em seguida. 

- Você deveria dormir aqui mais vezes - disse, vendo-me catando as nossas roupas espalhadas pelo quarto.

- Eu tenho uma pessoa chamada 'mãe' na minha vida. E uma muito chata, por sinal - ele riu.

- Não fala mal da minha sogrinha! Ela é incrível porque fez um ser maravilhoso que nem você - fingi vomitar.

- Nem venha dar uma de Mário romântico. 

Ele riu, se levantando da cama e vestindo a cueca que eu havia jogado pra ele. Em seguida, veio até mim e me abraçou por trás.

- Gostosa minha - beijou meu pescoço. - Vou tomar banho e depois te levo pra casa, tá? - assenti, sorrindo.

[...]


- Cheguei, família! - gritei, abrindo a porta de casa com tudo.

- Isso é hora de chegar, Juliana? Eu mandei você vir às onze e você vêm às duas! - bufei.

Antes que eu pudesse responder, Julia e Marcelina descem as escadas correndo com o celular na mão. As duas pareciam bastante assustadas, mas a expressão de Marcelina chegava a assustar.

- O que aconteceu? - perguntei.

- O Paulo acabou de me ligar - Marcelina respondeu, ofegante. - Eu preciso ir pra casa do meu pai o mais rápido possível!


Notas Finais


*esse não é o último capítulo* 🌺

Um pouco confuso, mas se eu fosse vcs eu não confiaria na Lilian (ke)

Divulgar dnv pq sim hihi - https://spiritfanfics.com/historia/somebody-that-i-used-to-know-10818825
Fic nova gente, dêem uma passada lá quem ainda não passou.

Pra quem não entendeu, passaram algumas horinhas desde que o Paulo e a Alícia saíram, daí ele ligou pra Marce avisando algo que eu não posso dizer agora.

🌺

20 coments 🖤 até mais


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...