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História Colecionando corações - Capítulo 14


Escrita por: Boavett

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction Colecionando corações - Capítulo 14 - Capítulo 14

Bruna

Mais um corpo apareceu esta manhã. Alice, 16 anos. Tão nova, eu pensei. Esse cara está perdendo o controle. Espalhei o perfil de todas as vítimas em minha mesa, tentando raciocinar o que tinham em comum.

Havia apenas um suspeito, Mateus. Na verdade, o que vi na casa de Stefanie ainda não me desceu pela garganta, ainda iria investigar a fundo. Ainda assim, não havia conteúdo suficiente para indicia-los, mas minha equipe trabalhava incansavelmente atrás de provas. Ainda assim, decidi solicitar ao menos a presença de Mateus para uma conversinha. Se ele não disse a Gabriela o porquê estava no IML naquela noite, iria ter que dizer para mim. Eu aguardava sua chegada ansiosamente.

Sua prepotência passou pela porta antes mesmo dele. Apontei para a cadeira a minha frente para que se sentasse.

- Vamos rápido com isso, Martins, tenho mais o que fazer. Qual o motivo de sua chamada?

Minha vontade era de esmagar sua cabeça contra minha mesa, mas apenas o encarei, mantendo minha superioridade, nada irrita um prepotente mais do que outro prepotente, e seria assim que jogaríamos.

- Preciso fazer algumas perguntinhas, Mateus. Espero que se recorde de suas aulas de direito e não omita nenhum fato porque, eventualmente, eu irei descobrir.

Ele apertou seus olhos em minha direção e fez sinal para que eu prosseguisse.

- Vou ser bem direta, somos pessoas muito ocupadas. Me diga, Mateus, não acha muita coincidência você aparecer justamente no momento em que era mais preciso?

Ele continuava a me encarar sem emitir um som sequer. Então continuei:

- Gostaria de saber o que você estava fazendo no IML naquela madrugada? E não me diga que estava à procura de Gabriela porque nós dois sabemos que você não se esforça muito para agradar suas mulheres. – Alfinetei e ele se mexeu na cadeira, incomodado. Minha vontade de gritar com ele que transei com mais uma de sua mulher era enorme, mas tive que me conter, manter o profissionalismo.

- Então, Martins. Isto é um interrogatório? – Havia um sorriso em seus lábios, como se, ainda que incomodado por ser chamado, estivesse se divertindo com meu desespero.

- Não.

- Estou sendo acusado de alguma coisa?

Senti meu sangue esquentar e não consegui responde-lo, apenas permaneci em minha cadeira, encarando seu rosto presunçoso. Percebendo que eu não responderia, ele continuou:

- Então, querida, não devo resposta alguma para você. Por favor não me incomode mais a não ser que tenha, de fato, algo contra mim.

Ele se levantou, ajeitou seu terno, e se retirou. Meu corpo tremeu de raiva, sua ousadia era tamanha que fedia o ambiente.

Assim que Mateus passou pela porta, Lucas entrou:

- Bruna, a garota chegou.

- Que garota?

- Verônica, a transferida que vai ajudar no caso do Gonçalves.

Havia esquecido completamente que hoje entraria uma nova agente à corporação. Estava sendo transferida de outra cidade por ter desenvolvido inúmeros casos de desvios de dinheiro, sendo justamente quem eu precisava em minha equipe para solucionar o caso Gonçalves, um executivo que evidentemente recebia dinheiro extra, muito além da cota de sua empresa. Restava saber a fonte do desvio e porquê.

- Fale para ela entrar, Lucas.

Minutos depois uma garota de estatura mediana entrou em minha sala. Ela tinha cabelos longos, tingidos no que parecia ser "californianas", olhos claros e um corpo exemplar coberto por seu fardamento apertado.

- Bom dia, senhora. – Disse apertando minha mão com firmeza.

- Bom dia! Lucas já te apresentou o local, correto?

- Sim! Conheci todo o pessoal lá fora, já estou pronta para começar.

- Gostei! Proativa. – Sorri e ela me sorriu de volta.

- Então, inicialmente você irá trabalhar diretamente comigo no caso Gonçalves, o que acredito ser sua especialidade. Ouvi excelentes comentários a seu respeito, Verônica.

- Igualmente, senhora! Todos comentam que a força policial não foi a mesma depois de seu ingresso, estou ansiosa para trabalharmos juntas.

- Ótimo, vamos começar então?

Prontamente ela sentou-se na cadeira frente a minha e começou a trabalhar nos arquivos do caso. 



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