História Cold (Paulícia) - Capítulo 45


Escrita por:

Postado
Categorias Carrossel, Lucas Santos
Personagens Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Firmino Gonçalves, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais, Valéria Ferreira
Tags Carrossel, Darkfic, Lufer, Marilina, Paulicia, Romance
Visualizações 411
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


logo mais estarei postando na outra fanfic.
boa leitura

Capítulo 45 - Decisão


Paulo Guerra

Na manhã seguinte, acordei abraçado com Alícia no meio de um monte de pacotes de doces e a televisão estava ligada em uma série. Havíamos adormecido enquanto assistíamos e nem percebemos. 

Me levantei, calcei os chinelos e recolhi os pacotes de doce que estavam em cima da cama. Alícia se mexeu um pouco, virou para o outro lado e continuou a dormir. 

Enquanto terminava de limpar tudo, pensava sobre a proposta que o meu tio me fez. Seria uma boa me mudar pra lá, mas... Ah! Que complicado. Minha mente parece estar dividida em dois lados, e os dois lados sussurram um em cada ouvido coisas diferentes que me deixam cada vez mais confuso. Não sei mais o que pensar, preciso conversar sobre isso com alguém. 

Assim que terminei de limpar, tomei um banho e troquei de roupa, descendo as escadas até a cozinha. Verônica e Sérgio tomavam café da manhã em completo silêncio, mas quando me viram sorriram de imediato.

- Bom dia, Paulo! Dormiu bem?

- Dormi sim. Pra falar a verdade eu nem lembro como dormi - soltei um risinho.

Eu estava até bem. Pelo menos não parecia ter um monstro de oitenta toneladas sentado acomodadamente sobre os meus ombros. Sentia que meu pai estava mais feliz lá do que como estava quando estava vivo, e isso me confortava de certa forma. 

- Eu vou visitar a Marce agora, tudo bem? - eles assentiram, mas pediram pra que eu pegasse um pedaço de bolo pra comer no caminho e assim eu fiz. 

Fui chutando uma pedrinha miúda durante os dez minutos de caminhada até a casa da Lilian. Ah, que nojo desse nome. Revirei meus olhos somente por pensar. 

Quando cheguei, bati três vezes na porta rezando pra que Marcelina me atendesse e, infelizmente, não foi ela quem me atendeu. 

- Oi, meu filho - disse Lilian, que se encontrava com o rosto inchado e olheiras fundas. 

- Oi. Quero ver a minha irmã, com licença - tentei passar por ela, mas ela segurou meu ombro.

- Sua irmã está dormindo. Pode conversar comigo enquanto ela não acorda.

- Desculpa, mas eu não tô afim. Vou acordar ela e depois deixo ela dormir, o que eu tenho pra conversar é urgente.

- Tudo bem - suspirou. - Pode passar.

Eu assenti e andei até o quarto de Marcelina. Mesmo sabendo que ela não ouviria, bati na porta antes de entrar pra ter algum argumento caso ela diga "por que não bateu antes de entrar?". 

- Marcelina - chamei. - Acorda, preciso falar com você. 

- Aí Paulo, é de manhã! Eu quero mofar essa cama hoje. Talvez pra sempre. 

- Eu sei, essa é a minha maior vontade também. Mas a gente precisa aguentar - me sentei ao lado dela. - Olha, mana, ultimamente nada tem sido fácil pra gente e eu sei que eu sou o maior idiota do mundo por exigir força de nós dois, mas se a gente não persistir tudo vai se afundar de vez. Então não, você não vai mofar na cama, porque hoje eu pretendo te levar pra almoçar fora. 

- Tudo bem - suspirou esfregando os olhos. - Mas agora diz o que você quer aqui tão cedo. 

- Questão de multipla escolha, maninha - ela me encarou com dúvida. - Exatamente. Essa é a expressão que eu faço toda vez que lembro do que o idiota do Wagner me propôs.

- Ai, lá vem! - revirou os olhos. - Conheci aquele cara ontem, mas já vi que não presta.

- Enfim, Marce. Ele disse que quer brigar na justiça pela minha guarda e que eu posso ir morar em Porto com ele, mas eu preciso dar a resposta até hoje a tarde. 

- O QUE?! Você não tá falando sério, né? Paulo, vai mesmo me deixar aqui depois do que aconteceu? Eu só tenho a Julia e a você... 

Respirei fundo e passei as mãos pelo meu rosto.

- Marce, é uma chance de recomeçar. Eu não tenho mais vida aqui, você ainda gosta da mamãe, mas eu não consigo! Seria melhor pra mim, você entende?

- Sim... Mesmo que eu fique um pouco triste no começo, você deve ir sim. Você deve pensar em você agora, Paulo, somente nisso. - Sorri.

- Obrigado, mana. Vai ser duro contar pra Alícia... - suspirei mais uma vez. - Não me imagino mais sem ela. 

- Vocês podem manter um namoro a distância. 

- Pois é, mas eu não sei se daria certo. 

- Não custa tentar, Paulo. Conta pra ela, ela pode te ajudar. Até te apoiar.

- Eu vou. Só preciso de um tempo pra pensar. - Ela assentiu sorrindo.

- Fico feliz se você ficar feliz. 


(...)


Chegando em casa, encontrei Alícia no quarto, como quando eu havia saído. Ela ainda dormia.

 Me aproximei dela e me deitei ao seu lado, passando a observá-la dormir. Sua respiração estava leve e profunda. Alícia era tão linda dormindo... poderia observar ela pra sempre. Lembrei-me de quando ela foi dormir na casa da minha mãe depois daquela festa, lembrei de quando nós discutimos. Odiei tanto vê-la chorar, odiei tanto vê-la decepcionada comigo. Só de pensar em ver Alícia dessa maneira novamente já me dói o peito. Não quero deixá-la. Mas é minha única escolha. 

Como Marcelina disse, poderíamos manter um namoro virtual. Mas eu tinha certeza que isso não se manteria por tanto tempo, já que o amor se desgastaria aos poucos sem a presença um do outro. O sentimento é importante, óbvio. Mas beijos também são importantes; abraços são importantes; toques são importantes; sexo é importante. É assim que se constrói um relacionamento. Sem esses complementos, o amor, que é o mais importante, acaba deixando de existir também. Aí não tem jeito. 

- Amor... - cochichei. - Já tá tarde. 

- Não - resmungou. 

Alícia se espreguiçou e me abraçou, afundando seu rosto na curva do meu pescoço. Mas não deu nenhum sinal de que iria levantar. 

- Eu amo quando você me chama de amor - disse ela, me fazendo rir. 

- Vamos lá comer, amor. Seus pais já comeram. 

- Tá. 

Alícia me soltou e foi pro banheiro escovar os dentes e fazer xixi. Enquanto isso eu fui descendo até a cozinha pra organizar as coisas pro café, mas quando estava na metade da escada, ouvi dona Verônica e Sérgio conversando. 

- Você acha que o Paulo é bom pra nossa filha? - pergungou Sérgio em um sussurro. 

- Ah... Acho sim. Acho que o Paulo é o melhor genro que a Alícia poderia ter me dado. Mas você acha que eles estão juntos?

- Acho. Entre os dois não tem mais só amizade, qualquer um percebe. Mas o Paulo é um perigo para o psicológico da nossa filha. 

- Pois é... - Verônica suspirou. - A Alícia ama ele demais pra deixá-lo. Ela morre, mas não deixa ele. Eu conheço a filha que eu tenho. 

- Isso pode acabar prejudicando ela. 

- Vai me dizer agora que quer que o garoto vá embora? Ele não tem pra onde ir, Sérgio!

- Eu não disse que quero que ele se vá. Só não quero que a minha filha se prejudique por causa disso.

Soltei um suspiro e me encostei na parede. Enquanto ouvia eles falando, só conseguia pensar em como eu deveria ir pra Porto Alegre com meu tio o mais rápido possível. Eles tinham razão, eu não era bom pra Alícia. Ela precisa ficar longe de mim pra ficar bem. Querendo ou não. 

- Paulo? - Alícia chamou enquanto descia as escadas.

- Oi. Tô aqui. 

- Tá fazendo o que?

- Tava te esperando. Vamo lá? - Ela assentiu. 

Descemos o restante da escada e caminhamos até a cozinha. Não era uma caminhada longa, tanto até que os pais de Alícia se assustaram quando me viram, afinal, eu poderia ter escutado algo. E escutei. 

- Bom dia - Alícia disse e se sentou na mesa. Me sentei ao lado dela. - Tavam falando de que?

- Nada importante - responderam juntos. 

Peguei um pão de trigo e comecei a montar um sanduíche. Enquanto comiamos, Alícia olhava as redes sociais pelo celular e se espantou quando viu "Sara Moraes em um relacionamento sério com Mário Ayala" na sua timeline. 

- Se merecem - murmurei antes de morder o pão. - Dois idiotas mentirosos. 

- Realmente. 

- E vocês? - Verônica chamou nossa atenção. - Também estão em um relacionamento sério? - Alícia riu sem jeito. 

- Sei lá - respondeu. - A gente tá meio que junto. Né? - assenti meio inseguro. 

Alícia me olhou e abriu um sorriso enorme. A felicidade transbordava até mesmo pelos seus olhos. Eu me sentia tão mal por ter que estragar isso em breve.

Meu celular começou a tocar, cortando todo e qualquer clima que tivesse se instalado ali. Li o nome da minha irmã na tela e coloquei no viva voz, clicando para atender.

- Alô? - falei. 

- Oi, Paulo, é a Marce. Só liguei pra perguntar se você já falou aquilo pra Alícia. Fiquei preocupada. 

Nesse momento eu não sabia aonde enfiar a cara. Sem pensar no que fazer, desliguei o telefone imediatamente e encarei Alícia que me olhava com cara de poucos amigos.

- Falou o que pra mim, Paulo Guerra?!


Notas Finais


desculpa se o capítulo ficou uma merda gente kskdj
até o próximo capítulo, comentem se gostaram.
tô pensando em prolongar mais um pouco a fanfic. resolvi que acumular tudo em poucos capítulos não vai ficar legal, então a Cold vai durar mais tempo.
até mais ❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...