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História Colecionando corações - Capítulo 11


Escrita por: Boavett

Capítulo 11 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Colecionando corações - Capítulo 11 - Capítulo 11

Gabriela

Cheguei pontualmente no restaurante e já pude ver Mateus sentado em uma das mesas na área privativa. Ele usava um terno preto muito bem alinhado a seu corpo. Seus cabelos pretos estavam penteados para trás.

Caminhei em direção a mesa e ele me viu, se levantando.

- Você está deslumbrante! – Ele comentou enquanto me olhava de cima a baixo.

Sorri e fiz menção que iria sentar, mas ele prontamente tomou a frente, puxando a cadeira de forma cavalheira, como eu não via a muito tempo em nosso relacionamento.

Com um aceno, chamou o garçom que rapidamente apareceu à nossa mesa:

-Traga-me o melhor vinho que tiver – Ao fazer o pedido ele me analisava. Seu olhar era quente.

Nosso relacionamento não andava às mil maravilhas, mas hoje pareceu que voltamos a ser como antes.

Ele se recostou na cadeira quando disse:

- Gabi, eu achei que iria perde-la quando a vi ensopada de sangue, completamente sem vida em meus braços. Isso me fez repensar nossa relação, em como eu estava me portando. Você merece mais, e estou pronto para dar o meu melhor.

Eu estava sem reação a suas falas. Vim preparada para questiona-lo, confrontar o que parecia ser uma grande mentira. Mas agora ele me desarmava com suas palavras, parecia um homem apaixonado, longe de ser um serial killer. Onde eu estava com a cabeça?

Nosso jantar foi muito agradável, conversamos como não fazíamos a muito tempo. A todo tempo ele foi cavalheiro, educado e portava um charme que, embora sempre fosse presente, hoje parecia se sobressair.

Saindo do restaurante, aguardando que o manobrista trouxesse o carro, ele segurou minha cintura, aproximando de seu corpo. Acariciou-me o rosto e sorriu.

- Você é linda. Nunca mais irei negligenciar nosso relacionamento!

Com delicadeza, me beijou calidamente e me derreti em seus braços, segurando seu rosto para aprofundar nosso beijo quando o manobrista nos interrompeu com um pigarreio, entregando a chave do carro. Mateus abriu a porta para que pudesse entrar e logo tomou seu lugar como motorista.

Havia uma enorme tensão sexual entre nós. Ele passeava sua mão por minha perna, me excitando.

Quando chegamos em seu apartamento, não demorou muito e já estávamos aos beijos, nos despindo. Ele parecia ter pressa, tirando minhas roupas rapidamente e observando meu corpo com tamanho desejo.

Me puxou contra si e pude sentir seu membro já alterado. Me deitei na cama e esperei para que ele tornasse meu corpo dele, eu queria assim quanto ele, seus toques me fizeram esquecer do porque estava realmente ali.

Bruna

Estava dirigindo sem destino pelas ruas iluminadas. Minha descoberta sobre Stefanie me tirou da orbita, não sabia como prosseguir.

Inúmeras teorias passavam por minha mente e nenhuma delas eliminava a presença de Mateus. Instantaneamente me preocupei com Gabriela. Apenas esperava que estivesse bem e ele tivesse contado o que presava saber. Além de tudo, esperava que não fosse preciso nada além de um jantar e uma conversa. Era evidente que ele não a amava, apenas se fazia presente para o sexo. Ela merece alguém muito melhor.

Pensei em comprar algumas guloseimas para ela então me dirigi a loja de conveniência mais próxima e comprei chocolates, chicletes, doces e pipoca.

Já estava quase próximo do horário combinado para seu retorno, então decidi retornar para casa, precisaria ser rápida já que estava do outro lado da cidade.

Gabriela

Ainda estava nua, deitada sobre o peito de meu namorado, ouvindo seu respirar lento quando seu telefone tocou e ele se levantou para atendê-lo. De imediato, desligou a ligação e virou-se de costas para mim. Normalmente eu não estranharia sua atitude, era recorrente cenas como essa, mas dessa vez uma fagulha despertou em mim.

- Quem está ligando uma hora dessas?

- Ninguém importante – disse ainda de costas, agora se levando e vestindo sua calça.

Também me levantei vestindo a calcinha e meu vestido.

- "Ninguém" não ligaria tão tarde, Mateus. Responda minha pergunta.

Ele se virou irritado, e quando percebeu que eu já estava vestida, se aproximou.

- Não irá passar a noite?

- Você não respondeu minha pergunta.

Ele se aproximou ainda mais, como se não estivesse me ouvindo ou prestando atenção, e com um sorriso no rosto, desceu minha calcinha.

- Acho que deveria ficar mais um pouco – Passou a mão por minha bunda e pude ver seu membro já pronto novamente enquanto cheirava minha calcinha com os olhos fechados.

Dei dois passos para trás e o confrontei novamente:

- O que estava fazendo tão tarde em meu trabalho aquela noite? Em todos os nossos desentendimentos você nunca fez questão de me procurar, nunca nem ligou, muito menos ir atrás de mim em meu trabalho.

- De novo isso, Gabriela? Pare de fazer perguntas idiotas e venha aqui.

Ele encurtou o espaço entre nós me agarrando pela cintura. O empurrei para longe, e ele cambaleou dois passos para trás, me olhando incrédulo.

- Mas que porra, Gabriela?!

- Não estou brincando, Mateus! Me responda! O que estava fazendo lá?!

Seus lábios formaram um sorriso macabro enquanto descia o zíper de sua calça.

- Parece que a velha Gabriela voltou, não é mesmo? Me mostre essa força novamente. – Ele me arremessou na cama e se preparou para subir em cima de mim, com uma mão dentro da calça, se tocando.

Eu estava completamente apavorada com sua reação, nunca o vi tão fora de si. Levantei rapidamente e quando ele me puxou desferi um tapa em sua face.

Seu rosto se transformou em uma careta irada e recuei enquanto ele se aproximava a passos largos. Me segurou forte pelo braço e aproximou seu rosto do meu.

- Quem você acha que é, sua vadia?!

Antes que eu pudesse me defender, sua mão veio de encontro a meu rosto, um tapa tão forte que me fez cair no chão.

Me levantei, sentindo um filete de sangue escorrer de meus lábios. Ele se aproximou novamente, mas fui mais rápida. Arremessei o vaso de flores que estava em cima da mesa, o acertando em cheio no rosto. Ele soltou um grito de dor e percebi que cortara sua testa. Não esperei sua reação e corri em direção a saída, batendo a porta atrás de mim.

Quando cheguei na casa de Bruna, percebi que ela não estava. Tentei ligar para seu celular, mas estava desligado. Me dirigi até sua mesa de drinks e me servi de um de seus whiskies.

Dei um grande gole na bebida tentando me acalmar, estava trêmula, meus lábios ainda com pequenas gotículas de sangue. Sentei em no sofá tentando recobrar meu folego quando ouvi a porta destrancar e Bruna entrou na sala.

Corri até seus braços, a abracei fortemente esperando que todos os meus medos pudessem se desfazer naquele aperto. Ela me abraçou de volta pegando o copo de minhas mãos que quase deixei cair.

- O que aconteceu?! – Ela segurou meu rosto com as mãos, passando o polegar em minha boca machucada, me fazendo encolher com a região dolorida.

- O Mateus está completamente fora de si!

Tentei contar o que aconteceu, gesticulando e andando de um canto a outro em sua sala, mas minha voz se embargou com meu choro preso na garganta.

- Ei, calma, já passou! – Ela me segurou em seus braços, secando minhas lágrimas. Ficamos abraçadas por alguns minutos e assim pude me acalmar.

Contei o que havia acontecido ele conforme me ouvia, seu rosto ia se tornando avermelhado, fechando as mãos em punho. De repente ela se levantou, puxando a arma do cos da calça e verificando a munição já indo em direção a porta.

- O que vai fazer, Bruna? Está louca?

- Vou fazer aquele desgraçado se arrepender de ter tocado em você!

- Você não pode fazer isso! Vamos perder toda a credibilidade! Embora eu queira muito que ele pague por isso, quero que seja da maneira correta, e que permaneça preso por toda a eternidade!

Minhas falas pareceram fazer sentido para ela, pois suspirou e depositou a pistola em cima da bancada.

- Não se preocupe, Gab, vou pegar esse filho da puta!

Assenti com a cabeça e me sentei, bebendo mais um gole da bebida, sentindo o álcool passar por minha garganta, relaxando meus músculos.

- Eu ainda não acredito, sabe? Namoramos por 3 anos e ele nunca se mostrou tão... diferente. Confesso que, embora nossas suspeitas, algo dentro de mim não acreditava que ele seria o responsável por todos esses assassinatos, agora não tenho tanta certeza assim. – Senti uma lagrima quente escorrer por minha bochecha, mas antes que chegasse ao queixo, Bruna a limpou com o polegar.

- Você merece alguém melhor. Assassino ou não, esse cara não chega nem perto da pessoa que você deveria estar.

A encarei, surpresa com seu tom de voz sincero, baixo, junto a meu rosto. Pude sentir sua respiração pesar e perguntei:

- Então com quem eu deveria estar, Bruna?

Ela nada respondeu, apenas se aproximou e senti seus lábios macios contra os meus. Sua língua pediu passagem e eu permiti, aprofundando o beijo. Senti sua mão segurar minha nuca e a firmeza de seu toque me fez arrepiar. Me deixei ser conduzida por seu beijo terno quando senti suas mãos descendo por meus braços, alcançando minha cintura, apertando com leveza, descendo para minha coxa, apertando com mais precisão. Subiu seu toque e de repente parou, se afastando bruscamente.

- Você está sem calcinha, Gabriela! – Seus olhos se arregalaram e suas sobrancelhas juntas formaram uma interrogação em sua face – Meu deus, Gab, ele se forçou contra você?!

Ela se levantou já irritada, andando de um canto a outro.

- Não acredito que ele fez isso! Eu vou matar esse desgraçado!

Quando do que se tratava, levantei num salto, a segurando, tentando acalma-la

- Não, Bruna, calma! Não foi nada disso!

Seu rosto se fechou e ela perguntou com sua voz grave:

- Então o que você está fazendo sem calcinha?

Senti meu rosto empalidecer com a pergunta

- Aconteceu, Bruna! Foi...

- Eu não acredito! - ela me interrompeu com o rosto totalmente vermelho, expressando indignação

- Foi antes de tudo acontecer! No jantar ele foi tão atencioso, romântico, me seduziu!

- Ooh, coitadinha de você, Gabriela, sendo "seduzida"

Nossa discussão foi interrompida pelo som da campainha. Ela me encarou mais uma vez e foi em direção a porta. Quando abriu, pude ver uma mulher loira a sua frente, era linda, elegante, alta, parecia uma modelo. Ela sorriu e lhe estendeu uma jaqueta.

- Esqueceu lá em casa. Trouxe na esperança de continuarmos o que começamos. – Sua voz era sexy e seu olhar sensual, parecia ter intimidade com Bruna.

Observei a cena com atenção e meu sangue começou a ferver.

- Obrigada, Ste! Mas fica para outro dia! – Bruna disse lhe dando um beijo no rosto e ao se despedirem, fechou a porta. 



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