História Colega de quarto - Capítulo 54


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Palavras 1.280
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! sentiram minha falta?

Capítulo 54 - Lidar com isso.


 

 

 

 

 

 

 

 

Tínhamos um problema.

Na verdade tínhamos vários problemas, mas um era possível de se resolver, e era nesse que eu me focaria.

Eu morava com Kyungsoo.

Eu não queria pedir para que ele fosse expulso de casa, essa fase já tinha passado e eu sabia que era mancada...

Talvez mancada.

De qualquer modo... eu não queria mais morar com ele, eu não queria chegar perto dele.

E Xiumin realmente estava precisando do dinheiro do aluguel.

Eu fazia as contas... eu sabia.

Eu pensei nas minhas opções... eu não tinha dinheiro para pagar uma casa, ou tempo para achar um quarto... e eu realmente, realmente, não tinha dinheiro sobrando.

Além de que preparar uma mudança seria demorado demais... e dramático demais.

Não seria discreto, não seria... eu precisava só sumir.

Por minha cabeça no lugar sem ter o cheiro dele pela casa.

Por Deus! Porque aquela porra de cheiro não saia do meu lençol? Era garantia de que eu ia ter sonhos com aquele merda.

Ok, eu também não odiava ele, e não pensava realmente que ele fosse um merda... Eu sabia que Kyungsoo era uma boa pessoa, uma pessoa maravilhosa inclusive... Educado, prestativo, que organizava a casa em silencio sem exigir nada em troca, e socorria sua prima maluca prontamente quando ela chamava.

E que daria tudo pela pessoa que ele amava.

Inclusive seus órgãos.

Acontece que eu não queria gostar dele... Por que Kyungsoo tinha um ótimo coração, ele tinha. Mas ele não estava disposto a entrega-lo.

E eu não queria gostar tanto dele.

Eu só precisava de um tempo, de um corte rápido e seco, de um pouco de ar sem aquelas drogas que ele colocava no cheiro dele, sem... minha mente anuviada.

E, por sorte, eu tinha duas opções: A casa dos meus pais barulhentos e super invasivos que tentariam fazer de tudo para que eu ficasse melhor... tudo menos me deixar no meu canto. Ou... A casa da minha maravilhosa irmã que era um pouco menos invasiva, as vezes, e que tinha 3 filhos que mal sabiam contar e que exigiriam meu cuidado e atenção... e ocupariam todo o meu tempo fora do trabalho.

Pela nossa última conversa, o marido dela tinha viajado de novo...

Era o que dava casar com um executivo.

Ele era tipo um lobista... ganhava bem e tinha boa lábia. E era realmente, realmente legal. Era difícil não gostar daquele cara... mesmo eu sabendo que provavelmente ele teria me manipulado no meio do processo.

De qualquer modo, Yoora em breve voltaria a trabalhar, e ela precisava de uma baba. E bem... eu realmente me divertia com aqueles micro-pestes... quando não estava arrancando cabelos.

Eles ocupariam minha mente.

Eles me permitiriam ficar tão cansado que eu nem poderia pensar em Kyungsoo, assim como Yoora, coitada, não conseguia pensar em mais nada fora aquela casa.

E depois de uns dias com eles... Minha mente estaria limpa, clara, e sem cheiro.

Era tipo se prender em uma série longa do Netflix... porém séries tem romances, que as vezes nos lembram da nossa vida e quebram um pouco a magia da distração.

Além de que, o mais importante: Yoora realmente precisava de ajuda.

E não custava nada ajudar.

Foi assim que eu passei um domingo trancado no quarto arrumando minha mala e planejando o que fazer, e, após decidir, pedindo permissão aos envolvidos para fazer o que eu queria fazer. No caso minha irmã. Ela amou a ideia. Na manhã de segunda eu, discretamente, sai para o meu trabalho já com minha mala.

Já no trabalho mandei uma mensagem para Minseok explicando meus planos, e então desliguei meu celular quando comecei a receber inúmeras ligações preocupadas dos meus colegas de casa.

Eu tinha sido claro, tinha dito que passaria um tempo ajudando minha irmã, e fim.

E eu ainda tinha que trabalhar.

Quando cheguei na casa da minha irmã, mil e uma tarefas já me esperavam e eu nem tive tempo de respirar.

Minhas costas doíam tanto quando eu deitei na cama inflável no quarto de Eunwoo e Moonbin (que quis deitar comigo), e eu estava tão exausto, que nem se quer lembrei de ligar meu telefone para retornar as ligações.

Na manhã seguinte, antes do trabalho, acordei cedo e preparei o café da manhã (que era a única coisa que eu saberia fazer com meus dotes culinários), enquanto minha irmã preparava as 3 crianças.

Eu não sabia como ela fazia isso todo dia.

Como eu já ia sair mesmo, levei as crianças para a escola e deixei minha irmã dormir após a noite que tinha passado em claro pelos choros de Sanha.

Que, graças a deus, eu nem se quer tinha ouvido.

Sanha já tinha um ano, mas não ia para a creche. Então ele ainda estaria em casa, o que significava que minha irmã não teria tanto descanso assim.

Eles eram tão fofinhos, mas davam tanto trabalho...

Era ainda pior que cuidar de cachorro em apartamento.

Quando eu fui para o trabalho já estava um pouco atrasado e peguei o trafego pesado das escolas... então foi aí que decidi ligar o celular, ignorar todas as chamadas, que nem me dei o trabalho de ver de quem eram, e apenas ligar para Xiumin pelo painel salvador do carro.

Painel não mostra chamadas perdidas.

– Chanyeol! Cara, tá tudo bem? Porra! Porque não respondeu minhas ligações? O que aconteceu para... – Xiumin mal atendeu e já me atacava.

– Tá tudo bem. – Respondi rindo. Era só uma meia mentira... só meia. – Eu tava no trabalho Min, e a casa da minha irmã é uma loucura... estou repensando qualquer plano que já tive de ser pai.

Xiumin demorou um pouco para responder.

–  Se você quiser... eu posso pedir para o Kyungsoo ir embora. Dou um mês de aviso prévio e você volta cara...

– Min, você precisa do dinheiro. E eu preciso... Eu só preciso de um tempo. E não quero ficar no apartamento... independente dele lá ou não. – Fui sincero. – Minha irmã realmente precisa de uma força, tá tudo ok.

– Eu não sei se quero que ele continue no apartamento. – Xiumin confidenciou.

– Ele não fez nada de errado...

– Eu não sinto como se ele não tivesse feito nada errado.

– Eu que corri atrás, eu que insisti... Ele sempre foi sincero sobre não querer nada. Eu só... Tenho que lidar com isso. – Expliquei.

– Como se ele não tivesse parte ativa em saber que você gostava dele, e continuar te usando enquanto não queria nada. Eu ainda enxergo como ele usando seus sentimentos...

– Xiumin... eu to chegando no trabalho. Ele precisa de um lugar pra ficar ok? E... por favor, só me dá um tempo. Quando minha cabeça estiver no lugar a gente conversa e toma alguma decisão. – Pedi.

– Ok cara... estamos aí para o que precisar. Jimin ainda quer o cabelo rosa.

Eu ri.

– Ok... eu te aviso. Mas algo me diz que meus dias vão estar realmente cheios. São 3 crianças cara, 3! E só um deles sabe limpar a bunda. Mais ou menos.

– Boa sorte. – Xiumin desejou, e rindo eu desliguei.

Era estranho como os meus amigos viam Kyungsoo. Eles assistiam todo de fora, só viam... parte da coisa. Eles viam a parte ruim, e não as boas... e talvez eu deveria tentar também.

Eles não conheciam Kyungsoo como eu conhecia, eles não conseguiam ver o lado dele.

Mas eu também não o conhecia tão bem assim, e também... não era capaz de entender totalmente seu lado.

Mas isso não importava mais.

Eu tinha... muito o que fazer. Tinha 3 sobrinhos para lidar quando chegasse em casa, e uma irmã para apoiar.

Por um momento eu senti que tudo ficaria bem... Eu saberia lidar com isso.

Eu saberia resolver.

 

 

 

 


Notas Finais


Bora fazer uma experiencia? Por favor, todo mundo que lê a fic, mesmo que não saiba o que comentar, coloca um pontinho ou sei lá, para eu saber quantas pessoas que favoritaram (ou não) realmente estão lendo?
Ah! E eu queria uma outra experiencia... fora os pontinhos da lista de chamada, no comentário da primeira pessoa que comentou, todo mundo pode comentar no mesmo? Tipo, faça o seu comentário, mas vá concordando ou discordando e adicionando o comentário da pessoa anterior como resposta.
Sei lá, to toda experimental hoje.
Ou podem me ignorar e só comentar.... ou fazer os dois.


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